{"id":5578,"date":"2023-04-05T22:28:30","date_gmt":"2023-04-05T22:28:30","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=5578"},"modified":"2023-04-05T22:28:30","modified_gmt":"2023-04-05T22:28:30","slug":"artigo-6","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-170-marco-de-2023\/artigo-6\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Como \u00e9 a vida das col\u00f4nias de abelhas<\/h1>\n<blockquote><p>Do livro The hive and honey bee &#8211; Tradu\u00e7\u00e3o livre P.C.de Lira \u2013 Paulo Cesar de Lira \u00e9 associado da APACAME, bacharel e licenciado em Matem\u00e1tica, mestre em administra\u00e7\u00e3o e planejamento (todos pela PUC), MBA internacional em Log\u00edstica e Management Service (FGV\/Ohio University) e especialista em computa\u00e7\u00e3o aplicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e tecnologias digitais (USP).<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Dicas do Tradutor<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Se voc\u00ea \u00e9 apicultor, meliponicultor, ou apenas um admirador das abelhas, uma pergunta: quantos livros sobre esse elas voc\u00ea l\u00ea por semana, por m\u00eas, ou por ano? Al\u00e9m de livros, qualquer tipo de material como not\u00edcias on-line, artigos t\u00e9cnicos, e-mail, v\u00eddeos, revistas, como a nossa Mensagem Doce, tamb\u00e9m, sem d\u00favida, s\u00e3o fontes de conhecimento. Todas essas informa\u00e7\u00f5es, sabe-se, ser\u00e3o \u00fateis para aprender mais, entender melhor sua anatomia (formas e estrutura do corpo), fisiologia (o que mant\u00e9m o animal vivo), caracter\u00edsticas e comportamento desses apaixonantes e imprescind\u00edveis insetos voadores. De acordo com o instituto Earthwatch da Austr\u00e1lia, a abelha \u00e9 a esp\u00e9cie mais importante do planeta, pois, elas s\u00e3o essenciais para polinizar cerca de um ter\u00e7o dos alimentos que ingerimos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">E aqui v\u00e3o algumas dicas: a primeira \u00e9 sobre o h\u00e1bito da leitura. Al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es, a leitura tamb\u00e9m auxilia o desenvolvimento do c\u00e9rebro humano, pois estimula a imagina\u00e7\u00e3o e aumenta o poder de criatividade. Por\u00e9m, ler livros vai mais al\u00e9m. Pesquisadores da Escola de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de Yale dos EUA publicaram, na revista Social Science &amp; Medicine edi\u00e7\u00e3o de setembro de 2016, uma pesquisa sobre os benef\u00edcios do h\u00e1bito de leitura que envolveu 5.635 participantes. Essa investiga\u00e7\u00e3o revelou que as pessoas que liam livros regularmente tinham um risco 20% menor de morrer nos pr\u00f3ximos 12 anos, em compara\u00e7\u00e3o com pessoas que n\u00e3o eram leitores ou que liam peri\u00f3dicos. Ent\u00e3o, a segunda dica \u00e9 ler livros, de prefer\u00eancia, sobre abelhas. Existem diversos, tanto nacionais como importados. Outra dica: vale a pena formar uma pequena biblioteca sobre as abelhas. E, por falar em livros, a dica derradeira \u00e9 aquele que \u00e9 considerado leitura essencial para as pessoas envolvidas com abelhas: The hive and honey bee (A colmeia e a abelha mel\u00edfera) de Lorenzo Lorraine Langstroth\u00a0(1810-1895). Sua primeira edi\u00e7\u00e3o ocorreu em 1853 com 414 p\u00e1ginas. A publica\u00e7\u00e3o mais atual, de 2015, tem 1057 p\u00e1ginas, 29 cap\u00edtulos e 44 autores. Para quem quiser conhecer uma amostra dessa quase b\u00edblia de apicultura, seu 4\u00ba cap\u00edtulo completo est\u00e1 dispon\u00edvel na internet (36 p\u00e1ginas) do qual, em tradu\u00e7\u00e3o livre, segue abaixo uma pequena parte (4 p\u00e1ginas). