{"id":4993,"date":"2022-08-09T16:41:08","date_gmt":"2022-08-09T16:41:08","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=4993"},"modified":"2022-08-09T19:11:46","modified_gmt":"2022-08-09T19:11:46","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-167-julho-de-2022\/artigo\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">IDENTIFICANDO OS NINHOS DAS ABELHAS SEM FERR\u00c3O EM CENTROS URBANOS NA CIDADE DE S\u00c3O PAULO<\/h1>\n<blockquote><p>Marilda Cortopassi-Laurino<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_5005\" aria-describedby=\"caption-attachment-5005\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto_Abertura_Ninhos.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5005 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto_Abertura_Ninhos-300x233.jpg\" alt=\"Foto_Abertura_Ninhos\" width=\"300\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto_Abertura_Ninhos-300x233.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto_Abertura_Ninhos-150x117.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto_Abertura_Ninhos-500x389.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto_Abertura_Ninhos.jpg 774w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5005\" class=\"wp-caption-text\">Os v\u00e1rios locais dos ninhos urbanos da abelha Jata\u00ed.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O interessante de uma grande cidade como S\u00e3o Paulo com 12 milh\u00f5es de habitantes, \u00e9 a certeza de que ela sempre guarda grandes surpresas, ou seja, algo que sempre esteve entre n\u00f3s e em que nunca prestamos muita ou nenhuma aten\u00e7\u00e3o. Alguns destes locais s\u00e3o considerados patrim\u00f4nio ambiental urbano, e num destes, com aproximadamente 2km\u00b2 e com \u00edndice de cobertura vegetal de 43,30%, fizemos observa\u00e7\u00f5es diretas contemplando as esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o e o seus locais de nidifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Foram identificados 11 g\u00eaneros representados por pelo menos 12 esp\u00e9cies e eles foram marcados quanto ao local de nidifica\u00e7\u00e3o: natural ou em constru\u00e7\u00f5es urbanas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Num bairro arborizado da regi\u00e3o urbana de S\u00e3o Paulo, a abelha mais conhecida e frequente \u00e9 a jata\u00ed (Tetragonisca angustula) seguida pelas jata\u00ed-da-terra (Paratrigona subnuda), mirins (Plebeia spp.), tubuna (Scaptotrigona bipunctata), guiru\u00e7u (Schwarziana quadripunctata), irapu\u00e1 (Trigona spinipes), boca de sapo (Partamona helleri) e ira\u00ed (Nannotrigona testaceicornis). Rar\u00edssimas s\u00e3o as bor\u00e1 (Tetragona clavipes) e a xup\u00e9 (Trigona hyalinata). Entretanto, a partir de 2015, na regi\u00e3o oeste de S\u00e3o Paulo, tem sido observada uma expans\u00e3o do numero de ninhos da abelha iratim ou lim\u00e3o (Lestrimelitta limao). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um modo f\u00e1cil e r\u00e1pido para identificar as abelhas sem ferr\u00e3o \u00e9 observar a estrutura da entrada do ninho. Eles s\u00e3o facilmente encontrados quando presenciamos varias abelhas voando na mesma dire\u00e7\u00e3o nas proximidades de troncos de \u00e1rvore, de constru\u00e7\u00f5es urbanas ou ainda no ch\u00e3o. Estas entradas s\u00e3o constru\u00eddas principalmente com cerume, resinas e ou barro e onde podem ser adicionados outros materiais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A esp\u00e9cie de abelha jata\u00ed (Tetragonisca angustula) \u00e9 a mais adaptada e conhecida dos centros urbanos. A entrada do seu ninho, mesmo que \u00e0s vezes mim\u00e9tica, \u00e9 bem vis\u00edvel aos olhos humanos porque tem sempre operarias-guarda voando nas proximidades. Em rela\u00e7\u00e3o ao local de nidifica\u00e7\u00e3o esta esp\u00e9cie \u00e9 bem vers\u00e1til e utiliza espa\u00e7os de muros e paredes, caixas de campainhas e entrada de energia, ocos de \u00e1rvores e at\u00e9 mesmo do ch\u00e3o, neste caso, talvez em antigos ninhos de formigas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os ocos de \u00e1rvores onde nidifica com mais frequentes, no bairro do Sumar\u00e9, s\u00e3o os da sibipiruna (Caesalpinia pluviosa peltophoroides) muito comum na arboriza\u00e7\u00e3o urbana de S\u00e3o Paulo. Entretanto, foram tamb\u00e9m encontrados ninhos em ocos de \u00e1rvores de tulipeira