{"id":2934,"date":"2019-06-17T22:41:02","date_gmt":"2019-06-17T22:41:02","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=2934"},"modified":"2019-06-17T22:41:02","modified_gmt":"2019-06-17T22:41:02","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-151-maio-de-2019\/artigo\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Melipon\u00e1rios de Paulo Nogueira-Neto<\/h1>\n<blockquote><p>Marilda Cortopassi-Laurino (mclaurin@usp.br)<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_2935\" aria-describedby=\"caption-attachment-2935\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Meliponario-PNN.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2935\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Meliponario-PNN-300x176.jpg\" alt=\"PNN e suas alunas Suzete Ceccato e Vera L\u00facia Imperatriz numa sala do depto de zoologia da USP na frente de um tablado com colmeias de melipon\u00edneos instaladas para observa\u00e7\u00e3o do comportamento.\" width=\"300\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Meliponario-PNN-300x176.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Meliponario-PNN-150x88.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-1-Meliponario-PNN.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2935\" class=\"wp-caption-text\">PNN e suas alunas Suzete Ceccato e Vera L\u00facia Imperatriz numa sala do depto de zoologia da USP na frente de um tablado com colmeias de melipon\u00edneos instaladas para observa\u00e7\u00e3o do comportamento.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O percurso de vida de Paulo Nogueira-Neto ao lado das abelhas come\u00e7ou em 1944 quando recebeu do pai da sua noiva, ap\u00f3s demonstrar interesse, uma col\u00f4nia da abelha jata\u00ed que ficava pendurada na varanda da fazenda Aretuzina em S\u00e3o Quirino-SP.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Seguiram-se alguns anos de estudo do comportamento e manejo destas abelhas para publicar em 1953 o seu primeiro livro no assunto, seguidos pelos de 1970 e de 1997, todos baseados em observa\u00e7\u00f5es feitas em seus melipon\u00e1rios experimentais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em 1964, contratado como professor do Instituto de Bioci\u00eancias da USP, ele instalou na sua sala um pequeno tablado junto da janela. Neste, as col\u00f4nias de melipon\u00edneos eram arranjadas em diferentes alturas, e vedadas com vidro e feltro preto na sua parte superior para facilitar a observa\u00e7\u00e3o. Um tubo de pl\u00e1stico transparente ligava a col\u00f4nia ao exterior propiciando o movimento externo. Estas duas inova\u00e7\u00f5es n\u00e3o alteravam a atividades das abelhas. Neste per\u00edodo foram produzidos v\u00e1rios trabalhos no tema comportamento das abelhas. Em 1979 a mudan\u00e7a deste ambiente para um amplo laborat\u00f3rio, ao lado do viveiro de mudas do campus propiciou uma enorme expans\u00e3o de locais para as abelhas, de pesquisadores e de alunos. Ao mesmo tempo em que os estudos do comportamento das abelhas se intensificavam, os das rela\u00e7\u00f5es abelha-flor desabrochavam por conta da proximidade com os jardins.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2936\" aria-describedby=\"caption-attachment-2936\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Meliponario-PNN.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2936\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Meliponario-PNN-300x170.jpg\" alt=\"PNN e a visita ilustre da Dra. Eva Crane ao laborat\u00f3rio de abelhas. a partir da esquerda: Maria Augusta Cabral de Oliveira, Vera L\u00facia Imperatriz Fonseca, Satoko Iwama, dra Eva Crane, Marilda Cortopassi e PNN\" width=\"300\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Meliponario-PNN-300x170.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Meliponario-PNN-150x85.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-2-Meliponario-PNN.