{"id":6357,"date":"2024-02-27T23:42:02","date_gmt":"2024-02-27T23:42:02","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=6357"},"modified":"2024-02-27T23:54:59","modified_gmt":"2024-02-27T23:54:59","slug":"artigo-3","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-172-julho-de-2023\/artigo-3\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia cidad\u00e3: oportunidade para participar e se beneficiar das pesquisas sobre abelhas e outros polinizadores<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Arthur Henrique Puccetti Nascimento &amp; David De Jong<br>Departamento de Gen\u00e9tica, Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto, Universidade de S\u00e3o Paulo, Ribeir\u00e3o Preto, SP. E-mail: arthurhpn@usp.br<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia cidad\u00e3 \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios n\u00e3o ligados diretamente ao campo cient\u00edfico em pesquisas cient\u00edficas. A ci\u00eancia cidad\u00e3 foi considerada um movimento de democratiza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia por Irwin (2021), permitindo que cidad\u00e3os contribuam ativamente para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao coletar dados, fazer observa\u00e7\u00f5es, capturar imagens e descrever organismos, fen\u00f4menos e processos, esses participantes se envolvem diretamente no avan\u00e7o da ci\u00eancia. Al\u00e9m disso, a participa\u00e7\u00e3o em pesquisas cient\u00edficas proporciona aos cidad\u00e3os um aprendizado sobre os m\u00e9todos utilizados nesses estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, com o acesso facilitado \u00e0 tecnologia e \u00e0 internet, qualquer pessoa pode participar e compartilhar seus dados e observa\u00e7\u00f5es com outros pesquisadores, sejam eles profissionais ou amadores. Isso facilita a comunica\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o entre diferentes indiv\u00edduos interessados em contribuir para a ci\u00eancia (Bonney et al., 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea das ci\u00eancias da natureza, a participa\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os cientistas \u00e9 especialmente \u00fatil para o ac\u00famulo de dados. Por exemplo, eles podem auxiliar na descri\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas ou invasoras que visitam determinadas flores, contribuindo para a preserva\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a monitora\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e tremores geol\u00f3gicos tamb\u00e9m pode contar com a participa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, pois muitas vezes instrumentos simples s\u00e3o capazes de detectar essas mudan\u00e7as e auxiliar na previs\u00e3o de acidentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras atividades incluem a cataloga\u00e7\u00e3o e levantamento de esp\u00e9cies em uma determinada \u00e1rea, contribuindo para estudos sobre biodiversidade, entre outras relacionadas ao meio ambiente e seus componentes bi\u00f3ticos e abi\u00f3ticos (Bonney et al., 2009).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Ci\u00eancia aliada \u00e0 apicultura e meliponicultura<\/h2>\n\n\n\n<p>O qu\u00edmico franc\u00eas, Louis Pasteur (1822 \u2013 1895), disse que \u201cOs benef\u00edcios da ci\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o para os cientistas, e sim para a humanidade!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa frase ic\u00f4nica reflete o papel das ci\u00eancias no progresso da sociedade humana como uma atividade intelectual e pr\u00e1tica que constr\u00f3i tecnologias e desenvolve m\u00e9todos nas mais diversas \u00e1reas, buscando moldar o ambiente segundo as vontades e necessidades humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Direcionando seu papel (da ci\u00eancia) \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de abelhas, fica patente o benef\u00edcio que as pesquisas cient\u00edficas ofereceram (e oferecem) na especializa\u00e7\u00e3o, padroniza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o da apicultura e meliponicultura.