{"id":3067,"date":"2019-08-12T19:48:09","date_gmt":"2019-08-12T19:48:09","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=3067"},"modified":"2019-08-12T19:58:24","modified_gmt":"2019-08-12T19:58:24","slug":"artigo-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-152-julho-de-2019\/artigo-2\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">PR\u00d3POLIS E GEOPR\u00d3POLIS DO SEMI\u00c1RIDO DERIVADAS DE JUREMA-PRETA<\/h1>\n<blockquote><p>Joselena Mendon\u00e7a Ferreira<sup>1<\/sup>, Caroline C. Fernandes-Silva<sup>2<\/sup>, Giuseppina Negri<sup>3<\/sup>, K\u00e1tia Peres Gramacho<sup>1<\/sup>, Ramiro Gustavo Valera Camacho<sup>4<\/sup>, Em\u00edlia Cristina Pereira de Arruda<sup>5<\/sup>, Dejair Message<sup>1<\/sup>, Antonio Salatino<sup>2<\/sup><br \/>\n\u2013 <sup>1<\/sup>Universidade Federal Rural do Semi-\u00c1rido, Departamento de Ci\u00eancias Animais, Mossor\u00f3, RN, Brasil.<br \/>\n&#8211; <sup>2<\/sup>Universidade de S\u00e3o Paulo, Instituto de Bioci\u00eancias, S\u00e3o Paulo, SP, Brasil.<br \/>\n&#8211; <sup>3<\/sup>Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, SP, Brasil.<br \/>\n&#8211; <sup>4<\/sup>Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, Mossor\u00f3, RN, Brasil.<br \/>\n&#8211; <sup>5<\/sup>Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, Departamento de Bot\u00e2nica, Recife, PE, Brasil.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3069\" aria-describedby=\"caption-attachment-3069\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Imagem_1_propolis.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3069\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Imagem_1_propolis-300x197.png\" alt=\"Figura 1 \u2013 Abelha Apis mellifera (africanizada) depositando pr\u00f3polis verde na colmeia. Munic\u00edpio de Afonso Bezerra, regi\u00e3o de Semi\u00e1rido, estado do Rio Grande do Norte, nordeste do Brasil. Foto: Joselena M. Ferreira.\" width=\"300\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Imagem_1_propolis-300x197.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Imagem_1_propolis-150x98.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Imagem_1_propolis-500x328.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Imagem_1_propolis.png 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3069\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 \u2013 Abelha Apis mellifera (africanizada) depositando pr\u00f3polis verde na colmeia. Munic\u00edpio<br \/>de Afonso Bezerra, regi\u00e3o de Semi\u00e1rido, estado do Rio Grande do Norte, nordeste do Brasil.<br \/>Foto: Joselena M. Ferreira.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pr\u00f3polis \u00e9 um produto ap\u00edcola elaborado com resinas coletadas por abelhas, de partes vegetativas das plantas ou exsudados resinosos. Na col\u00f4nia \u00e9 usada como barreira f\u00edsica e qu\u00edmica, para fechar frestas existentes no ninho e manter a assepsia da colmeia (Berretta et al., 2017, Righi et al., 2013). Cont\u00e9m resina, cera de abelha, subst\u00e2ncias vol\u00e1teis e outros componentes minorit\u00e1rios (Salatino et al., 2011).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esse produto \u00e9 utilizado desde 1700 a. C. pelo povo eg\u00edpcio, que usavam a pr\u00f3polis no embalsamamento de cad\u00e1veres. Ela tamb\u00e9m foi utilizada nos per\u00edodos de guerras, para a cicatriza\u00e7\u00e3o de ferimentos (Pereira et al., 2002). No Brasil, o interesse pela pr\u00f3polis aconteceu somente na d\u00e9cada de 1980, quando Ernesto Ulrich Breyer, demonstrou suas propriedades terap\u00eauticas (Lima, 2006). Desde ent\u00e3o, v\u00eam sendo reportados muitos estudos sobre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e atividade biol\u00f3gica da pr\u00f3polis (Tazawa et al., 2016), incluindo trabalhos que se dedicaram a isolar subst\u00e2ncias de interesse terap\u00eautico (Li et al., 2010; Tazawa et al., 2016) e estudar as fontes de resina que d\u00e3o origem aos seus diferentes tipos (Salatino et al., 2011).