{"id":5706,"date":"2023-06-19T17:55:50","date_gmt":"2023-06-19T17:55:50","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=5706"},"modified":"2023-06-19T22:15:13","modified_gmt":"2023-06-19T22:15:13","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-171-maio-de-2023\/artigo\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">O QUE EST\u00c1 ACONTECENDO COM O PRE\u00c7O DO MEL?<\/h1>\n<blockquote><p>Renato Azevedo &#8211; Tesoureiro e Respons\u00e1vel por Informa\u00e7\u00f5es de Mercado \u2013 ABEMEL &#8211; Abril de 2023<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Neste ano de 2023 muitos apicultores, entrepostos, e at\u00e9 exportadores, tem se perguntado o porqu\u00ea da redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do mel no mercado. Diversas teorias aparecem para tentar justificar o movimento do mercado, mas a verdade \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica explica\u00e7\u00e3o, a resposta tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 simples, e precisa ser analisada com detalhes e ao longo do tempo. Nesse artigo, tentarei trazer uma explica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e baseada em dados e informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para entender o que est\u00e1 acontecendo no mercado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Alguns dos fatores mais pontuados s\u00e3o o processo antidumping nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, a valoriza\u00e7\u00e3o e desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, a disponibilidade de mel no campo, entre outros. Todos esses fatores influenciam o atual cen\u00e1rio, mas, de forma isolada, n\u00e3o conseguem trazer uma resposta que justifique a atual queda nos pre\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Vejamos, a princ\u00edpio, o processo antidumping nos EUA, comumente apontado como vil\u00e3o dos pre\u00e7os. Como \u00e9 de conhecimento do mercado, em 2021 duas associa\u00e7\u00f5es americanas de apicultores acusaram Argentina, Brasil, \u00cdndia, Ucr\u00e2nia e Vietn\u00e3 de pr\u00e1tica de dumping nas suas vendas de mel a granel aos EUA. No processo movido, pediam que taxas de importa\u00e7\u00e3o fossem impostas ao mel importado pelos EUA desses pa\u00edses. Durante o ano em que o processo ocorreu, eu tive a oportunidade de conversar com diversos apicultores, e em meu diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o, sempre pontuei um conceito econ\u00f4mico muito elementar: quando agregamos custo a um determinado produto, a demanda dele cai. A queda na demanda poderia significar uma queda nos pre\u00e7os, visto que a oferta de mel existia. Assim, o diagn\u00f3stico que fiz \u00e0 \u00e9poca era que os pre\u00e7os poderiam sofrer uma queda, mas nada que fosse assustador. Cheguei a ponderar que a demanda havia crescido muito, e que n\u00e3o acreditava numa queda substancial dos pre\u00e7os. De l\u00e1 para c\u00e1, muitas coisas aconteceram, e diversas delas n\u00e3o previstas ou imaginadas por mim: <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Primeiro, que o resultado do processo aplicou taxas altas para todos os pa\u00edses acusados: do maior para o menor, Vietn\u00e3 ficou com 412,29%, Ucr\u00e2nia ficou com 18,68%, Argentina com 16,06%, Brasil com 9,38%, e \u00cdndia com 6,48%. Nesse cen\u00e1rio, algo inusitado ocorreu no mercado: o pre\u00e7o do mel dos principais fornecedores dos EUA subiu drasticamente por conta das taxas, mas o Brasil ficou com uma das taxas mais baixas. Ou seja, se antes o Brasil precisava brigar de igual para igual contra Argentina, Ucr\u00e2nia, Vietn\u00e3, em termos de pre\u00e7o, hoje temos uma tarifa alfandeg\u00e1ria nos EUA que, em igualdade de pre\u00e7os comerciais, tornam os concorrentes mais caros do que n\u00f3s. Quem est\u00e1 um pouco mais competitivo do que o Brasil \u00e9 a \u00cdndia, que ficou com uma taxa de 6,48% (2,90% abaixo da nossa). Ainda que isso seja significativo, n\u00e3o \u00e9 