{"id":6487,"date":"2024-02-27T03:55:24","date_gmt":"2024-02-27T03:55:24","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=6487"},"modified":"2024-02-28T03:56:30","modified_gmt":"2024-02-28T03:56:30","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-174-novembro-de-2023\/artigo\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jardim amig\u00e1vel para as abelhas: Calabura (MUNTINGIA CALABURA)<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Darclet Teresinha Malerbo-Souza; Andr\u00e9 Carlos Silva Pimentel; Carlos Frederico Silva da Costa Setor de Apicultura e Meliponicultura, Departamento de Zootecnia, Universidade Federal Rural de Pernambuco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As abelhas ocupam uma posi\u00e7\u00e3o-chave na manuten\u00e7\u00e3o da diversidade vegetal, por serem os principais agentes polinizadores (Villas-B\u00f4as, 2012) e, consequentemente, s\u00e3o importantes na produ\u00e7\u00e3o de frutos e sementes, mas j\u00e1 pensaram o que as abelhas comem? <\/p>\n\n\n\n<p>As abelhas s\u00e3o totalmente dependentes das flores. Elas elaboram o mel a partir do n\u00e9ctar das flores, que ser\u00e1 a fonte de energia. O p\u00f3len, coletado das flores tamb\u00e9m, ser\u00e1 a fonte de prote\u00ednas, lip\u00eddeos, vitaminas e minerais, para o desenvolvimento das abelhas. Al\u00e9m disso, as plantas fornecem resinas e \u00f3leos que as abelhas v\u00e3o utilizar para a elabora\u00e7\u00e3o da pr\u00f3polis, principalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 extremamente importante que os apicultores e meliponicultores conhe\u00e7am as esp\u00e9cies de plantas, no entorno das suas col\u00f4nias, e o per\u00edodo de florescimento delas, no decorrer do ano, bem como, as esp\u00e9cies de abelhas que realmente visitam essas flores, al\u00e9m de saber o que elas coletam, se n\u00e9ctar ou p\u00f3len. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 importante porque temos esp\u00e9cies que fornecem apenas p\u00f3len para as abelhas, como \u00e9 o caso das mirt\u00e1ceas, como goiaba e pitanga, ou como o sabi\u00e1 ou sans\u00e3o do campo. J\u00e1 outras esp\u00e9cies s\u00e3o visitadas apenas para coleta de n\u00e9ctar. Ainda temos as esp\u00e9cies vegetais, onde algumas esp\u00e9cies de abelhas coletam apenas n\u00e9ctar e outras esp\u00e9cies de abelhas coletam apenas p\u00f3len.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo em \u00e1reas urbanas, podemos introduzir esp\u00e9cies vegetais compondo um jardim amig\u00e1vel para as abelhas. Pensando em esp\u00e9cies que podem ser inseridas nesse jardim amig\u00e1vel, que tem florescimento prolongado, temos a calabura (Muntingia calabura) que \u00e9 uma \u00e1rvore da fam\u00edlia Muntingiaceae, tamb\u00e9m conhecida como pau-seda. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nativa do sul do M\u00e9xico, do Caribe, Am\u00e9rica Central, Ocidental, Am\u00e9rica do Sul, tamb\u00e9m no sul de Peru e Bol\u00edvia, as primeiras mudas foram introduzidas no Brasil, em 1962, pelo Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC) com intuito de recuperar \u00e1reas degradadas. Al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas \u00e9 considerada fonte alimentar para diversas esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros, aves, insetos e morcegos.<\/p>\n\n\n\n<p>As flores s\u00e3o brancas, com dezenas de estames com anteras amarelas, emitindo um aroma doce e suave. Seus frutos s\u00e3o comest\u00edveis e, quando maduros, apresentam colora\u00e7\u00e3o rosa-avermelhada, com polpa suculenta, doce e de aroma agrad\u00e1vel, sendo consumido com casca e sementes, tanto in natura quanto como geleia ou compota. Os frutos s\u00e3o ricos em vitamina C, ferro e c\u00e1lcio (Rahman, Fakir e Rahman, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Central, a calabura produz grandes quantidades de frutas todos os meses do ano (Fleming et al., 1985). Bawa e Webb (1983) tamb\u00e9m observaram que essa planta apresenta autocompatibilidade, na Costa Rica, que permite que a calabura desenvolva grande quantidade de sementes, ao longo do ano, mesmo em \u00e1reas de degrada\u00e7\u00e3o, onde os agentes polinizadores s\u00e3o escassos (Kearns e Inouye, 1993). <\/p>\n\n\n\n<p>O doce odor e cor esbranqui\u00e7ada das flores de calabura s\u00e3o muito atraentes para himen\u00f3pteros e d\u00edpteros, o que pode contribuir para a poliniza\u00e7\u00e3o cruzada desta esp\u00e9cie, mesmo sendo autocompat\u00edvel (Proctor, Yeo e Lack, 1996).