{"id":5239,"date":"2022-09-30T15:29:39","date_gmt":"2022-09-30T15:29:39","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=5239"},"modified":"2022-09-30T15:31:32","modified_gmt":"2022-09-30T15:31:32","slug":"pasto-apicola","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-168-setembro-de-2022\/pasto-apicola\/","title":{"rendered":"Pasto Ap\u00edcola"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">ASTRAPEIA Dombeya wallichii<\/h1>\n<blockquote><p>Dr. Jo\u00e3o Martins Ferreira \u00e9 Professor Titular da Universidade Paulista UNIP, Pesquisador junto \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo, Apicultor e Jornalista &#8211; MTB 93480 SP &#8211; Site: <a href=\"https:\/\/martinsferreira.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">martinsferreira.net<\/a> &#8211; Contato: <a href=\"mailto:martins_ferreira@hotmail.com\" target=\"_blank\">martins_ferreira@hotmail.com<\/a><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_5241\" aria-describedby=\"caption-attachment-5241\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-1-Pasto-apicola.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5241 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-1-Pasto-apicola-300x187.jpg\" alt=\"Foro-1-Pasto-apicola\" width=\"300\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-1-Pasto-apicola-300x187.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-1-Pasto-apicola-150x93.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-1-Pasto-apicola-500x311.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-1-Pasto-apicola.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5241\" class=\"wp-caption-text\">Apis Mellifera visitando flores da Astrapeia \u2013 Foto de Jo\u00e3o Martins Ferreira.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Origin\u00e1ria de Madagascar, pa\u00eds insular da costa sudeste da \u00c1frica, essa planta se destaca como importante fonte de alimenta\u00e7\u00e3o para abelhas e outros insetos na \u00e9poca do inverno no Brasil, uma vez que nesse per\u00edodo do ano poucas esp\u00e9cies florescem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Seu nome cient\u00edfico, Dombeya wallichii, em parte representa uma homenagem ao doutor Joseph Dombey, um bot\u00e2nico e explorador franc\u00eas do s\u00e9culo XVIII. Popularmente essa planta \u00e9 conhecida como \u201cAstrapeia\u201d, \u201cDombeia\u201d, \u201cAss\u00f4nia\u201d, \u201cAstrapeia-Rosa\u201d e \u201cAstrapeia-Pendente\u201d, ou ainda como \u201cPinkball\u201d, \u201cPink ball tree\u201d e \u201cTropical hydrangea\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Trata-se de uma \u00e1rvore de pequeno porte, que pode atingir como altura m\u00e1xima entre 5 metros e 7 metros. Ela apresenta folhagem perene, a qual forma uma copa arredondada a partir de muitos ramos. Suas folhas s\u00e3o grandes, simples, cart\u00e1ceas, pubescentes-aveludadas, de cor verde e com bordas serrilhadas. Tais atributos tornam-na \u00fatil como prote\u00e7\u00e3o contra ventos indesej\u00e1veis que incidam sobre um api\u00e1rio, ou mesmo possibilitam que sirva como uma larga cerca-viva, que objetive, por exemplo, dificultar o acesso de pessoas ou de grandes animais \u00e0 \u00e1rea em que estejam instaladas as colmeias.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5242\" aria-describedby=\"caption-attachment-5242\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-2-Pasto-apicola.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5242\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-2-Pasto-apicola-300x187.jpg\" alt=\"Ao visitar flores da Astrapeia, a Apis Mellifera parece dan\u00e7ar \u2013 Foto de Jo\u00e3o Martins Ferreira.\" width=\"300\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-2-Pasto-apicola-300x187.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-2-Pasto-apicola-150x94.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-2-Pasto-apicola-500x312.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-2-Pasto-apicola.jpg 747w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5242\" class=\"wp-caption-text\">Ao visitar flores da Astrapeia, a Apis Mellifera parece dan\u00e7ar \u2013 Foto de Jo\u00e3o<br \/>Martins Ferreira.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As flores da Astrapeia s\u00e3o belas e perfumadas, apresentam a cor rosa e s\u00e3o dispostas em grandes cap\u00edtulos pendentes, sendo comum ocorrer farta secre\u00e7\u00e3o de n\u00e9ctar a partir das p\u00e9talas, quando a planta se encontra em terreno f\u00e9rtil e com humidade adequada no solo. Assim, s\u00e3o bastante atrativas para as apis mellifera, que as visitam intensamente, colhendo delas muito n\u00e9ctar e p\u00f3len \u2013 para os amantes da natureza, observar atentamente os movimentos que as abelhas fazem no ar em torno dessas flores, durante tal coleta, \u00e9 prazeroso, pois at\u00e9 se parecem com balan\u00e7os de uma sublime e delicada dan\u00e7a que nos encanta. H\u00e1 p\u00e1ssaros, como os beija-flores (colibris, cuitelos), que delas tamb\u00e9m obt\u00eam seu sustento e por vezes disputam com as abelhas o alimento. Normalmente essa esp\u00e9cie floresce entre os meses de junho e de agosto. Notadamente \u00e9 uma planta importante para a apicultura, que contribui para a manuten\u00e7\u00e3o, o vigor e o est\u00edmulo produtivo das col\u00f4nias de abelhas durante os meses frios, mas que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o adequada quanto outras quando o objetivo do apicultor for o de produzir grandes quantidades de mel, haja vista que, al\u00e9m da floresc\u00eancia no inverno, per\u00edodo em que as oper\u00e1rias realizam menos viagens para coletas, a concentra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares em seu n\u00e9ctar \u00e9 baixa, ficando entre 8% e 28% (WIESE, 1982, p.385). <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5243\" aria-describedby=\"caption-attachment-5243\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-3-Pasto-apicola.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5243\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-3-Pasto-apicola-300x192.jpg\" alt=\"A Astrapeia repleta de flores \u2013 Foto de Jo\u00e3o Martins Ferreira.\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-3-Pasto-apicola-300x192.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-3-Pasto-apicola-150x96.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-3-Pasto-apicola-500x320.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foro-3-Pasto-apicola.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5243\" class=\"wp-caption-text\">A Astrapeia repleta de flores \u2013 Foto de Jo\u00e3o Martins Ferreira.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 uma planta r\u00fastica, que cresce rapidamente, de f\u00e1cil manuseio e que aceita bem podas de forma\u00e7\u00e3o, sendo adequada para plantios em parques, pra\u00e7as e espa\u00e7os semelhantes, apresentando grande potencial paisag\u00edstico. Como suas ra\u00edzes n\u00e3o s\u00e3o invasivas, ela pode ser plantada em locais em que haja algum revestimento de solo, como p\u00e1tios ou amplas cal\u00e7adas, sem preju\u00edzos futuros nos projetos de jardins. Pode ser reproduzida a partir do plantio de sementes, retiradas das flores quando elas secam, ou a partir de seus ramos, por estaquia, retirando-os da planta quando for podada &#8211; a melhor \u00e9poca para se realizar o desbaste da Astrapeia, caso se queira faz\u00ea-lo, \u00e9 ap\u00f3s o t\u00e9rmino do ciclo de flora\u00e7\u00e3o. Podas mais intensas possibilitam manter a planta com um perfil mais pr\u00f3ximo de um arbusto do que propriamente de uma \u00e1rvore. Ela se desenvolve bem em locais de sol pleno, ou pouca sombra, com solo bem drenado e rico em mat\u00e9ria org\u00e2nica que, de prefer\u00eancia, seja irrigado regularmente. Geralmente se adapta bem nos diferentes climas das regi\u00f5es brasileiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Existem outras esp\u00e9cies semelhantes, como a Dombeya nairobensisi, conhecida popularmente como \u201cAstrapeia-de-Nairobi\u201d, origin\u00e1ria do Qu\u00eania, na \u00c1frica. Seu porte \u00e9 menor, com folhas menores e flores em tom de rosa claro, quase branco, com mancha central vermelha, sendo que elas tamb\u00e9m s\u00e3o mel\u00edferas. No entanto, apesar de igualmente ser uma planta dotada de expressivas caracter\u00edsticas ornamentais, \u00e9 menos atraente \u00e0s abelhas do que a Dombeya wallichii, al\u00e9m de ser mais sens\u00edvel ao frio e a geadas. \u00c9 comum ainda se observar a pr\u00e1tica do cultivo das esp\u00e9cies Dombeya acutangula, Dombeya burgessiae e Dombeya natalensis, bem como v\u00e1rios outros tipos h\u00edbridos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2013 CARTER, Kathie. Tropical Hydrangea: Dombeya wallichii. University of California Cooperative Extension, Central Coast &amp; South Region, Center for Landscape and Urban Horticulture, 2009.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2013 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2013 <a href=\"https:\/\/www.jardineiro.net\/plantas\/astrapeia-dombeya-wallichii.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.jardineiro.net\/plantas\/astrapeia-dombeya-wallichii.html<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2013 LORENZI, Harri. \u00c1rvores Ex\u00f3ticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e arom\u00e1ticas. Nova Odessa: Plantarum, 2003.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2013 WIESE, Helmuth (coord.). Nova Apicultura. 3. ed. Porto Alegre: Agropecu\u00e1ria, 1982.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ASTRAPEIA Dombeya wallichii Dr. Jo\u00e3o Martins Ferreira \u00e9 Professor Titular da Universidade Paulista UNIP, Pesquisador junto \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo, Apicultor e Jornalista &#8211; MTB 93480 SP &#8211; Site: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"parent":5130,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-5239","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5239"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5239"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5239\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5244,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5239\/revisions\/5244"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}