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Cap\u00edtulo 4: Como \u00e9 a vida das col\u00f4nias de abelhas<\/b><br \/>\n<span style=\"font-size: large;\"><b>por Stanley S. Schneider Department of Biology, University of North Carolina, Charlotte, NC 28223<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A abelha mel\u00edfera, Apis mellifera, \u00e9 um dos animais mais conhecidos e estudados da Terra. Os seres humanos e as abelhas experimentam uma rela\u00e7\u00e3o bem pr\u00f3xima h\u00e1 milhares de anos em que se desenvolveu uma complexa rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica, baseada em m\u00e9todos sofisticados de apicultura e manejo de col\u00f4nias. Esses m\u00e9todos nos permitem manter abelhas tanto para fins comerciais, como para investiga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. A nossa capacidade de controlar as abelhas para os nossos pr\u00f3prios fins \u00e9 algo verdadeiramente fenomenal, como: manter as abelhas em ninhos e colmeias artificiais de observa\u00e7\u00e3o com paredes de vidro, monitoramento e controle de enxamea\u00e7\u00e3o, para se aumentar a produ\u00e7\u00e3o de mel e prevenir doen\u00e7as, insemina\u00e7\u00e3o artificial das rainhas para se controlar a reprodu\u00e7\u00e3o e desenvolver linhas gen\u00e9ticas de abelhas especiais e mesmo enviar rainhas e col\u00f4nias pelo correio. Nos Estados Unidos, transporta-se em torno de um milh\u00e3o de col\u00f4nias por ano para pr\u00e1ticas comerciais de apicultura migrat\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5581\" aria-describedby=\"caption-attachment-5581\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura14_vidadeabelha.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5581\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura14_vidadeabelha-300x214.jpg\" alt=\"Fig. 1. Um ninho exposto de favos de abelhas. O ninho consiste em uma s\u00e9rie de favos de cera paralelos uns dos outros por 3\/8\u201d, referido como \u201cespa\u00e7o de abelha\u201d.\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura14_vidadeabelha-300x214.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura14_vidadeabelha-150x107.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura14_vidadeabelha-500x357.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura14_vidadeabelha.jpg 973w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5581\" class=\"wp-caption-text\">Fig. 1. Um ninho exposto de favos de abelhas. O ninho consiste em uma s\u00e9rie de<br \/>favos de cera paralelos uns dos outros por 3\/8\u201d, referido como \u201cespa\u00e7o de abelha\u201d.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Devido \u00e0 nossa not\u00e1vel capacidade de manipular as abelhas, costuma-se v\u00ea-las como animais domesticados. Mas, na realidade, elas s\u00e3o criaturas selvagens que podem facilmente se mover entre o ambiente natural, os nossos api\u00e1rios e os ambientes de pesquisa. As abelhas s\u00e3o seres notavelmente adaptados. Elas desenvolveram uma complexa evolu\u00e7\u00e3o que lhes permite sobreviver em habitats temperados e tropicais em toda a sua distribui\u00e7\u00e3o natural na Europa e na \u00c1frica, bem como em muitas regi\u00f5es da Am\u00e9rica do Norte e do Sul, onde foram introduzidas pelos humanos. Apesar de nossa longa hist\u00f3ria de apicultura, alteramos muito pouco a biologia das abelhas. Em vez disso, nosso sucesso em gerenci\u00e1-los baseia-se em nossa capacidade de imitar e manipular diferentes aspectos de sua hist\u00f3ria de vida, incluindo biologia de nidifica\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o de ninhadas, produ\u00e7\u00e3o de rainhas, comunica\u00e7\u00e3o, nutri\u00e7\u00e3o, controle de doen\u00e7as e enxamea\u00e7\u00e3o. Assim, o conhecimento da hist\u00f3ria natural das abelhas \u00e9 essencial, n\u00e3o s\u00f3 para a compreens\u00e3o da biologia delas, mas tamb\u00e9m para o desenvolvimento de melhores pr\u00e1ticas de manejo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O objetivo da minha revis\u00e3o \u00e9 discutir a hist\u00f3ria de vida das abelhas mel\u00edferas