{"id":3351,"date":"2020-04-08T17:28:59","date_gmt":"2020-04-08T17:28:59","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=3351"},"modified":"2020-04-08T19:24:51","modified_gmt":"2020-04-08T19:24:51","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-155-marco-de-2020\/artigo\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">ARTROPODOFAUNA ASSOCIADA A COLMEIAS DE DEZ DIFERENTES ESP\u00c9CIES DE ABELHAS SEM FERR\u00c3O EM MELIPON\u00c1RIO DE VINHEDO-SP<\/h1>\n<blockquote><p>Bruno Polizello <sup>1<\/sup>; Osmar Malaspina <sup>2<\/sup> \u2013 <sup>1<\/sup> Bi\u00f3logo, Especialista em Entomologia Urbana pela UNESP Rio Claro. \u2013 <sup>2<\/sup> Professor Livre-Docente do Depto de Biologia e Pesquisador do Centro de Estudos de Insetos Sociais IB-UNESP Rio Claro.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas sociais nativas, tamb\u00e9m denominadas de melipon\u00edneos, s\u00e3o as \u00fanicas que n\u00e3o possuem ferr\u00e3o ou ac\u00faleo (NOGUEIRA-NETO, 1997). O mesmo \u00e9 atrofiado, sendo assim incapazes de ferroar, recebendo o nome popular de \u201cabelha sem ferr\u00e3o\u201d. A cria\u00e7\u00e3o de melipon\u00edneos \u00e9 chamada de meliponicultura (Pereira, 2005; Nogueira, 1997).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas sem ferr\u00e3o pertencem \u00e0 superfam\u00edlia Apoidea, fam\u00edlia Apidae e subfam\u00edlia Meliponinae, sendo esta subdividida em duas tribos: Meliponini, com apenas o g\u00eanero Melipona e Trigonini, sendo esta \u00faltima, composta por dezenas de g\u00eaneros (Kerr et al., 1996). Ao longo do territ\u00f3rio brasileiro, existe uma diversidade grande de esp\u00e9cies, sendo conhecidas cerca de 400, distinguindo-se em caracter\u00edsticas como cor, forma, tamanho, h\u00e1bitos de nidifica\u00e7\u00e3o e popula\u00e7\u00e3o de ninho (Pereira, 2005).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dentre as abelhas, os melipon\u00edneos s\u00e3o de fundamental import\u00e2ncia para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade e do ecossistema, polinizando cerca de 40 a 90% das esp\u00e9cies vegetais que comp\u00f5em a flora nativa (Kerr et al., 1996). Infelizmente, apesar de tamanha import\u00e2ncia ecol\u00f3gica, as abelhas sem ferr\u00e3o se encontram em decl\u00ednio populacional acelerado, devido a fatores como os desmatamentos, as queimadas, o extrativismo de meleiros, a a\u00e7\u00e3o das serrarias e o uso de inseticidas (Kerr et al., 2001).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas sem ferr\u00e3o, diferentemente de outras abelhas e vespas, possuem convivendo no interior de suas colmeias uma grande diversidade de artr\u00f3podes, que estabelecem com elas diferentes rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, harm\u00f4nicas e\/ou desarm\u00f4nicas, desde inimigos naturais como predadores, parasitos, vizinhos associados, comensais e at\u00e9 mutuais. Estes insetos que habitam em seus ninhos, muitas vezes favorecem-se pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas de umidade interna, isso devido \u00e0 presen\u00e7a de barro e detritos no interior das colmeias. Al\u00e9m disso, alguns artr\u00f3podes podem ser encontrados no ambiente fora da colmeia (Nogueira-Neto, 1997).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Essa umidade no interior das colmeias propicia a instala\u00e7\u00e3o de uma artropodofauna, composta de organismos como, \u00e1caros, baratas, besouros, col\u00eambolas, pseudo-escorpi\u00f5es e formigas (Coletto-Silva, 2005). S\u00e3o encontrados ainda, aranhas, maribondos ou vespas sociais, barbeiros do g\u00eanero Apiomerus, que predam as abelhas ou ainda sugam-lhes a hemolinfa do corpo; alguns microlepid\u00f3pteros; a moscona, Hermetia illuscens (Linnaeus, 1758); microhimen\u00f3pteros; besouros cegos e os for\u00eddeos, considerados os principais inimigos dos melipon\u00edneos (Nogueira-Neto, 1997).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>OBJETIVOS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O trabalho teve como objetivo realizar um levantamento comparativo da artropodofauna (identificando taxonomicamente os inimigos naturais, vizinhos associados e inquilinos) que vive associada a colmeias de dez diferentes esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o em um Melipon\u00e1rio, localizado no munic\u00edpio de Vinhedo-SP, al\u00e9m de sugerir as poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, harm\u00f4nicas e\/ou desarm\u00f4nicas, existentes entre a fauna de artr\u00f3podes encontrada e as abelhas sem ferr\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>MATERIAIS E M\u00c9TODOS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O trabalho de coleta foi realizado no per\u00edodo compreendido entre os meses de agosto de 2017 a julho de 2018, em um Melipon\u00e1rio localizado no munic\u00edpio de Vinhedo-SP. O Melipon\u00e1rio localiza-se nos fundos do Bosque Municipal Jos\u00e9 Carlos Giunco, com a seguinte coordenada geogr\u00e1fica: 23\u00ba00\u201952.3\u201dS 46\u00ba57\u201949.5\u201dW. O bosque fica localizado fora do per\u00edmetro urbano a cerca de 3 km, tratando-se de uma reserva florestal. Sem entrar no bosque \u00e9 poss\u00edvel verificar a presen\u00e7a de potenciais plantas melipon\u00edcolas como o Assa-peixe, Cip\u00f3-uva e Capixingui.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Vinhedo \u00e9 uma cidade que possui 81,74 Km2 de extens\u00e3o territorial. Suas coordenadas geogr\u00e1ficas s\u00e3o latitude de 23\u00b001\u201947\u2019\u2019, longitude de 46\u00b058\u201928\u2019\u2019 e altitude de 720m acima do n\u00edvel do mar. Possui clima temperado, \u00famido e quente, com inverno seco, pelo Sistema Koppen. A precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual \u00e9 de 1.404 mm (Prefeitura Municipal de Vinhedo, 2017; Ache Tudo &amp; Regi\u00e3o, 2017).<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3367\" aria-describedby=\"caption-attachment-3367\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-01.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3367\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-01-300x279.jpg\" alt=\"Tabela 1. Composi\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de melipon\u00edneos do Melipon\u00e1rio.\" width=\"300\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-01-300x279.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-01-270x250.jpg 270w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-01-150x140.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-01-500x466.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-01.jpg 933w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3367\" class=\"wp-caption-text\">Tabela 1. Composi\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de melipon\u00edneos do Melipon\u00e1rio.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No melipon\u00e1rio foram monitoradas 47 colmeias de abelhas sem ferr\u00e3o de dez diferentes esp\u00e9cies (Tabela 1), com inspe\u00e7\u00f5es voltadas para a coleta da fauna de artr\u00f3podes associada. O per\u00edodo compreendido para a coleta da artropodofauna foi de um ano, num total de 14 coletas. As coletas foram realizadas principalmente no interior das colmeias, e para complementar, ocorreram coletas nas proximidades das mesmas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Coletto-Silva (2005) s\u00e3o utilizados diferentes m\u00e9todos para realizar a coleta de informa\u00e7\u00f5es referente \u00e0 artropodofauna que vive associada aos ninhos das abelhas sem ferr\u00e3o. Para artr\u00f3podes muito pequenos e presentes no interior das colmeias (\u00e1caros, col\u00eambolas, psoc\u00f3pteros, cole\u00f3pteros) utilizou-se pincel embebido em \u00e1lcool e\/ou um aspirador.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dessa forma, como os insetos geralmente possuem o corpo fr\u00e1gil, ou ainda alguns s\u00e3o muito pequenos, aqueles que estiveram presentes no interior das colmeias foram coletados utilizando-se materiais como pin\u00e7as, pinc\u00e9is umedecidos em \u00e1lcool e\/ou aspiradores entomol\u00f3gicos para n\u00e3o os danificar. J\u00e1 para os insetos voadores, que fazem seu ninho na parte interna e\/ou externa das caixas das abelhas e que possam ter alguma rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica com as abelhas sem ferr\u00e3o, foi utilizada para captura uma rede entomol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os organismos coletados foram conservados em recipientes pl\u00e1sticos contendo \u00e1lcool 70% e etiquetados. Posteriormente, as amostras foram levadas para o laborat\u00f3rio da Unidade Laboratorial de Refer\u00eancia em Pragas Urbanas do Instituto Biol\u00f3gico em S\u00e3o Paulo para an\u00e1lise. A confirma\u00e7\u00e3o dos grupos taxon\u00f4micos (ordens, fam\u00edlias, g\u00eaneros e se poss\u00edvel em alguns casos a defini\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie) contou com o aux\u00edlio de um microsc\u00f3pio estereosc\u00f3pico, diferentes chaves dicot\u00f4micas de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do organismo coletado, sendo a classifica\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica realizada pelo pr\u00f3prio autor, e tamb\u00e9m com a colabora\u00e7\u00e3o de pesquisadores especialistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-3351 gallery-columns-2 gallery-size-medium'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-01.