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Malerbo-Souza (1996), foi observada prefer\u00eancia de abelhas africanizadas Apis mellifera pelas flores de calabura, plantadas pr\u00f3ximas aos maracujazeiros, mostrando seu potencial como alternativa em ocasi\u00f5es que haja a necessidade do controle de pilhagem, promovido por essas abelhas, como, por exemplo, em cochos de bovinos alimentados com canade-a\u00e7\u00facar ou em ra\u00e7\u00f5es animais \u00e0 base de milho.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao r\u00e1pido crescimento e intensidade de frutifica\u00e7\u00e3o, a calabura vem despertando grande interesse em programas de manejo de fauna, em \u00e1reas silvestres, como uma esp\u00e9cie de enriquecimento da flora. <\/p>\n\n\n\n<p>Ela \u00e9 muito utilizada em projetos de reflorestamento, por crescer em solos pobres e de sua propaga\u00e7\u00e3o por meio de semente, sendo tamb\u00e9m dispersas por meio de aves e morcegos (Mora, Bertoloti e Sim\u00f5es, 1980; Frutas Brasil, 2016). <\/p>\n\n\n\n<p>Figueiredo et al. (2008), em estudo realizado em \u00e1reas urbanas, verificaram que a calabura \u00e9 autocompat\u00edvel e apresenta autopoliniza\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, com suas flores visitadas por abelhas e frutos consumidos por aves e morcegos fit\u00f3fagos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um experimento foi realizado com o objetivo de avaliar a frequ\u00eancia, comportamento e tipo de coleta das abelhas nas flores de calabura, presentes no Setor de Meliponicultura, do Departamento de Zootecnia, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), campus Dois Irm\u00e3os, localizado em Recife, Pernambuco. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, avaliar o potencial da calabura, como fonte de forrageamento para as diversas esp\u00e9cies de abelhas e o seu papel na manuten\u00e7\u00e3o da diversidade e conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"509\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1-1024x509.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6442\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1-1024x509.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1-300x149.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1-768x382.jpg 768w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1-838x417.jpg 838w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1-415x206.jpg 415w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1-280x139.jpg 280w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1-500x249.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante 12 meses, uma planta de calabura, pr\u00f3xima ao melipon\u00e1rio (Figura 1), foi monitorada com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s esp\u00e9cies de insetos, principalmente, abelhas que visitavam essas flores. Em agosto de 2018, nessa \u00e1rea, foi avaliada a frequ\u00eancia das visita\u00e7\u00f5es e o tipo (n\u00e9ctar e\/ ou p\u00f3len) de coleta das abelhas nas flores da calabura, no decorrer do dia. <\/p>\n\n\n\n<p>Observou-se que a calabura floresceu e frutificou durante o ano todo, com alguns per\u00edodos de maior flora\u00e7\u00e3o, como em agosto de 2018. Nesse m\u00eas, as abelhas mais frequentes nas flores da calabura foram as africanizadas Apis mellifera (65,80%), abelhas sem ferr\u00e3o Tetragonisca angustula (Jata\u00ed) (26,09%) e Trigona spinipes (irapu\u00e1) (8,12%), coletando n\u00e9ctar e p\u00f3len. <\/p>\n\n\n\n<p>Outra abelha sem ferr\u00e3o observada foi Melipona scutellaris (uru\u00e7u nordestina) e, tamb\u00e9m, a abelha solit\u00e1ria Pseudaugochlora graminea. Al\u00e9m das abelhas, foram observados lepid\u00f3pteros, d\u00edpteros e vesp\u00eddeos utilizando as flores como recurso alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>As abelhas africanizadas coletaram n\u00e9ctar (Figuras 2 e 3) e p\u00f3len, nas flores da calabura, apresentando dois picos de frequ\u00eancia, \u00e0s 13h e \u00e0s 16h00. As abelhas jata\u00eds (Figura 4) coletaram p\u00f3len nas flores da calabura, aumentando sua frequ\u00eancia at\u00e9 \u00e0s 11h00, diminuindo em seguida.<\/p>\n\n\n\n<p>As abelhas irapu\u00e1s (Figura 5) coletaram p\u00f3len nas flores da calabura, com oscila\u00e7\u00f5es no decorrer do dia. Essa abelha pertence ao grupo dos melipon\u00edneos, entretanto, n\u00e3o se utilizam seus produtos (mel, p\u00f3len, geopr\u00f3polis) devido ao seu h\u00e1bito de coletar fezes e materiais em putrefa\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de seus ninhos. Apesar disso, essas abelhas s\u00e3o muito frequentes nas flores de diversas plantas, sendo generalistas e consideradas polinizadoras do chuchuzeiro (Malerbo-Souza, 1996).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"390\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2-1024x390.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6443\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2-1024x390.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2-300x114.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2-768x292.jpg 768w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2-838x319.jpg 838w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2-415x158.jpg 415w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2-280x107.jpg 280w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2-500x190.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Jardim-amiga\u0301vel-para-as-abelhas-2.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram observadas abelhas sem ferr\u00e3o uru\u00e7u nordestina (Figura 6) coletando n\u00e9ctar nas flores da calabura. A planta estudada ficava bem pr\u00f3xima ao melipon\u00e1rio da Institui\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 considerada a esp\u00e9cie de Melipona criada pelo homem, com a maior distribui\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es Norte e Nordeste do Brasil, com registros do Rio Grande do Norte at\u00e9 Bahia. <\/p>\n\n\n\n<p>Seu mel tem sabor agrad\u00e1vel, menos doce que o mel das abelhas africanizadas e \u00e9 uma abelha muito d\u00f3cil, de f\u00e1cil cria\u00e7\u00e3o. A abelha Pseudaugochloropsis graminea pertence \u00e0 fam\u00edlia Halictidae que \u00e9 uma das mais diversificadas no Brasil. Abelhas desta fam\u00edlia apresentam brilho met\u00e1lico verde, azul, avermelhado ou mesmo negro (Figura 7).<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo foi desenvolvido em \u00e1rea urbana, onde se localiza a Universidade, mas fica pr\u00f3xima \u00e0 uma \u00e1rea preservada, remanescente de Mata Atl\u00e2ntica (Parque Estadual de Dois Irm\u00e3os), em Recife, Pernambuco. <\/p>\n\n\n\n<p>Estudos t\u00eam mostrado que as cidades poderiam ser reservat\u00f3rios de polinizadores, com maior biodiversidade de insetos, em compara\u00e7\u00e3o com o campo (J\u0119drzejewska-Szmek e Zych, 2013). Portanto, as \u00e1reas urbanas s\u00e3o favor\u00e1veis aos polinizadores silvestres (Stelzer et al., 2010). Plantas ornamentais com flora\u00e7\u00e3o em diferentes per\u00edodos, se manejados intensivamente, produzem flores e recursos (n\u00e9ctar e p\u00f3len) que estar\u00e3o dispon\u00edveis de forma mais consistente \u00e0s abelhas, mesmo em tempos de seca. <\/p>\n\n\n\n<p>Entre as diferen\u00e7as entre a paisagem rural