{"id":3173,"date":"2019-10-11T19:52:19","date_gmt":"2019-10-11T19:52:19","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=3173"},"modified":"2019-10-11T19:52:19","modified_gmt":"2019-10-11T19:52:19","slug":"artigo-3","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-153-setembro-de-2019\/artigo-3\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Anfitri\u00e3s seletivas<br \/>\nFlores exploram cores e odores para se esconder ou atrair abelhas espec\u00edficas<\/h1>\n<blockquote><p>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2019\/06\/07\/anfitrias-seletivas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2019\/06\/07\/anfitrias-seletivas\/<\/a><br \/>\nMaria Guimar\u00e3es<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_3174\" aria-describedby=\"caption-attachment-3174\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-1-anfitrias.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3174\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-1-anfitrias-300x217.jpg\" alt=\"Foto 1 \u2013 As amplas paisagens dos campos rupestres abrigam um mosaico repleto de biodiversidade - Maria Gabriela Camargo.\" width=\"300\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-1-anfitrias-300x217.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-1-anfitrias-150x108.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-1-anfitrias-500x361.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-1-anfitrias.jpg 747w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3174\" class=\"wp-caption-text\">Foto 1 \u2013 As amplas paisagens dos campos rupestres abrigam um mosaico repleto de<br \/>biodiversidade &#8211; Maria Gabriela Camargo.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quando voa pelo campo uma abelha v\u00ea, ao longe, composi\u00e7\u00f5es em tons de verde. O colorido s\u00f3 se revela de perto. Exceto o vermelho, invis\u00edvel para ela. J\u00e1 as aves t\u00eam nos olhos um arsenal maior de estruturas que lhes permitem enxergar o vermelho. As cores s\u00e3o o principal modo de comunica\u00e7\u00e3o entre plantas e polinizadores, mas a percep\u00e7\u00e3o por olhos humanos n\u00e3o basta para entender a complexidade desse relacionamento. Vem dessas diferen\u00e7as sensoriais a no\u00e7\u00e3o, j\u00e1 antiga, de que flores polinizadas por aves tendem ao vermelho, e aquelas que se beneficiam da a\u00e7\u00e3o das abelhas t\u00eam mais frequentemente flores amarelas. H\u00e1 mais, por\u00e9m, do que atrair polinizadores, de acordo com o grupo liderado pela bi\u00f3loga Patr\u00edcia Morellato, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro. A novidade \u00e9 que a invisibilidade seletiva pode ter seus benef\u00edcios, excluindo visitantes indesejados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A ec\u00f3loga Maria Gabriela Camargo, durante p\u00f3s-doutorado no laborat\u00f3rio de Morellato, chegou a essa conclus\u00e3o depois de analisar as cores de flores (283 esp\u00e9cies) polinizadas por animais (244 esp\u00e9cies de abelhas e 39 de beija-flores) nos campos rupestres da serra do Cip\u00f3, em Minas Gerais. Ela mediu o espectro da luz refletida pelas flores e outras partes das plantas e relacionou ao seu principal polinizador, conforme artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de abril da revista\u00a0New Phytologist em parceria com colegas da Alemanha, de S\u00e3o Carlos e de Minas Gerais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De volta ao laborat\u00f3rio, Camargo percebeu diferen\u00e7as na luz refletida por flores conforme o polinizador habitual, reiterando a import\u00e2ncia da cor na atra\u00e7\u00e3o. Aquelas visitadas por beija-flores emitem comprimentos de onda mais longos, invis\u00edveis para abelhas. Ela construiu diagramas representando o espa\u00e7o visual de aves e abelhas e plotou neles as flores conforme seu polinizador, mapeando como os animais enxergam as flores. Os resultados indicam que a maior parte das flores polinizadas por beija-flores n\u00e3o \u00e9 vista como colorida pelas abelhas, sejam elas vermelhas (mais frequentemente), amarelas ou brancas. Os beija-flores veem todas as cores, contrariando o dogma de que gostam de vermelho, e s\u00e3o especialmente atra\u00eddos por contrastes marcantes. \u201cFlores vermelhas n\u00e3o s\u00e3o facilmente detectadas pelas abelhas, e percebemos que evit\u00e1-las pode ser importante porque nas flores polinizadas por beija-flores elas podem roubar o n\u00e9ctar sem polinizar\u201d, diz Camargo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3175\" aria-describedby=\"caption-attachment-3175\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-2-anfitrias.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3175\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-2-anfitrias-300x185.jpg\" alt=\"Foto 2 \u2013 Flores de configura\u00e7\u00e3o aberta, como esta Luxemburgia, s\u00e3o t\u00edpicas para poliniza\u00e7\u00e3o por abelhas - Maria Gabriela Camargo.