{"id":5214,"date":"2022-09-30T14:36:34","date_gmt":"2022-09-30T14:36:34","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=5214"},"modified":"2022-09-30T14:36:34","modified_gmt":"2022-09-30T14:36:34","slug":"gastronomia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-168-setembro-de-2022\/gastronomia\/","title":{"rendered":"Gastronomia"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Na onda do piquenique<\/h1>\n<blockquote><p>Clau Gavioli (ou Maria Cl\u00e1udia Gavioli) \u00e9 jornalista, mestre em hospitalidade e pesquisadora de comida. Ela \u00e9 editora do site e apresentadora do podcast Minestrone (<a href=\"https:\/\/www.minestrone.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.minestrone.com.br<\/a>).<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foto-Abertura-gastronomia.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5215\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foto-Abertura-gastronomia-300x120.jpg\" alt=\"Foto-Abertura-gastronomia\" width=\"300\" height=\"120\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foto-Abertura-gastronomia-300x120.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foto-Abertura-gastronomia-1024x410.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foto-Abertura-gastronomia-150x60.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foto-Abertura-gastronomia-500x200.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Foto-Abertura-gastronomia.jpg 1535w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Tenho surfado na onda do piquenique nesses tempos. Talvez porque durante os \u00faltimos dois anos e alguns meses tenha sa\u00eddo pouco de casa, o que n\u00e3o atribuo s\u00f3 a consci\u00eancia de que quanto menos gente estivesse na rua, menor seria a propaga\u00e7\u00e3o da Covid-19, mas tamb\u00e9m por um pouco de tristeza e algo parecido com fuga do mundo. Ver o que acontece somente pela janela da tela soa mais seguro, mas isso pode ser uma impress\u00e3o equivocada j\u00e1 que a vida se movimenta, quer a gente queira, quer n\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Fato \u00e9 que agora venho querendo ver gente, juntar pessoas, fazer roda e dan\u00e7ar ciranda. Quero compartilhar meu tempo e minhas ideias e saber as de todos os que quiserem me contar as suas, estejam elas alinhadas \u00e0s minhas ou sejam, quem sabe, opostas. O que vale \u00e9 compor, ouvir e ser ouvida. Quero conversar ao ar livre, no meio das \u00e1rvores e sentada na grama ou no ch\u00e3o de terra, de prefer\u00eancia. Tudo isso para poder dividir meus anseios, meus pratos e meus preparos porque neles est\u00e3o embutidos n\u00e3o apenas meus conhecimentos, mas meus sentimentos mais bem guardados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No meu imagin\u00e1rio de um piquenique ele \u00e9 uma festa de inclus\u00e3o por si. \u00c9 que, ao construir meu pr\u00f3prio evento, expulso a ideia daqueles piqueniques representados em quadros como os de Manet ou Schuler, em que prevalece a aristocracia servida nos jardins com lou\u00e7as, cristais e, qui\u00e7\u00e1, mulheres nuas para o deleite dos homens da alta classe. O meu piquenique \u00e9 democr\u00e1tico, nele cabe tanto os que prepararam a comida, encheram e carregaram as cestas, quanto quem estiver passando num parque p\u00fablico e quiser provar do que temos ali. \u00c9 s\u00f3 chegar, trocar um dedo de prosa e se servir, porque, comida que se compartilha, me ensinou minha m\u00e3e, com todos \u00e0 mesa na mesma hora, sempre \u00e9 suficiente e ningu\u00e9m sai com fome. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mas por que algu\u00e9m fala de piquenique numa publica\u00e7\u00e3o sobre gastronomia? Porque n\u00e3o h\u00e1 piquenique sem comida e bebida, sejam as mais simples, como uma fruta e um pacote de bolachas acompanhado de uma tuba\u00edna \u00e0s mais requintadas produ\u00e7\u00f5es que envolvam toalhas de linho, tortas de aspargos com queijo brie e s\u00e3o finalizadas com um xerez, esse \u00faltimo, pra quem n\u00e3o conhece, \u00e9 um tipo de vinho fortificado que serve como digestivo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Como comecei surfando uma onda, digo que o piquenique pode ser na praia, com farofa e galinha, mesmo que isso nos transforem em \u201cfarofeiros da praia grande\u201d, express\u00e3o que eu ouvia nas novelas quando ainda era crian\u00e7a. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um piquenique que se preza, desses \u201cbem arrumadinhos\u201d, dignos de fotos para postar no Instagram ou no Pinterest, tem toalha xadrez vermelha, cesta de vime ou junco, frutas, sandu\u00edches, tortas, sucos e vinho branco ou rosado (o que exige uma geladeirinha de isopor e, para prescindir dos copos de vidro, existe agora vinho em lata, o que at\u00e9 pode ser uma boa escolha). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Embora todo piquenique que se preze tenha sempre algum contratempo que o tornar\u00e1 memor\u00e1vel, uma lista de itens providenciais ajuda a prevenir desgastes e tornar o tempo entre amigos mais proveitoso. Por isso \u00e9 que proponho a que segue:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Toalha xadrez, cesta, talheres, copos, pratos e guardanapos;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; Frutas que n\u00e3o precisem de facas; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; Sandu\u00edches e finger foods (comidas para se comer com as m\u00e3os);<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; Queijos curados \u2013 porque n\u00e3o precisam de refrigera\u00e7\u00e3o;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 P\u00e3es, biscoitos, bolachas, tortas, bolos, geleias e mel;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Bebidas: \u00e1gua, sucos, refrigerantes e bebidas alco\u00f3licas (se for a prefer\u00eancia); <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Abridor de lata, garrafa e canivete;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Sacos de lixo para recolher o que sobrou e deixar tudo limpinho; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Bola, peteca, corda pra pular, baralho, jogos de tabuleiro; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Livros e m\u00fasica (que s\u00f3 vale se n\u00e3o incomodar outros usu\u00e1rios do local).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para a primavera que se aproxima, um piquenique \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o de programa para ser feito entre familiares, amigos e vizinhos. \u00c9 uma chance de fazer novos relacionamentos com pessoas que est\u00e3o por ali, no mesmo parque que voc\u00ea. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ah! Entre os poss\u00edveis contratempos de um piquenique, a chuva pode ser o pior de todos, ent\u00e3o, ver a previs\u00e3o do tempo ou programar o evento em lugar que tenha a op\u00e7\u00e3o com \u00e1rea coberta \u00e9 uma boa dica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tomara que quando voc\u00ea decidir fazer o seu piquenique eu esteja passeando por ali pra gente poder se conhecer melhor, n\u00e9? <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na onda do piquenique Clau Gavioli (ou Maria Cl\u00e1udia Gavioli) \u00e9 jornalista, mestre em hospitalidade e pesquisadora de comida. Ela \u00e9 editora do site e apresentadora do podcast Minestrone (www.minestrone.com.br). 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