<\/p>\n\n\n\n<p>A. J. Cook, em seu artigo \u201cThe relation of apiculture to Science\u201d, publicado em 1881, descreve in\u00fameras contribui\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia para a apicultura. O autor cita como por meio das pesquisas e observa\u00e7\u00f5es p\u00f4de-se conhecer a din\u00e2mica de um ninho, as castas com suas especificidades, a fecunda\u00e7\u00e3o e oviposi\u00e7\u00e3o da abelha rainha, o papel das abelhas na poliniza\u00e7\u00e3o, a extra\u00e7\u00e3o dos produtos da colmeia, entre outras informa\u00e7\u00f5es que foram melhor descritas seguindo o m\u00e9todo cient\u00edfico (Cook, 1881).<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo crucial na padroniza\u00e7\u00e3o dos materiais usados na apicultura \u00e9 o desenvolvimento da caixa Langstroth, pelo professor e apicultor Lorenzo Langstroth, na metade do s\u00e9culo 19 (Langstroth, 1857), que revolucionou a maneira de criar racionalmente abelhas mel\u00edferas, conferindo facilidades para o apicultor no manejo e extra\u00e7\u00e3o dos produtos ap\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na meliponicultura, a import\u00e2ncia da ci\u00eancia tamb\u00e9m fica clara ao remontarmos as origens da cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o por tribos ind\u00edgenas pertencentes \u00e0s Am\u00e9ricas do Sul e Central (Camargo e Posey, 1990).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar os meios, t\u00e9cnicas e recipientes utilizados por povos naturais no manejo de melipon\u00edneos e, comparar com os m\u00e9todos e instrumentos utilizados atualmente, identifica-se a especializa\u00e7\u00e3o desenvolvida por pesquisadores que trouxeram padroniza\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade (Cortopassi Laurino et al., 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, ao analisar o papel da ci\u00eancia na apicultura e meliponicultura, podemos identificar in\u00fameros benef\u00edcios. Um exemplo \u00e9 o desenvolvimento de caixas adequadas e pr\u00e1ticas para o manejo, levando em considera\u00e7\u00e3o o tamanho das abelhas na configura\u00e7\u00e3o dos quadros, como observado na caixa Langstroth.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as pesquisas sobre patologias que afetam as abelhas t\u00eam buscado solucionar problemas e prevenir a dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Outros avan\u00e7os incluem a sele\u00e7\u00e3o de abelhas mais resistentes, melhorias na suplementa\u00e7\u00e3o alimentar, bem como o desenvolvimento de vestimentas e ferramentas de manejo que oferecem seguran\u00e7a e praticidade aos criadores de abelhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas conquistas foram poss\u00edveis gra\u00e7as \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o entre a comunidade cient\u00edfica e os apicultores\/meliponicultores. A cria\u00e7\u00e3o de abelhas, tanto na apicultura (com abelhas do g\u00eanero Apis) quanto na meliponicultura (com abelhas sem ferr\u00e3o), \u00e9 uma pr\u00e1tica antiga de busca e cultivo de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pinturas rupestres do per\u00edodo Paleol\u00edtico superior (entre 50.000 e 12.000 anos atr\u00e1s) evidenciam a colheita de mel por comunidades primitivas, demonstrando que o mel j\u00e1 era valorizado como alimento nutritivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A apicultura moderna teve in\u00edcio a partir do s\u00e9culo XVIII, com o desenvolvimento de t\u00e9cnicas de cria\u00e7\u00e3o racional e colheita dos produtos ap\u00edcolas. \u00c9 importante destacar que a cria\u00e7\u00e3o de abelhas, antes de ser objeto de estudo cient\u00edfico, \u00e9 uma atividade rural que pode ser guiada pelo empirismo, e os profissionais dessa \u00e1rea, os apicultores e meliponicultores, possuem vasta experi\u00eancia que pode contribuir e enriquecer as pesquisas cient\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles podem inclusive sugerir temas relevantes e convenientes para a busca de solu\u00e7\u00f5es e melhorias nos protocolos e equipamentos utilizados no campo. Assim, os criadores de abelhas se tornam cientistas cidad\u00e3os, contribuindo para o desenvolvimento da ci\u00eancia e da apicultura\/meliponicultura.