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"229\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-01-300x229.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-3365\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-01-300x229.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-01-1024x781.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-01-150x114.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-01-500x381.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-3365'>\n\t\t\t\tQuadro 1. Artr\u00f3podes coletados e identificados em colmeias de melipon\u00edneos no Melipon\u00e1rio.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-02.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"234\" height=\"300\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-02-234x300.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-3366\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-02-234x300.jpg 234w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-02-799x1024.jpg 799w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-02-150x192.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Quadro-02-390x500.jpg 390w\" sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-3366'>\n\t\t\t\tQuadro 2. Presen\u00e7a de artr\u00f3podes em colmeias de melipon\u00edneos de agosto de 2017 a julho de 2018.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-size: large;\">Durante as quatorzes coletas do presente trabalho foram coletados e identificados artr\u00f3podes representantes de sete ordens nas colmeias de abelhas do Melipon\u00e1rio, entre elas: Acarina; Araneae; Blattaria; Dermaptera; Diptera; Hemiptera e Hymenoptera (Quadros 1 e 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esses artr\u00f3podes foram coletados de cinco esp\u00e9cies de melipon\u00edneos: Manda\u00e7aia, Uru\u00e7u-Amarela, Uru\u00e7u-Boca-de-Renda, Mandaguari e Manduri. Dentre elas, destaque para as duas primeiras, visto que foram as esp\u00e9cies em que mais se encontraram artr\u00f3podes. No entanto, em outras cinco esp\u00e9cies de abelhas avaliadas nenhum artr\u00f3pode foi verificado, sendo elas: Jata\u00ed, Ira\u00ed, Mirim Pregui\u00e7a, Mirim Droryana e Marmelada-Amarela. Isso provavelmente se deve a presen\u00e7a de mecanismos de defesa destas esp\u00e9cies.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os \u00e1caros foram os organismos mais frequentes no melipon\u00e1rio, estando presentes em todas as coletas, seguido por Hymenoptera (formigas), Araneae (aranhas), Dermaptera (tesourinhas) e Diptera (for\u00eddeos). J\u00e1 as menos frequentes foram tr\u00eas, representadas por Blattaria (baratas), Hymenoptera (vespas) e Percevejos (Hemiptera).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>\u00c1caros:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Todos os \u00e1caros foram coletados e identificados como sendo da Ordem Acarina, subordem Mesostigmata, fam\u00edlia Laelapidae e g\u00eanero Bisternalis (Figura 1). Eles foram encontrados convivendo com quatro esp\u00e9cies de melipon\u00edneos. Estes \u00e1caros eram bem pequenos e de colora\u00e7\u00e3o branca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Foram verificados na maioria das colmeias de abelhas Manda\u00e7aias em todas as quatorze coletas. Com menos frequ\u00eancia foram encontrados em colmeias de Uru\u00e7u-Amarela (4\u00aa, 9\u00aa, 11\u00aa, 12\u00aa, 13\u00aa e 14\u00aa coleta), Uru\u00e7u-Boca-de-Renda (1\u00aa e 2\u00aa coleta) e Manduri (4\u00aa, 10\u00aa e 11\u00aa coleta) (Quadros 1 e 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outros autores em seus trabalhos relatam ter encontrado esse mesmo g\u00eanero de \u00e1caros Bisternalis, em colmeias de melipon\u00edneos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Coletto-Silva (2005) os \u00e1caros que estabelecem rela\u00e7\u00f5es com os melipon\u00edneos pertencem \u00e0s seguintes subordens: Astigmata (Gaudiellidae), Prostigmata (Tydeidae) e Mesostigmata; e as fam\u00edlias: Laelapidae, Anthenophoridae, Amerosiidae, Ascidae, Gammasidae, Macrochelidae, Trachyuropodidae.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os \u00e1caros do presente trabalho encontravam-se sempre na regi\u00e3o entre a melgueira e a tampa, onde as oper\u00e1rias constroem o geopr\u00f3polis, uma mistura de resina e barro. Tamb\u00e9m foram vistos na regi\u00e3o da lixeira em algumas das colmeias. Nas demais esp\u00e9cies de abelhas do melipon\u00e1rio que n\u00e3o produzem o geopr\u00f3polis, os \u00e1caros n\u00e3o foram observados. Como os \u00e1caros da fam\u00edlia Laelapidae s\u00e3o comumente encontrados no solo, e parte dos melipon\u00edneos s\u00e3o geopropolizadores, \u00e9 prov\u00e1vel que os \u00e1caros observados no trabalho \u201cpeguem carona\u201d nas part\u00edculas de barro presentes no solo. As mesmas s\u00e3o trazidas pelas abelhas para a constru\u00e7\u00e3o da geopr\u00f3polis, e consequentemente por for\u00e9sia esses \u00e1caros se dispersam conseguindo alcan\u00e7ar as colmeias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As informa\u00e7\u00f5es acima tamb\u00e9m foram observadas por Coletto-Silva (2005). Segundo ele, \u00e1caros tamb\u00e9m foram encontrados habitando as tampas e as melgueiras das colmeias, numa regi\u00e3o denominada batume ou geopr\u00f3polis. O batume possui poros que fornecem galerias, caracterizando um micro ambiente prop\u00edcio ao desenvolvimento desses \u00e1caros, em que encontram prote\u00e7\u00e3o, abrigo contra predadores e temperatura favor\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Amabis e Martho (2004) determinados organismos vivos associam-se com indiv\u00edduos de outras esp\u00e9cies a fim de obter subst\u00e2ncias alimentares e\/ou abrigo. Na rela\u00e7\u00e3o de comensalismo o organismo faz associa\u00e7\u00e3o com outro somente pela aquisi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos alimentares, enquanto que no inquilinismo h\u00e1 interesse apenas em obten\u00e7\u00e3o de abrigo. Nos dois casos, n\u00e3o prejudicam e nem beneficiam os indiv\u00edduos aos quais se associam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em conformidade com o autor acima e diante de todas as observa\u00e7\u00f5es realizadas ao longo das coletas, o presente trabalho sugere que as rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas entre os \u00e1caros do g\u00eanero Bisternalis e as abelhas sem ferr\u00e3o que produzem a geopr\u00f3polis sejam harm\u00f4nicas, caracterizadas como inquilinismo e comensalismo (Tabela 2). No primeiro tipo de associa\u00e7\u00e3o, os \u00e1caros provavelmente est\u00e3o sendo beneficiados dentro da colmeia por encontrarem abrigo e prote\u00e7\u00e3o contra predadores, al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es de umidade e temperatura favor\u00e1veis. No segundo, eles beneficiam-se dos detritos alimentares gerados na lixeira pelas abelhas, como por exemplo, fezes e abelhas mortas. Para as abelhas, a presen\u00e7a deles n\u00e3o traz preju\u00edzos nem benef\u00edcios, considerados apenas como meros inquilinos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Tesourinhas:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As tesourinhas (Ordem Dermaptera) foram encontradas sempre em pequeno n\u00famero na maioria das coletas, sendo verificadas em algumas das colmeias de tr\u00eas esp\u00e9cies de melipon\u00edneos: Manda\u00e7aia, Uru\u00e7u-Amarela e Mandaguari (Quadro 1). Elas tiveram a maior frequ\u00eancia por coleta em colmeias de abelhas Manda\u00e7aia (Quadro 2). Foram sempre observadas movimentando-se sobre a geopr\u00f3polis, exceto em colmeias de Mandaguari, esp\u00e9cie que n\u00e3o \u00e9 geopropolizadora, mas excelente propolizadora, sendo as tesourinhas vistas sobre a pr\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este artr\u00f3pode tamb\u00e9m foi encontrado por Silva et al. (2011) em colmeias de M. seminigra (Uru\u00e7u-Boca-de-Renda), situadas em melipon\u00e1rio rural na regi\u00e3o de Manaus. J\u00e1 Silva et al. (2016) e Coletto-Silva (2005) n\u00e3o relataram a presen\u00e7a de tesourinhas, respectivamente, nas seguintes localidades: Mossor\u00f3-RN e Comunidades ind\u00edgenas no estado do Amazonas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 prov\u00e1vel que os derm\u00e1pteros alimentem-se de p\u00f3len, fungos e restos de insetos mortos no interior das colmeias (Lienhard; Smithers 2002).