do Gab\u00e3o (Spathodea campanulata) seringueira (Ficus el\u00e1stica) alfeneiro (Ligustrum lucidus), alecrim de Campinas (Holocalix glaxiowi) e tipuana (Tipuana tipu). A altura onde se encontram estes ninhos \u00e9 desde o n\u00edvel do ch\u00e3o at\u00e9 aproximadamente os 2,5m. Alguns ninhos fecham a entrada do ninho a noite ou em per\u00edodos invernais abaixo de 16\u00ba C. Aglomerados de machos, significando \u00e9poca de enxameagem, foram observados entre os meses de setembro a janeiro na regi\u00e3o. Neste per\u00edodo os ninhos podem apresentar entrada duplicada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na natureza a menor distancia entre dois ninhos foi de 6 m. Curiosamente, um ninho de jata\u00ed sobrevive h\u00e1 anos numa distancia de 1,6 m de um fort\u00edssimo ninho da abelha iratim ou lim\u00e3o. E outro est\u00e1 h\u00e1 mais de 20 anos na mesma parede de pedra de uma constru\u00e7\u00e3o urbana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A abelha jata\u00ed-da-terra (Paratrigona subnuda) tamb\u00e9m s\u00e3o abelhas pouco observadas provavelmente porque s\u00e3o pequenas, nidificam sempre no solo e apresentam a entrada do ninho muito pequena, \u00e0s vezes com menos de um cent\u00edmetro de di\u00e2metro, e sempre camuflada com a vegeta\u00e7\u00e3o ou com o pr\u00f3prio solo e tamb\u00e9m pelo discreto movimento externo. Os ninhos foram encontrados em barrancos, mas tamb\u00e9m em solo com inclina\u00e7\u00e3o muito pequena. Na entrada do ninho constroem apenas uma aur\u00e9ola circular de cerume cinzento onde 3-5 abelhas guarda est\u00e3o sempre presentes. No mesmo barranco, ocorrem agregados e dois ninhos tinham sua entrada a 1,7 m de distancia. Tamb\u00e9m constroem dupla entrada em algumas \u00e9pocas do ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esta esp\u00e9cie substituiu ou invadiu um antigo ninho de guiru\u00e7u (Schwarziana quadripunctata) nos meses quentes do ano. Machos foram vistos desidratando em folhas de manac\u00e1 da serra na altura de um metro e meio. E aglomerados de machos foram observados nos meses de setembro e dezembro, e nestas ocasi\u00f5es, algumas vespas participavam do aglomerado ca\u00e7ando estas abelhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Como curiosidade um ninho que foi retirado de uma cal\u00e7ada do bairro estava numa profundidade de aproximadamente um metro e tinha menos de 20 cm de di\u00e2metro. Colocado num pote de barro com paredes duplas sobrevive muito bem. No mesmo local, dois anos depois, um novo ninho se instalou naturalmente. Teria ficado algum resqu\u00edcio do antigo ninho que atraiu o novo?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dos 10 ninhos encontrados, 4 deles estavam pr\u00f3ximos, com dist\u00e2ncia entre 2,0 e 0,30m entre eles. Podem construir duas entradas em algumas \u00e9pocas do ano. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas mirins ou mosquito (Plebeia spp), que podem ser v\u00e1rias esp\u00e9cies, tamb\u00e9m s\u00e3o das mais comuns, entretanto seu menor tamanho e entrada com pouco mais de um cent\u00edmetro de di\u00e2metro faz com que passem despercebidas da maioria das pessoas exceto quando ocorre intenso movimento de oper\u00e1rias ou aglomerado de machos. Na regi\u00e3o urbana foram observadas nidificando principalmente em constru\u00e7\u00f5es como muros e postes e s\u00f3 um ninho numa \u00e1rvore de quaresmeira (Tibouchina granulosa) apresentam amplitude de altura para nidifica\u00e7\u00e3o entre 20-30 cent\u00edmetros do solo at\u00e9 perto de 3,0 m em postes de ilumina\u00e7\u00e3o. Estes s\u00f3 foram descobertos pelo intenso movimento dos aglomerados de machos nas proximidades da entrada do ninho nas horas quentes do dia e que ocorreu entre os meses de outubro a mar\u00e7o. Alongam o tubo externo da entrada em alguns cent\u00edmetros e multiplicam o n\u00famero de entradas em determinadas \u00e9pocas do ano (janeiro). Entretanto esta expans\u00e3o no comprimento ainda n\u00e3o pode ser associada com enxameagem porque perduraram por v\u00e1rios meses.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outras mirins como a mirim-gua\u00e7u (Plebeia remota), com entrada que permite a passagem de uma s\u00f3 abelha, a mirim-saiqui (Plebeia saiqui), com entrada com tubo curt\u00edssimo, muito resinosa e com passagem para v\u00e1rias abelhas e a mirim droryana (Plebeia droryana), com entrada dupla sendo uma bem menor e com passagem para algumas poucas abelhas tamb\u00e9m s\u00e3o encontradas e identificadas no ambiente urbano de S\u00e3o Paulo. Um \u00fanico aglomerado de machos de Plebeia remota foi observado no m\u00eas de novembro. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Curiosamente, alguns ninhos encontrados em paredes apresentavam uma enorme trilha resinada escorrida de at\u00e9 0,50m na sua parte inferior. Territ\u00f3rio?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A abelha Guiru\u00e7u ou mombuca mirim (Schwarziana quadripunctata) tamb\u00e9m \u00e9 pouco vis\u00edvel pelo discreto movimento externo. Nidifica no solo preferencialmente inclinado, entretanto, curiosamente, v\u00e1rios ninhos t\u00eam sido encontrados em muros ou nas suas sa\u00eddas de umidade que possuem barranco de terra na sua parte posterior. Nesta situa\u00e7\u00e3o a entrada do ninho estava a at\u00e9 1,8 m de altura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A entrada do ninho \u00e9 uma torre de barro com at\u00e9 4cm de altura e di\u00e2metro externo e interno respectivamente de 2,0 e 1,6 cm, que atinge seu maior tamanho em altura na \u00e9poca do ver\u00e3o quando chove mais e tamb\u00e9m quando mais rapidamente cresce a vegeta\u00e7\u00e3o no seu entorno. E quando em tubos de sa\u00edda de umidade, pode apresentar na sua parte inferior, uma plataforma triangular direcionada para baixo de at\u00e9 5cm tamb\u00e9m constru\u00edda com barro. \u00c0s vezes apresenta entrada dupla. A menor dist\u00e2ncia entre dois ninhos foi de 12 metros de distancia, um em cada lado da rua. Um \u00fanico aglomerado de machos foi observado no final do m\u00eas de outubro na regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Como curiosidade, na temperatura de 16\u00ba C j\u00e1 havia abelhas coletoras voltando para o ninho. E um dos ninhos situados em barranco foi substitu\u00eddo por ninho de jata\u00ed-da-terra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A abelha Ira\u00ed (Nannotrigona testaceicornis) \u00e9 pouco frequente na regi\u00e3o urbana de S\u00e3o Paulo. A entrada do ninho, de cerume escuro, que pode medir at\u00e9 3,5cm de di\u00e2metro e ao longo de todo ano \u00e9 fechada a noite com uma linda rede de cerume. S\u00e3o abelhas t\u00edmidas que se escondem quando nos aproximamos da entrada do ninho. Durante v\u00e1rios anos s\u00f3s quatro ninhos foram observados na regi\u00e3o sendo em oco de \u00e1rvore na altura de 0,20 e 2,8m e a 1,5m num poste de cimento para ilumina\u00e7\u00e3o. As \u00e1rvores onde foram observados os ninhos eram em duas sibipiruna (Caesalpinia pluviosa peltophoroides), uma unha de vaca (Bahuinia variegata) e um alfineiro (Ligustrum lucidus). Aglomerados de machos foram observados nos meses de agosto e novembro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nas abelhas Tubuna (Scaptotrigona bipunctata) os ninhos observados desta esp\u00e9cie estavam sempre em troncos de \u00e1rvores. S\u00e3o abelhas algo agressivas se importunadas na entrada do ninho. S\u00e3o col\u00f4nias populosas e apresentam ativo movimento externo. A entrada do ninho \u00e9 um tubo de cerume escuro com formato de trombeta, com at\u00e9 5-6cm de comprimento e 3,5 cm de di\u00e2metro na por\u00e7\u00e3o mais externa. Entretanto ao longo do ano ele pode ser um pouco maior e at\u00e9 com uma membrana interna dividindo o espa\u00e7o ao meio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os troncos de \u00e1rvores onde foram observadas nidificando, desde 0,15-2,1m de altura, s\u00e3o de alfineiro (Ligustrum lucidus), seringueira (Ficus el\u00e1stica), alecrim de Campinas (Holocalix glaxiowi) e pitangueira (Eugenia uniflora). A menor distancia entre dois ninhos foi de aproximadamente 6 metros. Aglomerados de machos foram observados entre os meses de Junho e Novembro. Um destes ninhos foi temporariamente invadido pela abelha iratim ou lim\u00e3o, por\u00e9m se recuperou. Esta esp\u00e9cie parece estar em processo de expans\u00e3o na regi\u00e3o urbana porque seus ninhos eram pouco observados h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A abelha Irapu\u00e1 (Trigona spinipes) apresenta ninhos a\u00e9reos grandes com at\u00e9 30-40cm de di\u00e2metro constru\u00eddos em forquilhas de \u00e1rvores entre 2-7m de altura e s\u00e3o abelhas bem agressivas. Al\u00e9m de perseguirem o intruso por v\u00e1rios metros, entram na roupa, cabelo e ouvidos, ficam vibrando e mordendo com as mand\u00edbulas provocando enorme desconforto. Com frequ\u00eancia constroem em \u00e1rvores que perdem suas folhas no inverno como paineira e tulipeira do Gab\u00e3o. J\u00e1 foram observados tamb\u00e9m em \u00e1rvores do pinheiro bunya (Araucaria sp), da eritrina (Erythrina speciosa), magn\u00f3lia amarela (Michelia champaca), ficus (Ficus benjamina) e eucalipto (Eucalyptus sp). A menor distancia entre dois destes ninhos foi de aproximadamente 15-20 metros na mesma altura de 7-10m. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Aglomerados de machos foram observados entre os meses de junho e setembro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em duas ocasi\u00f5es parte do ninho caiu no ch\u00e3o e varias destas abelhas mais Apis coletavam o conte\u00fado dos potes de p\u00f3len. Excesso de peso ou apodrecimento do tronco s\u00e3o sugest\u00f5es para esta ocorr\u00eancia. Ambos estavam instalado bem alto na \u00e1rvore sugerindo que n\u00e3o tenham sido perturbados por humanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Viveram melhores em \u00e1reas urbanas porque h\u00e1 alguns anos havia um ninho num pinheiro atr\u00e1s do MASP da Avenida Paulista e outro no canteiro central da Avenida Faria Lima. Atualmente n\u00e3o existem mais e poucos ninhos s\u00e3o conhecidos na regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A abelha Boca de sapo (Partamona helleri) s\u00e3o abelhas que tamb\u00e9m j\u00e1 foram mais comuns na regi\u00e3o tendo sido observados seus ninhos parcialmente expostos em telhados, touceiras e forquilhas de troncos de \u00e1rvores, caixas de ar condicionado, paredes de casas ou ramos como os de Cyca. Atualmente nos arredores do bairro dois ninhos em \u00e1rvores foram encontrados abandonados. Os habitados estavam em uma quaresmeira (Tibouchina granulosa), outro em tipuana (Tipuana tipu) e dois nas paredes laterais de uma mesma casa, mas voltados para lados opostos. Um rec\u00e9m-instalado em forquilha de eucalipto de uma pra\u00e7a foi retirado do local. Constroem ninhos em at\u00e9 7-8m de altura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A abelha Iratim ou lim\u00e3o (Lestrimelitta limao) cujo nome popular vem do fato de exalarem um odor citral quando pressionadas ou quando invadem ninhos de outros meliponineos. Conhecidas como abelhas ladras, estas abelhas de cor preta brilhante n\u00e3o coletam nas flores e roubam o alimento e cerume dos ninhos de outras abelhas. Curiosamente s\u00e3o abelhas t\u00edmidas quando permanecemos na entrada do ninho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A caracter\u00edstica da entrada do ninho, que pode ser em constru\u00e7\u00f5es ou em ocos de \u00e1rvores, s\u00e3o as muitas falsas entradas em formato de dedos, mas com apenas uma ou poucas verdadeiras formando um conjunto de at\u00e9 30 cm de comprimento e 20 cm de largura. Quando ocorre s\u00f3 uma entrada ela possui cerca de 4 cm de di\u00e2metro medido num dia de ver\u00e3o intenso. Entretanto, num dia de outono as duas entradas tinham formato oval e foram fechadas a noite. Esta esp\u00e9cie tamb\u00e9m apresenta grupos de abelhas-guarda que ficam voando com movimentos circulares verticais na frente da entrada do ninho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O ninho observado numa \u00e1rvore sibipiruna (Caesalpinia pluviosa peltophoroides) substituiu um ninho de irai numa altura de 1,8m e di\u00e2metro de 0,50cm. Entretanto, outro ninho foi observado no tronco de uma antiga tulipeira do gab\u00e3o (Spathodea campanulata) cujo di\u00e2metro tinha mais de metro. Os outros dois ninhos estavam em paredes numa altura de 2,3 e 3,2m. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Curiosamente, num m\u00eas de setembro, um destes ninhos esteve muito fraco e com pouco movimento de abelhas, e nesta ocasi\u00e3o, abelhas Apis, Euglossa, Melipona quadrifasciata e Eulaema cingulata coletavam o cerume male\u00e1vel das pontas das falsas entradas sem serem perturbadas. Pouco tempo depois ocorreu um aglomerado de machos na regi\u00e3o da entrada e o ninho se recuperou. Este \u00fanico aglomerado ocorreu num m\u00eas de outubro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outra curiosidade \u00e9 sobre os dois tipos de ataques destas abelhas: um que ocorreu durante alguns dias contra um ninho de jata\u00ed com exterm\u00ednio destas e com muitas abelhas mortas grudadas umas nas outras pelo ch\u00e3o das redondezas. O outro ataque foi tipo \u201carrast\u00e3o\u201d (r\u00e1pido e de dura\u00e7\u00e3o de pouco mais de duas horas) e que ocorreu tr\u00eas vezes ao mesmo ninho de mirim num intervalo de cada dois meses. Nesta ocasi\u00e3o, a entrada foi remodelada pelas iratins para duas entradas maiores com cerume marrom claro e sem deposito de grumos de resina nas imedia\u00e7\u00f5es. N\u00e3o ocorreu confronto f\u00edsico e ap\u00f3s este tempo deixam o ninho, cuja porta, em quest\u00e3o de duas horas, foi desmanchada e remodelada ao seu formato original pelas mirins. O movimento externo e a coleta de p\u00f3len, interrompida durante o ataque tamb\u00e9m voltou a ser observada neste ultimo per\u00edodo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Alguns ninhos de bor\u00e1 ocorreram naturalmente na regi\u00e3o da cidade universit\u00e1ria no bairro do Butant\u00e3-SP em \u00e1rvores de eucalipto e de sibipiruna em alturas abaixo de um metro e, nem sempre, apresentavam uma entrada caracter\u00edstica talvez associada com a condi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ninhos da abelha xup\u00e9 s\u00e3o raros nos arredores do bairro, s\u00f3 um ninho foi observado fixado em constru\u00e7\u00e3o embora tamb\u00e9m j\u00e1 tenham sido vistos nidificando externamente em troncos de \u00e1rvores em alturas de v\u00e1rios metros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este artigo \u00e9 em homenagem ao centen\u00e1rio de Paulo Nogueira-Neto, grande pesquisador e incentivador dos estudos destas abelhas sem ferr\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-4993 gallery-columns-2 gallery-size-large'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto1_Ninhos.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto1_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-4994\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto1_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto1_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto1_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto1_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-4994'>\n\t\t\t\tFoto 1 &#8211; Entrada de ninho de Jata\u00ed\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto2_Ninhos.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto2_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-4995\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto2_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto2_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto2_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto2_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-4995'>\n\t\t\t\tFoto 2 &#8211; Entrada de ninho de Mirim\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto3_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto3_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-4996\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto3_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto3_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto3_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto3_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-4996'>\n\t\t\t\tFoto 3 &#8211; Entrada de ninho de Jata\u00ed da terra.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto4_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto4_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-4997\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto4_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto4_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto4_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto4_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-4997'>\n\t\t\t\tFoto 4 &#8211; dupla entrada do ninho de Guiru\u00e7u.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto5_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto5_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-4998\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto5_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto5_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto5_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto5_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-4998'>\n\t\t\t\tFoto 5 &#8211; Entrada do ninho de Ira\u00ed.