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro intitulado \u201cCi\u00eancia Cidad\u00e3 e Polinizadores da Am\u00e9rica do Sul\u201d, lan\u00e7ado em 2022 e dispon\u00edvel gratuitamente online em portugu\u00eas e espanhol (Guilardi-Lopes &amp; Zattara, 2022), aborda o papel dos cidad\u00e3os cientistas que se voluntariam e contribuem para pesquisas cient\u00edficas relacionadas \u00e0 poliniza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cap\u00edtulos do livro fornecem informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre os polinizadores, seus recursos florais e servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, al\u00e9m de descreverem projetos de ci\u00eancia cidad\u00e3 desenvolvidos em diferentes regi\u00f5es da Am\u00e9rica do Sul, demonstrando a efic\u00e1cia dessa colabora\u00e7\u00e3o com a pesquisa cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro tamb\u00e9m apresenta maneiras pelas quais os cidad\u00e3os podem participar e desenvolver projetos que envolvam a comunidade no \u00e2mbito cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o da poliniza\u00e7\u00e3o tem sido realizada h\u00e1 muito tempo pela comunidade cient\u00edfica, e seus resultados s\u00e3o divulgados para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o dos recursos e habitats naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>O conhecimento popular sobre a fauna, flora e fen\u00f4menos naturais muitas vezes \u00e9 valioso para os pesquisadores, que direcionam cidad\u00e3os volunt\u00e1rios para realizar observa\u00e7\u00f5es, coletar dados e monitorar uma ampla variedade de temas, ampliando as possibilidades de investiga\u00e7\u00e3o para a compreens\u00e3o da natureza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Descri\u00e7\u00e3o dos cap\u00edtulos do livro \u201cCi\u00eancia Cidad\u00e3 e Polinizadores da Am\u00e9rica do Sul\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o deste material t\u00e9cnico-cient\u00edfico contou com a participa\u00e7\u00e3o de 60 autores, entre brasileiros e estrangeiros, incluindo professores, pesquisadores de diversas \u00e1reas do conhecimento e profissionais de outras \u00e1reas que s\u00e3o entusiastas e observadores de polinizadores em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro foi dividido em tr\u00eas se\u00e7\u00f5es:<br>I Aspectos ecol\u00f3gicos dos polinizadores;<br>II Os grupos de polinizadores da Am\u00e9rica do Sul;<br>III Ci\u00eancia cidad\u00e3 e polinizadores. S\u00e3o abordados aqui em maior detalhe os cap\u00edtulos que tratam das abelhas como polinizadoras e da rela\u00e7\u00e3o entre os seres humanos e esses insetos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 1. Poliniza\u00e7\u00e3o: um servi\u00e7o ecossist\u00eamico completo<\/h3>\n\n\n\n<p>Neste cap\u00edtulo, os autores apresentam de forma clara e sucinta os pap\u00e9is desempenhados pela poliniza\u00e7\u00e3o como um servi\u00e7o ecossist\u00eamico completo. A poliniza\u00e7\u00e3o contribui para a promo\u00e7\u00e3o da biodiversidade ao fornecer e beneficiar a variabilidade gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ela desempenha um papel crucial na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e tem um impacto significativo no aspecto cultural, aumentando o conhecimento da popula\u00e7\u00e3o. O cap\u00edtulo tamb\u00e9m aborda exemplos de polinizadores, m\u00e9todos para aprimorar o servi\u00e7o de poliniza\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o deste servi\u00e7o essencial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 2. Paisagismo funcional: uma forma de juntar