<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3368\" aria-describedby=\"caption-attachment-3368\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3368\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-02-300x140.jpg\" alt=\"Tabela 2. Resumo das rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas entre artr\u00f3pode-abelha no Melipon\u00e1rio. Legenda: AR = Artr\u00f3pode \u2013 AB = Abelha \u2013 1 = Manda\u00e7aia \u2013 2 = Uru\u00e7u-Amarela \u2013 3 = Mandaguari \u2013 4 = Uru\u00e7u-Boca-de-Renda \u2013 5 = Manduri\" width=\"300\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-02-300x140.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-02-1024x476.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-02-150x70.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-02-500x233.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3368\" class=\"wp-caption-text\">Tabela 2. Resumo das rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas entre artr\u00f3pode-abelha no Melipon\u00e1rio.<br \/>Legenda: AR = Artr\u00f3pode \u2013 AB = Abelha \u2013 1 = Manda\u00e7aia \u2013 2 = Uru\u00e7u-Amarela \u2013 3 = Mandaguari \u2013 4 = Uru\u00e7u-Boca-de-Renda \u2013 5 = Manduri<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Provavelmente, a presen\u00e7a desses insetos n\u00e3o acarrete perigo aos melipon\u00edneos, uma vez que est\u00e3o no interior das colmeias, comportando-se como inquilinos. Os mesmos acabam obtendo abrigo, prote\u00e7\u00e3o, e, al\u00e9m disso, foram vistos alimentando-se de detritos no interior das colmeias, sem para isso prejudicar as abelhas. Dessa forma, o presente trabalho sugere que as rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas entre as tesourinhas e as abelhas sem ferr\u00e3o sejam harm\u00f4nicas, caracterizadas como inquilinismo e comensalismo (Tabela 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Aranhas:<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As aranhas (Ordem Araneae) coletadas foram verificadas sempre nas proximidades das colmeias, geralmente fazendo suas teias na superf\u00edcie ao redor das caixas individuais, como tamb\u00e9m nos suportes coletivos, buscando estar sempre pr\u00f3ximo a linha de voo das abelhas campeiras. N\u00e3o foram encontradas aranhas no interior das colmeias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Coletto-Silva (2005) tamb\u00e9m registrou aranhas ao redor das caixas e, frestas de colmeias de melipon\u00edneos, assim como em seu interior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ao longo das 14 coletas do trabalho, foi obtido um total de 21 indiv\u00edduos de aranhas, dos quais 15 deles (71,42%) eram jovens e apenas seis (28,57%) eram adultos. Ao todo, quatro fam\u00edlias de aranhas foram registradas, estando estas, pr\u00f3ximas a colmeias de apenas duas esp\u00e9cies de melipon\u00edneos (Manda\u00e7aia e Uru\u00e7u-Amarela) (Quadros 1 e 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia mais abundante foi Araneidae (61,9%), representada pela esp\u00e9cie Nephilingis cruentata (Fabricius, 1775) (Figura 2), sendo esta a aranha mais amostrada, num total de 13 indiv\u00edduos. A segunda fam\u00edlia mais abundante foi Salticidae (28,57%) representada por aranhas de dois g\u00eaneros diferentes (Corythalia e Breda). As fam\u00edlias Thomisidae (g\u00eanero Misumenops) e Scytodidae, com a esp\u00e9cie Scytodes itapevi (Brescovit &amp; Rheims, 2000) foram pouco freq\u00fcentes, representadas por um indiv\u00edduo cada (4,76%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia Araneidae com muitas aranhas jovens da esp\u00e9cie N. cruentata, foram encontradas principalmente pr\u00f3ximas as colmeias de Manda\u00e7aias. Foram observadas tamb\u00e9m, mas com menor frequ\u00eancia, pr\u00f3ximas a colmeias de Uru\u00e7u-Amarela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia Salticidae, aranhas foram encontradas pr\u00f3ximas tanto de colmeias de Manda\u00e7aia, como tamb\u00e9m de Uru\u00e7u-Amarela. J\u00e1 na fam\u00edlia Thomisidae, foi encontrada apenas uma aranha, sendo esta do g\u00eanero Misumenops, estando relacionada a colmeias de Manda\u00e7aias. Foi coletada tamb\u00e9m, apenas uma aranha da fam\u00edlia Scytodidae, sendo esta da esp\u00e9cie S. itapevi, encontrada pr\u00f3xima a colmeias de Uru\u00e7u-Amarela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Silva et al. (2011) registraram aranhas tanto na \u00e1rea do melipon\u00e1rio que coletaram, como no interior das colmeias, principalmente entre as frestas das al\u00e7as da caixa de madeira para cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Al\u00e9m das colmeias de abelhas Manda\u00e7aias, aranhas tamb\u00e9m foram coletadas nos suportes de colmeias de Uru\u00e7u-Amarela. A maior ocorr\u00eancia de aranhas nessas duas esp\u00e9cies de melipon\u00edneos pode ser explicada pela maior quantidade de colmeias pr\u00f3ximas, sendo as \u00fanicas esp\u00e9cies do melipon\u00e1rio mantidas em suportes coletivos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em seu trabalho Silva et al. (2016) relata que devido ao pequeno tamanho corporal das aranhas encontradas, n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que causem problemas \u00e0s abelhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Embora todas as aranhas coletadas no melipon\u00e1rio possuam tamanho pequeno, isso n\u00e3o significa que sejam inofensivas, visto que, logo na primeira coleta pr\u00f3ximo a uma das colmeias de Uru\u00e7u-Amarela havia uma abelha capturada em uma teia. Tratava-se de uma teia constru\u00edda por uma aranha da fam\u00edlia Araneidae, da esp\u00e9cie N. cruentata.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Kerr et al. (1996) e Nogueira-Neto (1997) relatam que, algumas esp\u00e9cies de aranhas possuem o h\u00e1bito de ficar pr\u00f3ximo \u00e0 entrada das colmeias de melipon\u00edneos, com a finalidade de capturar abelhas ao entrar e sair.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Odum (1988), a rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica denominada predatismo \u00e9 definida quando um indiv\u00edduo (considerado predador) alimenta-se de parte ou o todo de outro organismo (considerado presa), sendo essa rela\u00e7\u00e3o positiva para o primeiro e negativa para o segundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em conformidade com o autor acima, de uma maneira geral, o presente trabalho sugere que a rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica entre as aranhas coletadas e as abelhas seja desarm\u00f4nica, do tipo predatismo, sendo prejudicial para a abelha e ben\u00e9fica para a aranha (Tabela 2). Assim, as teias constru\u00eddas pelas aranhas (predadoras generalistas) nas proximidades das colmeias servem para a captura de insetos em geral, o que n\u00e3o evita que ocasionalmente as abelhas acabem sendo capturadas e predadas. Uma sugest\u00e3o simples para combater \u00e0s aranhas \u00e9 elimin\u00e1-las sempre que poss\u00edvel, al\u00e9m da remo\u00e7\u00e3o de suas teias durante o manejo das colmeias do melipon\u00e1rio. \u00c9 muito importante ainda, que o meliponicultor tome cuidado ao fazer a remo\u00e7\u00e3o das telhas das colmeias, para evitar assim acidentes com as aranhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>For\u00eddeos:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os for\u00eddeos (Ordem Diptera) foram verificados em tr\u00eas esp\u00e9cies de melipon\u00edneos, Manda\u00e7aia, Uru\u00e7u-Amarela e Uru\u00e7u-Boca-de-Renda. Desde a primeira coleta at\u00e9 a sexta (Quadros 1 e 2), poucos deles foram coletados, situa\u00e7\u00e3o considerada at\u00e9 certo ponto natural, uma vez que o meliponicultor procura realizar um manejo das colmeias, evitando o in\u00edcio de uma infesta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">At\u00e9 a sexta coleta do presente trabalho, as duas colmeias de Uru\u00e7u-Boca-de-Renda foram as que apresentaram o maior n\u00famero de for\u00eddeos, como tamb\u00e9m a maior frequ\u00eancia por coleta, com aproximadamente sete ou oito deles presentes, no entanto, sem causar preju\u00edzos ao enxame. Foram raras as colmeias de Manda\u00e7aia e Uru\u00e7u-Amarela onde esses insetos foram observados. Em todos os casos eram verificados na regi\u00e3o das melgueiras, mas nada que a princ\u00edpio comprometesse a colmeia. A captura dos for\u00eddeos contou com o aux\u00edlio de um aspirador entomol\u00f3gico, uma vez que se movimentavam de maneira muito \u00e1gil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Durante a oitava coleta, em uma das colmeias de Uru\u00e7u-Amarela foram coletados muitos for\u00eddeos adultos. Os potes de p\u00f3len e favos de cria da colmeia estavam sendo consumidos pela fase larval das moscas. Esta colmeia havia sido adquirida recentemente pelo meliponicultor, e devido ao acr\u00e9scimo de um m\u00f3dulo, ao movimentar a melgueira, a base da mesma cedeu e os potes de mel estouraram. O mel escorreu acumulando-se