Artigo


Impactos da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) no cenário apícola Brasileiro e como a ABEMEL se reinventou em 2020

Dra. Andresa A. Berretta – Presidente da ABEMEL – Gestão 2020/2021

O vírus SARS-CoV-2 foi oficialmente identificado no Brasil em 26 de fevereiro de 2020, através de um paulista que retornou da Itália infectado. A partir de então, o vírus começou a circular no país e as cidades passaram a vivenciar um cenário nunca antes imaginado. Algumas regiões foram mais afetadas do que outras. Mas, a circulação de pessoas foi drasticamente reduzida no mundo inteiro. O mundo literalmente parou. Desde então, em 22 de fevereiro de 2021, confirmaram-se 9.866.710 casos, a maior parte deles no estado de São Paulo (segundo o Ministério da Saúde), causando 239.773 mortes, a maior parte delas, no Rio de Janeiro. O número de pessoas recuperadas da doença, é de 8.805.239. A transmissão comunitária foi confirmada para todo o território nacional.

Os impactos estão sendo inimagináveis na vida das pessoas, desde um número absurdo de famílias que atingem o estado de miséria, até danos psicológicos e emocionais que provavelmente aparecerão somente daqui há alguns anos. Uma mudança em que todos provavelmente sofreram de alguma forma, e talvez aprenderam alguma coisa, desde a como encontrar atividades para tanto tempo em isolamento dentro de casa, mas, e mais importante, os valores de humildade, compaixão, humanidade e gratidão pela vida.

Própolis e a Saúde

Do ponto de vista da saúde, talvez nunca se viu tamanho consumo de própolis para a imunidade. Se é que se pode dizer que houve algo de positivo nesse cenário de caos, talvez seja o fato das pessoas finalmente reconhecerem a própolis como um importante aliado da saúde. A própolis finalmente se concretiza como sinônimo de imunidade. Ainda que do ponto de vista de regulação, a própolis ainda não pode estampar essa alegação em sua rotulagem, popularmente esse ‘status’ já se incorporou na rotina das pessoas no Brasil. E não por acaso.

Em maio de 2020, Berretta & Silveira [1] publicaram na edição nº 156 da Revista APACAME, os dados de imunoregulação, atividade antiinflamatória e antiviral da própolis que já eram de conhecimento da comunidade científica, que por si só, já davam elementos para dar suporte aos benefícios da própolis para saúde. Mas os autores foram além. Apresentaram algumas das interações da própolis com receptores que o vírus SAR-CoV-2 utiliza para invadir as células dos hospedeiros e se replicar, e o potencial demonstrado in silico, para que a própolis reduzisse a infectividade do vírus. Na sequência, um artigo de revisão mais profundo publicado na Journal of Biomedicine & Pharmacotherapy [2] sobre a coordenação do Prof. Dr. David De Jong da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FMRP/USP) abordou o tema de forma mais abrangente e completa, não só detalhando os mecanismos propostos para a atuação benéfica da própolis na COVID-19 propriamente dita, mas também apresentando o potencial de ajudar aos pacientes com as comorbidades que são mais susceptíveis aos danos da doença (Berretta et al. 2020). Outros autores brasileiros como os Profs. Drs. Carla Scorza e Fúlvio Scorza da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) [3,4] e o Prof. Dr. Maurício Sforcin [5] da UNESP, também publicaram outros artigos mostrando efeito da própolis nessa importante doença, que corroboram os dados anteriores e mostram que, de fato, estamos falando de algo com propriedade.