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis \u00e9 disponibilizada no com\u00e9rcio na forma de c\u00e1psulas, extratos (hidroalco\u00f3lico ou glic\u00f3lico), enxaguat\u00f3rio bucal, em p\u00f3, entre outras. Na medicina tradicional, \u00e9 usada para o tratamento de mau h\u00e1lito (halitose), eczema, infec\u00e7\u00f5es da garganta, \u00falceras e infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias (Pereira et al., 2002). Al\u00e9m disso, \u00e9 empregada na ind\u00fastria aliment\u00edcia na forma de alimentos funcionais e na veterin\u00e1ria para cicatrizar feridas (Alencar et al., 2005). Na ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos, faz parte da composi\u00e7\u00e3o de cremes de beleza, pasta dental, xampus e sabonetes (Costa; Oliveira, 2005). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As t\u00e9cnicas mais frequentemente utilizadas para a an\u00e1lise e quantifica\u00e7\u00e3o dos constituintes qu\u00edmicos da pr\u00f3polis s\u00e3o a cromatografia gasosa (CG) e a cromatografia l\u00edquida de alta efici\u00eancia (HPLC), ambas acopladas \u00e0 espectroscopia de massas (Bankova et al., 2016). Atrav\u00e9s dessa t\u00e9cnica, Aga et al. (1994) identificaram tr\u00eas compostos majorit\u00e1rios na pr\u00f3polis verde do sudeste do Brasil: o \u00e1cido 3,5-diprenil-4-hidroxicin\u00e2mico (Artepilina C), e seus derivados, os \u00e1cidos 3-prenil-4-hidroxicin\u00e2mico e 2,2-dimetil-6-carboxietenil-2H-l-benzopirano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A determina\u00e7\u00e3o da origem geogr\u00e1fica e, principalmente, da fonte vegetal s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia no controle de qualidade e na padroniza\u00e7\u00e3o das amostras de pr\u00f3polis (Bankova et al., 2016). Segundo Belmiro et al. (2011), no Brasil existem mais de dez subtipos de pr\u00f3polis de Apis mellifera, incluindo as pr\u00f3polis verde, vermelha, marrom, preta, amarela e as geopr\u00f3polis (produzidas por abelhas nativas), que s\u00e3o diferenciadas pela cor, odor e consist\u00eancia. Muitos pesquisadores demonstraram a similaridade de algumas subst\u00e2ncias naturais de ocorr\u00eancia nas plantas com componentes encontrados na pr\u00f3polis. A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da pr\u00f3polis verde do sudeste do Brasil assemelha-se \u00e0 composi\u00e7\u00e3o da resina de Baccharis dracunculifolia, indicando que esta esp\u00e9cie vegetal \u00e9 a fonte de resina daquela pr\u00f3polis (Teixeira et al., 2005).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>NOVA PR\u00d3POLIS VERDE DO SEMI\u00c1RIDO<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Recentemente, foi encontrado um tipo novo de pr\u00f3polis verde nos munic\u00edpios de Afonso Bezerra e Alto do Rodrigues, estado do Rio Grande do Norte (RN), regi\u00e3o do Semi\u00e1rido, Nordeste do Brasil. O perfil qu\u00edmico da pr\u00f3polis do RN, \u00e9 diferente daquele obtido com a pr\u00f3polis verde do Sudeste do Brasil. A pr\u00f3polis do Sudeste, \u00e9 rica em fenilpropan\u00f3ides prenilados e \u00e1cidos cafeoilqu\u00ednicos (Salatino et al., 2011), enquanto a pr\u00f3polis verde do Nordeste, cont\u00e9m predominantemente flavonoides metoxilados e chalconas (Ferreira et al., 2017a). A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica desta pr\u00f3polis do Semi\u00e1rido, quando comparada com o extrato de Mimosa tenuiflora, indicou esta esp\u00e9cie como fonte da resina da pr\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A vegeta\u00e7\u00e3o da Caatinga no Nordeste apresenta grande potencial bot\u00e2nico, por\u00e9m pouco explorado quanto ao conhecimento da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e do potencial terap\u00eautico de sua flora.\u00a0 Mimosa tenuiflora (Wild) Poiret, conhecida popularmente por \u201cjurema-preta\u201d, \u00e9 uma leguminosa da subfam\u00edlia Mimosoideae. \u00c9 uma esp\u00e9cie arb\u00f3rea de porte pequeno e copa irregular, que pode atingir at\u00e9 sete metros de altura. T\u00edpica de semi\u00e1rido brasileiro, \u00e9 apreciada pelo seu potencial forrageiro e propriedades medicinais, sendo utilizada no tratamento de ferimentos, acne e queimaduras na pele. A casca da jurema-preta \u00e9 utilizada para o preparo do \u201cvinho-de-jurema\u201d, uma bebida utilizada em rituais ente\u00f3genos derivados de tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e