{"id":712,"date":"2015-10-05T17:04:43","date_gmt":"2015-10-05T17:04:43","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=712"},"modified":"2015-10-05T17:22:15","modified_gmt":"2015-10-05T17:22:15","slug":"noticia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-133-setembro-de-2015\/noticia\/","title":{"rendered":"Not\u00edcia"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\" align=\"center\">\u00d3rg\u00e3os da sociedade civil alertam sobre fim da rotulagem de transg\u00eanicos<\/h1>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: xx-small;\"><i><b>Fonte: Ag\u00eancia Brasil publicado em 07\/06\/2015<\/b><\/i><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">A aprova\u00e7\u00e3o, na C\u00e2mara dos Deputados, do Projeto de Lei 4.148\/2008, que prop\u00f5e mudan\u00e7as nos r\u00f3tulos de embalagens de alimentos transg\u00eanicos, gerou rea\u00e7\u00f5es de entidades da sociedade civil, segundo as quais a proposta tira da popula\u00e7\u00e3o o direito de escolha de consumir ou n\u00e3o produtos cuja mat\u00e9ria-prima foi geneticamente modificada.<a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-714 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura1-248x300.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura1-248x300.jpg 248w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura1-150x182.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura1-413x500.jpg 413w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura1.jpg 751w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Segundo a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ana Paula Bortoletto, doutora em nutri\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablica, a retirada do s\u00edmbolo de transg\u00eanicos fere totalmente o direito do consumidor \u00e0 informa\u00e7\u00e3o clara, correta e precisa em rela\u00e7\u00e3o aos produtos que est\u00e3o no mercado.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Para a presidenta do Conselho Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar (Consea), Maria Em\u00edlia Pacheco, a rotulagem de transg\u00eanicos abre portas para a regulamenta\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios e da rastreabilidade dos alimentos, e esse projeto d\u00e1 um passo atr\u00e1s sobre isso. \u201cO consumidor tem direito de saber se aquele produto cont\u00e9m o DNA de outra esp\u00e9cie. Por raz\u00f5es de ordem \u00e9tica ou religiosa, as pessoas t\u00eam o direito de ser informadas e decidir n\u00e3o consumir. Esses projetos que flexibilizam as normas tamb\u00e9m v\u00e3o anulando as nossas outras conquistas\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">O projeto do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) altera a reda\u00e7\u00e3o do Artigo 40 da Lei n\u00ba 11.105\/2005 e, na pr\u00e1tica, revoga o Decreto 4.680\/2003, que regulamenta o assunto. Com a nova lei, as embalagens que cont\u00eam produtos geneticamente modificados n\u00e3o precisariam mais trazer o s\u00edmbolo do tri\u00e2ngulo amarelo com um T na cor preta no meio. Em vez disso, seria grafada a frase \u201ccont\u00e9m transg\u00eanico\u201d. Apenas os produtos que cont\u00eam 1% ou mais de componentes transg\u00eanicos na formula\u00e7\u00e3o seriam obrigados a informar a transgenia ao consumidor, se detectada em an\u00e1lise espec\u00edfica.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Heinze explica que a rotulagem vai permanecer, apenas o s\u00edmbolo ser\u00e1 retirado. Segundo o deputado, a letra T n\u00e3o informa e sim amedronta o consumidor, j\u00e1 que se assemelha a s\u00edmbolos de produtos venenosos e inflam\u00e1veis, por exemplo.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">A pesquisadora do Idec diz que, na pr\u00e1tica, o projeto acaba com a rotulagem. \u201cO argumento \u00e9 que v\u00e3o ser obrigados a informar no r\u00f3tulo os produtos que tiverem a identifica\u00e7\u00e3o de transgenia em laborat\u00f3rio. \u00c9 um detalhe t\u00e9cnico que dificulta ter essa informa\u00e7\u00e3o porque, como a detec\u00e7\u00e3o s\u00f3 acontece se tivermos o DNA, o material gen\u00e9tico do alimento transg\u00eanico, quase nenhum alimento processado, industrializado, vai ter o DNA inteiro para fazer essa an\u00e1lise. Ent\u00e3o, no produto final, n\u00e3o necessariamente, vamos encontrar a prova laboratorial de que ele \u00e9 transg\u00eanico. E o que importa para o consumidor \u00e9 saber se a mat\u00e9ria prima usada no produto \u00e9 ou n\u00e3o transg\u00eanica\u201d, explicou Ana Paula.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Para o deputado Heinze, os transg\u00eanicos s\u00e3o produtos seguros para consumo. \u201cOs alimentos liberados para consumo humano passam por an\u00e1lise da CTNBio [Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a], composta por representantes de nove minist\u00e9rios \u2013 como da Sa\u00fade, do Meio Ambiente e da Agricultura \u2013, tem seis especialistas e 12 doutores nas \u00e1reas de sa\u00fade animal e humana, vegetal e ambiental. Portanto, se \u00e9 liberado por esse colegiado de 27 membros, acredito que s\u00e3o seguros\u201d, disse.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-715 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura2-248x300.