examinando seus h\u00e1bitos de nidifica\u00e7\u00e3o, a biologia e o comportamento das diferentes castas e os ciclos sazonais de crescimento, reprodu\u00e7\u00e3o e movimento. Al\u00e9m de resumir o conhecimento atual sobre esses t\u00f3picos, tamb\u00e9m abordarei como as diferentes caracter\u00edsticas da hist\u00f3ria de vida contribuem para as estrat\u00e9gias utilizadas pelas col\u00f4nias para sobreviver em seus habitats naturais. Grande parte deste cap\u00edtulo se concentrar\u00e1 nas ra\u00e7as europeias de abelhas, que s\u00e3o adaptadas a climas temperados. O maior desafio enfrentado por essas abelhas \u00e9 a sobreviv\u00eancia no inverno e discutirei como suas caracter\u00edsticas de hist\u00f3ria de vida as ajudam a lidar com per\u00edodos prolongados de frio nos quais h\u00e1 pouca ou nenhuma forragem dispon\u00edvel. Tamb\u00e9m discutirei como o conhecimento das abelhas europeias contribuiu para o desenvolvimento de nossas pr\u00e1ticas ap\u00edcolas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na \u00faltima se\u00e7\u00e3o de minha revis\u00e3o, examinarei a evolu\u00e7\u00e3o das ra\u00e7as tropicais de abelhas mel\u00edferas, particularmente aquelas do continente africano. Embora existam mais de 25 ra\u00e7as geogr\u00e1ficas (subesp\u00e9cies) de A. mellifera adaptadas a uma ampla variedade de habitats e climas, a maioria das pesquisas se concentrou nas 4-5 ra\u00e7as europeias mais comumente usadas na apicultura na Europa e na Am\u00e9rica do Norte. Em compara\u00e7\u00e3o, sabemos muito menos sobre as ra\u00e7as da \u00c1frica tropical e subtropical, embora o continente africano contenha pelo menos 10 ra\u00e7as distintas de abelhas produtoras de mel e representa dois ter\u00e7os da \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o natural de Apis mellifera. A evolu\u00e7\u00e3o das abelhas mel\u00edferas ocorreu principalmente nos tr\u00f3picos e as \u00fanicas ra\u00e7as verdadeiramente tropicais de A. mellifera ocorrem na \u00c1frica (Ruttner 1977; Seeley 1985). Compara\u00e7\u00f5es evolu\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia das ra\u00e7as europeia e africana s\u00e3o, portanto, necess\u00e1rias para entender completamente a adaptabilidade e evolu\u00e7\u00e3o do sistema social das abelhas mel\u00edferas. Al\u00e9m disso, o interesse pelas abelhas tropicais aumentou dramaticamente durante os \u00faltimos 50 anos, seguindo a introdu\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a africana, Apis mellifera scutellata, no Brasil e sua r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o em grande parte da Am\u00e9rica do Sul, Central e do Norte. Somente compreendendo a hist\u00f3ria natural dessa ra\u00e7a africana poderemos compreender seu sucesso fenomenal no Novo Mundo e desenvolver procedimentos para manej\u00e1-la e incorpor\u00e1-la em nossas pr\u00e1ticas ap\u00edcolas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>ARQUITETURA E BIOLOGIA DO NINHO<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A cavidade do ninho: a sobreviv\u00eancia de uma col\u00f4nia de clima temperado depende de sua capacidade de construir e manter um ninho de favos de cera em uma cavidade adequada. Embora as col\u00f4nias, \u00e0s vezes, construam favos expostos ao ar livre (Fig. 1), a grande maioria dos ninhos ocorre dentro de cavidades fechadas em \u00e1rvores, no solo e em estruturas feitas pelo homem. A cavidade do ninho \u00e9 fundamental para o sucesso da col\u00f4nia. Ele fornece prote\u00e7\u00e3o e ajuda a manter as condi\u00e7\u00f5es \u00edntimas constantes do ninho, necess\u00e1rias para o funcionamento adequado da col\u00f4nia. As oper\u00e1rias geralmente revestem as paredes internas da cavidade com pr\u00f3polis, que protege o ninho das intemp\u00e9ries e possui propriedades antimicrobianas e antif\u00fangicas que contribuem para a sa\u00fade da col\u00f4nia (Wilson-Rich et al. 2009); Simone-Finstrom &amp; Spivak 2010).