na parte debaixo da caixa, conhecida como lixeira durante alguns dias, o que fez com que ocorresse a fermenta\u00e7\u00e3o, fato que atraiu os for\u00eddeos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Conforme Pereira et al. (2012) os for\u00eddeos que penetram nos ninhos de melipon\u00edneos s\u00e3o atra\u00eddos pelo odor de p\u00f3len e mel fermentado, e acabam ovipositando nos potes de p\u00f3len e favos de cria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Nogueira-Neto (1997) geralmente essa invas\u00e3o tamb\u00e9m ocorre quando as colmeias est\u00e3o fracas ou desorganizadas, como acontece ap\u00f3s a transfer\u00eancia de uma colmeia para uma caixa de cria\u00e7\u00e3o, as mesmas ficam suscet\u00edveis aos ataques de for\u00eddeos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Venturieri (2008), em casos de grande infesta\u00e7\u00e3o de for\u00eddeos, o melhor a se fazer \u00e9 utilizar armadilhas contendo vinagre caseiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em conformidade com os autores acima, para reverter a situa\u00e7\u00e3o, foi colocada uma armadilha externa com vinagre de ma\u00e7\u00e3 para diminuir a infesta\u00e7\u00e3o dos for\u00eddeos, obtendo-se uma diminui\u00e7\u00e3o dos mesmos nas coletas subseq\u00fcentes. Ao todo foram coletados 106 for\u00eddeos na armadilha de vinagre na entrada da colmeia de Uru\u00e7u-Amarela, caracterizando uma alta infesta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Nogueira-Neto (1997), quando essas moscas est\u00e3o em grande n\u00famero causam a morte da colmeia e consequentemente preju\u00edzos ao meliponicultor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em conformidade com o autor acima, o n\u00famero de for\u00eddeos coletados no trabalho foi muito elevado, colocando a colmeia em fase terminal. Infelizmente, mesmo o meliponicultor tendo conseguido reduzir a quantidade de for\u00eddeos e inserido discos de cria no interior da colmeia a fim de restabelecer a popula\u00e7\u00e3o de abelhas novamente, depois de aproximadamente dois meses e meio a colmeia de abelhas Uru\u00e7u-Amarela n\u00e3o conseguiu se recuperar e pereceu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Aidar (2000) define o ataque de for\u00eddeos em colmeias de melipon\u00edneos em tr\u00eas fases: fase inicial (definida pela presen\u00e7a de 5 a 10 for\u00eddeos adultos), fase intermedi\u00e1ria (com mais de 20 for\u00eddeos adultos) e a fase terminal, quando a colmeia j\u00e1 possui mais de 50 for\u00eddeos adultos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Nogueira-Neto (1997) os principais g\u00eaneros de for\u00eddeos que podem ser encontrados nas colmeias de melipon\u00edneos s\u00e3o: Pseudohypocera, Aphiochaeta, Melitophora e Melaloncha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os for\u00eddeos que foram coletados pelo meliponicultor no melipon\u00e1rio causaram a morte da colmeia foram identificados como sendo pertencentes da esp\u00e9cie <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pseudohypocera kerteszi (Figura 3), descrita na literatura em v\u00e1rios trabalhos como sendo o principal inimigo das abelhas ind\u00edgenas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Coletto-Silva (2005) tamb\u00e9m encontrou essa esp\u00e9cie de for\u00eddeo no interior de colmeias de abelhas ind\u00edgenas. Estes al\u00e9m de parasitar as abelhas, realizavam pilhagem e preda\u00e7\u00e3o, sendo o n\u00edvel de dano a colmeia elevado. Segundo Nogueira-Neto (1997), esp\u00e9cies do g\u00eanero Pseudohypocera t\u00eam causado muitos problemas para a meliponicultura brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Aidar (2000) algumas medidas profil\u00e1ticas devem ser tomadas pelo meliponicultor. Quando a colmeia estiver com muitos for\u00eddeos, nunca deix\u00e1-la exposta nos arredores do melipon\u00e1rio, a fim de n\u00e3o infestar o local, aumentando o risco de outras colmeias. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental a remo\u00e7\u00e3o dos materiais em decomposi\u00e7\u00e3o e res\u00edduos de colmeias mortas com resqu\u00edcios, como por exemplo, cera, potes de alimento vazios e, favos de cria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em conformidade com o autor acima, o meliponicultor isolou a colmeia de Uru\u00e7u-Amarela infestada por for\u00eddeos para evitar que as demais pudessem ser afetadas por eles. Al\u00e9m disso, realizou a limpeza da colmeia, retirando os pup\u00e1rios dos for\u00eddeos, os potes de p\u00f3len e discos de cria contaminados com ovos e larvas, como tamb\u00e9m reduziu a mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o, como folhas e frutos na \u00e1rea do melipon\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ainda, segundo Aidar (2000) \u00e9 preciso manter as colmeias iniciais sempre populosas e com aus\u00eancia de p\u00f3len. Deve-se tomar muito cuidado durante as revis\u00f5es, evitando danificar os potes de p\u00f3len e de crias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O parasitoidismo baseia-se na morte em curto prazo do organismo hospedeiro. Geralmente os parasit\u00f3ides s\u00e3o larvas de vespas (Ordem Hymenoptera) ou ent\u00e3o de moscas (Ordem Diptera). Nessa rela\u00e7\u00e3o, os adultos de vida livre copulam e a f\u00eamea segue em busca de um hospedeiro para colocar seus ovos. Geralmente este hospedeiro \u00e9 um pr\u00e9-adulto de inseto, que servir\u00e1 de alimento para a prole do organismo parasit\u00f3ide (ACIESP, 1997).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dessa forma, a rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica entre essa esp\u00e9cie de for\u00eddeo (P. kerteszi) e as abelhas sem ferr\u00e3o \u00e9 caracterizada como sendo desarm\u00f4nica, do tipo parasitoidismo, uma vez que as larvas dessa esp\u00e9cie causam muitos preju\u00edzos, alimentando-se das crias e alimentos das abelhas, podendo levar em muitos casos a extin\u00e7\u00e3o da colmeia (Tabela 2). Essas moscas adultas s\u00e3o oportunistas na procura por colmeias em desequil\u00edbrio, driblam as abelhas sentinelas, copulam e realizam a postura dos ovos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Formigas:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quatro esp\u00e9cies e duas morfoesp\u00e9cies de formigas (Ordem Hymenoptera; Fam\u00edlia Formicidae) foram coletadas, s\u00e3o elas: Camponotus crassus (Mayr, 1862); Camponotus rufipes (Fabricius, 1775); Tapinoma melanocephalum (Fabricius, 1793); Monomorium floricola (Jerdon, 1851); Crematogaster sp. 1 e Pheidole sp. 19. (Figuras 4 a 9). Foram encontradas convivendo com quatro esp\u00e9cies de melipon\u00edneos (Quadros 1 e 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ao longo das coletas as formigas foram sempre observadas entre \u00e0s frestas (m\u00f3dulos) das caixas, principalmente entre o sobreninho e a melgueira, e entre esta \u00faltima e a tampa. Al\u00e9m de, em alguns casos, estarem sobre o acetato (tipo de pl\u00e1stico) que fica entre a tampa e a melgueira, e ainda, sobre a geopr\u00f3polis. Em nenhuma das coletas as formigas foram verificadas no interior do ninho, como em potes de alimento de p\u00f3len e mel e\/ou discos de cria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Neste trabalho foram observadas nas frestas de colmeias de abelha Manda\u00e7aia, formigas de duas esp\u00e9cies. A primeira, M. floricola foi verificada durante tr\u00eas coletas consecutivas em duas das colmeias (9\u00aa, 10\u00aa e 11\u00aa). J\u00e1 a segunda, C. crassus, na 11\u00aa coleta em apenas uma colmeia. A esp\u00e9cie M. floricola tamb\u00e9m foi observada durante seis coletas consecutivas (4\u00aa a 9\u00aa coleta) em uma colmeia de Uru\u00e7u-Amarela, entre as frestas da caixa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em apenas uma das colmeias de abelha Mandaguari durante as cinco primeiras coletas (1\u00aa a 5\u00aa), foram coletadas sobre o acetato rainhas e oper\u00e1rias de T. melanocephalum, conhecida popularmente como formiga fantasma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tamb\u00e9m, em uma das colmeias de abelha Uru\u00e7u-Amarela convivendo juntas na mesma caixa, havia duas morfoesp\u00e9cies de formigas, Pheidole sp. 19 e Crematogaster sp. 1. Ambas foram encontradas desde a 1\u00aa coleta at\u00e9 a 7\u00aa coleta. Na 11\u00aa coleta, Pheidole sp. 19 reaparece, por\u00e9m desta vez em outra colmeia de Uru\u00e7u-Amarela, sendo encontrados sobre a geopr\u00f3polis: pupas, soldados e oper\u00e1rias (Quadros 1 e 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em outra colmeia de Uru\u00e7u-Amarela (da 4\u00aa at\u00e9 a 7\u00aa coleta) (Quadros 1 e 2), havia concomitantemente na mesma caixa duas esp\u00e9cies de formigas do g\u00eanero Camponotus, conhecidas popularmente como formigas carpinteiras, sendo elas: C. crassus e C. rufipes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A esp\u00e9cie C. crassus, foi