{"id":3210,"date":"2019-10-14T18:53:00","date_gmt":"2019-10-14T18:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=3210"},"modified":"2019-10-14T18:53:00","modified_gmt":"2019-10-14T18:53:00","slug":"artigo-6","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-153-setembro-de-2019\/artigo-6\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Abelhas monitoram A qualidade do ar na Alemanha<\/h1>\n<blockquote><p>Tanya Mohn<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_3211\" aria-describedby=\"caption-attachment-3211\" style=\"width: 253px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-1-Monitoram.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3211\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-1-Monitoram-253x300.jpg\" alt=\"Abelha colhe p\u00f3len de flor em jardim de Frankfurt, na Alemanha\" width=\"253\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-1-Monitoram-253x300.jpg 253w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-1-Monitoram-150x178.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-1-Monitoram-421x500.jpg 421w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-1-Monitoram.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3211\" class=\"wp-caption-text\">Abelha colhe p\u00f3len de flor em jardim de Frankfurt, na Alemanha<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Aeroportos da Alemanha inventaram uma forma incomum de monitorar a qualidade do ar. O Aeroporto Internacional de Dusseldorf e sete outros aeroportos est\u00e3o usando abelhas como \u201cbiodetetives\u201d, e o mel \u00e9 testado regularmente para verificar a presen\u00e7a de toxinas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cA qualidade do ar no aeroporto e em torno dele \u00e9 excelente\u201d, diz Peter Nengelken, que faz a liga\u00e7\u00e3o entre o aeroporto e a comunidade. A primeira coleta de mel feita este ano de cerca de 200 mil abelhas foi testada no come\u00e7o de junho, disse ele, e indicou que as toxinas est\u00e3o bem abaixo dos limites oficiais, coerentes com os resultados desde 2006 quando o aeroporto come\u00e7ou a trabalhar com as abelhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os apicultores de um clube da vizinhan\u00e7a cuidam das abelhas. O mel, \u201cDusseldorf Natural\u201d, \u00e9 engarrafado e oferecido como presente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O biomonitoramento, ou o uso de organismos vivos para testar a sa\u00fade do meio ambiente, n\u00e3o substitui o monitoramento tradicional, diz Martin Bunkowski, engenheiro ambiental da Associa\u00e7\u00e3o de Aeroportos Alem\u00e3es. Mas \u201c\u00e9 uma mensagem muito claro para o p\u00fablico porque \u00e9 f\u00e1cil de compreender\u201d, acrescentou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Volker Liebig, qu\u00edmico do Orga Lab que analisa as amostras de mel duas vezes por ano para o aeroporto de Dusseldorf e outros seis aeroportos alem\u00e3es, disse que os resultados mostram a aus\u00eancia de subst\u00e2ncias testadas pelo laborat\u00f3rio, como alguns hidrocarbonetos e metais pesados, e \u201cera compar\u00e1vel ao mel produzido em \u00e1reas sem nenhuma atividade industrial\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio uma amostragem durante um tempo bem mais longo para tirar uma conclus\u00e3o definitiva, diz ele, mas os resultados preliminares s\u00e3o promissores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ser\u00e1 que as abelhas ser\u00e3o as sentinelas modernas, assim como eram os can\u00e1rios que usados no passado como sinais de alerta para os gases t\u00f3xicos nas minas de carv\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Usar as abelhas como \u201cbioindicadores terrestres\u201d da sa\u00fade do meio ambiente \u00e9 uma abordagem relativamente nova, diz Jamie Ellis, professor-assistente de entomologia no Laborat\u00f3rio de Pesquisa e Extens\u00e3o sobre Abelhas Mel\u00edferas, na Universidade da Fl\u00f3rida em Gainesville. \u201cTodos n\u00f3s acreditamos que \u00e9 poss\u00edvel, mas pode ser um pouco cedo para traduzir esses resultados em solu\u00e7\u00f5es ou respostas para o mundo real\u201d. Ainda assim, um trabalho semelhante com insetos para medir a qualidade