{"id":3642,"date":"2020-08-20T21:34:54","date_gmt":"2020-08-20T21:34:54","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=3642"},"modified":"2020-08-20T21:36:13","modified_gmt":"2020-08-20T21:36:13","slug":"artigo-7","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-157-julho-de-2020\/artigo-7\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Como a gastronomia contribui para reposicionar o mel<\/h1>\n<blockquote><p>Texto: Maria Cl\u00e1udia Gavioli<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\">N\u00e3o \u00e9 preciso discorrer longamente sobre os benef\u00edcios do mel para a sa\u00fade das pessoas. Quem consome, sabe quase por intui\u00e7\u00e3o, afinal, que quando o sabor agrada, h\u00e1 prazer e esse j\u00e1 \u00e9 o primeiro dos benef\u00edcios.<a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura-gastronomia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3644\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura-gastronomia-287x300.jpg\" alt=\"Figura-gastronomia\" width=\"287\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura-gastronomia-287x300.jpg 287w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura-gastronomia-979x1024.jpg 979w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura-gastronomia-150x157.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura-gastronomia-478x500.jpg 478w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura-gastronomia.jpg 1122w\" sizes=\"(max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outros tantos s\u00e3o os que se referem ao aumento da imunidade, aos efeitos positivos percebidos na pele e no cabelo, ao envelhecimento mais tardio, al\u00e9m da melhora na capacidade digestiva e em como mel e pr\u00f3polis funcionam com anti-inflamat\u00f3rios e por isso aceleram a cura de ferimentos, de dores reum\u00e1ticas, resfriados e outros mais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mesmo sem precisar cit\u00e1-los, muitos desses benef\u00edcios s\u00e3o adjacentes a quem consome o produto produzido pelas abelhas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">S\u00f3 que \u00e9 pelo vi\u00e9s da gastronomia que se pretende falar de mel desta vez. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Desde que o imagin\u00e1rio do comportamento gourmand* se alastrou socialmente nas classes intermedi\u00e1rias, autointitular-se foodie** tornou-se um status perseguido por consumidores em busca de experi\u00eancias sensoriais (neste caso, mais do paladar e do olfato, que dos outros sentidos) em busca de distin\u00e7\u00e3o social.<a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/quadro-gastronomia.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3645\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/quadro-gastronomia-300x50.jpg\" alt=\"quadro-gastronomia\" width=\"300\" height=\"50\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/quadro-gastronomia-300x50.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/quadro-gastronomia-1024x171.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/quadro-gastronomia-150x25.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/quadro-gastronomia-500x84.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/quadro-gastronomia.jpg 1245w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Deste modo, o mel, como tantos outros ingredientes usados na culin\u00e1ria, avan\u00e7ou para um hall de produtos agora tidos como sofisticados. Nas prateleiras dos melhores e mais caros emp\u00f3rios de produtos gourmets, ele passa a ser interpretado por crit\u00e9rios que h\u00e1 tempos, os vinhos, por exemplo, j\u00e1 cumpriam. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o mel, outros, como mencionado, passam a ser estudados e avaliados por esses crivos como cervejas artesanais, azeites, farinhas, queijos, chocolates, cacha\u00e7as e outros muitos&#8230; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para al\u00e9m das caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas, outros itens como proced\u00eancia, pureza, bem como as t\u00e9cnicas e o receitu\u00e1rio que se valem de determinados tipos de mel se tornam elementos simb\u00f3licos de sua capacidade de distinguir quem os usa como ingrediente e daqueles que os consomem. N\u00e3o por outro motivo, tornam-se caracter\u00edsticas essenciais do produto a serem valorizadas nas estrat\u00e9gias de marketing.<a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura2-gastronomia.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3643\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura2-gastronomia-300x128.jpg\" alt=\"Figura2-gastronomia\" width=\"300\" height=\"128\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura2-gastronomia-300x128.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura2-gastronomia-1024x437.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura2-gastronomia-150x64.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Figura2-gastronomia-500x213.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Por mais que, de algum modo, isso seja ou soe como um mecanismo para, nas g\u00f4ndolas dos supermercados, aumentar o pre\u00e7o do produto, h\u00e1 mais vantagens do que desvantagens nessa hist\u00f3ria para todos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O mel j\u00e1 foi patinho feio frente ao a\u00e7\u00facar de cana e as glucoses, o que j\u00e1 n\u00e3o acontece mais e faz tempo. Para os que vivem a gastronomia cotidianamente, o mel tornou-se ingrediente e\/ou produto (depende do uso que lhe \u00e9 dado) respeitado e valorizado. Reposicionado, ele hoje figura como elemento distintivo de um preparo ou prato, uma vez que passou a ser visto, estudado, experimentado, usado e consumido como diferencial de sabor. Isso significa que os meles passam a compor diferentes preparos de acordo com suas especificidades tamb\u00e9m porque os chefs de cozinha passam a testar seus usos e harmoniza\u00e7\u00f5es. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 f\u00e1cil perceber como surge toda uma cadeia em que todos os que dela participam t\u00eam vantagens quando isso ocorre. Ganham os produtores cujos produtos se tornam desej\u00e1veis, assim como aqueles que os comercializam, seja in natura ou em usos culin\u00e1rios e gastron\u00f4micos, e os que consomem na ponta final do processo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 importante frisar que essa observa\u00e7\u00e3o \u00e9 dada a partir de um olhar pelo prisma do mundo ideal, no qual est\u00e3o considerados os princ\u00edpios b\u00e1sicos de que todos deveriam ter suas parcelas do trabalho reconhecidas e recompensadas. Talvez algo ut\u00f3pico diante dos nossos sistemas produtivos atuais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No entanto, a proposta \u00e9 que observe o papel da gastronomia na valoriza\u00e7\u00e3o do mel, n\u00e3o como mais um elemento do qual se extraia uma mais valia tanto do trabalho das abelhas quanto dos que as manejam. Ao contr\u00e1rio disso, que se interprete (mesmo que bondosamente j\u00e1 que os tempos n\u00e3o favorecem de modo algum um olhar condescendente) o reposicionamento do mel nas cozinhas de grandes chefs e tamb\u00e9m de cozinheiros caseiros e dos foodies como um reconhecimento real da sua import\u00e2ncia para a comida. Isso at\u00e9, levando-se em conta uma apropria\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de produ\u00e7\u00e3o do movimento Slow Food, em que \u00e9 preciso ser limpo, bom e justo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em ocasi\u00e3o oportuna, \u00e9 v\u00e1lido pesquisar e pontuar como esse mel, produto reposicionado pela onda gastron\u00f4mica que a todos assola, entra nos novos receitu\u00e1rios e fichas t\u00e9cnicas da alta gastronomia, como ele se alinha ou se destaca nesse contexto. \u00c9 certo de que h\u00e1 muito o que tratar para que se possa escrever que gastronomia se faz com mel. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a gastronomia contribui para reposicionar o mel Texto: Maria Cl\u00e1udia Gavioli N\u00e3o \u00e9 preciso discorrer longamente sobre os benef\u00edcios do mel para a sa\u00fade das pessoas. 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