encontrada em quatro esp\u00e9cies diferentes de abelhas, s\u00e3o elas: uma colmeia de Uru\u00e7u-Boca-de-Renda (4\u00aa a 6\u00aa coleta); Uru\u00e7u-Amarela (4\u00aa a 7\u00aa coleta); uma colmeia de Mandaguari (8\u00aa, 9\u00aa, 10\u00aa e 11\u00aa coleta) e duas colmeias de Manda\u00e7aia (apenas na 11\u00aa coleta). J\u00e1 a esp\u00e9cie C. rufipes, ocorreu apenas na abelha Uru\u00e7u-Amarela. Ela foi observada durante tr\u00eas coletas consecutivas (4\u00aa a 6\u00aa coleta) (Quadros 1 e 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ao longo das 14 coletas, a riqueza de esp\u00e9cies e morfoesp\u00e9cies de formigas foram maiores em Uru\u00e7u-Amarela, sendo que nessa esp\u00e9cie de abelha foram encontradas tr\u00eas esp\u00e9cies de formigas: M. floricola, C. crassus e C. rufipes, al\u00e9m de duas morfoesp\u00e9cies Pheidole sp. 19 e Crematogaster sp.1, com exce\u00e7\u00e3o de T. melanocephalum (Quadros 1 e 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No momento das coletas as formigas n\u00e3o estavam no interior das colmeias, na maioria dos casos estas foram vistas associadas \u00e0s frestas, ou ainda, sobre o acetato e a geopr\u00f3polis. Embora algumas das esp\u00e9cies de formigas coletadas sejam consideradas doceiras, como T. melanocephalum e M. floricola, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que elas e as demais esp\u00e9cies e morfoesp\u00e9cies de formigas estivessem se alimentando do mel e\/ou do p\u00f3len das abelhas, ou ainda, prejudicando as crias das mesmas, uma vez que isso n\u00e3o foi observado em nenhuma das coletas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Por\u00e9m, podemos afirmar que todas as formigas estavam sendo beneficiadas pela estrutura de madeira das caixas para fazer seus ninhos, principalmente \u00e0s formigas carpinteiras (C. crassus e C. rufipes) que s\u00e3o assim chamadas por escavarem galerias na madeira para constru\u00e7\u00e3o de seus ninhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Coletto-Silva (2005) formigas do g\u00eanero Pheidole foram observadas associadas \u00e0s frestas e ao geopr\u00f3polis existente entre a tampa e a melgueira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em conformidade com o autor acima, no presente trabalho foram encontradas oper\u00e1rias de formigas do g\u00eanero Pheidole, mais especificamente da morfoesp\u00e9cie Pheidole sp. 19. Foi constatada ainda, a presen\u00e7a de pupas e soldados sobre a geopr\u00f3polis, como tamb\u00e9m entre as frestas da colmeia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Nogueira-Neto (1997) certa vez uma esp\u00e9cie de abelha denominada Ira\u00ed (N. testaceicornis) deixou um espa\u00e7o vazio junto ao ninho para ser ocupado por formigas do g\u00eanero Camponotus, aparentemente com benef\u00edcio m\u00fatuo para ambas as partes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Existe no melipon\u00e1rio apenas uma colmeia dessa esp\u00e9cie de abelha Ira\u00ed, no entanto, diferentemente do observado pelo autor acima, n\u00e3o foram encontradas formigas Camponotus associadas a ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tamb\u00e9m, segundo Camargo (1984), existem associa\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias entre abelhas e formigas, como por exemplo, o caso da abelha ind\u00edgena Trigona compressa e a formiga da esp\u00e9cie Crematogaster stolli. O presente trabalho tamb\u00e9m identificou uma esp\u00e9cie do g\u00eanero Crematogaster sp. 1, mais especificamente a morfoesp\u00e9cie Crematogaster sp. 1, sendo verificada entre as frestas da caixa de colmeia de Uru\u00e7u-Amarela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Coletto-Silva (2005) registram a presen\u00e7a de formigas do g\u00eanero Camponotus em ninhos de melipon\u00edneos mortos, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer com certeza se essas formigas s\u00e3o as causadoras da morte das colmeias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ainda, Pereira et al. (2018) relatam que quando colmeias de melipon\u00edneos est\u00e3o enfraquecidas, esp\u00e9cies de formigas podem se instalar, dentre elas a sarassar\u00e1 (Camponotus spp.).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em conformidade com os autores acima, o presente trabalho tamb\u00e9m encontrou formigas do g\u00eanero Camponotus (C. crassus e C. rufipes). Entretanto, durante nenhuma das coletas foi observada a preda\u00e7\u00e3o de abelhas, nem a ocorr\u00eancia de ninhos de abelhas mortos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Coletto-Silva (2005) depois dos for\u00eddeos, as formigas representam o grupo que se comporta como os principais inimigos naturais dos melipon\u00edneos. Ainda, segundo Venturieri (2008), especialmente em ninhos rec\u00e9m desmembrados, fracos e com alimento exposto, formigas de tamanho maior (tracu\u00e1s), podem destruir rapidamente caixas mal fechadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Kerr et al. (1996), algumas esp\u00e9cies de formigas conseguem destruir colmeias inteiras de melipon\u00edneos, dessa forma, o melhor \u00e9 eliminar toda e qualquer possibilidade de acesso das formigas \u00e0s colmeias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dessa forma, o presente trabalho sugere que o meliponicultor fa\u00e7a a prote\u00e7\u00e3o das colmeias contra as formigas, protegendo os cavaletes dos suportes individuais e\/ou coletivos onde ficam as colmeias com latas untadas com graxa e emborcadas, al\u00e9m de espumas com \u00f3leo queimado. \u00c9 necess\u00e1rio que isso seja feito de forma frequente, uma vez que essas subst\u00e2ncias ressecam e precisam de monitoramento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Essas medidas acima tamb\u00e9m s\u00e3o indicadas por Pereira et al. (2012) e Nogueira-Neto (1997). No entanto, segundo Kerr et al. (1996), mesmo com todas essas prote\u00e7\u00f5es as rainhas das formigas s\u00e3o aladas e podem alcan\u00e7ar as colmeias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dessa maneira, sugere-se ainda que, o meliponicultor realize vistorias peri\u00f3dicas para verificar se h\u00e1 formigas presentes e por fim elimin\u00e1-las.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outro fator que justifica o controle de formigas \u00e9 que aparentemente possam n\u00e3o causar danos \u00e0s colmeias de abelhas, por\u00e9m atuam como veiculadoras de pat\u00f3genos, podendo dessa forma, se em contato com os potes de alimento, por fim contamin\u00e1-los, trazendo assim preju\u00edzos ao meliponicultor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O presente trabalho sugere que a rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica entre as formigas e as abelhas na maioria dos casos seja do tipo inquilinismo, uma vez que as formigas se beneficiam obtendo abrigo na estrutura de madeira da colmeia (Tabela 2). Todavia, mesmo sabendo que na maioria das vezes atuam comportando-se como inquilinas, \u00e9 sempre bom evitar a presen\u00e7a delas, uma vez que em certas situa\u00e7\u00f5es como j\u00e1 relatado por outros autores, a rela\u00e7\u00e3o possa ser prejudicial para as abelhas, que em casos de conflitos f\u00edsicos, as formigas se sobressaem realizando a preda\u00e7\u00e3o dos melipon\u00edneos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Todas as esp\u00e9cies e morfoesp\u00e9cies de formigas verificadas nas colmeias do melipon\u00e1rio s\u00e3o comumente encontradas no ambiente urbano. V\u00e1rias delas, al\u00e9m de estarem associadas com as abelhas sem ferr\u00e3o, s\u00e3o extremamente adaptadas a viver pr\u00f3ximas de estruturas e constru\u00e7\u00f5es humanas, e assim, acabam causando danos econ\u00f4micos e inc\u00f4modos e, al\u00e9m disso, em ambientes hospitalares veiculam microrganismos patog\u00eanicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De alguma forma elas conseguiram acessar as colmeias, seja atrav\u00e9s dos cavaletes que sustentam as mesmas, ou ainda, pelo voo das rainhas aladas. Tanto nas colmeias do melipon\u00e1rio como na \u00e1rea urbana, os fatores que geralmente contribuem para a sua instala\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 o acesso a abrigo, \u00e1gua e alimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Baratas:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Algumas baratas (Ordem Blattaria) foram encontradas exclusivamente em uma mesma colmeia de Uru\u00e7u-amarela durante duas coletas consecutivas (6\u00aa e 7\u00aa coleta) (Quadros 1 e 2). As mesmas foram coletadas ainda na fase de ninfa, com tamanho pequeno, aproximadamente 15 mm de comprimento e de colora\u00e7\u00e3o marrom escura. Por n\u00e3o terem alcan\u00e7ado a fase adulta, \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica em n\u00edvel gen\u00e9rico e espec\u00edfico foi dificultada. \u00c9 prov\u00e1vel que sejam esp\u00e9cies silvestres (Figura 10).