est\u00e9tica e ecologia<\/h3>\n\n\n\n<p>O foco deste cap\u00edtulo \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o entre a paisagem urbana e as necessidades biol\u00f3gicas das plantas e de seus polinizadores. Explora-se o conceito de paisagismo ecol\u00f3gico e sua rela\u00e7\u00e3o com a poliniza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o discutidos temas relacionados \u00e0 prefer\u00eancia por plantas nativas na configura\u00e7\u00e3o de jardins e pra\u00e7as urbanas, valorizando as intera\u00e7\u00f5es entre as esp\u00e9cies end\u00eamicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 abordada a import\u00e2ncia da diversidade vegetal na manuten\u00e7\u00e3o das cadeias alimentares, bem como pr\u00e1ticas para mitigar os efeitos negativos da ocupa\u00e7\u00e3o urbana sobre o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 3. Abelhas ex\u00f3ticas invasoras no sul da Am\u00e9rica do Sul<\/h3>\n\n\n\n<p>Neste cap\u00edtulo, trata-se das esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, que s\u00e3o aquelas introduzidas, intencionalmente ou n\u00e3o, em regi\u00f5es onde n\u00e3o s\u00e3o nativas. Essa introdu\u00e7\u00e3o pode causar interfer\u00eancias negativas na cadeia alimentar e na ecologia do habitat que recebe o invasor.<\/p>\n\n\n\n<p>Explora-se a introdu\u00e7\u00e3o de abelhas ex\u00f3ticas na Am\u00e9rica do Sul, descrevendo exemplos de esp\u00e9cies invasoras, suas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas, local de origem e os danos causados por essa invas\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se\u00e7\u00e3o II \u2013 Os grupos de polinizadores da Am\u00e9rica do Sul:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 4. Abelhas e poliniza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Neste cap\u00edtulo abrangente, discute-se a import\u00e2ncia e efici\u00eancia das abelhas como polinizadores. S\u00e3o apresentadas caracter\u00edsticas espec\u00edficas de alguns grupos de abelhas, incluindo:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abelhas sem ferr\u00e3o (Tribo Meliponini): <\/strong>Essas abelhas est\u00e3o distribu\u00eddas nas Am\u00e9ricas, \u00c1sia, \u00c1frica e Oceania. Possuem ferr\u00e3o atrofiado como uma caracter\u00edstica marcante. Dividem-se em 33 g\u00eaneros e geralmente s\u00e3o pequenas, de cores variadas e vivem em col\u00f4nias. S\u00e3o polinizadores importantes para a manuten\u00e7\u00e3o dos biomas naturais, que possuem alto valor econ\u00f4mico e cultural para os seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abelhas das orqu\u00eddeas (Tribo Euglossini): <\/strong>Essas abelhas s\u00e3o de cores met\u00e1licas, possuem l\u00edngua longa e podem ser solit\u00e1rias ou ter uma sociabilidade pouco desenvolvida. S\u00e3o polinizadores importantes, especialmente para as flores de orqu\u00eddeas. Os machos visitam as flores de orqu\u00eddeas para coletar subst\u00e2ncias cujas fragr\u00e2ncias s\u00e3o usadas na produ\u00e7\u00e3o de ferom\u00f4nios para atrair as f\u00eameas. Essas abelhas s\u00e3o exclusivas da regi\u00e3o Neotropical e habitam principalmente florestas \u00famidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abelhas do g\u00eanero Bombus (Tribo Bombini): <\/strong>Essas abelhas s\u00e3o robustas e vivem em col\u00f4nias n\u00e3o perenes. S\u00e3o polinizadores importantes em habitats naturais e agr\u00edcolas, pois s\u00e3o generalistas e realizam poliniza\u00e7\u00e3o por vibra\u00e7\u00e3o, uma habilidade n\u00e3o observada em todos os grupos de abelhas. At\u00e9 o momento, foram catalogadas 239 esp\u00e9cies dessa tribo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abelhas solit\u00e1rias: <\/strong>Cerca de 90% das aproximadamente 20.000 esp\u00e9cies de abelhas conhecidas s\u00e3o solit\u00e1rias. Elas est\u00e3o distribu\u00eddas em cinco fam\u00edlias registradas: Colletidae, Halictidae, Andrenidae, Megachilidae e Apidae. As abelhas solit\u00e1rias constroem ninhos em v\u00e1rios