africanas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Essa esp\u00e9cie possui r\u00e1pido crescimento, sistema radicular profundo e pode florescer durante todo o ano, tanto na esta\u00e7\u00e3o seca como na chuvosa, se destacando por sua abund\u00e2ncia e dissemina\u00e7\u00e3o no Nordeste Brasileiro (Gariglio et al., 2010), motivo pelo qual \u00e9 importante fonte de p\u00f3len para a nutri\u00e7\u00e3o das abelhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um tipo novo de pr\u00f3polis verde foi coletado nos munic\u00edpios de Afonso Bezerra (5\u00ba 29\u2019 45.7\u201d S; 36\u00ba 31\u2019 10.3\u201d W) e Alto do Rodrigues (5\u00ba 15\u2032 21\u2032\u2032S; 36\u00ba 45\u2032 29\u2032\u2032 W). Os api\u00e1rios de coleta destas pr\u00f3polis est\u00e3o inseridos em \u00e1rea de floresta de Caatinga, a qual \u00e9 predominante no local, e cont\u00e9m uma infesta\u00e7\u00e3o de algarobas (Prosopis juliflora) em seu entorno. Esta planta \u00e9 de origem asi\u00e1tica e foi introduzida na regi\u00e3o para fins aliment\u00edcios do gado, ovinos e caprinos. Na regi\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 evidente a a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica, a qual inclui \u00e1reas de planta\u00e7\u00f5es de mel\u00e3o. Durante todo o per\u00edodo experimental n\u00e3o foi fornecido nenhum tipo de alimenta\u00e7\u00e3o artificial para as col\u00f4nias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um sistema de sarrafos foi utilizado para estimular a produ\u00e7\u00e3o da pr\u00f3polis. Neste sistema, foi escolhido duas barras de madeira com dimens\u00f5es de 370 x 20 x 20 mm. Uma delas foi colocada na parte frontal e outra na traseira da colmeia, entre o ninho e a melgueira, criando um espa\u00e7o de 20 mm nas duas laterais. A coleta da pr\u00f3polis foi feita cortando e removendo somente a pr\u00f3polis depositada pelas abelhas na abertura de 20 mm nas duas laterais entre o ninho e a melgueira (Fig. 1), n\u00e3o sendo removida a pr\u00f3polis adicionada em outras partes das colmeias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-1-Propolis.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3070\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-1-Propolis-300x132.png\" alt=\"Tabela-1-Propolis\" width=\"300\" height=\"132\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-1-Propolis-300x132.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-1-Propolis-150x66.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-1-Propolis-500x220.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-1-Propolis.png 824w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As amostras de cada munic\u00edpio coletadas em 9 col\u00f4nias de cada api\u00e1rio foram armazenadas em freezer, no Laborat\u00f3rio de Apicultura da Universidade Federal Rural do Semi-\u00c1rido (UFERSA). As amostras foram caracterizadas por cor e textura \u00e0 temperatura ambiente, antes do acondicionamento em freezer. As caracter\u00edsticas sensoriais s\u00e3o mostradas na Tabela 1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A seguir, as amostras foram pesadas e homogeneizadas, ap\u00f3s remo\u00e7\u00e3o de partes estranhas inclu\u00eddas durante o manejo, como peda\u00e7os de madeira, parte de abelhas, etc. \u00c1pices da esp\u00e9cie Mimosa tenuiflora tamb\u00e9m foram coletados. Extratos etan\u00f3licos foram preparados com as amostras de pr\u00f3polis para realiza\u00e7\u00e3o da quantifica\u00e7\u00e3o dos teores totais de fen\u00f3is, flavonoides, ceras e s\u00f3lidos sol\u00faveis. A prepara\u00e7\u00e3o do extrato etan\u00f3lico foi feita em extrator Soxhlet com 10 g da pr\u00f3polis pulverizada, coletada de cada munic\u00edpio (Afonso Bezerra e Alto do Rodrigues) e aproximadamente 150 mL de \u00e1lcool et\u00edlico absoluto (PA), durante 6 horas. A seguir, as amostras foram filtradas em papel de filtro Whatman n\u00ba 1 e armazenadas em frascos \u00e2mbar em freezer. A cera dos extratos foi eliminada tr\u00eas vezes consecutivas por meio de resfriamento e filtra\u00e7\u00e3o, com posterior dissolu\u00e7\u00e3o do res\u00edduo em 5 ml de etanol. Os extratos foram concentrados em rotaevaporador. As an\u00e1lises qu\u00edmicas foram realizadas no Laborat\u00f3rio de Fitoqu\u00edmica, Departamento de Bot\u00e2nica, Universidade de S\u00e3o Paulo. Os dados de massa seca, teores de fen\u00f3is e flavonoides totais, teor de cera, e atividades antioxidantes foram realizados de acordo com os m\u00e9todos descritos por Fernandes-Silva et al. (2013). Os \u00e1pices de Mimosa tenuiflora (1 g) foram extra\u00eddos com 50 mL de etanol durante 6 horas em Soxhlet. Em seguida, o solvente foi eliminado sob press\u00e3o reduzida e o extrato bruto foi pesado.