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A presen\u00e7a de baratas no interior de colmeias de melipon\u00edneos tamb\u00e9m foi constatada por outros tr\u00eas autores: Nogueira-Neto (1997), Coletto-Silva (2005) e Silva et al. (2016).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Nogueira-Neto (1997), em colmeias de abelhas ind\u00edgenas podem ser encontradas, al\u00e9m da barata de esgoto P. americana, algumas esp\u00e9cies silvestres de baratas. J\u00e1 Silva et al. (2016) coletaram e identificaram baratas adultas com aproximadamente 12 mm de tamanho, sendo estas da esp\u00e9cie Blattella germanica (Linnaeus, 1767).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ademais, segundo Coletto-Silva (2005) \u00e9 frequente encontrar esp\u00e9cies diferentes de baratas associadas a colmeias de abelhas ind\u00edgenas, principalmente do g\u00eanero Melipona.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 prov\u00e1vel que a presen\u00e7a das baratas possa ser explicada pelo microclima de calor e umidade elevada no interior da colmeia, al\u00e9m da presen\u00e7a de alimento como mel e p\u00f3len, e ainda, a presen\u00e7a de espa\u00e7o na parte superior da melgueira, fato que pode ter beneficiado o desenvolvimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Coletto-Silva (2005), as baratas s\u00e3o animais sinantr\u00f3picos e a sua presen\u00e7a no interior de caixas de melipon\u00edneos se d\u00e1 justamente pelo fato de buscarem abrigo. Essa situa\u00e7\u00e3o deve ser combatida sempre que poss\u00edvel, visto que veiculam agentes causadores de doen\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tamb\u00e9m, segundo Nogueira-Neto (1997), as baratas n\u00e3o s\u00e3o inimigas s\u00e9rias das abelhas, entretanto, pelo fato de serem asquerosas, \u00e9 aconselh\u00e1vel ao meliponicultor o controle das mesmas quando presentes nas colmeias. Geralmente elas aparecem em colmeias enfraquecidas, muitas vezes entram quando ninfas e crescem ficando aprisionadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dessa maneira, as baratas encontradas no interior das colmeias de Uru\u00e7u-Amarela devem ser evitadas e controladas. Al\u00e9m de estarem buscando ref\u00fagio, \u00e9 prov\u00e1vel que esses organismos atuem como veiculadores de pat\u00f3genos, sendo pass\u00edvel a contamina\u00e7\u00e3o do mel e do p\u00f3len, tornando os mesmos impr\u00f3prios para o consumo humano. Recomenda-se aos meliponicultores que utilizem um cone invertido no suporte de cada colmeia para impedir a subida das baratas at\u00e9 o ninho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Neste trabalho sugere-se que a rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica entre as baratas e as abelhas sem ferr\u00e3o seja do tipo inquilinismo, sendo ben\u00e9fica apenas para as baratas, e neutra para as abelhas, n\u00e3o prejudicando e nem beneficiando as mesmas (Tabela 2). \u00c9 prov\u00e1vel que as baratas al\u00e9m do abrigo obtido no interior da colmeia, atra\u00eddas pelas condi\u00e7\u00f5es de umidade e calor, tamb\u00e9m estejam se alimentando de alimentos, como o mel e o p\u00f3len, mas isso n\u00e3o foi observado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Hemiptera:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Alguns poucos organismos da Ordem Hemiptera foram coletados na parte externa das colmeias e pr\u00f3xima a entrada delas, geralmente aderidos \u00e0 fita crepe que ajuda na veda\u00e7\u00e3o das colmeias. Os mesmos apareceram em apenas duas esp\u00e9cies de melipon\u00edneos, s\u00e3o elas: Uru\u00e7u-Amarela e Manda\u00e7aia. Ocorreram apenas nas coletas iniciais (1\u00aa e 3\u00aa) (Quadros 1 e 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Nogueira-Neto (1997), Apiomerus \u00e9 um g\u00eanero de barbeiros predadores que realiza ataques aos melipon\u00edneos, matando-os e sugando-lhes a hemolinfa do corpo. S\u00e3o encontrados em melipon\u00e1rios, matando as abelhas nas proximidades da entrada das colmeias. Quando vistos, devem ser eliminados um a um pelo meliponicultor, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de inseticidas para evitar contamina\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pelo fato de alguns dos percevejos coletados serem vistos pr\u00f3ximo a entrada de algumas das colmeias, a suspeita foi de que se tratasse de percevejos hemat\u00f3fagos ou ainda, predadores. No entanto, os organismos identificados foram classificados como sendo das seguintes fam\u00edlias: Pentatomidae, Coreidae, Lygaeidae e Alydidae.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os percevejos pertencentes a essas fam\u00edlias n\u00e3o s\u00e3o hemat\u00f3fagos e nem predadores. No entanto, eles foram classificados como fit\u00f3fagos. Nesse caso, o aparelho bucal (rostro ou estilete) dos mesmos \u00e9 reto e longo, apresentando-se subdividido em quatro segmentos. Sua presen\u00e7a no momento da coleta foi simples acaso. Como se alimentam de seiva das plantas \u00e9 muito prov\u00e1vel n\u00e3o possuam nenhuma rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica com as abelhas ind\u00edgenas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Hymenoptera:<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Algumas vespas (Ordem Hymenoptera) da fam\u00edlia Vespidae (Subfam\u00edlia: Polistinae) foram coletadas com o aux\u00edlio da rede entomol\u00f3gica. Ninhos foram encontrados pr\u00f3ximos a entrada de uma colmeia de abelha Manda\u00e7aia durante a 10\u00aa coleta, como tamb\u00e9m pr\u00f3ximo a entrada de uma colmeia de Mandaguari durante as cinco \u00faltimas coletas (10\u00aa, 11\u00aa, 12\u00aa, 13\u00aa e 14\u00aa coleta) (Quadros 1 e 2). Foram duas as esp\u00e9cies de vespas capturadas, ambas pertencentes ao g\u00eanero Myschocyttarus (Figuras 11 e 12).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As vespas coletadas pr\u00f3ximas a colmeia de Manda\u00e7aia possu\u00edam colora\u00e7\u00e3o preta, j\u00e1 as pr\u00f3ximas a colmeia de Mandaguari colora\u00e7\u00e3o avermelhada. Todos os indiv\u00edduos foram identificados como sendo f\u00eameas. Seus ninhos s\u00e3o formados por uma ou mais rainhas, al\u00e9m de serem compostos por um ou mais favos presos por um ped\u00fanculo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Nogueira-Neto (1997) existe uma esp\u00e9cie de vespa Polybia ignobilis, de colora\u00e7\u00e3o preta e com fortes mand\u00edbulas, que realiza preda\u00e7\u00e3o de abelhas Manda\u00e7aia (M. quadrifasciata), Jata\u00ed (T. angustula) e Ti\u00faba (M. compressipes), nas proximidades dos seus ninhos. Al\u00e9m dessa esp\u00e9cie, \u00e9 prov\u00e1vel que outras esp\u00e9cies de vespas ataquem os melipon\u00edneos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Embora ocorram ataques de algumas esp\u00e9cies de vespas contra as abelhas ind\u00edgenas, em determinadas situa\u00e7\u00f5es, a conviv\u00eancia pr\u00f3xima entre elas \u00e9 pac\u00edfica. V\u00e1rias esp\u00e9cies de vespas fazem seus ninhos embaixo das colmeias de melipon\u00edneos, e isso pode afetar o manejo do meliponicultor ficando o mesmo sujeito a ferroadas. No entanto, essa vizinhan\u00e7a de vespas garante em certos casos, prote\u00e7\u00e3o as abelhas contra eventuais inimigos (NOGUEIRA-NETO, 1997).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Sugere-se, neste trabalho, que a rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica entre as vespas do g\u00eanero Myschocyttarus e as abelhas sem ferr\u00e3o a princ\u00edpio seja ben\u00e9fica, podendo essas vespas, em certos casos, realizar a preda\u00e7\u00e3o de inimigos que tentem se aproximar e\/ou invadir as colmeias das abelhas ind\u00edgenas. No momento das coletas n\u00e3o foram observados casos de preda\u00e7\u00e3o das abelhas pelos vesp\u00eddeos. S\u00e3o necess\u00e1rios estudos futuros com mais horas de observa\u00e7\u00e3o para verificar se existe a possibilidade de preda\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o por esse g\u00eanero de vespas contra os melipon\u00edneos (Tabela 2).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Por que em algumas das esp\u00e9cies de abelhas artr\u00f3podes n\u00e3o foram encontrados?