suficiente para explicar a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os no Brasil, e \u00e9 uma diferen\u00e7a que se torna muito menor quando consideramos o custo de fretes da \u00cdndia para os EUA versus do Brasil para os EUA. Portanto, diferentemente do que inicialmente se previa, a a\u00e7\u00e3o antidumping dos EUA n\u00e3o teve o impacto nos pre\u00e7os que inicialmente se imaginou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo o valor do d\u00f3lar \u00e9 sempre utilizado como balizador para pre\u00e7o do mel. A l\u00f3gica \u00e9 bastante clara: mais de 70% do mel produzido no Brasil \u00e9 exportado, logo, quando h\u00e1 varia\u00e7\u00e3o no d\u00f3lar, o pre\u00e7o do produto vendido em d\u00f3lar gera mais ou menos reais, e isso impacta diretamente o pre\u00e7o no campo. Tal como no caso do dumping, esse fator explica parte, mas n\u00e3o o todo. Vejamos a l\u00f3gica do com\u00e9rcio internacional do mel, sem entrar nos diversos detalhes que existem: os exportadores vendem o mel a um determinado valor aos seus clientes no exterior. Ap\u00f3s considerarem os seus custos fixos e vari\u00e1veis (estrutura, controle de qualidade, laudos, frete, etc.), chegam a um valor m\u00e1ximo que podem pagar pelo que chamamos de \u201cmel no campo\u201d. Evidentemente, quando h\u00e1 uma desvaloriza\u00e7\u00e3o no d\u00f3lar, esse limite \u00e9 reduzido, pois os mesmos d\u00f3lares viram menos reais. Quando o d\u00f3lar valoriza, esse limite sobe. O c\u00e2mbio afeta diretamente o apicultor pois, diferente do que se imagina, as margens por kg dos exportadores n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o grandes quanto se imagina. De acordo com os dados do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os, o pre\u00e7o m\u00e9dio de exporta\u00e7\u00e3o do mel no ano de 2023 \u00e9 de US$ 3,53\/kg. Considerando uma taxa m\u00e9dia de c\u00e2mbio na faixa dos R$ 5,05, temos que o valor m\u00e9dio do produto exportado \u00e9 de R$ 17,83\/kg. Esse pre\u00e7o tem que pagar pelos fretes, m\u00e3o de obra, documenta\u00e7\u00e3o, garantia, perdas, cr\u00e9dito dado aos clientes, impostos diversos (n\u00e3o sobre a venda, no caso de exporta\u00e7\u00e3o, mas demais impostos que as empresas pagam), despesas comerciais, o lucro do exportador, e todos os demais custos que comp\u00f5e um neg\u00f3cio. O valor do mel no campo representa uma parcela bastante significativa do pre\u00e7o total do produto exportado, de modo que quando h\u00e1 varia\u00e7\u00e3o da taxa do d\u00f3lar, o valor do mel no campo sente o impacto (para mais, ou para menos). O fato \u00e9 que, desta vez, n\u00e3o tivemos nos \u00faltimos meses uma varia\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio que justificasse o movimento de pre\u00e7os sentido no mercado pelos apicultores. Assim, o fator \u201cc\u00e2mbio\u201d, de forma isolada, n\u00e3o explica a situa\u00e7\u00e3o como um todo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O fator demanda \u00e9 onde precisamos focar nossas aten\u00e7\u00f5es, tentando entender o que tem influenciado ela. O que temos observado, a n\u00edvel mundial, \u00e9 uma queda na demanda do mel. Isso \u00e9 at\u00e9 compreens\u00edvel, quando observamos a demanda de 2017 a 2022. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5709\" aria-describedby=\"caption-attachment-5709\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico1_O-que-esta-acontecento.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5709\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico1_O-que-esta-acontecento-300x222.jpg\" alt=\"GR\u00c1FICO 1: Exporta\u00e7\u00e3o de Mel por ano, em toneladas\" width=\"300\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico1_O-que-esta-acontecento-300x222.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico1_O-que-esta-acontecento-1024x757.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico1_O-que-esta-acontecento-150x111.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico1_O-que-esta-acontecento-500x370.