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto6_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto6_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-4999\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto6_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto6_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto6_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto6_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-4999'>\n\t\t\t\tFoto 6 &#8211; Entrada do ninho de Tubuna.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto7_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto7_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-5000\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto7_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto7_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto7_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto7_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-5000'>\n\t\t\t\tFoto 7 &#8211; Ninho a\u00e9reo de irapu\u00e1.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto8_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto8_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-5001\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto8_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto8_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto8_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto8_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-5001'>\n\t\t\t\tFoto 8 &#8211; Ninho de Boca de Sapo.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto9_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"663\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto9_Ninhos-663x1024.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-5002\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto9_Ninhos-663x1024.jpg 663w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto9_Ninhos-194x300.jpg 194w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto9_Ninhos-150x232.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto9_Ninhos-324x500.jpg 324w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto9_Ninhos.jpg 774w\" sizes=\"(max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-5002'>\n\t\t\t\tFoto 9 &#8211; Entrada do ninho de Iratim.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto10_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"577\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto10_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-5003\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto10_Ninhos.jpg 774w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto10_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto10_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto10_Ninhos-500x373.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-5003'>\n\t\t\t\tFoto 10 &#8211; Entrada ninho de Bor\u00e1.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto11_Ninhos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"782\" height=\"585\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto11_Ninhos.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-5004\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto11_Ninhos.jpg 782w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto11_Ninhos-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto11_Ninhos-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Foto11_Ninhos-500x374.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 782px) 100vw, 782px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-5004'>\n\t\t\t\tFoto 11 &#8211; Ninho da abelha Xup\u00e9.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IDENTIFICANDO OS NINHOS DAS ABELHAS SEM FERR\u00c3O EM CENTROS URBANOS NA CIDADE DE S\u00c3O PAULO Marilda Cortopassi-Laurino O interessante de uma grande cidade como S\u00e3o Paulo com 12 milh\u00f5es de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"parent":4982,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-4993","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4993"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4993"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4993\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5024,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4993\/revisions\/5024"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}