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2936\" class=\"wp-caption-text\">PNN e a visita ilustre da Dra. Eva Crane ao laborat\u00f3rio de abelhas. a partir da esquerda: Maria Augusta Cabral de Oliveira, Vera L\u00facia Imperatriz Fonseca, Satoko Iwama, dra Eva Crane, Marilda Cortopassi e PNN<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Com o aumento de interesse pelas abelhas sem ferr\u00e3o, PNN abriu as portas dos seus melipon\u00e1rios em \u00e1reas n\u00e3o urbanas. O mais famoso e frequentado foi o da fazenda Aretuzina, situado em regi\u00e3o de cerrado onde at\u00e9 um alojamento foi adaptado para os pesquisadores brasileiros e estrangeiros que precisavam de mais tempo para estudar as abelhas. Interessante \u00e9 que neste local, foram tamb\u00e9m estudadas formigas, cupins e vespas!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Desde os tempos dos cursos noturnos de insetos sociais ministrados por PNN e suas assessoras, ele organizava no fim do curso, uma excurs\u00e3o para esta fazenda onde as abelhas e as plantas ap\u00edcolas eram o maior destaque. Num destes dias, mostrando as flores e as abelhas, ele pegou uma mamangava com as m\u00e3os. Como era corajoso foi o pensamento geral. S\u00f3 depois ele contou que reconheceu que aquela mamangava era um macho, porque tinha antenas mais longas, e que macho n\u00e3o tem ferr\u00e3o! Ao longo dos tempos, elande, fam\u00edlias de mutuns, tucanos, emas e caitetus compartilhavam o espa\u00e7o. Famoso e concorrido era o \u201cdia de campo\u201d oferecido aos participantes do Encontro sobre Abelhas que ocorria na cidade pr\u00f3xima de Ribeir\u00e3o Preto. PNN abria v\u00e1rias col\u00f4nias e mostrava o que tinha de mais interessante em cada uma delas. E at\u00e9 permitia que se provasse ou testasse o mel. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mais recente s\u00e3o os estudos da manuten\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias em abrigos. Col\u00f4nias de abelhas dentro de outras caixas ou em pequenas constru\u00e7\u00f5es de alvenaria e que eram preenchidas com isopor, corti\u00e7a e serragem como isolantes t\u00e9rmicos foram testadas. Caixas de diferentes dimens\u00f5es, alimentadores, e xaropes entraram na sua linha de estudos tamb\u00e9m neste local, assim como os experimentos de endocruzamento principalmente com as abelhas do g\u00eanero Melipona.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2937\" aria-describedby=\"caption-attachment-2937\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Meliponario-PNN.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2937\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Meliponario-PNN-300x161.jpg\" alt=\"Casa e laborat\u00f3rio do melipon\u00e1rio experimental de Xapuri com colmeias ao seu redor.\" width=\"300\" height=\"161\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Meliponario-PNN-300x161.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Meliponario-PNN-150x81.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-3-Meliponario-PNN.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2937\" class=\"wp-caption-text\">Casa e laborat\u00f3rio do melipon\u00e1rio experimental de Xapuri com colmeias ao seu redor.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ele mantinha tamb\u00e9m nessa e em outras \u00e1reas um \u201carboretum\u201d com varias fileiras de plantas amigas das abelhas para observa\u00e7\u00f5es. Tive a oportunidade de medir o teor de a\u00e7\u00facares no n\u00e9ctar de varias flores como a marianeira (25,9%), coroa de cristo (39,3%) e do n\u00e9ctar extrafloral da flor do Guaruj\u00e1 (43,5%) entre outras. Ao lado da casa, as jabuticabeiras centen\u00e1rias em flor eu nunca presenciei, mas consegui provar dos seus deliciosos frutos diretamente do p\u00e9. Uma festa!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outros melipon\u00e1rios menos visitados eram os de Campinas-SP, Luziania-GO e o de Xapuri-AC. Destaque para este \u00faltimo, mais distante e com abelhas t\u00edpicas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. A jata\u00ed-do-acre e a turu\u00e7u ou uru\u00e7u-boi eram o destaques, respectivamente, pelos seus ninhos a\u00e9reo e tamanho corporal respeit\u00e1vel. Observar as mesmas esp\u00e9cies de abelhas em \u00e9pocas de seca e chuvosa deu-me a exata dimens\u00e3o de como elas sobrevivem nestes extremos. Interessante era que nos ninhos de Melipona desta regi\u00e3o resinas avermelhadas com sementes foram muito observadas na entrada e dentro dos ninhos. Em ninhos abandonados, algumas destas