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico1_O-que-esta-acontecento.jpg 1171w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5709\" class=\"wp-caption-text\">GR\u00c1FICO 1: Exporta\u00e7\u00e3o de Mel por ano, em toneladas<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O \u201cGr\u00e1fico 1\u201d mostra como se comportaram as exporta\u00e7\u00f5es nesse per\u00edodo:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 interessante notar que houve uma explos\u00e3o na demanda em 2020 e 2021, que foram os anos mais duros da pandemia do COVID-19. Durante esses dois anos, a popula\u00e7\u00e3o mundial, em geral, isolou-se e alterou drasticamente seus h\u00e1bitos alimentares. Reduzimos o conv\u00edvio social, passamos a nos alimentar primordialmente em casa, e nossa preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade aumentou. Nesse panorama, o mel, que \u00e9 um produto intimamente ligado \u00e0 sa\u00fade e mundialmente conhecido pelos benef\u00edcios que oferece ao sistema imunol\u00f3gico, teve sua demanda bastante aumentada. Durante o ano de 2022, o mundo come\u00e7ou aos poucos a ganhar a batalha contra o COVID. Vacinas foram mundialmente disponibilizadas, as cepas do v\u00edrus vieram cada vez mais fracas e, aos poucos, nossa vida passou a voltar ao normal. Nossos h\u00e1bitos voltaram a ser mais pr\u00f3ximos do que eram no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia: come\u00e7amos a sair novamente, nos socializar, viajar (a turismo ou a trabalho). Com isso, a demanda pelo mel tamb\u00e9m foi sentida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">N\u00e3o estou sugerindo que as pessoas passaram a cuidar menos de sua sa\u00fade, mas sim que os h\u00e1bitos voltaram ao que eram. Se o consumidor americano ou europeu (principal destino do mel brasileiro) estava habituado a almo\u00e7ar em casa e consumir mel em todas as refei\u00e7\u00f5es, agora que ele voltou \u00e0 sua rotina de trabalhar e almo\u00e7ar fora de casa, o seu consumo de mel vai ser reduzido, ainda que ele permane\u00e7a preocupado com sua sa\u00fade. Quando consideramos esse pequeno exemplo a n\u00edvel de uma sociedade inteira, \u00e9 natural que a demanda seja impactada. N\u00e3o estou sugerindo, tamb\u00e9m, que a demanda de mel v\u00e1 continuar caindo sem que exista um limite. Apenas acredito que n\u00f3s estamos voltando a um cen\u00e1rio de h\u00e1bitos de consumo \u201cpr\u00e9-pandemia\u201d, e que a demanda de mel observada em 2020 e 2021 foi, de fato, algo fora do normal. Tal demanda at\u00edpica fez com que os pre\u00e7os, no per\u00edodo, tamb\u00e9m variassem de forma at\u00edpica: o aumento de pre\u00e7os do \u201cmel no campo\u201d em 2020 e 2021 pode ser claramente explicada pela alta demanda durante a pandemia (vide salto na exporta\u00e7\u00e3o naquele ano), aliado \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar no mesmo per\u00edodo. Para se ter ideia, o d\u00f3lar PTAX (taxa m\u00e9dia do d\u00f3lar, de acordo com as informa\u00e7\u00f5es do Banco Central) saiu de US$ 1 = R$ 4,26 em janeiro de 2020 e chegou a US$ 1 = R$ 5,93 em maio do mesmo ano; uma varia\u00e7\u00e3o de 39% num per\u00edodo de pouco mais de tr\u00eas meses. O d\u00f3lar alto, aliado a uma demanda repentina e n\u00e3o programada por mel formaram o cen\u00e1rio ideal para um aumento de pre\u00e7os no campo como foi visto. Olhando para tr\u00e1s e observando tudo o que aconteceu, \u00e9 razo\u00e1vel entender que aquilo que vivenciamos no mercado em 2020 e 2021 fizeram parte de um contexto espec\u00edfico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Atualmente, a varia\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do \u201cmel no campo\u201d adv\u00e9m principalmente desse novo comportamento do consumidor, e n\u00e3o est\u00e1 vinculada ao d\u00f3lar ou ao processo antidumping nos EUA. Se fosse meramente a taxa de c\u00e2mbio, a redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os seria mais t\u00edmida, e n\u00e3o estaria acompanhada da queda na demanda. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o processo antidumping, visto que as vendas a outros pa\u00edses que n\u00e3o s\u00e3o afetadas por esse processo tamb\u00e9m foram impactadas. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5710\" aria-describedby=\"caption-attachment-5710\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico2_O-que-esta-acontecento.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5710\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico2_O-que-esta-acontecento-300x179.jpg\" alt=\"GR\u00c1FICO 2: Exporta\u00e7\u00f5es de Mel no 1\u00ba Trimestre de 2022 x 2023\" width=\"300\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico2_O-que-esta-acontecento-300x179.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico2_O-que-esta-acontecento-1024x612.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico2_O-que-esta-acontecento-150x90.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico2_O-que-esta-acontecento-500x299.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Grafico2_O-que-esta-acontecento.jpg 1142w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5710\" class=\"wp-caption-text\">GR\u00c1FICO 2: Exporta\u00e7\u00f5es de Mel no 1\u00ba Trimestre de 2022 x 2023<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O \u201cGr\u00e1fico 2\u201d mostra que as exporta\u00e7\u00f5es aos EUA sofreram menos do que as exporta\u00e7\u00f5es a outros locais, fazendo cair por terra aqueles que advogam que o processo antidumping seria o respons\u00e1vel pelas varia\u00e7\u00f5es de mercado atuais:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As exporta\u00e7\u00f5es aos EUA, que tem tarifa antidumping contra o Brasil, ca\u00edram 15%, enquanto as exporta\u00e7\u00f5es para outros locais, que n\u00e3o tem tarifa antidumping contra o Brasil, ca\u00edram mais de 38%. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mas essa queda na demanda n\u00e3o \u00e9 algo sentido apenas no Brasil. Pa\u00edses como Nova Zel\u00e2ndia, Pol\u00f4nia, Hungria tamb\u00e9m viram seus volumes ca\u00edrem. \u00cdndia e Ucrania ainda n\u00e3o divulgaram seus n\u00fameros de exporta\u00e7\u00e3o de 2022. A nossa vizinha Argentina cresceu 5% em 2022, mas vem colecionando altos e baixos h\u00e1 alguns anos, e n\u00e3o teve aumento das exporta\u00e7\u00f5es durante a pandemia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pergunta que precisamos responder \u00e9 o que esperar para o futuro. N\u00e3o havendo nenhuma grande mudan\u00e7a no cen\u00e1rio mundial, acredito que as exporta\u00e7\u00f5es encontrem seu equil\u00edbrio pr\u00f3ximo do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. Isso significaria volumes exportados variando entre 36.000 e 42.000ton em 2023, aproximadamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os pre\u00e7os tendem a se ajustar a essa nova demanda p\u00f3s-pandemia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mas, como estamos falando de futuro, a \u00fanica certeza \u00e9 que nada \u00e9 certo. Ainda assim, continuo crendo que temos um campo f\u00e9rtil para valoriza\u00e7\u00e3o do nosso produto no Brasil e no exterior. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os brasileiros que inseriram o mel no seu h\u00e1bito alimentar tendem a permanecer com ele. O mel org\u00e2nico brasileiro continua sendo um grande diferencial que temos. O sabor e qualidade do nosso produto s\u00e3o incr\u00edveis: o nosso mel tem essa caracter\u00edstica maravilhosa de conquistar quem o experimenta. Portanto, confio que o cen\u00e1rio para o futuro tende a ser muito parecido com o que todo apicultor vivencia diariamente: ainda que enfrentemos algumas ferroadas, no final das contas \u00e9 o sabor doce do mel que vai nos marcar.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O QUE EST\u00c1 ACONTECENDO COM O PRE\u00c7O DO MEL? 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