Finalmente, para fechar com chave de ouro sobre o uso da própolis no tratamento da COVID-19, o Dr. Marcelo Silveira juntamente com a equipe técnica de P&D da empresa Apis Flora fizeram algo inédito no mundo. Conduziram o primeiro estudo clínico, randomizado, com a própolis verde EPP-AF(R) em pacientes hospitalizados e positivos para COVID-19. O estudo foi realizado no Hospital São Rafael, vinculado à Rede D’Or em Salvador/Bahia. Foram avaliados 124 pacientes com acometimento pulmonar mínimo de 50%, e testados por PCR. O estudo comparou 3 grupos de estudo, o grupo só tratado com o protocolo padrão do Hospital São Rafael, enquanto outros dois grupos tomaram adicionalmente 4 ou 8 capsulas de Propomax(R). O estudo teve como desfecho primário a análise do tempo de internação e, como secundário a análise dos danos renais dos pacientes. De forma estatisticamente significativa, as duas dosagens testadas reduziram, respectivamente, o tempo de internação em 41,6 e 50%. O que na prática significa que o grupo controle ficou hospitalizado por cerca de 12 dias, enquanto o grupo que recebeu a dosagem menor de própolis ficou 7 dias internado, e o grupo com a maior dose, ficou 6 dias no hospital. Além disso, houve demonstração da proteção renal dos pacientes. O estudo esta publicado na plataforma internacional MedRxiv [6], até que o Journal avalia trabalho.

Mel e a Saúde

O mel é um produto que é consumido milenarmente pelas suas características energéticas e revigorantes, e também pelos seus benefícios para a saúde. Sua composição vai muito além da glicose e frutose, sendo um produto que contém traços de ácidos orgânicos, aminoácidos, flavonoides, compostos fenólicos, e uma infinidade de substâncias aromáticas e essenciais que são provenientes das inúmeras flores visitadas pelas abelhas. Pela possibilidade de combinações de origens florais visitadas pelas abelhas, não é difícil concluir que existem muitos tipos de mel. Além do valor energético nutricional, o mel ainda é um produto que contém enzimas, vitaminas e minerais. Além desse aspecto, o mel é utilizado pelas suas características terapêuticas. O mel é utilizado como adjuvante em tratamentos de doenças cardíacas, diabetes, câncer, mas de notável importância é a sua atuação para redução da tosse, tosse aguda e noturna, além de sua aplicação tópica para cicatrização [7,8,9]. Essas duas últimas aplicações, para tosse e cicatrização, foram objeto de um estudo sistemático Cochrane que avaliou 26 estudos clínicos que ao todo envolveram cerca de 3100 pacientes [10], tendo concluído que essas aplicações para o mel são cientificamente e clinicamente demonstradas, fazendo jus para que a apiterapia tenha sido incluída na lista positiva das práticas integrativas e complementares reconhecidas pelo Ministério da Saúde no Brasil [11].

O aumento pela procura e consumo de mel durante a pandemia faz sentido. Percebeu-se uma mudança de comportamento, onde as pessoas passaram a valorizar mais o que faz bem para a saúde. A procura por produtos para a imunidade, sistema respiratório e saúde de forma geral, aumentou. Mas, além disso, houve também o isolamento social, onde as pessoas também passaram a fazer as refeições em casa e a cozinhar mais. E assim, não só o mel, mas outros produtos como as geleias, suco de laranja e produtos para o café da manhã, por exemplo, também tiveram um consumo aumentado, refletindo que as pessoas estão dedicando mais tempo para um café da manhã mais calmo, saboroso e nutritivo.

Dados de Mercado – Mel e Própolis

O Brasil produziu cerca de 45 mil toneladas de mel em 2019, sendo que destes, 30 mil toneladas foram destinadas à exportação. Já em 2020, o total exportado já somou todo o valor produzido no ano anterior, ou seja, 45 mil toneladas, um aumento muito expressivo de 50% (conforme dados de inteligência da Associação Brasileira dos Entrepostos e Exportadores de Produtos Apícolas – ABEMEL). Os Estados Unidos é o principal mercado para o mel brasileiro. Já a produção de própolis no estado de Minas Gerais foi estimada em 80 e 100 toneladas/ano, correspondendo a cerca de 90% do total produzido no Brasil [15].