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura2-248x300.jpg 248w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura2-150x182.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura2-413x500.jpg 413w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figura2.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><\/a>Mas, segundo o biom\u00e9dico Luiz Maranh\u00e3o, as consequ\u00eancias dos transg\u00eanicos na sa\u00fade humana s\u00e3o absolutamente desconhecidas e incontrol\u00e1veis. \u201cN\u00f3s s\u00f3 vamos saber na nossa terceira gera\u00e7\u00e3o humana usu\u00e1ria de transgenia. At\u00e9 l\u00e1, estamos sendo cobaias dos grandes aglomerados internacionais financeiros. O princ\u00edpio que baseou o conceito de defesa \u00e0 transgenia \u00e9 que o gene animal no gr\u00e3o geraria uma rea\u00e7\u00e3o que n\u00e3o haveria mais necessidade de agrot\u00f3xicos, mas isso foi uma engana\u00e7\u00e3o para convencer a popula\u00e7\u00e3o. \u201d<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">A presidente do Consea Conselho Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional disse que \u00e9 preciso fazer investimentos na agricultura familiar, na agroecologia e no estudo de sementes que v\u00eam da sele\u00e7\u00e3o natural e da experi\u00eancia de agricultores. \u201cEssa ideia de que o transg\u00eanico chega com maior produtividade, que vai reduzir o uso de agrot\u00f3xico e que vai matar a fome do mundo n\u00e3o \u00e9 verdade, porque essa tecnologia foi liberada e a fome do mundo \u00e9 enorme \u2013 s\u00e3o 800 milh\u00f5es de famintos. N\u00e3o s\u00e3o as for\u00e7as de mercado e essa tecnologia que v\u00e3o resolver o problema. O Brasil saiu do mapa da fome em raz\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo e dos programas de distribui\u00e7\u00e3o de renda. \u201d<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Segundo a pesquisadora do Idec, estudos internacionais dizem que o uso de transg\u00eanicos traz impactos negativos ao meio ambiente e \u00e0 sa\u00fade humana, como o desenvolvimento de tumores e de alergias alimentares. \u201cNo Brasil, quem apresenta os estudos para comprovar se \u00e9 seguro ou n\u00e3o para consumo humano s\u00e3o as pr\u00f3prias empresas que t\u00eam interesse comercial. Ent\u00e3o, h\u00e1 um conflito de interesse. Para o Idec, n\u00f3s dever\u00edamos adotar o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o: n\u00e3o havendo nenhuma comprova\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o faz mal, n\u00e3o dever\u00edamos consumir. Mas aqui os interesses econ\u00f4micos e o poder do agroneg\u00f3cio s\u00e3o t\u00e3o grandes, que isso [a libera\u00e7\u00e3o de transg\u00eanicos] acontece, inclusive, com respaldo de muitos pesquisadores\u201d, argumentou Ana Paula.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">O biom\u00e9dico Luiz Maranh\u00e3o explicou que n\u00e3o \u00e9 contra estudos gen\u00e9ticos, mas acha que eles est\u00e3o sendo aplicados sem controle. \u201cO estudo da transgenia n\u00e3o pode fugir das universidades e empresas p\u00fablicas, n\u00e3o pode fugir do controle do Estado. Nos pa\u00edses da Europa \u2013 como Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Inglaterra, Espanha, It\u00e1lia \u2013 esse conhecimento fica seguro e \u00e9 controlado pelo Estado. Uma empresa de biotecnologia n\u00e3o tem idoneidade para comandar o que vamos colocar na nossa mesa. Mas, infelizmente, vemos o Estado brasileiro fr\u00e1gil diante desses avan\u00e7os. \u00c9 preciso que ele esteja presente de uma forma mais firme, assim como a sociedade organizada, para fiscalizar o Estado inclusive\u201d, acrescentou.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Segundo a CTNBio, existem 39 tipos de plantas transg\u00eanicas\u00a0aprovadas\u00a0para comercializa\u00e7\u00e3o no Brasil. O projeto de lei do deputado Heinze est\u00e1 agora no Senado Federal, para an\u00e1lise das comiss\u00f5es de Assuntos Sociais e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscaliza\u00e7\u00e3o e Controle. A Comiss\u00e3o de Ci\u00eancia e Tecnologia, Comunica\u00e7\u00e3o e Inform\u00e1tica enviou requerimento solicitando que tamb\u00e9m seja ouvida sobre a mat\u00e9ria. O Idec encabe\u00e7a uma campanha em seu site contra o fim da rotulagem de produtos transg\u00eanicos e espera que os senadores rejeitem o projeto.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3rg\u00e3os da sociedade civil alertam sobre fim da rotulagem de transg\u00eanicos Fonte: Ag\u00eancia Brasil publicado em 07\/06\/2015 A aprova\u00e7\u00e3o, na C\u00e2mara dos Deputados, do Projeto de Lei 4.148\/2008, que prop\u00f5e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":595,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-712","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/712"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=712"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/712\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":718,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/712\/revisions\/718"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/595"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=712"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}