{"id":4226,"date":"2021-08-05T19:44:10","date_gmt":"2021-08-05T19:44:10","guid":{"rendered":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=4226"},"modified":"2021-08-05T19:44:10","modified_gmt":"2021-08-05T19:44:10","slug":"pasto-apicola","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-162-julho-de-2021\/pasto-apicola\/","title":{"rendered":"Pasto Ap\u00edcola"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">SANS\u00c3O DO CAMPO<br \/>\nMimosa caesalpiniaefolia Benth.<\/h1>\n<blockquote><p>Dr. Jo\u00e3o Martins Ferreira \u00e9 Professor Titular da Universidade Paulista UNIP, Pesquisador junto \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo, Jornalista e Apicultor. &#8211; Site: martinsferreira.net &#8211; Contato: <a href=\"mailto:martins_ferreira@hotmail.com\">martins_ferreira@hotmail.com<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Pasto-Apicola.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-4227\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Pasto-Apicola-1024x411.jpg\" alt=\"Pasto-Apicola\" width=\"1024\" height=\"411\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Pasto-Apicola-1024x411.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Pasto-Apicola-300x120.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Pasto-Apicola-150x60.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Pasto-Apicola-500x201.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Pasto-Apicola.jpg 1535w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a>Uma \u00e1rvore brasileira bastante adequada \u00e0s \u00e1reas rurais ensolaradas, que suporta podas e que nos fornece madeira forte e resistente n\u00e3o poderia ter recebido alcunha mais apropriada do que aquela que lhe conferiu o povo brasileiro: \u201cSans\u00e3o do Campo\u201d \u2013 sendo talvez atribu\u00eddo o substantivo inicial por analogia entre caracter\u00edsticas da planta e a figura b\u00edblica de Sans\u00e3o, descrito como um homem que era muito forte e que tinha longos cabelos, os quais lhes foram cortados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Trata-se da Mimosa caesalpiniaefolia Benth. (nome cient\u00edfico), esp\u00e9cie que \u00e9 natural das caatingas e dos cerrados nacionais, sendo muito frequente em todo nordeste do Brasil, onde tamb\u00e9m \u00e9 chamada vulgarmente de \u201cSabi\u00e1\u201d, principalmente no Cear\u00e1 e em Pernambuco, possivelmente em raz\u00e3o da cor de sua casca se assemelhar com a plumagem do p\u00e1ssaro de mesmo nome. \u00c9 conhecida ainda como \u201cUnha-de-Gato\u201d, no Piau\u00ed, \u201cAngiquinho-Sabi\u00e1\u201d, em Minas Gerais, ou tamb\u00e9m, em outras regi\u00f5es, como \u201cSans\u00e3o-Gigante\u201d, \u201cCebi\u00e1\u201d, \u201cSabiazeiro\u201d, \u201cSabiazeiro-do-Norte\u201d, \u201cSabi\u00e1-de-Espinho\u201d, \u201cSans\u00e3o-de-Espinho\u201d e \u201cCerca-Viva-Sans\u00e3o-do-Campo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas essa \u00e1rvore passou a ser cultivada em quase todo nosso pa\u00eds, adaptando-se bem a outros biomas, principalmente por ser r\u00fastica, apreciar sol pleno e ser adequada para reflorestamento de \u00e1reas degradadas. Muitos produtores rurais encontraram nela qualidades positivas favor\u00e1veis, que atendem a algumas necessidades pr\u00f3prias \u00e0s suas \u00e1reas de culturas diversas, ou pastos, como a possibilidade de utiliz\u00e1-la como eficiente cerca-viva, ou como fornecedora de boa madeira para a feitura de mour\u00f5es, entre outras aplica\u00e7\u00f5es. Por isso \u00e9 comum que hoje observemos essa esp\u00e9cie plantada racionalmente em grandes espa\u00e7os, integrando projetos espec\u00edficos no setor agropecu\u00e1rio ou delimitando divis\u00f5es territoriais em propriedades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A Sans\u00e3o do Campo \u00e9 \u00e1rvore com espinhos, o que pode causar algumas dificuldades no manejo durante plantios ou podas &#8211; h\u00e1 uma esp\u00e9cie melhorada geneticamente que minimiza tal caracter\u00edstica. No entanto tal particularidade pode ser muito \u00fatil caso ela seja plantada em maior quantidade, na inten\u00e7\u00e3o de que se forme uma grande cerca-viva, com o objetivo de prote\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea quanto a invas\u00f5es de pessoas, fuga de animais ou coisa parecida. Por ter densa folhagem e atingir grande altura, quando se cria uma cerca-viva com tal planta tamb\u00e9m se pode favorecer para que ocorra no local do plantio a redu\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis ru\u00eddos, a redu\u00e7\u00e3o da visualiza\u00e7\u00e3o de parte de uma \u00e1rea, bem como a redu\u00e7\u00e3o de eventual poeira dispersa no ar. Tais atributos justificam a pr\u00e1tica recente comum de se cultivar essa esp\u00e9cie \u00e0 margem de rodovias, ao redor de pomares, ind\u00fastrias, ou escolas, o que contribui