{"id":2957,"date":"2019-06-18T18:47:11","date_gmt":"2019-06-18T18:47:11","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=2957"},"modified":"2019-06-18T21:24:17","modified_gmt":"2019-06-18T21:24:17","slug":"artigo-4","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-151-maio-de-2019\/artigo-4\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">MELIPONICULTURA E CI\u00caNCIA CIDAD\u00c3: O QUE ELAS T\u00caM EM COMUM?<\/h1>\n<blockquote><p>Blandina Felipe Viana \u2013 Professora Titular do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora do Instituto Nacional em Ci\u00eancia e Tecnologia em Estudos Inter e Transdisciplinares em Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o (INCT IN-TREE): <a href=\"mailto:blandefv@ufba.br\">blandefv@ufba.br<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Ciencia.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2961\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Ciencia-300x266.png\" alt=\"Figura-1-Ciencia\" width=\"300\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Ciencia-300x266.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Ciencia-150x133.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Ciencia.png 356w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A meliponicultura \u00e9 uma das atividades onde a ci\u00eancia e a pr\u00e1tica mais se aproximam, sem precisar da ajuda de intermedi\u00e1rios, sendo, portanto, um terreno f\u00e9rtil para troca e integra\u00e7\u00e3o de saberes entre cientistas e praticantes, interessados em ampliar os seus conhecimentos e buscar solu\u00e7\u00f5es para os problemas relacionados \u00e0 atividade, ambos fazendo o que mais gostam, pesquisar e cuidar das abelhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Eu me dei conta desse potencial da Meliponicultura, nos idos dos anos 80, quando, jovem estudante dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e Engenharia Agron\u00f4mica, na Universidade de Bras\u00edlia, tive a oportunidade de conhecer Dr. Paulo Nogueira Neto &#8211; cientista renomado, amante das abelhas e da natureza, na ocasi\u00e3o tamb\u00e9m exercendo o cargo de Secret\u00e1rio do Meio Ambiente &#8211; que despertou em mim o interesse pelas abelhas nativas sem ferr\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Inicialmente, o meu interesse estava restrito \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dessas abelhas. Como eu j\u00e1 tinha algumas colmeias de jatai e mo\u00e7a branca, no quintal de casa, queria conhecer as t\u00e9cnicas para manej\u00e1-las adequadamente. Posteriormente, a curiosidade levou-me para o caminho da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Passei a me interessar pela biologia, comportamento, ecologia das abelhas, e a interagir com especialistas que as estudavam, tais como as professoras doutoras Vera Lucia Imperatriz Fonseca e Astrid Matos Peixoto Kleinert, minhas orientadoras de mestrado e doutorado, e com os saudosos professores doutores Warwick Estevam Kerr e Padre Jesus Santiago Moure. Ao final desse percurso, acabei me profissionalizando como cientista e seguindo a carreira acad\u00eamica, como pesquisadora e professora na Universidade Federal da Bahia, onde ainda exer\u00e7o minhas fun\u00e7\u00f5es como professora titular.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Saliento, contudo, que para envolver-se em investiga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, colaborar com pesquisadores profissionais e produzir conhecimentos sobre algo do seu interesse, n\u00e3o \u00e9 preciso trilhar o mesmo caminho que eu trilhei. Voc\u00ea pode, igualmente, se engajar em um projeto de Ci\u00eancia Cidad\u00e3, tornando-se um Cidad\u00e3o Cientista. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2962\" aria-describedby=\"caption-attachment-2962\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Ciencia.png\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2962\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Ciencia-300x191.png\" alt=\"Colaboradores dos Guardi\u00f5es da Chapada\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Ciencia-300x191.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Ciencia-150x95.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Ciencia-500x318.