<a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-2-Propolis.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3071\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-2-Propolis-300x83.png\" alt=\"Tabela-2-Propolis\" width=\"300\" height=\"83\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-2-Propolis-300x83.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-2-Propolis-1024x283.png 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-2-Propolis-150x41.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-2-Propolis-500x138.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-2-Propolis.png 1221w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As amostras de pr\u00f3polis coletadas no RN mostraram teores similares de fen\u00f3is totais, flavonoides totais e s\u00f3lidos sol\u00faveis (Tabela 2). A pr\u00f3polis proveniente do munic\u00edpio de Alto do Rodrigues apresentou os maiores percentuais de fen\u00f3is totais e s\u00f3lidos sol\u00faveis, exceto em rela\u00e7\u00e3o ao teor flavonoides totais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os percentuais de componentes fen\u00f3licos dessas amostras s\u00e3o considerados altos, de acordo com o RTIQP (Brasil, 2001), bem acima do ideal para comercializa\u00e7\u00e3o, segundo a legisla\u00e7\u00e3o. Esses compostos fen\u00f3licos s\u00e3o conhecidos como agentes antioxidantes, capazes de reduzir a quantidade de radicais livres (atrav\u00e9s da oxida\u00e7\u00e3o) nos processos biol\u00f3gicos dos seres vivos. Foram utilizados os seguintes testes: 1) sistema \u03b2-caroteno\/\u00e1cido linoleico; 2) m\u00e9todo de sequestro de radicais livres DPPH. Os resultados obtidos pelos dois m\u00e9todos ressaltam a similaridade entre os perfis fitoqu\u00edmicos das duas amostras de pr\u00f3polis, como \u00e9 mostrado na Tabela 3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-3-Propolis.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3072\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-3-Propolis-300x97.png\" alt=\"Tabela-3-Propolis\" width=\"300\" height=\"97\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-3-Propolis-300x97.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-3-Propolis-1024x330.png 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-3-Propolis-150x48.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-3-Propolis-500x161.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-3-Propolis.png 1221w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das amostras de pr\u00f3polis, avaliada atrav\u00e9s de HPLC, se mostrou muito complexa. A determina\u00e7\u00e3o da origem geogr\u00e1fica e, principalmente, a origem vegetal, \u00e9 importante no controle de qualidade e at\u00e9 mesmo na padroniza\u00e7\u00e3o das amostras de pr\u00f3polis para uma efetiva aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica. O melhor indicador da origem bot\u00e2nica da pr\u00f3polis \u00e9 a da sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica comparada com a prov\u00e1vel fonte vegetal. Como pode ser observado na Tabela 4, os 14 flavonoides e as 4 chalconas encontradas nas pr\u00f3polis tamb\u00e9m foram detectadas em Mimosa tenuiflora, a prov\u00e1vel resina fonte destas amostras.<a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-4-Propolis.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3073\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-4-Propolis-300x223.png\" alt=\"Tabela-4-Propolis\" width=\"300\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-4-Propolis-300x223.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-4-Propolis-1024x760.png 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-4-Propolis-150x111.