da \u00e1gua tem obtido sucesso h\u00e1 tempos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Muitos especialistas dizem que as aeronaves n\u00e3o s\u00e3o a \u00fanica, nem mesmo a principal, fonte de polui\u00e7\u00e3o nos aeroportos. Carros, t\u00e1xis, ?nibus e atividades terrestres assim como as ind\u00fastrias locais costumam ser os principais poluidores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">N\u00e3o surpreende que Nancy Young, vice-presidente de assuntos ambientais para a Associa\u00e7\u00e3o de Transporte A\u00e9reo dos EUA, um grupo que re\u00fane as companhias a\u00e9reas, defenda a qualidade do ar nos aeroportos. \u201cOs aeroportos n\u00e3o s\u00e3o grandes contribuidores\u201d para a polui\u00e7\u00e3o local do ar, diz ela, acrescentando que as emiss\u00f5es da avia\u00e7\u00e3o representam \u201cmenos de 1% do total do pa\u00eds e normalmente marcam apenas alguns pontos percentuais em qualquer \u00e1rea metropolitana com um aeroporto grande\u201d. Ela disse que os EUA melhoraram a qualidade do ar em seus aeroportos atrav\u00e9s de normais mais r\u00edgidas e da melhoria das t\u00e9cnicas de monitoramento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em todo o mundo, houve melhorias semelhantes, diz Steven Lott, porta-voz da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transporte A\u00e9reo. Desde os anos 60, as emiss\u00f5es de mon\u00f3xido de carbono, de alguns hidrocarbonetos, fuma\u00e7a e \u00f3xido de nitrog\u00eanio foram reduzidas substancialmente, disse Lott. Os limites para a maioria delas s\u00e3o estabelecidos pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional da Avia\u00e7\u00e3o Civil, um \u00f3rg\u00e3o das ONU.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201c\u00c9 um desafio para um setor que continua a crescer\u201d, disse Lott. Mas a in\u00fastria investiu em desenvolver tecnologias mais limpas para os motores das aeronaves, equipamentos de apoio terrestre e ve\u00edculos, bem como melhorias na forma de operar os equipamentos. Iniciativas como o Green Teams, por exemplo, permite que consultores do setor visitem as companhias a\u00e9reas para identificar e compartilhar formas de reduzir a queima de combust\u00edvel e as emiss\u00f5es. Mais de 105 companhias j\u00e1 participaram, diz ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ainda assim, alguns grupos comunit\u00e1rios n\u00e3o est\u00e3o convencidos de que a qualidade do ar nos aeroportos melhorou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cEst\u00e1 bem pior do que as pessoas pensam\u201d, diz Debi Wagner, membro do comit\u00ea Citizens Aviation Watch USA, que mora em Seattle. Ela disse estar preocupada principalmente com a sa\u00fade das pessoas que vivem num raio de 4,8 quil?metros dos aeroportos comerciais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dois estudos recentes tamb\u00e9m levantaram quest\u00f5es sobre a qualidade do ar nos aeroportos. Ambos se concentram em pequenos campos de avia\u00e7\u00e3o, como o que existe em Santa Monica, Calif\u00f3rnia, que foi estudado em ambos os relat\u00f3rios. \u201cOs poluentes tradicionais n\u00e3o pareceram ser um problema local\u201d, diz Philip Fine, gerente de medi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas para a Administra\u00e7\u00e3o Distrital de Qualidade do Ar da Costa Sul, uma ag\u00eancia reguladora da qualidade do ar na maior parte do sul da Calif\u00f3rnia. \u201cEntretanto, houve problemas com part\u00edculas ultrafinas<br \/>\ne chumbo.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Fina, que supervisiona uma rede de mais de 35 esta\u00e7\u00f5es de monitoramento do ar, foi um dos pesquisadores-chefe de um estudo financiado pela Ag\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental que deve ser divulgado nas pr\u00f3ximas semanas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os n\u00edveis de chumbo nas emiss\u00f5es de aeronaves que n\u00e3o s\u00e3o a jato n\u00e3o excederam os limites federais, mais estavam significativamente elevados, disse Fine. N\u00edveis altos de part\u00edculas ultrafinas, principalmente dos jatos, tamb\u00e9m s\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o. As part\u00edculas t\u00eam vida curta, mas como est\u00e3o em alta concentra\u00e7\u00e3o e a favor do vento durante a decolagem, elas s\u00e3o especialmente preocupantes para as pessoas que vivem perto de pequenos aeroportos ou que ficam expostas repetidamente, diz Fine.