substratos, como madeira, cavidades pr\u00e9-existentes e solo. Possuem adapta\u00e7\u00f5es variadas para coletar recursos vegetais, tanto para alimenta\u00e7\u00e3o quanto para a constru\u00e7\u00e3o de ninhos. S\u00e3o polinizadores importantes, principalmente devido a esp\u00e9cies especialistas que beneficiam a reprodu\u00e7\u00e3o de determinadas esp\u00e9cies vegetais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abelhas mel\u00edferas (Apis mellifera): <\/strong>Essas abelhas t\u00eam origem euro-asi\u00e1tica-africana e foram introduzidas na Am\u00e9rica Latina no s\u00e9culo XIX. Atualmente, est\u00e3o amplamente distribu\u00eddas pelo mundo. Possuem grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica devido ao seu papel na poliniza\u00e7\u00e3o e na produ\u00e7\u00e3o de produtos comerci\u00e1veis e nutritivos, como mel, p\u00f3len e pr\u00f3polis. Al\u00e9m disso, s\u00e3o abelhas eussociais, com ninhos que abrigam milhares de indiv\u00edduos e muitas vezes apresentam comportamentos defensivos elevados. Foram registradas 31 subesp\u00e9cies, e no Brasil, a hibridiza\u00e7\u00e3o entre subesp\u00e9cies Europeias que j\u00e1 estavam no Brasil e abelhas Africanas resultou na abelha Africanizada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 5. Borboletas e mariposas (Lepidoptera) e seu papel como polinizadores<\/h3>\n\n\n\n<p>As borboletas e mariposas pertencem \u00e0 ordem Lepidoptera. Esses insetos desempenham um papel importante como polinizadores em seus habitats naturais, contribuindo para as cadeias alimentares e para o equil\u00edbrio din\u00e2mico dos ecossistemas, tanto na fase imatura quanto na fase adulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Este cap\u00edtulo explora os pap\u00e9is ecol\u00f3gicos desempenhados por esses lepid\u00f3pteros, abordando sua diversidade, distribui\u00e7\u00e3o, morfologia e exemplos de intera\u00e7\u00f5es entre os insetos e as plantas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 6. Cole\u00f3pteros como polinizadores: diversidade e distribui\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul<\/h3>\n\n\n\n<p>Os cole\u00f3pteros, tamb\u00e9m conhecidos como besouros, desempenham um papel importante na poliniza\u00e7\u00e3o, com cerca de 77.000 esp\u00e9cies contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o dos ecossistemas naturais. A ordem Coleoptera apresenta uma ampla variedade de recursos alimentares, com modifica\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas espec\u00edficas para se adaptarem a esses recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os besouros que se alimentam de p\u00f3len e n\u00e9ctar, os pelos desempenham um papel eficiente na transfer\u00eancia do p\u00f3len durante a reprodu\u00e7\u00e3o das plantas. Neste cap\u00edtulo, os autores descrevem a morfologia, distribui\u00e7\u00e3o e diversidade dos besouros e destacam esp\u00e9cies polinizadoras de interesse na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 7. Poliniza\u00e7\u00e3o e as aves<\/h3>\n\n\n\n<p>Este cap\u00edtulo fornece informa\u00e7\u00f5es abrangentes sobre as aves como polinizadoras, desempenhando um papel crucial na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada das plantas com flores que oferecem recompensas alimentares, como n\u00e9ctar. Os autores apresentam informa\u00e7\u00f5es sobre o papel ecol\u00f3gico das aves polinizadoras, as caracter\u00edsticas das flores visitadas por esses animais e exploram a coevolu\u00e7\u00e3o entre plantas e aves, destacando o mutualismo tr\u00f3fico e reprodutivo presente nessa rela\u00e7\u00e3o. As beija-flores recebem maior destaque devido \u00e0 sua efici\u00eancia na poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 8. Poliniza\u00e7\u00e3o por morcegos e sua import\u00e2ncia<\/h3>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica, cerca de 360 esp\u00e9cies de plantas dependem da poliniza\u00e7\u00e3o por morcegos. Essas plantas possuem flores grandes, de cores claras , com abundante n\u00e9ctar, p\u00f3len e odores intensos, facilitando a localiza\u00e7\u00e3o pelos morcegos durante a noite. Sendo os \u00fanicos mam\u00edferos voadores, os morcegos desempenham um papel significativo na reprodu\u00e7\u00e3o das angiospermas.