para a melhoria da qualidade de vida e da produtividade das pessoas e dos animais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dotada de tronco com di\u00e2metro entre 20 cm e 30 cm, essa planta tem r\u00e1pido crescimento e pode atingir at\u00e9 8 metros de altura. Ela fornece madeira dura, pesada, compacta e de grande durabilidade e resist\u00eancia, mesmo em ambientes \u00famidos, podendo servir bem ao apicultor na feitura de suportes, estacas, mour\u00f5es e outras necessidades f\u00edsicas de um api\u00e1rio. Suas folhas s\u00e3o compostas bipinadas, geralmente com seis pinas opostas, lisas, com o comprimento entre 3 cm e 8 cm. Por ser uma leguminosa, ela fornece forragem de elevado valor proteico, seja por meio de suas folhas verdes, folhas secas ou vagens, sendo uma boa alternativa para a alimenta\u00e7\u00e3o de animais durante per\u00edodos de longa estiagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ela se caracteriza esteticamente como uma bela \u00e1rvore, principalmente quando est\u00e1 repleta de flores. Assim, disp\u00f5e de qualidades ornamentais bastante adequadas a projetos paisag\u00edsticos. Por\u00e9m, no caso de sua utiliza\u00e7\u00e3o para arboriza\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os urbanos, \u00e9 preciso se levar em conta sua altura, pois pode vir a interferir na fia\u00e7\u00e3o dos postes, ou ainda ter aten\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas ra\u00edzes, pois podem vir a rachar ou a romper cal\u00e7amentos. Desse modo, parques ou pra\u00e7as s\u00e3o locais mais adequados ao plantio, lembrando que ela n\u00e3o tolera geada, que aprecia solos profundos, espa\u00e7osos, bem drenados e que \u00e9 uma planta dec\u00eddua, isto \u00e9, perde suas folhas em um per\u00edodo do ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A Sans\u00e3o do Campo apresenta pequenas flores brancas, ou em tom branco-amarelado, dispostas em infloresc\u00eancias, e frutos em forma de vagem seca, tipo legume, de colora\u00e7\u00e3o marrom e com cerca de 9 cm de comprimento. O per\u00edodo de flora\u00e7\u00e3o \u00e9 longo, geralmente entre os meses de abril e de junho, sendo poss\u00edvel tamb\u00e9m que ocorra no ver\u00e3o, quando se abrem flores abundantes em n\u00e9ctar, as quais s\u00e3o muito atrativas para as abelhas. A multiplica\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie se d\u00e1 por meio de estacas ou de sementes, \u00e0s quais s\u00e3o fornecidas pela planta em grande quantidade e s\u00e3o vi\u00e1veis por at\u00e9 um ano. Para obt\u00ea-las \u00e9 preciso colher as vagens da \u00e1rvore, geralmente a partir do m\u00eas de setembro, e as colocar ao sol para secarem. Depois, pode-se plantar cada um dos segmentos das vagens, visando \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de mudas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Fica evidente que dispor dessa esp\u00e9cie de planta nas proximidades de um api\u00e1rio pode trazer benef\u00edcios tanto para as abelhas quanto para o apicultor. \u00c9 sabido que o Sans\u00e3o b\u00edblico tinha o mel como um saud\u00e1vel e nobre alimento que lhe nutria e lhe revigorava as for\u00e7as, enquanto n\u00f3s, que n\u00e3o apenas somos consumidores, mas tamb\u00e9m produtores, temos a Sans\u00e3o do Campo como uma not\u00e1vel fonte por meio da qual podemos obter o mesmo maravilhoso e secular mel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; A B\u00cdBLIA \u2013 tradu\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica \u2013 Ju\u00edzes, 13-16. S\u00e3o Paulo: Paulinas, S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Loyola, 1995, p. 291 a p. 206.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; LORENZI, Harri. \u00c1rvores Brasileiras \u2013 volume 1. Nova Odessa: Plantarum, 1998, p. 179.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; <a href=\"http:\/\/revistagloborural.globo.com\/Revista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/revistagloborural.globo.com\/Revista\/<\/a> (edi\u00e7\u00e3o de 06\/03\/2012)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/www.ibflorestas.org.br\/lista-de-especies-nativas\/sansao-do-campo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.ibflorestas.org.br\/lista-de-especies-nativas\/sansao-do-campo<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/www.sitiodamata.com.br\/sans-o-do-campo-mimosa-caesalpiniifolia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.sitiodamata.com.br\/sans-o-do-campo-mimosa-caesalpiniifolia<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; RIBASKI, Jorge et alii. Sabi\u00e1 (Mimosa caesalpiniaefolia) &#8211; \u00c1rvore de M\u00faltiplo uso no Brasil. Comunicado T\u00e9cnico 104. Colombo: Embrapa, 2003.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SANS\u00c3O DO CAMPO Mimosa caesalpiniaefolia Benth. 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