<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5579\" aria-describedby=\"caption-attachment-5579\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura2_vidadeabelha.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5579 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura2_vidadeabelha-300x228.jpg\" alt=\"Fig. 2. Os diferentes tipos de c\u00e9lulas que comp\u00f5em o favo de abelha. A maioria dos favos consiste em c\u00e9lulas oper\u00e1rias (worker cells). As crias de zang\u00f5es (drone cells) tendem a estar localizadas nas margens do favo. As realeiras (queen cells) s\u00e3o frequentemente constru\u00eddas ao longo das bordas inferiores do favo e sua presen\u00e7a indica que uma col\u00f4nia est\u00e1 se preparando para enxamear ou substituir uma rainha perdida ou fraca. (foto cortesia de Randy Oliver)\" width=\"300\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura2_vidadeabelha-300x228.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura2_vidadeabelha-150x114.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura2_vidadeabelha-500x380.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura2_vidadeabelha.jpg 978w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5579\" class=\"wp-caption-text\">Fig. 2. Os diferentes tipos de c\u00e9lulas que comp\u00f5em o favo de abelha. A maioria dos favos consiste em c\u00e9lulas oper\u00e1rias (worker cells). As crias de zang\u00f5es (drone cells) tendem a estar localizadas nas margens do favo. As realeiras (queen cells) s\u00e3o frequentemente constru\u00eddas ao longo das bordas inferiores do favo e sua presen\u00e7a indica que uma col\u00f4nia est\u00e1 se preparando para enxamear ou substituir uma rainha perdida ou fraca. (foto cortesia de Randy Oliver)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas mel\u00edferas mostram prefer\u00eancias distintas pelas caracter\u00edsticas de cavidade ao selecionar, com base nessas prefer\u00eancias, os locais para o seu ninho. Em ensaios experimentais que oferecem escolhas lado a lado, os enxames preferem cavidades com um volume de 30-40 L que possuem entradas pequenas, localizadas no fundo e voltadas para o sul (Schimidt &amp; Thoenes 1987 a,b; Seeley &amp; Morse 1978). As col\u00f4nias tamb\u00e9m preferem locais de nidifica\u00e7\u00e3o elevados e selecionar\u00e3o cavidades de 3 a 5 m acima do solo acima de 1 m de eleva\u00e7\u00e3o. Cavidades previamente ocupadas s\u00e3o preferidas \u00e0quelas que nunca foram ocupadas, especialmente se contiverem favos velhos (Visscher et al. 1985). Estudos de col\u00f4nias selvagens revelaram uma enorme variabilidade nas caracter\u00edsticas da cavidade do ninho, o que provavelmente reflete a disponibilidade de locais de nidifica\u00e7\u00e3o em diferentes \u00e1reas de estudo (Seeley &amp; Morse 1976; Avitabile et al. 1978; Gambino et al. 1990; Oldroyd et al. 1994; Baum et al. 2005). No entanto, v\u00e1rios atributos frequentemente relatados para ninhos naturais s\u00e3o consistentes com as prefer\u00eancias exibidas pelas abelhas durante as manipula\u00e7\u00f5es experimentais. Por exemplo, a maioria das cavidades de ninhos naturais tem um volume de 20-80 L, com um volume m\u00e9dio de 40 L (Seeley &amp; Morse 1976). Col\u00f4nias selvagens geralmente ocupam cavidades localizadas a 2 m ou mais acima do solo, com entradas pequenas (10-100 cm2) localizadas no fundo que frequentemente est\u00e3o voltadas para o sul (Seeley &amp; Morse 1976; Avitabile et al. 1978; Gambino et a 1990; Oldroyd et al. 1994; Baum et al. 2005).