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas esp\u00e9cies de morcegos s\u00e3o nectar\u00edvoras e seus pelos aderem eficientemente aos gr\u00e3os de p\u00f3len, permitindo uma ampla dispers\u00e3o dos gametas vegetais devido ao seu alto alcance de voo. Al\u00e9m de abordar a poliniza\u00e7\u00e3o por morcegos, este cap\u00edtulo apresenta a diversidade, morfologia e distribui\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies de mam\u00edferos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 9. Moscas (Diptera) e seu papel na poliniza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Neste cap\u00edtulo, s\u00e3o descritas a morfologia, diversidade e distribui\u00e7\u00e3o das moscas, assim como os tipos de flores com as quais esses insetos se relacionam durante o processo de poliniza\u00e7\u00e3o. As moscas desempenham um papel crucial na reprodu\u00e7\u00e3o sexuada das plantas, sendo excelentes polinizadoras. Nesse processo, as moscas obt\u00eam alimento, substrato para a oviposi\u00e7\u00e3o, locais para acasalamento e exposi\u00e7\u00e3o ao sol.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se\u00e7\u00e3o III \u2013 Ci\u00eancia cidad\u00e3 e polinizadores:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 10. Como se tornar um cientista cidad\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p>Este cap\u00edtulo fornece motiva\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o passo a passo para aqueles que desejam participar de pesquisas cient\u00edficas, estabelecendo parcerias com institutos, laborat\u00f3rios e projetos como cientistas cidad\u00e3os. Explorando os detalhes da pr\u00e1tica da ci\u00eancia cidad\u00e3, o cap\u00edtulo orienta o leitor sobre o m\u00e9todo cient\u00edfico e como criar um projeto de ci\u00eancia cidad\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 11. Os Guardi\u00f5es dos polinizadores e do servi\u00e7o de poliniza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>No Brasil, existem projetos como os Guardi\u00f5es da Chapada, os Guardi\u00f5es dos Sert\u00f5es e os Guardi\u00f5es do Rio Grande do Sul, que t\u00eam como objetivo a conserva\u00e7\u00e3o dos polinizadores em ambientes naturais e impactados pela atividade humana. Esses projetos incentivam a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico no monitoramento e coleta de dados sobre a conserva\u00e7\u00e3o dos polinizadores naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es e fotos registradas s\u00e3o inseridas em plataformas online ou em aplicativos do projeto, permitindo a an\u00e1lise por especialistas. Esses projetos se baseiam na produ\u00e7\u00e3o colaborativa de informa\u00e7\u00f5es, no compartilhamento de conhecimento e na promo\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia cidad\u00e3 na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 12. Projeto Beekeep #cidad\u00e3oasf abelhas e ci\u00eancia cidad\u00e3<\/h3>\n\n\n\n<p>A plataforma BeeKeep \u00e9 uma ferramenta de monitoramento de abelhas, sejam elas ex\u00f3ticas ou nativas, que busca parcerias com a sociedade para ampliar o conhecimento sobre esses insetos polinizadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Este cap\u00edtulo aborda o projeto #cidad\u00e3osasf Monitoramento de atividade de voo em abelhas sem ferr\u00e3o, que utiliza o protocolo presente na plataforma BeeKeep para registrar a atividade de voo das abelhas sem ferr\u00e3o e investigar como o ambiente afeta a din\u00e2mica de voo dessas abelhas. O cap\u00edtulo fornece informa\u00e7\u00f5es sobre como o leitor pode participar do projeto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 13. Listas Ecol\u00f3gicas de Esp\u00e9cies de Borboletas (LEEB) Curitiba e