\" width=\"300\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-2-anfitrias-300x185.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-2-anfitrias-570x350.jpg 570w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-2-anfitrias-150x93.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-2-anfitrias-500x309.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-2-anfitrias.jpg 747w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3175\" class=\"wp-caption-text\">Foto 2 \u2013 Flores de configura\u00e7\u00e3o aberta, como esta Luxemburgia, s\u00e3o t\u00edpicas para poliniza\u00e7\u00e3o<br \/>por abelhas &#8211; Maria Gabriela Camargo.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As pesquisadoras tamb\u00e9m perceberam que marca\u00e7\u00f5es conhecidas como guias de n\u00e9ctar \u2013 linhas, pontos ou manchas, nem sempre vis\u00edveis aos olhos humanos, que funcionam como trilhas demarcadas \u2013 aparecem em 52% das flores de abelhas e em 26% daquelas polinizadas por beija-flores. \u201cOs guias otimizam a manipula\u00e7\u00e3o, porque permitem que as abelhas direcionem sua a\u00e7\u00e3o e passem menos tempo andando pela flor\u201d, diz Camargo, explicando por que as marca\u00e7\u00f5es seriam favor\u00e1veis para os insetos e para as flores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um colorido que esconde a flor em vez de atrair, selecionando o visitante, representa uma mudan\u00e7a em como se v\u00ea essas rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. \u201cFoi um achado espetacular que as cores possam servir como filtro floral\u201d, diz o bi\u00f3logo alem\u00e3o Klaus Lunau, da Universidade de D\u00fcsseldof, especialista em poliniza\u00e7\u00e3o e coautor do estudo. \u201c\u00c9 uma novidade que atrair polinizadores seja apenas uma das fun\u00e7\u00f5es das cores das flores, que tamb\u00e9m possam servir para espantar herb\u00edvoros e outros visitantes indesejados\u201d, completa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tr\u00eas particularidades do campo rupestre tornam sua vegeta\u00e7\u00e3o de baixa estatura, com curiosas estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia no solo pobre e pedregoso em que cresce (ver Pesquisa FAPESP n\u00ba 229), ideal para esse estudo de comunidades de polinizadores. \u00c9 um ecossistema caracterizado por grande diversidade de plantas, que t\u00eam abelhas e beija-flores como os principais polinizadores e onde, por ser uma vegeta\u00e7\u00e3o aberta, as flores s\u00e3o vis\u00edveis de longe com um bom contraste em rela\u00e7\u00e3o ao pano de fundo, favorecendo a comunica\u00e7\u00e3o visual. As pesquisadoras da Unesp esperam repetir o mesmo tipo de an\u00e1lise para outros ambientes, como florestas, com outro repert\u00f3rio de esp\u00e9cies e condi\u00e7\u00f5es distintas, para verificar se as conclus\u00f5es se mant\u00eam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para Camargo, um diferencial do estudo foi ter confirmado, na natureza, a hip\u00f3tese da exclus\u00e3o de abelhas e padr\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o j\u00e1 descritos para atra\u00ed-las. Morellato completa que agora ser\u00e1 poss\u00edvel avan\u00e7ar mais no entendimento de como se organizam as intera\u00e7\u00f5es no campo rupestre.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Vis\u00e3o noturna<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Al\u00e9m de afirmar que o olhar modificado sobre a poliniza\u00e7\u00e3o poder\u00e1 trazer novidades em estudos futuros, Klaus Lunau destaca a import\u00e2ncia da diversidade brasileira. \u201cMuitas quest\u00f5es est\u00e3o sem resposta porque a maior parte dos estudos foi feita com abelhas europeias e duas esp\u00e9cies de mamangavas, ignorando a grande diversidade n\u00e3o s\u00f3 desses g\u00eaneros, mas tamb\u00e9m de abelhas sem ferr\u00e3o e solit\u00e1rias.\u201d Ele tem contribu\u00eddo para a redu\u00e7\u00e3o desse desconhecimento em parceria com a bi\u00f3loga Isabel Alves-dos-Santos, do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (IB-USP), em experimentos conduzidos no api\u00e1rio. \u201cAqui as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o boas para experimentos porque podemos treinar, alimentar e manipular as abelhas\u201d, conta ela. \u201cDois estudantes do Klaus vieram da Alemanha, e no final do per\u00edodo de estudo as abelhas os seguiam de um lado para outro no jardim!\u201d Eles examinaram duas esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o, Partamona helleri e Melipona bicolor, e detectaram que as prefer\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o homog\u00eaneas. A primeira esp\u00e9cie tendia a escolher azulados, enquanto a segunda n\u00e3o parecia ter prefer\u00eancia por cores espec\u00edficas, de acordo com artigo publicado em setembro de 2018 na PLOS ONE. Embora a cor seja a principal forma de sinaliza\u00e7\u00e3o das flores, aparentemente outros sentidos podem ser mais importantes para a Melipona.