e urbana, observa-se que a rural \u00e9 caracterizada por ser um ambiente pouco transformado quando comparada com a alta biodiversidade de esp\u00e9cies vegetais no ambiente urbano, uma vez que as esp\u00e9cies da paisagem rural, comumente, se associam \u00e0 agricultura, silvicultura e pecu\u00e1ria (Biondi e Kischlat, 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a calabura pode ser utilizada como esp\u00e9cie ornamental, em \u00e1reas urbanas e rurais, e deve ser plantada pr\u00f3xima \u00e0 melipon\u00e1rios e api\u00e1rios, sendo importante fonte de recursos alimentares para as abelhas. \u00c9 considerada boa indicadora de preserva\u00e7\u00e3o do ambiente e da diversidade de abelhas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>BAWA, K. S.; WEBB, C. J. Floral variation and sexual differentiation in Muntingia calabura (Elaeocarpaceae), a species with hermaphrodite flowers. Evolution, v.37, n.6, p.1271-1282,1983.<\/li>\n\n\n\n<li>BIONDI, D., KISCHLAT, E. A vegeta\u00e7\u00e3o urbana e a biodiversidade. Di\u00e1logo, v. 9, p. 155-168, 2006.<\/li>\n\n\n\n<li>FIGUEIREDO, R. A. et al. Reproductive ecology of the exotic tree Muntingia calabura L. (Muntigiaceae) in southeastern Brazil. Revista \u00c1rvore, Vi\u00e7osa-MG, v.32, n.6, p.993-999, 2008.<\/li>\n\n\n\n<li>FLEMING, T. H. et al. Phenology, seed dispersal, and colonization in Muntingia calabura, a neotropical pioneer tree. American Journal of Botany, v.72, n.3, p.383-391, 1985.<\/li>\n\n\n\n<li>FRUTAS BRASIL 2016. Disponivel em: https:\/\/minhasfrutas.blogspot. com\/search?q=calabura. Acesso em 01 de setembro de 2021<\/li>\n\n\n\n<li>J\u0118DRZEJEWSKA-SZMEK, K. J.; ZYCH, M. Flower-visitor and pollen transport networks in a large city: structure and properties. ArthropodPlant Interactions, 7(5), 503\u2013516. DOI: 10.1007\/s11829-013-9274-z, 2013.<\/li>\n\n\n\n<li>KEARNS, C. A.; INOUYE, D. W. Techniques for Pollination Biologists. University Press of Colorado, Niwot, CO. 583 pages, 1993.<\/li>\n\n\n\n<li>MALERBO-SOUZA, D.T. Efeitos de atrativos e repelentes sobre o comportamento forrageiro da abelha Apis mellifera. Jaboticabal (SP). Tese de Doutorado (em Produ\u00e7\u00e3o Animal), Faculdade de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias e Veterin\u00e1rias de Jaboticabal UNESP, 1996, 119p. MORA, Admir Lopes; BERTOLOTI, Gilmar; SIM\u00d5ES, Jo\u00e3o Walter. Esp\u00e9cie florestal para alimenta\u00e7\u00e3o de fauna silvestre. Circular t\u00e9cnica IPEF, n. 93, p. 1-3, 1980.<\/li>\n\n\n\n<li>PROCTOR, M.; YEO, P.; LACK, A. The natural history of pollination. London: Harper Collins Publishers, 1996. 479p.<\/li>\n\n\n\n<li>RAHMAN, M.; FAKIR, S. A.; RAHMAN, M. Fruit growth of China berry (Muntigia calabura). Botany Research International, v. 3, n.2, p. 56-60, 2010.<\/li>\n\n\n\n<li>STELZER, R. J; CHITTKA, L.; CARLTON, M.; INGS, T. C. Winter Active Bumblebees (Bombus terrestris). Achieve High Foraging Rates in Urban Britain. PLOS ONE 5(3): e9559, 2010.<\/li>\n\n\n\n<li>VILLAS-B\u00d4AS, J. Manual Tecnol\u00f3gico: Mel de Abelhas sem Ferr\u00e3o. Bras\u00edlia \u2013 DF. Instituto Sociedade, Popula\u00e7\u00e3o e Natureza (ISPN). Brasil, 2012.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jardim amig\u00e1vel para as abelhas: Calabura (MUNTINGIA CALABURA) Darclet Teresinha Malerbo-Souza; Andr\u00e9 Carlos Silva Pimentel; Carlos Frederico Silva da Costa Setor de Apicultura e Meliponicultura, Departamento de Zootecnia, Universidade Federal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":6500,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-6487","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6487"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6487"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6487\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6514,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6487\/revisions\/6514"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}