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-4-Propolis-500x371.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-4-Propolis.png 1226w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Geopr\u00f3polis do Semi\u00e1rido<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Geopr\u00f3polis \u00e9 um produto feito por abelhas sem ferr\u00e3o. Ele \u00e9 semelhante \u00e0 pr\u00f3polis das abelhas do g\u00eanero Apis, uma vez que ambos os produtos cont\u00eam resina vegetal e cera de abelha. Essas duas s\u00e3o distintas, no entanto, porque a geopr\u00f3polis cont\u00e9m conte\u00fado vari\u00e1vel de material de solo agregados a resina (Ara\u00fajo et al., 2015). Entretanto, alguns tipos de resinas de abelhas nativas podem ser considerados simplesmente como \u201cpr\u00f3polis\u201d devido a m\u00ednima ou inexistente quantidade de part\u00edculas de solo que \u00e9 depositada juntamente com a resina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um novo tipo de geopr\u00f3polis foi coletada em Mossor\u00f3, regi\u00e3o do semi\u00e1rido (Ferreira et al., 2017b). Essa geopr\u00f3polis chamou a aten\u00e7\u00e3o devido a sua similaridade aparente (resinosa male\u00e1vel\/verde escuro) com a pr\u00f3polis produzida pelas abelhas Apis mellifera (abelhas africanizadas) da mesma regi\u00e3o. A abelha coletora da geopropolis foi identificada como Scaptotrigona aff. depilis pelo Dr. Airton Torres Carvalho (Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE). Essa amostra foi coletada no melipon\u00e1rio da Fazenda Experimental Rafael Fernandes, Universidade Federal Rural do Semi-\u00c1rido (UFERSA), no munic\u00edpio de Mossor\u00f3, (05\u00b0 11\u2019 16\u201d S 37\u00b0 20\u2019 38\u201d O), Rio Grande do Norte, em janeiro de 2014. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-5-Propolis.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3074\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-5-Propolis-300x86.png\" alt=\"Tabela-5-Propolis\" width=\"300\" height=\"86\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-5-Propolis-300x86.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-5-Propolis-1024x294.png 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-5-Propolis-150x43.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-5-Propolis-500x143.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-5-Propolis.png 1221w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A geopr\u00f3polis foi submetida aos mesmos procedimentos empregados na an\u00e1lise das amostras pr\u00f3polis verde de Apis mellifera, coletadas nos munic\u00edpios de Afonso Bezerra e Alto do Rodrigues. As an\u00e1lises para avaliar as caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas, a avalia\u00e7\u00e3o do perfil qu\u00edmico do extrato etan\u00f3lico dessa geopr\u00f3polis e a caracteriza\u00e7\u00e3o de seus compostos qu\u00edmicos foram realizadas usando as mesmas t\u00e9cnicas empregadas nas an\u00e1lises das amostras de pr\u00f3polis verde (Ferreira et al., 2017b). Os resultados s\u00e3o apresentados nas Tabelas 5 e 6.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-6-Propolis.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3075\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-6-Propolis-300x205.png\" alt=\"Tabela-6-Propolis\" width=\"300\" height=\"205\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-6-Propolis-300x205.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-6-Propolis-1024x701.png 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-6-Propolis-150x103.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-6-Propolis-500x342.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Tabela-6-Propolis.png 1226w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica desta geopr\u00f3polis, que apresentou flavonoides metoxilados e chalconas como principais constituintes, \u00e9 similar \u00e0quela obtida na an\u00e1lise das pr\u00f3polis verde do RN e nos \u00e1pices de jurema-preta (Ferreira et al., 2017a) (Tab. 6).