sementes germinavam e pequenas pl\u00e2ntulas surgiam dos seus batumes. Pudemos constatar tamb\u00e9m que algumas abelhas desidratavam ao lado de fonte a\u00e7ucaradas e outras ainda coletavam a seiva exudada das seringueiras por ocasi\u00e3o da sua extra\u00e7\u00e3o. As outras abelhas que ele mantinha neste meliponario eram: janda\u00edra-amarela, uru\u00e7u-amarela-da-amazonia, uru\u00e7u-roxa, caboclinha, lambe-olhos, mandaguari-da-amazonia e ira\u00ed-da-amazonia. Selvagens, vimos algumas abelhas de tata\u00edra negra, mombucao mortas em flores de espat\u00f3dia e olhos-de-vidro, mas n\u00e3o os seus ninhos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2938\" aria-describedby=\"caption-attachment-2938\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-4-Meliponario-PNN.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2938\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-4-Meliponario-PNN-300x151.jpg\" alt=\"Abrigos de madeira e de alvenaria com colmeias de abelhas sem ferr\u00e3o na fazenda de Luzi\u00e2nia.\" width=\"300\" height=\"151\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-4-Meliponario-PNN-300x151.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-4-Meliponario-PNN-150x76.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Figura-4-Meliponario-PNN.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2938\" class=\"wp-caption-text\">Abrigos de madeira e de alvenaria com colmeias de abelhas sem ferr\u00e3o na fazenda de Luzi\u00e2nia.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na fazenda de Luzi\u00e2nia-GO, a estrela das abelhas eram as col\u00f4nias de Scaura longula, ou jata\u00ed-preta com os seus favos verticais e a sua associa\u00e7\u00e3o com vespas que vinham coletar gotinhas provavelmente de n\u00e9ctar que as operarias deixavam nos arredores da entrada do ninho. As outras abelhas que ele mantinha em colm\u00e9ias neste local eram: uru\u00e7u-do-ch\u00e3o ou manda\u00e7aia-do-ch\u00e3o, uru\u00e7u-amarela, jata\u00ed, mocinha-branca ou marmelada, mocinha preta, mandaguari, benjoi, e ainda selvagem as bor\u00e1, xup\u00e9 e irapua. Durante algum tempo PNN manteve a\u00ed um pequeno criadouro de aves da regi\u00e3o que recebia excurs\u00f5es de alunos de escolas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Enfim, ele e seus melipon\u00e1rios sempre nos proporcionavam col\u00f4nias de abelhas sem ferr\u00e3o para quem quisesse ter olhos e estud\u00e1-las. Agradecidas e favorecidas s\u00e3o as pessoas que puderam compartilhar estes espa\u00e7os e as suas abelhas locais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na primavera de 2000, Angelo Machado escreveu em nome das abelhas para PNN: \u201cgostar\u00edamos de dizer que um homem como voc\u00ea deveria viver eternamente. \u00c9 esse o nosso desejo. Mas, se isso n\u00e3o for poss\u00edvel, pode contar com todas as abelhas sem ferr\u00e3o do Brasil para, numa grande revoada, escolt\u00e1-lo at\u00e9 l\u00e1 no alto, onde te espera algu\u00e9m que voc\u00ea muito amou aqui na Terra e que te ama at\u00e9 hoje. Dos melipon\u00edneos que muito o estimam: aram\u00e1, bor\u00e1, cagafogo, caveca, cupira, guaxupe, guarupu, guira, guiru\u00e7u, irai, irapu\u00e1, iratim, jata\u00ed, janda\u00edra, lambe-olhos, manda\u00e7aia, mandaguari, marmelada, mirim, mirim-gua\u00e7u, mombuca, mombuc\u00e3o, tubiba, tubuna, tujuba, turu\u00e7u, uru\u00e7u, xup\u00e9\u201d<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Melipon\u00e1rios de Paulo Nogueira-Neto Marilda Cortopassi-Laurino (mclaurin@usp.br) O percurso de vida de Paulo Nogueira-Neto ao lado das abelhas come\u00e7ou em 1944 quando recebeu do pai da sua noiva, ap\u00f3s demonstrar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"parent":2921,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-2934","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2934"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2934"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2934\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2939,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2934\/revisions\/2939"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2921"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}