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Ciencia.png 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2962\" class=\"wp-caption-text\">Colaboradores dos Guardi\u00f5es da Chapada<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00e1tica da Ci\u00eancia Cidad\u00e3 difere dos projetos de pesquisa tradicionais. Trata-se de um tipo de pesquisa participativa e colaborativa, onde cidad\u00e3os volunt\u00e1rios e pesquisadores profissionais interagem, estabelecendo parcerias para responderem quest\u00f5es cient\u00edficas de interesse comum. Nessa modalidade de pesquisa, os cidad\u00e3os volunt\u00e1rios podem participar de diversas formas, como por exemplo, coletando dados, colaborando nas an\u00e1lises, nas publica\u00e7\u00f5es, na defini\u00e7\u00e3o do problema a ser investigado, no levantamento das hip\u00f3teses ou, at\u00e9 mesmo, na proposi\u00e7\u00e3o de novos projetos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A Ci\u00eancia Cidad\u00e3 n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica nova, existe desde os s\u00e9culos XVIII e XIX, quando os \u201ccientistas\u201d faziam das suas pesquisas uma atividade alternativa \u00e0s suas profiss\u00f5es. Essa atividade, por\u00e9m, era restrita a uma elite. Hoje, essa realidade mudou. O avan\u00e7o das tecnologias de baixo custo e as facilidades de acesso aos meios de comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica, do conhecimento cient\u00edfico, tornou a Ci\u00eancia Cidad\u00e3 acess\u00edvel a todos aqueles que apreciam as ci\u00eancias e est\u00e3o dispostos a delas participarem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A import\u00e2ncia da Ci\u00eancia Cidad\u00e3, para ampliar a base de dados de conhecimentos sobre determinado tema, para gerar novas informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, e para contribuir para educa\u00e7\u00e3o cientifica dos cidad\u00e3os, \u00e9 amplamente reconhecida em todo o mundo. O engajamento de volunt\u00e1rios em um projeto de Ci\u00eancia Cidad\u00e3 fortalece a capacidade do uso eficiente do conhecimento cient\u00edfico na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, na tomada de decis\u00e3o, al\u00e9m de favorecer a participa\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os na gest\u00e3o de recursos naturais e na prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Atualmente, existem milhares de projetos de Ci\u00eancia Cidad\u00e3 nas mais diversas \u00e1reas do conhecimento. Dezenas deles t\u00eam como foco os polinizadores, gerando informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a perda da diversidade e o decl\u00ednio das popula\u00e7\u00f5es desses animais, dentre outras, as quais t\u00eam orientado pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, nos pa\u00edses onde est\u00e3o sendo conduzidos, principalmente no hemisf\u00e9rio norte<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No Brasil, a Ci\u00eancia Cidad\u00e3 ainda \u00e9 pouco difundida, e o n\u00famero de projetos conduzidos na \u00e1rea da biodiversidade \u00e9 ainda incipiente, apesar de alguns deles serem conhecidos do p\u00fablico, a exemplo dos projetos de observa\u00e7\u00e3o de aves, que nos inspiraram na cria\u00e7\u00e3o dos \u201cGuardi\u00f5es\u201d, destinados \u00e0 observa\u00e7\u00e3o dos polinizadores, contando, atualmente, com tr\u00eas projetos: \u201cGuardi\u00f5es da Chapada\u201d, na Bahia, \u201cGuardi\u00f5es dos Sert\u00f5es\u201d, em Sergipe, e \u201cGuardi\u00f5es do Rio Grande do Sul\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Embora tenha nascido dentro da Universidade, por inciativa de estudantes e professores, os projetos \u201cGuardi\u00f5es\u201d j\u00e1 foram abra\u00e7ados por v\u00e1rias comunidades locais onde v\u00eam atuando, e t\u00eam feito a diferen\u00e7a, ao promover a\u00e7\u00f5es que visam ampliar o n\u00famero de pessoas informadas sobre a import\u00e2ncia dos polinizadores e engajar cidad\u00e3os em quest\u00f5es socioambientais, por meio do monitoramento da intera\u00e7\u00e3o entre plantas e visitantes florais em \u00e1reas naturais, agr\u00edcolas e ambientes urbanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nas localidades onde est\u00e3o sendo conduzidos, qualquer cidad\u00e3o pode deles participar\u201d tirando fotos das intera\u00e7\u00f5es entre plantas e visitantes e fazendo upload dessas imagens para o sistema \u201cGuardi\u00f5es da Biodiversidade\u201d. H\u00e1, no entanto, outras formas de ser um guardi\u00e3o, criando novos projetos \u201cGuardi\u00f5es\u201d nas suas localidades, identificando os esp\u00e9cimes fotografados, criando habitat para os polinizadores (jardins para os polinizadores), ajudando a recuperar \u00e1reas degradadas (plante \u00e1rvores no seu quintal ou na sua ro\u00e7a), ou mesmo disseminando e compartilhando conhecimentos sobre os polinizadores e o seu papel na manuten\u00e7\u00e3o da vida no planeta. