{"id":3851,"date":"2020-12-08T20:52:04","date_gmt":"2020-12-08T20:52:04","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=3851"},"modified":"2020-12-08T20:54:06","modified_gmt":"2020-12-08T20:54:06","slug":"artigo-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-159-novembro-de-2020\/artigo-2\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Nabo forrageiro \u00e9 estrat\u00e9gia da Embrapa para disponibilizar alimento para abelhas<\/h1>\n<blockquote><p>Fonte: &lt;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/54406628\/nabo-forrageiro-e-estrategia-da-embrapa-para-disponibilizar-alimento-para-abelhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/54406628\/nabo-forrageiro-e-estrategia-da-embrapa-para-disponibilizar-alimento-para-abelhas<\/a>&gt;.<br \/>\nMarcos Vicente &#8211; Embrapa Meio Ambiente.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Flores roxas e brancas da cultura do nabo forrageiro, que enfeitam o campo experimental da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguari\u00fana-SP, anunciam que as culturas de inverno, usadas como cobertura do solo no per\u00edodo de seca, tamb\u00e9m podem carregar a nobre estrat\u00e9gia de disponibilizar alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada para as abelhas.<br \/>\n<span style=\"font-size: large;\">Abelhas africanizadas (Apis mellifera) viajam de flor em flor em perfeita harmonia com as abelhas nativas (sem ferr\u00e3o) Jata\u00ed, Ira\u00ed, Arapu\u00e1, Manda\u00e7aia e Uru\u00e7u-Amarela na fren\u00e9tica tarefa de recolher o p\u00f3len.<\/span><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3853\" aria-describedby=\"caption-attachment-3853\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Figura_Nabo.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3853\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Figura_Nabo-300x271.jpg\" alt=\"Abelha recolhendo o p\u00f3len da pequena flor da cultura - Foto: M.Vicente.\" width=\"300\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Figura_Nabo-300x271.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Figura_Nabo-1024x924.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Figura_Nabo-150x135.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Figura_Nabo-500x451.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Figura_Nabo.jpg 1122w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3853\" class=\"wp-caption-text\">Abelha recolhendo o p\u00f3len da pequena flor da cultura &#8211; Foto: M.Vicente.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O nabo forrageiro, esp\u00e9cie da fam\u00edlia das cruc\u00edferas, \u00e9 conhecido cientificamente por Raphanus sativus. Vers\u00e1til e resistente, \u00e9 uma cultura muito utilizada para Aduba\u00e7\u00e3o Verde no per\u00edodo de outono-inverno, na rota\u00e7\u00e3o e ou sucess\u00e3o de culturas como algod\u00e3o, soja e milho, devido a sua alta capacidade de reciclagem de nutrientes, principalmente nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo. Vigorosa, a planta cobre o solo rapidamente e funciona muito bem no controle de ervas daninhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Conforme explicou Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa, a escolha pelo nabo forrageiro se deu pela caracter\u00edstica de ser uma cultura pouco exigente e tolerante \u00e0 baixa ocorr\u00eancia de chuvas e suas infloresc\u00eancias, que duram por mais de 30 dias, s\u00e3o uma fonte de alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada para esses insetos polinizadores. \u201cIndicamos o uso da cultura nesse per\u00edodo, pois o inverno \u00e9 naturalmente a fase do ano mais dif\u00edcil para as abelhas encontrarem boas fontes de alimento, onde a fome e o desequil\u00edbrio alimentar s\u00e3o uma amea\u00e7a em potencial para a sobreviv\u00eancia delas,\u201d diz Menezes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Quanto custa alimentar as abelhas<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A Embrapa Meio Ambiente tem se dedicado para que seus campos experimentais ajudem no fornecimento de alimento extra para as abelhas. Ao final dos experimentos, as \u00e1reas s\u00e3o recuperadas com adubo verde e a prefer\u00eancia \u00e9 para as op\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m fornecem n\u00e9ctar e p\u00f3len para os polinizadores. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cNo ver\u00e3o, plantamos crotal\u00e1ria e girassol, que as abelhas adoram. No inverno, uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o \u00e9 o nabo forrageiro\u201d, explica Henrique Barros Vieira, supervisor dos campos experimentais da Embrapa Meio Ambiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O custo \u00e9 relativamente baixo. O agricultor precisar\u00e1 de 15 a 20 kg de sementes por hectare, que representa cerca de R$150\/ha de investimento. O per\u00edodo de semeadura vai de mar\u00e7o a julho e pode ser feito a lan\u00e7o ou em linha. \u201cNesse ano plantamos cerca de 10 hectares com nabo forrageiro. Tenho certeza que as abelhas daqui n\u00e3o passar\u00e3o fome nesse inverno\u201d, diz Vieira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o de insetos polinizadores<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 a transfer\u00eancia do p\u00f3len da estrutura reprodutiva masculina de uma flor para a feminina, para que aconte\u00e7a a fecunda\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos e a propaga\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Esse processo \u00e9 vital para a forma\u00e7\u00e3o de sementes e frutos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas s\u00e3o agentes polinizadores por excel\u00eancia. O Brasil, possui cerca de 2.000 esp\u00e9cies nativas, sendo 300 delas sem ferr\u00e3o, subdivididas em 29 g\u00eaneros, como Melipona, Trigona, Scaptotrigona e Tetragonisca, entre outras. Al\u00e9m de produzir mel, pr\u00f3polis, p\u00f3len e cera, tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para a agricultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esses insetos s\u00e3o vitais na poliniza\u00e7\u00e3o para diversas culturas de frutas, como morango, melancia e mel\u00e3o. Alguns estudos apontam tamb\u00e9m a possibilidade da conviv\u00eancia harm\u00f4nica das abelhas com a planta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, como soja, caf\u00e9, feij\u00e3o e algod\u00e3o, onde a rela\u00e7\u00e3o das abelhas com a agricultura pode render uma produtividade de at\u00e9 30% maior nestas culturas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No caso da soja, em particular, o gr\u00e3o mais produzido no Brasil, h\u00e1 ganhos consider\u00e1veis no n\u00famero e no peso das vagens e no aumento do n\u00famero de sementes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cPlantar para alimentar as abelhas, significa investir no futuro do pr\u00f3prio agricultor. Essa simples a\u00e7\u00e3o, vai aumentar a abund\u00e2ncia e diversidade de polinizadores ao seu redor. E na safra seguinte, ele vai colher mais frutos, mais sementes e com melhor qualidade\u201d, diz Menezes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Dica: Como alimentar sua col\u00f4nia de abelhas-sem-ferr\u00e3o<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No inverno nem tudo s\u00e3o flores para as abelhas. \u00c9 um per\u00edodo em que faltam boas fontes de alimentos para elas. Por isso, a alimenta\u00e7\u00e3o suplementar \u00e9 uma boa alternativa para ajud\u00e1-las.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nabo forrageiro \u00e9 estrat\u00e9gia da Embrapa para disponibilizar alimento para abelhas Fonte: &lt;https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/54406628\/nabo-forrageiro-e-estrategia-da-embrapa-para-disponibilizar-alimento-para-abelhas&gt;. Marcos Vicente &#8211; Embrapa Meio Ambiente. 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