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3176\" aria-describedby=\"caption-attachment-3176\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-3-anfitrias.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3176\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-3-anfitrias-300x184.jpg\" alt=\"Foto 3 \u2013 O fundo dos tubos alongados de Augusta longifolia, de cor invis\u00edvel para abelhas, s\u00f3 pode ser atingido por beija-flores - Maria Gabriela Camargo.\" width=\"300\" height=\"184\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-3-anfitrias-300x184.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-3-anfitrias-570x350.jpg 570w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-3-anfitrias-150x92.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-3-anfitrias-500x307.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-3-anfitrias.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3176\" class=\"wp-caption-text\">Foto 3 \u2013 O fundo dos tubos alongados de Augusta longifolia, de cor invis\u00edvel para abelhas, s\u00f3<br \/>pode ser atingido por beija-flores &#8211; Maria Gabriela Camargo.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nos \u00faltimos anos, o grupo da USP come\u00e7ou a explorar a vida noturna das abelhas. Sem luz para ser refletida, \u00e0 noite as cores deixam de cumprir seu papel. Alves-dos-Santos se interessou pelo assunto quando seu aluno Guaraci Duran Cordeiro, estudando o cambuci (Campomanesia phaea, \u00e1rvore t\u00edpica da Mata Atl\u00e2ntica), percebeu que as flores j\u00e1 tinham sido visitadas quando ele chegava \u00e0s 6 horas. Encontrou quatro esp\u00e9cies de abelhas noturnas ativas nas flores a partir de quando abriam \u00e0s 4h30. As esp\u00e9cies noturnas de abelhas foram em grande parte ignoradas at\u00e9 agora. \u201cAbelhudo n\u00e3o sai \u00e0 noite\u201d, brinca a pesquisadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mais recentemente, o grupo da USP tem estudado as flores do guaran\u00e1 (Paullinia cupana), que abrem na madrugada, por volta de 2h, e documentado v\u00e1rias esp\u00e9cies de polinizadores noturnos. Em pomares escuros, onde os pesquisadores n\u00e3o conseguem enxergar as flores, as abelhas seguem as trilhas qu\u00edmicas por meio das antenas e se orientam perfeitamente para o que interessa. Em parceria com o bi\u00f3logo Stefan D\u00f6tterl, da Universidade de Salzburgo, na \u00c1ustria, o grupo da USP est\u00e1 destrinchando quimicamente esses odores, conforme mostram em artigo de julho de 2018 na Frontiers in Plant Science. A propor\u00e7\u00e3o entre os componentes qu\u00edmicos pode ser crucial para filtrar as esp\u00e9cies de abelhas atra\u00eddas, potencializando uma rela\u00e7\u00e3o mais produtiva. \u201cAs abelhas do g\u00eanero Apis tendem a visitar flores da mesma planta, o que n\u00e3o \u00e9 \u00fatil para esp\u00e9cies que exigem poliniza\u00e7\u00e3o cruzada\u201d, exemplifica a pesquisadora, referindo-se \u00e0 necessidade de o p\u00f3len de uma planta fertilizar outro indiv\u00edduo. \u201cOutras abelhas variam mais entre plantas.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Bibliografia<\/b><br \/>\nCAMARGO, M. G. G. de et al. How flower colour signals allure bees and hummingbirds: a community-level test of the bee avoidance hypothesis.\u00a0New Phytologist. v. 222, n. 2, p. 1112-22. abr. 2019.<br \/>\nKOETHE, S. et al. Spectral purity, intensity and dominant wavelength: Disparate colour preferences of two Brazilian stingless bee species. PLOS ONE. v. 13, n. 9, e0204663. 28 set. 2018.<br \/>\nCORDEIRO, G. D. et al. Pollination of Campomanesia phaea (Myrtaceae) by night-active bees: a new nocturnal pollination system mediated by floral scent. Plant Biology. v. 19, n. 2, p. 132-9. mar. 2017.<br \/>\nKRUG, C. et al. Nocturnal bee pollinators are attracted to guarana flowers by their scents. Frontiers in Plant Science. v. 9, 1072. 31 jul. 2018.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anfitri\u00e3s seletivas Flores exploram cores e odores para se esconder ou atrair abelhas espec\u00edficas Fonte: https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2019\/06\/07\/anfitrias-seletivas\/ Maria Guimar\u00e3es Quando voa pelo campo uma abelha v\u00ea, ao longe, composi\u00e7\u00f5es em tons [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"parent":3143,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-3173","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3173"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3173"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3173\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3178,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3173\/revisions\/3178"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3143"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3173"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}