{"id":4250,"date":"2021-08-09T19:38:26","date_gmt":"2021-08-09T19:38:26","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=4250"},"modified":"2021-08-09T19:38:26","modified_gmt":"2021-08-09T19:38:26","slug":"lancamento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-162-julho-de-2021\/lancamento\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7amento"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Cap\u00edtulo 1 do Livro Meliponicultura para iniciantes \u2013 Dra. Genna Sousa<br \/>\nBreve hist\u00f3ria primitiva da Meliponicultura<\/h1>\n<blockquote><p>Jo\u00e3o Pedro Cappas e Sousa &#8211; Genna Sousa<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Figura_1_Meliponicultura.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-4251\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Figura_1_Meliponicultura-212x300.jpg\" alt=\"Figura_1_Meliponicultura\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Figura_1_Meliponicultura-212x300.jpg 212w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Figura_1_Meliponicultura-724x1024.jpg 724w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Figura_1_Meliponicultura-150x212.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Figura_1_Meliponicultura-353x500.jpg 353w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Figura_1_Meliponicultura.jpg 1116w\" sizes=\"(max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a>Em suas migra\u00e7\u00f5es, o homem primitivo da Idade da Pedrapassou do Velho Mundo para o Novo Mundo pelo Estreito de Bering. Estes derivam de grupos asi\u00e1ticos que se deslocaram para o Norte. Essas tribos n\u00e3o conheciam as abelhas sem ferr\u00e3o e durante a viagem pela Am\u00e9rica do Norte em dire\u00e7\u00e3o ao Sul, tamb\u00e9m n\u00e3o tiveram contato com os Melipon\u00edneos. Viviam da ca\u00e7a e pesca e recolhiam tamb\u00e9m bagas e tudo o que era comest\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O primeiro contato com as abelhas sem ferr\u00e3o come\u00e7ou na Am\u00e9rica Central. Ao observar outros animais a comerem o mel e sua cria, aprenderam a fazer o mesmo. Assim come\u00e7aram a incluir estes novos recursos na sua alimenta\u00e7\u00e3o. Rapidamente, perceberam que onde havia col\u00f4nias de abelhas sem ferr\u00e3o havia maior diversidade e riqueza alimentar. Uma ideia que come\u00e7ou a incutir nos homens Primitivos foi o car\u00e1ter divino desses insetos. Assim, a abelha ganhou o peso do deus da Fertilidade. Do mesmo modo, inconscientemente a abelha sem ferr\u00e3o passou a ser o agente que estabiliza a Ecologia. As abelhas vivem nas florestas e, por esta raz\u00e3o, o reino de jaguar ( a floresta ) se uniu \u00e0s abelhas , nascendo, ent\u00e3o, a realidade de a \u201cAbelha Jaguar\u201d . <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O jaguar vive na escurid\u00e3o da floresta, ou seja no, inframundo, o reino da escurid\u00e3o. Por este motivo, a rainha das abelhas sem ferr\u00e3o, que vive no interior escuro da col\u00f4nia ficou com nome o de Balam Cab para os Olmecas e para os Maias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De acordo com calend\u00e1rio Maia, a primeira Era ou primeiro Sol que come\u00e7ou a cerca de 18.808 anos antes de Cristo, com os Olmecas pescadores que viviam da pesca e comiam mel das abelhas sem ferr\u00e3o. Usavam resina e cerume para a confe\u00e7\u00e3o de artefatos de pesca entre outras coisas. Antes dessa primeira Era ou primeiro Sol, os homens usavam as abelhas e seus meliprodutos para fins alimentares e para fazer alguns artefatos.<a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Quadro_Meliponicultura.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4252\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Quadro_Meliponicultura-300x185.jpg\" alt=\"Quadro_Meliponicultura\" width=\"300\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Quadro_Meliponicultura-300x185.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Quadro_Meliponicultura-1024x632.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Quadro_Meliponicultura-570x350.jpg 570w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Quadro_Meliponicultura-150x93.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Quadro_Meliponicultura-500x309.