Também houve relato de um importante aumento das vendas de própolis no mercado nacional. No estado de Minas Gerais, o aumento foi de cerca de 30% [15], no Nordeste houve relato de um amento de cerca de 250 a 300% [16], e também já foi publicado outro dado mais impactante de 800%, conforme Rehder [14]. No entanto, o percentual relatado por diversos contatos variou muito, principalmente em função do porte de cada um, e desse modo, falar num percentual considerando relatos individuais, seja de federações, cooperativas ou entrepostos, pode não refletir a realidade da totalidade do mercado. Já os números da exportação de própolis foram mais consistentes e relatados em um aumento de 30% [17,18].

Dados oficiais sobre a produção, consumo nacional e as exportações de própolis são indisponíveis, principalmente pela falta de um NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) específico para que tal medida seja avaliada. Com isso, a ABEMEL (Associação Brasileira dos Entrepostos e Exportadores de Produtos Apícolas), tem pleiteado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) dados oficiais coletados dos entrepostos pelo sistema SIGSIF, para que seja possível a avaliação setorial quanto à produção e a comercialização da própolis no Brasil, e com isso, possa divulgar dados oficiais, e também planejar e medir de ações específicas nesse campo. Enquanto isso, a associação está aplicando um questionário junto aos seus associados, para que se tenha ao menos, um dado aproximado.

Profissionalização como Caminho de Crescimento Sustentável

Com a pandemia e o importante consumo de mel [12] e própolis, em maio de 2020, o quilo de mel obteve alta de até 40% no preço pago ao apicultor, passando de R$ 5,50 para R$ 8,50 [13], e chegou a custar em torno de R$ 15,00 a R$16,00 ao longo do ano, e está agora na casa de R$13,00. Já a raspa de própolis passou de R$ 70,00 para R$ 250,00, um aumento de mais de 250% [13] ainda em maio de 2020. Ao longo do ano, outras variações de preço ainda maiores foram observadas tanto para mel quanto própolis, sendo que o preço da própolis “in natura” atingiu o valor de R$600,00/kg, como publicado por Rehder (2020) na edição da Revista da APACAME nº 158 de setembro de 2020 [14]. E aqui, cabe a importante reflexão que foi introduzida pelo Carlos Rehder, ex-presidente da Câmara Setorial do Mel do Estado de São Paulo em seu artigo “A crônica da Morte Anunciada” [14].

Há necessidade de profissionalização da apicultura brasileira, tanto para aumento da produção de mel, quanto aumento da produção de própolis. Isso já foi evidenciado em diferentes momentos da apicultura, como pode ser observado no artigo [14]. Há mercado para absorver os produtos brasileiros, tanto interno quanto externo e ações mais agressivas para estímulo do consumo só não foram realizadas por falta de matéria-prima, que é o nosso maior gargalo. O apicultor que investir em profissionalização e olhar para o seu negócio com visão administrativa e empreendedora, poderá crescer e colher mais benefícios no curto e no longo prazo, de forma consistente e economicamente sustentável. Ganhar mais, produzindo mais e com melhor qualidade. O mercado não aceita desaforo, como já foi dito pelo Carlos. O cliente, o consumidor, não gosta de se sentir lesado. Ganhar o dobro produzindo o mesmo, e se aproveitando do momento de alta procura, não é uma atitude sustentável. Já é hora de pensar grande, e mudar as atitudes, para um futuro mais rentável e promissor.

Como a ABEMEL se reinventou em 2020 e continuou o seu trabalho

As atividades da ABEMEL são bem abrangentes e buscam cobrir as necessidades de seus associados. Suas atividades envolvem um importante cunho técnico, científico, regulatório, além de ações de abertura de mercado internacional e relacionamentos com parceiros de negócios. Nesse ínterim, sempre envolveram viagens à Brasília para reuniões na Câmara Setorial do Mel no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além de reuniões com departamentos específicos nesse ministério, além da participação em reuniões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e viagens a outras localidades junto a parceiros, e eventos e feiras internacionais, além das reuniões associativas, que sempre foram trimestrais e presenciais.