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Embora as amostras de pr\u00f3polis verde tenham apresentado uma similaridade maior com a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do extrato etan\u00f3lico da jurema-preta, a geopr\u00f3polis provavelmente tamb\u00e9m tem essa esp\u00e9cie como fonte de resina. Esse resultado explica-se pelo fato de as abelhas coletarem mais de uma fonte de resina para produ\u00e7\u00e3o de pr\u00f3polis. A pequena varia\u00e7\u00e3o entre o perfil qu\u00edmico pode ter ocorrido devido \u00e0s diferentes \u00e1reas onde foram obtidas as amostras. Quando comparado \u00e0 coleta de resina por abelhas Apis mellifera, pode ser observado que as abelhas nativas restringem a sua coleta de resina aos arredores da colmeia (Velikova et al., 2000). Essa pode ter sido uma explica\u00e7\u00e3o para a varia\u00e7\u00e3o de conte\u00fado entre as amostras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os principais constituintes detectados na geopr\u00f3polis foram os flavon\u00f3is 1, 2, 7 e 9, a flavona 16 e as chalconas 6, 13 e 14 os quais foram detectados nas amostras de pr\u00f3polis verde e \u00e1pices de Mimosa tenuiflora (Tab. 4 e 6). O perfil qu\u00edmico das pr\u00f3polis e da geopr\u00f3polis verde indicam que Mimosa tenuiflora \u00e9 a fonte principal de resina dessas amostras coletadas no estado do Rio Grande do Norte (Ferreira et al., 2017a, b). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No entanto, na geopr\u00f3polis foram encontrados o flavonol kaempferol e a hidroxi-trimetoxi chalcona, os quais n\u00e3o foram detectados nas amostras de pr\u00f3polis e da jurema-preta. Esse fato sugere que outras esp\u00e9cies de plantas podem ter sido coletadas pelas abelhas nativas para a elabora\u00e7\u00e3o da geopr\u00f3polis do munic\u00edpio de Mossor\u00f3\/RN. \u00c9 interessante notar que, apesar da diferen\u00e7a entre as esp\u00e9cies de abelhas e os locais de coleta das amostras, a atividade antioxidante, os teores de fen\u00f3is e flavonoides totais e os perfis qu\u00edmicos foram similares entre a pr\u00f3polis e a geopr\u00f3polis elaboradas pelas abelhas Apis mellifera e Scaptotrigona aff. depilis, respectivamente, no estado do Rio Grande do Norte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esses resultados demonstram que a pr\u00f3polis e a geopr\u00f3polis verde do estado do Rio Grande do Norte, no semi\u00e1rido brasileiro, possuem potencial promissor em termos de qualidade e percentual de subst\u00e2ncias com atividade biol\u00f3gica, podendo ser comercializada segundo a regulamenta\u00e7\u00e3o vigente. Embora a pr\u00f3polis e a geopr\u00f3polis diferiram em alguns componentes qu\u00edmicos, a maioria dos componentes encontrados em ambas tamb\u00e9m foram encontrados em M. tenuiflora podendo esta fonte bot\u00e2nica ser apontada como sua origem prim\u00e1ria. Este estudo pode contribuir para melhor conhecimento e explora\u00e7\u00e3o do potencial na apicultura e meliponicultura na regi\u00e3o de semi\u00e1rido nordestino, que visem incentivo e crescimento da economia local, bem como preserva\u00e7\u00e3o da sua flora, composta por plantas nativas como a \u201cjurema-preta\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>AGRADECIMENTOS<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os pesquisadores agradecem a colabora\u00e7\u00e3o do apicultor Aldifran Medeiros, o apoio concedido pelo N\u00facleo de Capacita\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica em Apicultura do Rio Grande do Norte (NCTA\/UFERSA) e o amparo financeiro prestado pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES) e pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP), para a realiza\u00e7\u00e3o desta pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">AGA, H.; SHIBUYA, T.; SUGIMOTO, T.; KURIMOTO, M.; NAKAJIMA, S. Isolation and identification of antimicrobial compounds in Brazilian propolis. Bioscience, Biotechnology, and Biochemistry, v. 58, n. 5, p. 945-946, 1994. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ARA\u00daJO, M. J. A. M.; B\u00daFALO, M. C.; CONTI, B. J. et al., Thechemical composition and pharmacological activities of geopropolis produced by Melipona fasciculata Smith in northeast Brazil, Journal of Molecular Pathophysiology, v. 4, n. 1, p. 12\u201320, 2015.