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As prefer\u00eancias que as abelhas exibem pelas cavidades dos ninhos transmitem grandes vantagens de sobreviv\u00eancia. Cavidades elevadas em \u00e1rvores fornecem prote\u00e7\u00e3o contra predadores e s\u00e3o bem isoladas contra o frio, especialmente quando rachaduras e fendas s\u00e3o seladas com pr\u00f3polis. Cavidades com um volume de 30-40 L fornecem um espa\u00e7o no qual a temperatura do ninho pode ser mantida durante os meses de inverno, ao mesmo tempo em que abriga uma quantidade suficiente de favos para armazenar as enormes reservas de mel necess\u00e1rias para a sobreviv\u00eancia no inverno. As entradas localizadas na parte inferior minimizam a perda de calor por convec\u00e7\u00e3o e, em climas de baixa temperatura, as entradas voltadas para o sul recebem mais luz solar direta, o que pode ajudar a aquecer as col\u00f4nias durante o inverno (Seeley 1985; McNally &amp; Schneider 1996). A prefer\u00eancia por locais previamente ocupados tamb\u00e9m \u00e9 vantajosa, pois resulta na sele\u00e7\u00e3o de locais que tiveram sucesso no passado e a presen\u00e7a de favos antigos e pr\u00f3polis pode reduzir os custos de constru\u00e7\u00e3o do ninho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os favos: Os favos de cera de um ninho de abelha fornecem o substrato para praticamente todas as atividades da col\u00f4nia, incluindo cria\u00e7\u00e3o de ninhada, armazenamento de alimentos, produ\u00e7\u00e3o de rainhas e as muitas intera\u00e7\u00f5es sociais diferentes que ocorrem entre as companheiras de ninho. Uma col\u00f4nia europeia selvagem normalmente cont\u00e9m 4-8 favos que est\u00e3o presos aos topos e lados da cavidade do ninho. Os favos ficam paralelos um ao outro e s\u00e3o separados por 3\/8 de polegada, referido como \u201cespa\u00e7o de abelha\u201d (Fig. 1). Esse espa\u00e7o permite que as abelhas se movam facilmente entre os favos e os cachos para manter o interior nessas temperaturas necess\u00e1rias para o desenvolvimento adequado da ninhada e sobreviv\u00eancia no inverno. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os favos das abelhas s\u00e3o verdadeiramente \u201corg\u00e2nicos\u201d, pois s\u00e3o criados inteiramente por oper\u00e1rias a partir de escamas de cera secretadas por seus pr\u00f3prios corpos e moldadas em c\u00e9lulas hexagonais usando suas mand\u00edbulas e pernas. S\u00e3o constru\u00eddos dois tipos de c\u00e9lulas hexagonais: c\u00e9lulas menores, que s\u00e3o usadas para cria\u00e7\u00e3o de crias e armazenamento de alimentos, e c\u00e9lulas maiores (c\u00e9lulas de zang\u00e3o), que s\u00e3o usadas para criar zang\u00f5es (Fig. 2). C\u00e9lulas de zang\u00f5es tamb\u00e9m podem ser usadas para armazenamento de alimentos. Um terceiro tipo de alv\u00e9olo, o alv\u00e9olo real, geralmente \u00e9 constru\u00eddo ao longo das bordas inferiores dos favos e \u00e9 usado para criar rainhas virgens (Fig. 2). As c\u00e9lulas da rainha n\u00e3o t\u00eam o padr\u00e3o hexagonal das c\u00e9lulas das oper\u00e1rias e zang\u00f5es e, em vez disso, t\u00eam uma forma c\u00f4nica alongada. As realeiras s\u00e3o constru\u00eddas apenas durante os per\u00edodos de produ\u00e7\u00e3o de rainhas e o n\u00famero constru\u00eddo pode variar de 2-3 a v\u00e1rias dezenas. Ao contr\u00e1rio das c\u00e9lulas das oper\u00e1rias e dos zang\u00f5es, que s\u00e3o partes permanentes dos favos que podem ser reutilizadas repetidamente por anos, as c\u00e9lulas das rainhas s\u00e3o derrubadas pelas oper\u00e1rias ap\u00f3s o surgimento das rainhas virgens.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5580\" aria-describedby=\"caption-attachment-5580\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura3_vidadeabelha.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5580\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura3_vidadeabelha-300x234.jpg\" alt=\"Fig. 3. A disposi\u00e7\u00e3o t\u00edpica do conte\u00fado dos favos de abelhas. A \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o est\u00e1 localizada na regi\u00e3o central do ninho. O p\u00f3len \u00e9 armazenado em uma faixa de c\u00e9lulas acima da ninhada. O mel \u00e9 armazenado nas laterais e no topo dos favos. (foto cortesia de Susan Cobey).