O momento de pandemia trouxe desafios, e se reinventar foi necessário. Felizmente, o ser humano é muito criativo e se adapta fácil. Assim, não foi diferente com nossas atividades na ABEMEL. Participamos ativamente e virtualmente, das reuniões da Câmara Setorial do Mel, ABNT e ISO, onde temos um importante trabalho técnico com as demandas dos associados, e elaborando métodos e construindo um padrão de identidade e qualidade para própolis, que terá como fim a padronização analítica, para que tantos os associados e os órgãos de governo e laboratórios prestadores de serviços usem o mesmo método, além da ampliação de mercado, que será consequência de vários países adotando as mesmas especificações técnicas. Um imenso trabalho foi realizado em 2020 nesse sentido. Tanto através de um número expressivo de reuniões, quanto de diversas análises que foram realizadas a fim de se testar os métodos em questão. Os resultados estão a caminho, e acreditamos que 2021 será um ano muito promissor nesse aspecto.

Para suprir as reuniões presenciais e manter ativo o contato entre os associados, criamos o quadro Happy Hour, um evento on-line e direcionado para nossos empresários, onde tivemos a oportunidade de contar com a participação de nosso convidado o empresário Daniel Malusá Gonçalves, da Agência de Publicidade 6P, que abordou as tendências sobre comunicação e marketing. E também contamos com o Sr. Renato Azevedo, da empresa Phytonatus Nutracêutica e com o empresário Sr. Daniel Cavalcante do entreposto Baldoni, que abordaram as tendências e realidades do mercado de mel. Esses momentos foram oportunos para que nossos empresários se integrassem e debatessem as dificuldades e tendências, mantendo, de certa forma, o contato.

Do ponto de vista técnico, criamos o quadro Bate-Papo, onde tivemos interações importantes do quadro técnico das empresas associadas com convidados que vieram trazer conteúdos relevantes acerca de (i) emissão de documentos para exportação com a participação da área técnica do MAPA, (ii) novas regras de rotulagem e tabela de informação nutricional, (iii) covid-19 e a própolis, (iv) métodos analíticos e de qualidade realizados por laboratórios terceirizados, dentre outros. Momento de rico debate entre os técnicos e troca de experiências que engrandece a todos.

Enfim, os contatos através das redes sociais da ABEMEL foram mais intensos, levando ao conhecimento da comunidade leiga mais conhecimento sobre o universo das abelhas, produtos das abelhas, benefícios, e mais informação sobre o setor. Difundir conhecimento também faz parte das atividades da entidade, e assim, acreditamos que a presença nesses canais fortaleceu o contato e as parcerias.

Enfim, o trabalho é árduo e as demandas são grandes. Temos muito ainda por realizar e estamos caminhando nesse sentido.

Acreditamos que as tendências para o mercado apícola são positivas do ponto de vista de demandas, mercado de mel e própolis deve continuar aquecido com a pandemia; e a profissionalização é o caminho mais sustentável e duradouro para o crescimento do apicultor. Atenção é necessária na política de preços que estão sendo praticados. O cenário internacional é incerto, e há boatos sobre uma política de anti-dumping que poderá ser aplicada pelos Estados Unidos a alguns países, onde há rumores de que o Brasil poderá figurar neste grupo, junto com países como Índia, Vietnã, Ucrânia e Argentina. Assim, práticas corretas e justas quanto à política de preço praticados, devem ser o caminho a ser seguido.

Desejamos e contribuímos para que as pesquisas científicas continuem fortalecendo a demonstração das atividades biológicas dos produtos apícolas brasileiros, para que a população se beneficie dessas propriedades para a melhor qualidade de vida e saúde. Desejamos que o mercado continue aquecido para que toda a cadeia prospere, e o maior beneficiado seja o consumidor com produtos de qualidade e idoneidade. Desejamos que a vida volte à normalidade, mas que as pessoas absorvam que não é preciso aparecer um vírus e uma pandemia para que as pessoas cuidem de sua saúde. Desejamos que a pandemia não seja em vão. Que fique algum aprendizado disso tudo, para que as pessoas saiam da pandemia, melhores do que entraram, com mais humildade, humanidade, pensamento coletivo, solidariedade, porque senão, tantas vidas terão sido perdidas em vão. E, por fim, e não menos importante, que as reuniões e abraços presenciais voltem a fazer parte de nossa vida, para que os olhos brilhantes de alegria reapareçam e possamos brindar à vida, se Deus quiser.