Paran\u00e1<\/h3>\n\n\n\n<p>Este projeto envolve a sociedade na esfera cient\u00edfica ao disponibilizar listas de esp\u00e9cies de borboletas observadas na cidade de Curitiba e no estado do Paran\u00e1. Al\u00e9m de fotografias das borboletas, as listas incluem informa\u00e7\u00f5es como o status de conserva\u00e7\u00e3o, plantas hospedeiras, raridade, dados reprodutivos e o primeiro observador. <\/p>\n\n\n\n<p>As listas s\u00e3o constantemente atualizadas e os objetivos do projeto incluem fornecer conte\u00fado informativo sobre as esp\u00e9cies de borboletas e suas intera\u00e7\u00f5es naturais, visando \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e incentivando a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o por meio da ci\u00eancia cidad\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 14. Monitoramento da visita\u00e7\u00e3o de flores com Contagem Cronometrada de Visitantes Florais (FIT Count)<\/h3>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de coletar dados sobre visitantes florais que ocorrem na vegeta\u00e7\u00e3o, seja natural ou antropizada, a \u201cUK Pollinator Monitoring Scheme\u201d no Reino Unido, proveniente de uma parceria entre institutos e centros de pesquisa, desenvolveu um protocolo de contagem de visitantes florais (abelhas, aves, moscas, entre outros), onde qualquer interessado pode auxiliar no monitoramento dos polinizadores. O observador utiliza o aplicativo do projeto para alimentar com os dados de contagem, contribuindo com as informa\u00e7\u00f5es da pesquisa. O cap\u00edtulo conta ainda com instru\u00e7\u00f5es para iniciar a participa\u00e7\u00e3o no projeto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 15. Conhecendo as moscas das flores do Chile: um projeto com e para as pessoas<\/h3>\n\n\n\n<p>Moscas Flor\u00edcolas de Chile \u00e9 um projeto chileno que utiliza as redes sociais para compartilhar e divulgar fotos de d\u00edpteros em locais diversos no Chile. O projeto conta com mais de 6.000 volunt\u00e1rios e visa contribuir com os conhecimentos da ecologia dos d\u00edpteros, al\u00e9m de incentivar a cidadania na Ci\u00eancia. O cap\u00edtulo em quest\u00e3o exp\u00f5e as informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para compreens\u00e3o do projeto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 16. Abelha Procurada \u2013 Procura-se viva a abelha invasora: Bombus terrestris<\/h3>\n\n\n\n<p>A esp\u00e9cie Bombus terrestris \u00e9 nativa da Europa, mas devido a sua utilidade como polinizadora de culturas agr\u00edcolas em estufas, foi introduzida em v\u00e1rios outros continentes, tornando-se, portanto, uma esp\u00e9cie invasora. <\/p>\n\n\n\n<p>Este projeto, desenvolvido por pesquisadores brasileiros, argentinos e chilenos possui como objetivos monitorar e avaliar os efeitos ecol\u00f3gicos causados por esta mamangava ex\u00f3tica e detectar esta abelha a locais ainda sem registros de sua chegada, como no Brasil, por exemplo. <\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores contam com o aux\u00edlio da comunidade atrav\u00e9s da abordagem de ci\u00eancia cidad\u00e3. Fazendeiros e pessoas do campo em geral podem ajudar a localizar as mamangavas ex\u00f3ticas e registrar seu aparecimento por fotos. <\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento desta esp\u00e9cie invasora \u00e9 de grande import\u00e2ncia para criar protocolos de manejo e conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas, bem como, poder desenvolver pr\u00e1ticas no controle de doen\u00e7as transmitidas pela mamangava introduzida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 17. Morcegos urbanos em Lima (Peru): reconectando com nossos vizinhos noturnos<\/h3>\n\n\n\n<p>O projeto \u201cMonitoreo ciudadano de murci\u00e9lagos\u201d (Monitoramento cidad\u00e3o de morcegos) tem como objetivo monitorar, registrar a presen\u00e7a e conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia dos morcegos para o meio ambiente, principalmente como