\" width=\"300\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura3_vidadeabelha-300x234.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura3_vidadeabelha-150x117.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura3_vidadeabelha-500x390.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Figura3_vidadeabelha.jpg 979w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5580\" class=\"wp-caption-text\">Fig. 3. A disposi\u00e7\u00e3o t\u00edpica do conte\u00fado dos favos de abelhas. A \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o est\u00e1 localizada na regi\u00e3o central do ninho. O p\u00f3len \u00e9 armazenado em uma faixa de c\u00e9lulas acima da ninhada. O mel \u00e9 armazenado nas laterais e no topo dos favos. (foto cortesia de Susan Cobey).<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A constru\u00e7\u00e3o do favo \u00e9 cara em termos de energia e recursos. S\u00e3o necess\u00e1rios 6,25 kg de mel para produzir 1 kg de favo. A maior parte do favo \u00e9 constru\u00edda durante o primeiro ano de uma col\u00f4nia e um ninho totalmente desenvolvido cont\u00e9m cerca de 1,2 kg de favo. Uma col\u00f4nia consome 60 kg de mel por ano. Assim, durante o primeiro ano em que uma col\u00f4nia est\u00e1 se estabelecendo, ela deve dedicar pelo menos 7,5 kg (12,5%) de seu consumo total de mel para a constru\u00e7\u00e3o do favo, ao mesmo tempo em que acumula reservas alimentares suficientes para sobreviver ao primeiro inverno (Seeley 1995). Os favos s\u00e3o um recurso n\u00e3o recuper\u00e1vel. As abelhas n\u00e3o comem cera e ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o dos favos as oper\u00e1rias n\u00e3o conseguem reciclar os recursos e encaminh\u00e1-los para outras necessidades. No entanto, as col\u00f4nias devem construir favos para crescimento e desenvolvimento adequados. Portanto, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que as oper\u00e1rias regulem rigidamente a constru\u00e7\u00e3o dos favos e ajustem cuidadosamente a atividade de constru\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es da col\u00f4nia e do ambiente externo! ambiente de forrageamento. Mas como as oper\u00e1rias sabem quando, quanto e em que posi\u00e7\u00e3o construir?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O favo \u00e9 constru\u00eddo apenas quando necess\u00e1rio e as col\u00f4nias n\u00e3o constroem todos os seus favos de uma s\u00f3 vez. Quando um enxame se instala em uma cavidade vazia, ele tem uma explos\u00e3o inicial de constru\u00e7\u00e3o de favos para iniciar a cria\u00e7\u00e3o de crias e armazenamento de alimentos. Em seguida, acrescenta a esses favos uma s\u00e9rie de pulsos ao longo da primavera e do ver\u00e3o, de modo que, ao final de sua primeira temporada, tenha constru\u00eddo em grande parte todo o seu complemento de favos (Pratt 2004). As col\u00f4nias iniciam a constru\u00e7\u00e3o do favo quando h\u00e1 um alto n\u00edvel de ingest\u00e3o de n\u00e9ctar, mas pouco ou nenhum favo vazio dispon\u00edvel para armazenamento de alimentos. Isso garante que uma nova constru\u00e7\u00e3o seja iniciada somente quando o espa\u00e7o existente for preenchido e espa\u00e7o adicional for necess\u00e1rio para aproveitar um fluxo de n\u00e9ctar. No entanto, enquanto a ingest\u00e3o de n\u00e9ctar e a plenitude dos favos s\u00e3o necess\u00e1rias para iniciar a constru\u00e7\u00e3o, a ingest\u00e3o cont\u00ednua de n\u00e9ctar sozinha \u00e9 suficiente para manter a atividade de constru\u00e7\u00e3o (Pratt 2004). Isso permite que as col\u00f4nias construam favos e armazenem n\u00e9ctar ao longo de um fluxo forte, mesmo que a constru\u00e7\u00e3o supere a ingest\u00e3o de forma que haja um aumento tempor\u00e1rio no espa\u00e7o vazio. Dessa forma, as col\u00f4nias t\u00eam menos probabilidade de perder oportunidades de acumular as reservas de mel necess\u00e1rias para a sobreviv\u00eancia no inverno. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As oper\u00e1rias tamb\u00e9m regulam cuidadosamente os tipos de c\u00e9lulas constru\u00eddas. Quando rec\u00e9m-estabelecido em sua cavidade de ninho, um enxame constr\u00f3i apenas c\u00e9lulas de oper\u00e1rias. Isso permite o r\u00e1pido in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o de filhotes e armazenamento de alimentos para desenvolver o tamanho da popula\u00e7\u00e3o e os estoques de alimentos necess\u00e1rios para o inverno. Em um ninho maduro, as c\u00e9lulas das oper\u00e1rias geralmente constituem em torno de 75% a 85% dos favos. As c\u00e9lulas zang\u00e3o s\u00e3o constru\u00eddas apenas quando as col\u00f4nias se tornam maiores, mais estabelecidas e tendem a serem constru\u00eddas ao longo das bordas dos favos (fig. 2). A quantidade absoluta de favos de zang\u00e3o \u00e9 altamente vari\u00e1vel entre os diferentes ninhos, mudando conforme a col\u00f4nia cresce e envelhece. No entanto, a porcentagem da \u00e1rea total do favo dedicada ao favo do zang\u00e3o \u00e9 notavelmente consistente entre as col\u00f4nias, cuja m\u00e9dia fica em torno de 17% e raramente excede 25% do espa\u00e7o do favo (Seeley &amp; Morse 1976). A quantidade de favo de zang\u00e3o constru\u00edda depende de quanto j\u00e1 existe a presen\u00e7a de seu favo, considerando tamb\u00e9m que a cria de zang\u00e3o retarda ou inibe a constru\u00e7\u00e3o de novas c\u00e9lulas de zang\u00e3o. Dessa forma, as col\u00f4nias podem manter uma propor\u00e7\u00e3o relativamente constante de favos de zang\u00e3o \u00e0 medida que essas col\u00f4nias crescem em tamanho (Pratt 2004; Boes 2010).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As col\u00f4nias apresentam um padr\u00e3o distinto de uso do favo (Fig. 3). A cria\u00e7\u00e3o \u00e9 concentrada em uma \u00e1rea esf\u00e9rica nas regi\u00f5es centrais dos favos. O p\u00f3len tende a ser armazenado em uma faixa relativamente estreita de c\u00e9lulas acima e nas laterais da \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o e o mel \u00e9 armazenado nas regi\u00f5es superiores perif\u00e9ricas dos favos (Fig. 3). Esse arranjo espacial do ninho ajuda a organizar o trabalho da col\u00f4nia. A agrega\u00e7\u00e3o de cria no centro concentra as atividades das abelhas bab\u00e1s (ou enfermeiras) e facilita o agrupamento de oper\u00e1rias necess\u00e1rias para aquecer as abelhas em desenvolvimento. O processamento e armazenamento de alimentos ocorrem nas partes mais perif\u00e9ricas do ninho. Como surge essa impressionante organiza\u00e7\u00e3o de ninhos? N\u00e3o h\u00e1 controle central em uma col\u00f4nia de abelhas e nenhum indiv\u00edduo tem conhecimento global do ninho. Em vez disso, cada abelha individual opera apenas com informa\u00e7\u00f5es locais, usando \u201cregras pr\u00e1ticas\u201d simples sobre o que fazer. As rainhas t\u00eam a tend\u00eancia de colocar ovos em c\u00e9lulas pr\u00f3ximas \u00e0quelas que j\u00e1 cont\u00eam cria, o que resulta em um agrupamento de larvas (Seeley 1995). As oper\u00e1rias podem armazenar comida em qualquer lugar do ninho, mas tendem a colocar o p\u00f3len nas c\u00e9lulas pr\u00f3ximas \u00e0 cria e o n\u00e9ctar nas c\u00e9lulas no topo do ninho (Johnson &amp; Baker 2007). Os estoques de alimentos s\u00e3o deslocados e reorganizados \u00e0 medida que a \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o cresce, resultando no padr\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o caracter\u00edstico de um ninho maduro. Assim, a complexa organiza\u00e7\u00e3o do conte\u00fado da col\u00f4nia emerge de um sistema descentralizado baseado em diretrizes inatas simples e n\u00e3o exige que se possua um \u201cplano mestre\u201d para todo o ninho (Camazine, 1991).