Referências

1. http://apacame.org.br/site/revista/mensagem-doce-n-156-maio-de-2020/artigo-4/

2. A.A. Berretta, M.A.D. Silveira, J.M. Cóndor Capcha, D. De Jong, Propolis and its potential against SARS-CoV-2 infection mechanisms and COVID-19 disease. Biomed. Pharmacother. 131 (2020) 110622, https://doi.org/10.1016/j.biopha.2020.110622.

3. A.C. Fiorini, C.A. Scorza, A. de Almeida, M. Fonseca, J. Finsterer, F. Fonseca, F.A. Scorza, antiviral activity of Brazilian Green Propolis extract against SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome – Coronavirus 2) infection: case report and review. Clinics 76 (2021) e2357, https://doi.org/10.6061/clinics/2021/e2357.

4. C.A. Scorza, V.C. Gonçalves, F.A. Scorza, A.C. Fiorini, A.G. de Almeida, M. Fonseca, J. Finsterer, Propolis and coronavirus disease 2019 (COVID-19): Lessons from nature. Complement. Ther. Clin. Pract. 41 (2020) 101227, https://doi.org/10.1016/j.ctcp.2020.101227.

5. N. Ripari, A.A. Sartori, M.S. Honorio, F.L. Conte, K. I. Tasca, K. B. Santiago, J. M. Sforcin, Propolis antiviral and immunomodulatory activity: a review and perspectives for COVID-19 treatment, J. Pharmacy and Pharmacol, 2021; rgaa067, https://doi.org/10.1093/jpp/rgaa067

6. https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.01.08.20248932v1.full

7. M. Al-Mamary, A. Al-Meeri, M. Al-Habori, Antioxidant activities and total phenolics of different types of honey. Nutrition Research. 2002 Sep;22(9):1041-1047.

8. K. Münstedt, S. Bogdanov, Bee products and their potential use in modern medicine. J ApiProd ApiMed Sci. 2009 Jul 1;1(3):57-63.

9. N. Gheldof, X-H. Wang, N.J. Engeseth. Buckwheat Honey Increases Serum Antioxidant Capacity in Humans. Journal of Agricultural and Food Chemistry 2003 Feb;51(5):1500-1505.

10. R. Riera, V.L. Braga, L.P. S. Rocha, D.D. Bernardo, L.A.F. Andrade, J.C. Hsu, et al. What do Cochrane systematic reviews say about new practices on integrative medicine? São Paulo Medical Journal 2018 Jun 25;136(3):251-261.

11. Ministério da Saúde. PORTARIA N° 702, DE 21 DE MARÇO DE 2018 [Internet]. [cited 2021 Feb 23]. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html

12.https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2020/05/22/apicultores-registram-aumento-na-producao-e-na-procura-de-mel-durante-a-pandemia-do-coronavirus.ghtml

13. https://www.nacaoagro.com.br/noticias/coronavirus-causa-busca-por-mel-e-propolis/

14. http://apacame.org.br/site/revista/mensagem-doce-n-158-setembro-de-2020/artigo-4/

15.https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2020/05/03/procura-por-propolis-dispara-durante-a-pandemia-do-coronavirus.ghtml

16.http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/32843-vendas-de-propolis-vermelha-aumentam-entre-apicultores-de-alagoas

17.https://www.gazetadopovo.com.br/parana/aliada-do-sistema-imunologico-propolis-tem-grande-procura-apos-coronavirus/

18.https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2020/05/03/procura-por-propolis-dispara-durante-a-pandemia-do-coronavirus.ghtml