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">BANKOVA, VASSYA; BERTELLI, D.; BORBA, R. ET AL. Standard methods for Apis mellifera propolis research. Journal of Apicultural Research, p. 1-49, 2016. DOI:10.1080\/00218839.2016.1222661<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">BELMIRO, M. S.; OKI, Y.; FERNANDES, G. W. Pr\u00f3polis: Nosso tesouro, Revista Mensagem doce, n.112, 2011. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.apacame.org.br\/mensagemdoce\/112\/artigo2.htm\" target=\"_blank\">https:\/\/www.apacame.org.br\/mensagemdoce\/112\/artigo2.htm<\/a>. Acesso realizado em: 16\/01\/19.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">BERRETTA, A. A.; ARRUDA, C.; MIGUEL, F. G.; et al. Functional Properties of Brazilian Propolis: From Chemical Composition Until the Market. Agricultural and Biological Sciences. In: SHIOMI, N. (ed.). Superfood and Functional Food \u2013 An Overview of Their Processing and Utilization. InTech, p.55-97, 2017. DOI: 10.5772\/65932. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">BRASIL. Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento. Portaria n\u00ba 3, de 19\/01\/2001, Instru\u00e7\u00e3o Normativa N\u00ba 3, de 19 de Janeiro de 2001.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">COSTA, P.S.C.; OLIVEIRA, J.S. Manual Pr\u00e1tico de Cria\u00e7\u00e3o de Abelhas. Vi\u00e7osa: Editora Aprenda F\u00e1cil, 2005, 424p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">FERNANDES-SILVA, C. C.; SALATINO, A.; SALATINO, M. L. F.; BREYER, E. D. H.; NEGRI, G. Chemical profiling of six samples of Brazilian pr\u00f3polis. Qu\u00edmica Nova, v. 36, n. 2, p. 237-240, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">FERREIRA, J. M.; FERNANDES-SILVA, C. C.; SALATINO, A.; NEGRI, G.; MESSAGE, D. New propolis type from northeast Brazil: chemical composition, antioxidant activity and botanical origin. Journal of the Science of food and Agriculture, v. 97, n. 11, p. 3552-3558, 2017a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">FERREIRA, J. M.; FERNANDES-SILVA, C. C; SALATINO, A.; MESSAGE, D.; NEGRI, G. Antioxidant activity of a geopropolis from northeast Brazil: chemical characterization and likely botanical origin. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, 2017b, Article ID 4024721.DOI: 10.1155\/2017\/4024721.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">GARIGLIO, M. A.; SAMPAIO, E.V. S. B.; CESTARO, L. A.; KAGEYAMA, P.Y. Uso sustent\u00e1vel e conserva\u00e7\u00e3o dos recursos florestais da Caatinga. Bras\u00edlia: Servi\u00e7o Florestal Brasileiro, 2010, 368p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">LIMA, M. G. A produ\u00e7\u00e3o de pr\u00f3polis no Brasil. S\u00e3o Jo\u00e3o da Boa Vista: S\u00e3o Sebasti\u00e3o Editora e Gr\u00e1fica, 2006.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">PEREIRA, A. S.; SEIXAS, F. R. M. S.; AQUINO NETO, F. R. Pr\u00f3polis: 100 anos de pesquisa e suas perspectivas futuras. Qu\u00edmica Nova, v. 25, p. 321-326, 2002.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">RIGHI, A. A.;\u00a0NEGRI, G.,\u00a0SALATINO, A. Comparative chemistry of propolis from eight Brazilian localities. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, p.1-14, 2013: article ID-267878.\u00a0DOI: 10.1155\/2013\/267878.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">SALATINO, A.; FERNANDES-SILVA, C.C.; RIGHI, A.A.; SALATINO, M.L.F. Propolis research and the chemistry of plant products. Natural Product Report, v. 28, n.5, p. 925\u2013936, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">TAZAWA, S.; ARAI, Y.; HOTTA, S.; MITSUI, T.; NOZAKI, T.; ICHIHANA, K. Discovery of a Novel Diterpene in Brown Propolis from the State of Parana, Brazil. Natural Product Communications, v. 11, n. 2, p. 201-205, 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">VELIKOVA, M.; BANKOVA, V.; MARCUCCI, M. C. et al. Chemical composition and biological activity of propolis from Brazilian meliponinae. Zeitschrift f\u00fcr Naturforschung C, v. 55, n. 9-10, p. 785-789, 2000<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00d3POLIS E GEOPR\u00d3POLIS DO SEMI\u00c1RIDO DERIVADAS DE JUREMA-PRETA Joselena Mendon\u00e7a Ferreira1, Caroline C. 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