polinizadores. <\/p>\n\n\n\n<p>O projeto surge como resposta \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o e ao medo que a sociedade tem desses mam\u00edferos voadores. Com a ajuda de cidad\u00e3os volunt\u00e1rios equipados com detectores ac\u00fasticos e c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas, \u00e9 poss\u00edvel registrar os morcegos em suas atividades naturais e enviar esses dados para a plataforma de ci\u00eancia cidad\u00e3 iNaturalist. O objetivo principal do projeto \u00e9 a conserva\u00e7\u00e3o dos morcegos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 18. Ci\u00eancia cidad\u00e3 na Argentina Projeto \u201cVi Un Abejorro\u201d<\/h3>\n\n\n\n<p>O projeto \u201cVi Um Abejorro\u201d (Vi Uma Mamangava) tem como miss\u00e3o monitorar as mamangavas na Patag\u00f4nia, tanto as esp\u00e9cies nativas quanto as invasoras, utilizando a abordagem da ci\u00eancia cidad\u00e3. Com a preocupa\u00e7\u00e3o dos efeitos negativos da invas\u00e3o da mamangava europeia Bombus terrestris e o desejo de entender e identificar as mamangavas nativas do sul da Am\u00e9rica do Sul, esse projeto foi criado. Os idealizadores compartilham informa\u00e7\u00f5es sobre como contribuir e participar como cientista cidad\u00e3o, incentivando o envio de fotos por meio dos canais de comunica\u00e7\u00e3o disponibilizados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Referencias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Bonney, R. et al. (2009). Citizen science: A developing tool for expanding science knowledge and scientific literacy. BioScience 59(11): 977-984. https:\/\/doi.org\/10.1525\/ bio.2009.59.11.9<\/li>\n\n\n\n<li>Bonney, R. et al. (2016). Can citizen science enhance public understanding of science? Public understanding of science 25(1): 2-16. https:\/\/doi. org\/10.1177\/0963662515607406<\/li>\n\n\n\n<li>Camargo, J. M. F., Posey, D. A. (1990). O conhecimento dos Kayap\u00f3 sobre as abelhas sociais sem ferr\u00e3o (Meliponinae, Apidae, Hymenoptera): Notas adicionais. Boletim do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi. Nova S\u00e9rie, Zoologia 6(1): 17-42. https:\/\/ repositorio.museu-goeldi.br\/handle\/ mgoeldi\/761<\/li>\n\n\n\n<li>Cook, A. J. (1881). The relation of apiculture to science. The American Naturalist 15(3): 195-203. https:\/\/ www.jstor.org\/stable\/2449352<\/li>\n\n\n\n<li>Cortopassi-Laurino, M. et al. (2006). Global meliponiculture: challenges and opportunities. Apidologie 37(2): 275-292. https:\/\/ doi.org\/10.1051\/apido:2006027<\/li>\n\n\n\n<li>Ghilardi-Lopes, N. P., &amp; Zattara, E. E. (Eds.). (2022). Ci\u00eancia Cidad\u00e3 e polinizadores da Am\u00e9rica do Sul (1st ed.). Cubo Multim\u00eddia. ISBN 978-65-86819-20-5. https:\/\/ doi.org\/10.4322\/978-65-86819-205.100001.pt (Portugu\u00eas). https:\/\/ doi.org\/10.4322\/978-65-86819-212.100001.es (Espanhol)<\/li>\n\n\n\n<li>Irwin, A. (2002). Citizen science: A study of people, expertise and sustainable development. Routledge. https:\/\/doi. org\/10.4324\/9780203202395<\/li>\n\n\n\n<li>Langstroth, L. L. (1857). A Practical Treatise on the Hive and Honeybee. CM Saxton &amp; Company. https:\/\/www.biodiversitylibrary.org\/ item\/120282#page\/11\/mode\/1up<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ci\u00eancia cidad\u00e3: oportunidade para participar e se beneficiar das pesquisas sobre abelhas e outros polinizadores Arthur Henrique Puccetti Nascimento &amp; David De JongDepartamento de Gen\u00e9tica, Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":6326,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"0","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-6357","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6357"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6357"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6357\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6392,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6357\/revisions\/6392"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}