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2963\" aria-describedby=\"caption-attachment-2963\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Ciencia.png\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2963\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Ciencia-300x191.png\" alt=\"Guardi\u00f5es da Chapada em campo na coleta de dados\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Ciencia-300x191.png 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Ciencia-150x95.png 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Ciencia-500x318.png 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Ciencia.png 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2963\" class=\"wp-caption-text\">Guardi\u00f5es da Chapada em campo na coleta de dados<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Se voc\u00ea deseja come\u00e7ar um novo projeto de Ci\u00eancia Cidad\u00e3, recomendo iniciar pela identifica\u00e7\u00e3o dos seus potenciais parceiros (que os cientistas busquem os praticantes que estes busquem os cientistas), escolher uma quest\u00e3o de pesquisa (come\u00e7ar por uma mais simples e, com o tempo, acrescentar outras), desenhar os experimentos, desenvolver protocolos acess\u00edveis para guiar a coleta de informa\u00e7\u00f5es, procurar engajar mais volunt\u00e1rios capacitando-os, se necess\u00e1rio, coletar, analisar e discutir os dados, assegurando-se que esses ficar\u00e3o dispon\u00edveis para todos os interessados e, finalmente, promover, ou participar, de eventos para disseminar os resultados e compartilhar experi\u00eancias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Estou convicta da ineg\u00e1vel voca\u00e7\u00e3o da meliponicultura para promo\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Cidad\u00e3. Meliponicultores e cientistas podem trabalhar juntos desenvolvendo pesquisas colaborativas em diversas \u00e1reas da ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, como por exemplo, no melhoramento e produ\u00e7\u00e3o de rainhas, no controle da qualidade dos produtos das abelhas, no controle de doen\u00e7as e pragas que atacam as col\u00f4nias, na determina\u00e7\u00e3o da origem floral dos m\u00e9is, na elabora\u00e7\u00e3o de calend\u00e1rios ap\u00edcolas regionais, na identifica\u00e7\u00e3o das causas de decl\u00ednio das col\u00f4nias, no monitoramento dos efeitos dos agrot\u00f3xicos sobre as col\u00f4nias, dentre outras. Os valiosos conhecimentos dos meliponicultores integrados aos dos cientistas conduzir\u00e3o a solu\u00e7\u00f5es consensuais que certamente em muito ir\u00e3o contribuir para o uso e manejo sustent\u00e1vel das nossas abelhas sem ferr\u00e3o e para a conserva\u00e7\u00e3o da nossa biodiversidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Para participar da coleta de dados do Guardi\u00f5es:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Guardi\u00f5es da Biodiversidade: <a href=\"https:\/\/guardioes.cria.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/guardioes.cria.org.br<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Para nos acompanhar pelas redes sociais:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Facebook:<\/b> Guardi\u00f5es da Chapada<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Instagran:<\/b> @guardioesdachapada<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Twitter:<\/b> @guardioesdachap<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Para conhecer outros projetos de Ci\u00eancia Cidad\u00e3:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">SiBBr Ci\u00eancia Cidad\u00e3: <a href=\"http:\/\/sibbr.gov.br\/cienciacidada\/#\/portfolio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/sibbr.gov.br\/cienciacidada\/#\/portfolio<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Bumblee Bee Watch:\u00a0<a href=\"http:\/\/bumblebeewatch.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/bumblebeewatch.org\/<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Great Pollinator Project: <a href=\"http:\/\/greatpollinatorproject.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/greatpollinatorproject.org<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">UK Pollinator Monitoring and Research Partnership: <a href=\"https:\/\/www.ceh.ac.uk\/our-science\/projects\/pollinator-monitoring\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.ceh.ac.uk\/our-science\/projects\/pollinator-monitoring<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Depoimento sobre Dr. Paulo Nogueira-Neto:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dr. Paulo Nogueira-Neto \u00e9 um grande exemplo de cientista e cidad\u00e3o, a ser seguido por todas as gera\u00e7\u00f5es. Foi um ser humano \u00e9tico, conciliador, solid\u00e1rio e generoso, a quem devemos a Politica Nacional do Meio Ambiente e a maioria das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o que hoje temos no Brasil, para prote\u00e7\u00e3o da nossa biodiversidade. A Ci\u00eancia e o Meio ambiente brasileiros ficaram mais pobres com a sua partida. Pra mim, ele foi, e sempre ser\u00e1, uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o para as minhas pesquisas com as abelhas e para minha conduta profissional. Ser-lhe-ei sempre grata pelas conversas, li\u00e7\u00f5es e conselhos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MELIPONICULTURA E CI\u00caNCIA CIDAD\u00c3: O QUE ELAS T\u00caM EM COMUM? 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