<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em cinco esp\u00e9cies de abelhas ind\u00edgenas que comp\u00f5em o Melipon\u00e1rio nenhum artr\u00f3pode foi encontrado tendo algum tipo de associa\u00e7\u00e3o ou rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Essas esp\u00e9cies foram as seguintes: Mirim Pregui\u00e7a; Mirim Droryana; Jata\u00ed; Ira\u00ed e Marmelada-Amarela, num total de 16 colmeias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Kerr et al. (1996), as abelhas sem ferr\u00e3o na maioria das vezes s\u00e3o taxadas como indefesas, no entanto, determinados comportamentos de defesa s\u00e3o observados. Ainda, segundo Nogueira-Neto (1997) \u00e9 com certa frequ\u00eancia que os melipon\u00edneos removem \u201cpelotas\u201d resinosas dos reservat\u00f3rios de pr\u00f3polis viscosa, para assim imobilizar partes do corpo de inimigos, como por exemplo, formigas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em conformidade com os autores acima alguns comportamentos foram verificados durante as coletas e isso deve ter favorecido para n\u00e3o observar artr\u00f3podes nessas esp\u00e9cies de abelhas do melipon\u00e1rio, como por exemplo, a presen\u00e7a de esp\u00e9cies que s\u00e3o ex\u00edmias propolizadoras, realizando muito bem a veda\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de suas colmeias, n\u00e3o oferecendo quaisquer orif\u00edcios que possam dar acesso do meio externo para o interior da colmeia; outras extremamente defensivas, utilizando muito bem as mand\u00edbulas como forma de defesa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ademais, algumas esp\u00e9cies possu\u00edam abelhas guardas vigiando as proximidades e a entrada da colmeia a fim de proteg\u00ea-la contra intrusos; outras que utilizavam resinas pegajosas para imobilizar invasores. Tamb\u00e9m, aquelas que elaboraram a constru\u00e7\u00e3o de t\u00faneis de entrada longos, dificultando assim o acesso ao ninho por inimigos, e por fim, esp\u00e9cies altamente populosas, indicando ser um enxame preparado perante qualquer tentativa de invas\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div id='gallery-2' class='gallery galleryid-3351 gallery-columns-3 gallery-size-medium'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_1_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"227\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_1_antropodofauna-300x227.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3353\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_1_antropodofauna-300x227.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_1_antropodofauna-150x113.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_1_antropodofauna-500x378.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_1_antropodofauna.jpg 534w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3353'>\n\t\t\t\tFigura 1. \u00c1caro do g\u00eanero Bisternalis &#8211; Foto 1: Bee Mite ID.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_2_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"244\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_2_antropodofauna-300x244.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3354\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_2_antropodofauna-300x244.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_2_antropodofauna-150x122.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_2_antropodofauna-500x406.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_2_antropodofauna.jpg 534w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3354'>\n\t\t\t\tFigura 2. Aranha Nephilingis cruentata  Foto: Revista Pesquisa Fapesp\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_3_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"194\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_3_antropodofauna-300x194.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3355\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_3_antropodofauna-300x194.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_3_antropodofauna-150x97.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_3_antropodofauna-500x323.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_3_antropodofauna.jpg 531w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3355'>\n\t\t\t\tFigura 3. For\u00eddeos da esp\u00e9cie Pseudohypocera kerteszi. Foto: Tarc\u00edsio George (2018).\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_4_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"194\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_4_antropodofauna-300x194.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3356\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_4_antropodofauna-300x194.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_4_antropodofauna-150x97.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_4_antropodofauna-500x323.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_4_antropodofauna.jpg 531w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3356'>\n\t\t\t\tFigura 4. Formiga carpinteira (Camponotus crassus). Foto:  Bruno Polizello (2018).\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_5_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"290\" height=\"300\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_5_antropodofauna-290x300.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3357\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_5_antropodofauna-290x300.jpg 290w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_5_antropodofauna-150x155.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_5_antropodofauna-483x500.jpg 483w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_5_antropodofauna.jpg 534w\" sizes=\"(max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3357'>\n\t\t\t\tFigura 5. Formiga carpinteira (Camponotus rufipes). Foto: Bruno Polizello (2018).\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_6_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"290\" height=\"300\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_6_antropodofauna-290x300.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3358\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_6_antropodofauna-290x300.jpg 290w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_6_antropodofauna-150x155.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_6_antropodofauna-483x500.jpg 483w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_6_antropodofauna.jpg 533w\" sizes=\"(max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3358'>\n\t\t\t\tFigura 6. Formiga fantasma (Tapinoma melanocephalum). Foto: Bruno Polizello (2018).\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_7_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"186\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_7_antropodofauna-300x186.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3359\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_7_antropodofauna-300x186.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_7_antropodofauna-150x93.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_7_antropodofauna-500x310.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_7_antropodofauna.jpg 533w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3359'>\n\t\t\t\tFigura 7. Rainha de Formiga Monomorium flor\u00edcola Foto: Tarc\u00edsio George (2018)\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_8_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"227\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_8_antropodofauna-300x227.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3360\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_8_antropodofauna-300x227.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_8_antropodofauna-150x114.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_8_antropodofauna-500x379.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_8_antropodofauna.jpg 533w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3360'>\n\t\t\t\tFigura 8. Formiga acrobata Crematogaster sp. 1 Foto: Tarc\u00edsio George (2018)\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_9_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"184\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_9_antropodofauna-300x184.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3361\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_9_antropodofauna-300x184.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_9_antropodofauna-150x92.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_9_antropodofauna-500x306.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_9_antropodofauna.jpg 539w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3361'>\n\t\t\t\tFigura 9. Soldado de Pheidole sp. 19 Foto: Esther Naomi Matsubara Benedicto (2018)\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_10_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"281\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_10_antropodofauna-300x281.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3362\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_10_antropodofauna-300x281.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_10_antropodofauna-150x140.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_10_antropodofauna-500x468.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_10_antropodofauna.jpg 504w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3362'>\n\t\t\t\tFigura 10. Ninfa de barata. Foto: Tarc\u00edsio George (2018).\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_11_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"170\" height=\"300\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_11_antropodofauna-170x300.