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Quadro_Meliponicultura.jpg 1555w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na segunda Era ou segundo Sol, os Olmecas, ca\u00e7adores recoletores, j\u00e1 conhecendo as abelhas sem ferr\u00e3o como fonte de alimento, come\u00e7aram a observar o modo de vida das abelhas e, nessa altura, perceberam que viviam em \u00e1rvores, nascendo, assim, a t\u00e9cnica da colmeia escondida . Abriam uma janela nos troncos para, deste modo colher o mel quando percorriam as florestas (m\u00e9todo da janela escondida). Perceberam que, fechando o oco, as abelhas continuavam vivas e refaziam a colmeia, possibilitando-as de colherem mel e seus outros produtos com regularidade. A gest\u00e3o da colmeia escondida na floresta fez com que os ind\u00edgenas come\u00e7assem a perceber o ciclo das abelhas ao longo do ano . <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na terceira Era ou terceiro Sol, os Olmecas pecuaristas percorriam as florestas com rebanhos de perus. Certamente, o seu car\u00e1ter n\u00f4made obrigou-os a colocarem uma col\u00f4nia dentro de uma vasilha de barro para comer mais tarde e perceberam que a colonia refazia sua colmeia nessa panela e, assim, nasceu a primeira colmeia de barro ( colmeia de \u201cOllas\u201d) para Melipon\u00edneos. A esta altura, come\u00e7aram a transportar troncos com colonias das florestas para as pendurar nas suas casas. O come\u00e7o da colmeia de troncos ocados, a que os Maias chamam de Jobones. Desse modo o homem tende a criar os animais que podem servir de comida ou animal de tra\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p>Na quarta Era ou quarto Sol, os Maias ou os homens do Milho, sendo agricultores, apresentam j\u00e1 um vasto conhecimento sobre as abelhas sem ferr\u00e3o, como divindades polinizadoras das plantas dom\u00e9sticas e das florestas. O conhecimento de todos os sois anteriores foram ent\u00e3o concentrados em C\u00f3dices Maias, pois todos falam sobre as abelhas, na forma escrita fon\u00e9tica e figurativa.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No C\u00f3dice Maia de Dresden, as abelhas est\u00e3o na escrita fon\u00e9tica; no C\u00f3dice de Paris, as abelhas encontram-se na forma figurativa e fon\u00e9tica; e no C\u00f3dice de Madrid ou Trocortesiano, temos um manual pr\u00e1tico religioso sobre a cria\u00e7\u00e3o das abelhas sem ferr\u00e3o, o primeiro livro sobre Meliponicultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No livro primitivo de Meliponicultura, o C\u00f3dice de Madrid, escrito na Cidade de Mayap\u00e1n, temos todas as t\u00e9cnicas Melip\u00f4nicas conhecidas e atuais: substitui\u00e7\u00e3o das rainhas; multiplica\u00e7\u00e3o por divis\u00e3o; alimenta\u00e7\u00e3o artificial; refor\u00e7o de col\u00f4nia; ciclos biol\u00f3gicos e comportamentos; v\u00e1rios tipos de colmeias; captura e transfer\u00eancias de col\u00f3nias de um oco para uma colmeia; cria\u00e7\u00e3o de abelhas atrav\u00e9s das comunidades das colonias das abelhas; colheita do mel; refor\u00e7o da colonia com cerume e direcionamento das colmeias para aumentarem a produ\u00e7\u00e3o de um meliproduto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A grande sabedoria melip\u00f4nica se deslocou com as migra\u00e7\u00f5es de povos mexicanos em dire\u00e7\u00e3o ao Sul, onde se espalhou a todas as tribos ind\u00edgenas at\u00e9 chegar \u00e0 Argentina onde os Ind\u00edgenas Chacos que criam Scapotrigonaslocais. Na Venezuela, usam colmeias feitas em caba\u00e7as atadas nos seus Meliponi\u00e1rios antigos, uma realidade tamb\u00e9m descrita no C\u00f3dice de Madrid. As colmeias de troncos ocados se espalharam por todo o Brasil vindo do M\u00e9xico. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O conhecimento melip\u00f4nico era partilhado entre as v\u00e1rias tribos atrav\u00e9s de trocas comerciais e culturais, porque as tribos mais evolu\u00eddas engrandeciam e acumulavam o saber nos sacerdotes, paj\u00e9s e xam\u00e3s para o bem da comunidade. Assim, temos muito conhecimento nas Tribos ind\u00edgenas dos Kayap\u00f3s , dos Kuykuros nos Guaranis entre outros. Desse modo, a Meliponicultura ajudou a medicina ind\u00edgena (dentes, anestesia, desinfetante, cicatrizante, energ\u00e9tico.). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A nova Era \u00e9 a do homem ecol\u00f3gico, o que cuida e restaura a natureza para poder viver no planeta Terra. Segundo o calend\u00e1rio Maia, esta come\u00e7a em 2012 e podemos perceber que aos poucos as pessoas come\u00e7am a ver a natureza com um olhar mais conservador. Esta mudan\u00e7a imposta pela Natureza sobe a forma de altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica obriga o homem a cuidar das abelhas sem ferr\u00e3o para garantir o equil\u00edbrio que nos permite manter vivos. Para tal, o saber melip\u00f4nico racional tem de se espalhar por todas as pessoas de bom cora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cap\u00edtulo 1 do Livro Meliponicultura para iniciantes \u2013 Dra. Genna Sousa Breve hist\u00f3ria primitiva da Meliponicultura Jo\u00e3o Pedro Cappas e Sousa &#8211; Genna Sousa Em suas migra\u00e7\u00f5es, o homem primitivo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"parent":4196,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-4250","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4250"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4250"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4254,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4250\/revisions\/4254"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}