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A maioria dos grandes aeroportos ficam mais afastados das comunidades residenciais, e tamb\u00e9m t\u00eam \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o os separando.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3212\" aria-describedby=\"caption-attachment-3212\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-2-Monitoram.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3212\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-2-Monitoram-300x152.jpg\" alt=\"Walter Klumpp, apicultor h\u00e1 30 anos e presidente do clube local de apicultores, \u00e9 respons\u00e1vel pelas abelhas do aeroporto de D\u00fcsseldorf. Cr\u00e9ditoAndreas Wiese \/ Aeroporto Internacional de D\u00fcsseldorf.\" width=\"300\" height=\"152\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-2-Monitoram-300x152.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-2-Monitoram-150x76.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-2-Monitoram-500x254.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fot-2-Monitoram.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3212\" class=\"wp-caption-text\">Walter Klumpp, apicultor h\u00e1 30 anos e presidente do clube local de apicultores, \u00e9 respons\u00e1vel<br \/>pelas abelhas do aeroporto de D\u00fcsseldorf. Cr\u00e9ditoAndreas Wiese \/ Aeroporto Internacional de<br \/>D\u00fcsseldorf.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As implica\u00e7\u00f5es das part\u00edculas ultrafinas na sa\u00fade ainda s\u00e3o desconhecidas, mas algumas pesquisas m\u00e9dicas sugerem que elas podem apresentar um risco s\u00e9rio porque as part\u00edculas extremamente finas passam facilmente pelas paredes das c\u00e9lulas e podem penetrar no c\u00e9rebro ou no sistema circulat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Estudos epidemiol\u00f3gicos mostraram que h\u00e1 riscos de sa\u00fade por conta dos n\u00edveis elevados dessas part\u00edculas emitidas por carros e caminh\u00f5es, uma preocupa\u00e7\u00e3o para as pessoas que vivem pr\u00f3ximas a avenidas movimentadas ou que as usam com frequ\u00eancia, diz Suzanne E. Paulson, professora de ci\u00eancias atmosf\u00e9ricas na UCLA. Mas \u201cn\u00e3o sabemos quase nada sobre os efeitos das emiss\u00f5es das aeronaves para a sa\u00fade\u201d no que diz respeito a essas part\u00edculas, disse Paulson. Ela foi pesquisadora-chefe em outro estudo, publicado no final do ano passado no jornal \u201cEnvironmental Science &amp; Technology\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O governo federal estabelece par\u00e2metros para poluentes atmosf\u00e9ricos como o oz?nio e material particulado, diz Fine, \u201cmas as part\u00edculas ultrafinas n\u00e3o s\u00e3o reguladas atualmente\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A Europa tem limites governamentais de part\u00edculas ultrafinas para as emiss\u00f5es veiculares, diz Fine. Emanuel Fleuti, chefe de servi\u00e7os ambientais para o Aeroporto de Zurique, disse que h\u00e1 preocupa\u00e7\u00f5es na Europa tamb\u00e9m.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Enquanto isso, ele diz estar confiante em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho de biomonitoramento que os aeroportos alem\u00e3es est\u00e3o fazendo com as abelhas, uma vez que os resultados s\u00e3o consistentes com o monitoramento tradicional da qualidade do ar na Europa. Alguns aeroportos na Fran\u00e7a, Su\u00e9cia e Israel tamb\u00e9m come\u00e7aram recentemente a trabalhar com abelhas. \u201cSe voc\u00ea olha o mel, est\u00e1 perfeitamente bom\u201d, diz Fleuti, acrescentando que ele costuma pegar alguns potes quando visita a Alemanha. \u201c\u00c9 um mel bom.\u201d<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abelhas monitoram A qualidade do ar na Alemanha Tanya Mohn Aeroportos da Alemanha inventaram uma forma incomum de monitorar a qualidade do ar. 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