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3363\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_11_antropodofauna-170x300.jpg 170w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_11_antropodofauna-150x264.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_11_antropodofauna-284x500.jpg 284w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_11_antropodofauna.jpg 534w\" sizes=\"(max-width: 170px) 100vw, 170px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3363'>\n\t\t\t\tFigura 11. Ninho de Vespas do g\u00eanero Myschocyttarus pr\u00f3ximo a colmeia de Manda\u00e7aia &#8211; Foto: Bruno Polizello (2018).\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_12_antropodofauna.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"169\" height=\"300\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_12_antropodofauna-169x300.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-3364\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_12_antropodofauna-169x300.jpg 169w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_12_antropodofauna-150x266.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_12_antropodofauna-282x500.jpg 282w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Fig_12_antropodofauna.jpg 532w\" sizes=\"(max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-3364'>\n\t\t\t\tFigura 12. Ninho de Vespas do g\u00eanero Myschocyttarus pr\u00f3ximo a colmeia de Mandaguari &#8211; Foto: Bruno Polizello (2018).\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>CONCLUS\u00d5ES<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Verificou-se que os artr\u00f3podes coletados nas colmeias do Melipon\u00e1rio foram os mais variados. A maior riqueza de artr\u00f3podes associados aos melipon\u00edneos ocorreu nas colmeias de Uru\u00e7u-Amarela e Manda\u00e7aia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os \u00e1caros do g\u00eanero Bisternalis mostraram estar intimamente relacionados com as abelhas Manda\u00e7aia, presentes em grandes quantidades em praticamente todas as colmeias desta esp\u00e9cie. J\u00e1 a aranha N. cruentata \u00e9 registrada pela primeira vez predando melipon\u00edneos, construindo suas teias nas proximidades das colmeias, principalmente relacionada \u00e0s esp\u00e9cies Manda\u00e7aia e Uru\u00e7u-Amarela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O for\u00eddeo Pseudohypocera kerteszi confirmou ser o principal inimigo dos melipon\u00edneos, uma vez que causou a morte de uma colmeia inteira no melipon\u00e1rio. As formigas e as baratas encontradas aparentemente comportaram-se como inquilinas, mas de qualquer forma \u00e9 sempre bom evit\u00e1-las, atrav\u00e9s do uso de barreiras mec\u00e2nicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Constatou-se que as prov\u00e1veis rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas entre a artropodofauna e os melipon\u00edneos classificaram-se em harm\u00f4nicas (inquilinismo e comensalismo) sendo os principais inquilinos representados pelos \u00e1caros, tesourinhas, baratas e formigas. J\u00e1 as desarm\u00f4nicas (parasitoidismo e predatismo), sendo os inimigos naturais representados pelos for\u00eddeos e pelas aranhas, considerados respectivamente como parasit\u00f3ides e predadores. No caso das vespas s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos posteriores para definir qual o tipo de associa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em suma, \u00e9 fundamental organizar mais informa\u00e7\u00f5es sobre a biologia e comportamento desses e de outros artr\u00f3podes, para assim sugerir mais hip\u00f3teses de associa\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas entre eles e as abelhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ache Tudo &amp; Regi\u00e3o. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.achetudoeregiao.com.br\/sp\/Vinhedo\/localizacao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.achetudoeregiao.com.br\/sp\/Vinhedo\/localizacao.htm<\/a>&gt;. Acesso em: 12 jun. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ACIESP. Gloss\u00e1rio de Ecologia. S\u00e3o Paulo: ACIESP. Editora 2\u00aa. N\u00ba: 103. 352p. 1997.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Aidar, D. S. Controle do For\u00eddeo (Pseudohypocera kertesi). Mensagem Doce, n.56, maio. 2000. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.apacame.org.br\/index1.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.apacame.org.br\/index1.htm<\/a>&gt;. Acesso em: 28 dez. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Amabis, J. M.; Martho, G. R. Biologia das popula\u00e7\u00f5es: vol. 3, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Editora Moderna. S. Paulo, 2004.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Camargo, J. M. F. Notas sobre h\u00e1bitos de nidifica\u00e7\u00e3o de Seaura (Hymenoptera, Apidae, Meliponinae). Bolm Mus. Paraense Emflio Goeldi, Zool., p.89-95. 1984.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Coletto-Silva, A. Implica\u00e7\u00f5es na implanta\u00e7\u00e3o da meliponicultura e etnobiologia de abelhas sem ferr\u00e3o em tr\u00eas comunidades ind\u00edgenas no estado do Amazonas. Tese de Doutorado \u2013 INPA\/UFAM. 2005.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Kerr, W. E.; Carvalho, G. A.; Nascimento, V. A. A Abelha Uru\u00e7u: Biologia, Manejo e Conserva\u00e7\u00e3o. Cole\u00e7\u00e3o Manejo da Vida Silvestre. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Belo Horizonte: Ed. Funda\u00e7\u00e3o Acanga\u00fa, 144 p. 1996.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Kerr, W. E.; Carvalho, G. A.; Coletto-Silva, A.; Paiva-Assis, M. G. Aspectos pouco mencionados da biodiversidade amaz\u00f4nica. Parcerias Estrat\u00e9gicas (Biodiversidade, Pesquisa e Desenvolvimento na Amaz\u00f4nia) 12: p.20-41. 2001.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Lienhard, C.; Smithers, C. N. Pscoptera (insect): World catalogue and bibliography, 2002.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nogueira-Neto, P. Vida e cria\u00e7\u00e3o de Abelhas ind\u00edgenas sem ferr\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Editora Nogueirapis, 445 p. 1997.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ODUM, E. P. Ecologia. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 233-282p. 1988.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pereira, F. D. M. Abelhas Sem Ferr\u00e3o a Import\u00e2ncia da Preserva\u00e7\u00e3o, Embrapa Meio-Norte. 2005.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.agronline.com.br\/artigos\/artigo.php?id=429&amp;pg=1&amp;n=2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.agronline.com.br\/artigos\/artigo.php?id=429&amp;pg=1&amp;n=2<\/a>&gt;. Acesso em: 02 jun. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pereira, F. D. M.; Souza, B. D. A.; Lopes, M. D. R.; Vieira-Neto, J. M. Manejo de colmeias de abelhas sem ferr\u00e3o. Embrapa Meio-Norte (Infoteca-E). 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pereira, F. M.; Souza, B. A.; Lopes, M. T. R. Cria\u00e7\u00e3o de abelhas-sem-ferr\u00e3o. Embrapa. 2018.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Prefeitura Municipal De Vinhedo. Perfil do Munic\u00edpio. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.vinhedo.sp.gov.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.vinhedo.sp.gov.br<\/a>\/&gt;. Acesso em: 12 jun. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Silva, R. T. Da; Carvalho-Zilse, G. A.; Rafael; J. A. Insetos associados a colmeias de abelhas sem ferr\u00e3o amaz\u00f4nicas em melipon\u00e1rio urbano e rural. XX Jornada de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica PIBIC\/INPA. Manaus, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Silva, A. M. A.; Dias, V. H. P.; Pereira, D. S.; Menezes, P. R.; Filgueira, M. A. Levantamento de artr\u00f3podes associados \u00e0 colm\u00e9ias de janda\u00edra (Melipona subnitida Ducke) (Apidae: Meliponinae) em Mossor\u00f3-RN, Brasil. ACTA Apicola Brasilica \u2013 (Pombal \u2013 PB) v. 04, n.1, p.07-12, jan-dez, 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Venturieri, G. C. Cria\u00e7\u00e3o de Abelhas Ind\u00edgenas Sem Ferr\u00e3o. Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental. 2\u00aa Ed. Revista e Atualizada. Bel\u00e9m, PA. 2008.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARTROPODOFAUNA ASSOCIADA A COLMEIAS DE DEZ DIFERENTES ESP\u00c9CIES DE ABELHAS SEM FERR\u00c3O EM MELIPON\u00c1RIO DE VINHEDO-SP Bruno Polizello 1; Osmar Malaspina 2 \u2013 1 Bi\u00f3logo, Especialista em Entomologia Urbana pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"parent":3339,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-3351","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3351"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3351"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3351\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3370,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3351\/revisions\/3370"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}