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A extens\u00e3o em que as col\u00f4nias europeias dedicam o espa\u00e7o do favo para armazenamento de alimentos e cria\u00e7\u00e3o de filhotes est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 sua estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia em climas temperados. Dos 23.500 cm2 de favos que comp\u00f5em um ninho maduro, 55% s\u00e3o usados \u200b\u200bpara armazenamento de mel e p\u00f3len, 25% para cria\u00e7\u00e3o de crias e 20% est\u00e3o vazios (Seeley &amp; Morse 1976). A grande quantidade de espa\u00e7o do favo dedicado ao armazenamento de alimentos ressalta a necessidade de acumular vastas reservas de mel para a sobreviv\u00eancia no inverno. Embora as col\u00f4nias de clima temperado enfatizem o armazenamento de alimentos sobre a cria\u00e7\u00e3o de crias, os aproximadamente 6.000 cm2 dedicados \u00e0 \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o permitem que as col\u00f4nias mantenham uma popula\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rias de 18.000 a 20.000 abelhas. Isso, por sua vez, promove o crescimento da grande for\u00e7a de forrageamento necess\u00e1ria para reunir reservas de alimentos e ajudar garantir que um n\u00famero suficiente de oper\u00e1rias sobreviva durante o inverno para manter a temperatura do ninho e iniciar a cria\u00e7\u00e3o dos filhotes no ano seguinte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Densidade de col\u00f4nias e agrega\u00e7\u00f5es de ninhos: pr\u00f3ximo assunto de Arquitetura e Biologia do Ninho<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Avitabile, A, Stafstrom DP, Donovan KJ. 1978. Natural nest sites of honeybee colonies in trees in Connecticut, USA. J Apic. Res. 17: 22-226.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Baum, KA, Rubink, WL, Pinto MA, Coulson RN. 2005. Spatial and temporal distribution and nest site characteristics of feral honey bee (Hymenoptera: Apidae) colonies in a coastal prairie landscape. Environ. Entornol. 34: 610-618.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Boes, KE. 2010. Honeybee colony drone production and maintenance in accordance with enviromnental factors: an interplay of queen and worker decision. Insectes Sociaux 57: 1-9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Camazine, S. 2001. Self-organizing pattern-formation on the combs of honey-bee colonies. Behavioral Ecology and Sociobiology 28: 61-76.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Gambino, P, Hoelmer K, Daly HV.1990. Nest sites of feral honey bees in Califomia, USA. Apidologie 21: 35-45.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Johnson, BR, Baker N. 2007. Adaptive spatial biases in nectar deposition in the nests ofhoney bees. 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SCHNEIDER dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/pages.charlotte.edu\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2012\/02\/Schneider-Chap.-4-Hive-and-Honey-Bee-2015.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pages.charlotte.edu\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2012\/02\/Schneider-Chap.-4-Hive-and-Honey-Bee-2015.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Acesso em jan\/2023<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como \u00e9 a vida das col\u00f4nias de abelhas Do livro The hive and honey bee &#8211; Tradu\u00e7\u00e3o livre P.C.de Lira \u2013 Paulo Cesar de Lira \u00e9 associado da APACAME, bacharel [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"parent":5471,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-5578","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5578"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5578"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5583,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5578\/revisions\/5583"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}