{"id":2881,"date":"2019-04-25T20:01:41","date_gmt":"2019-04-25T20:01:41","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=2881"},"modified":"2019-04-25T20:03:47","modified_gmt":"2019-04-25T20:03:47","slug":"que-abelha-e-esta-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-150-marco-de-2019\/que-abelha-e-esta-2\/","title":{"rendered":"Que Abelha \u00e9 esta?"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Melipona mondury (bugia)<br \/>\nem Santa Catarina.<br \/>\nCaracter\u00edsticas e manejo.<\/h1>\n<blockquote><p>Cleiton Geuster (<a href=\"mailto:otabarana@yahoo.com.br\">otabarana@yahoo.com.br<\/a>).<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_2883\" aria-describedby=\"caption-attachment-2883\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1-Bugia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2883\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1-Bugia-300x228.jpg\" alt=\"Fig.1A Entrada de ninho forte de Melipona mondury com oper\u00e1rias. Foto Cleiton J. Geuster.\" width=\"300\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1-Bugia-300x228.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1-Bugia-150x114.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1-Bugia-500x380.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1-Bugia.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2883\" class=\"wp-caption-text\">Fig.1A Entrada de ninho forte de Melipona mondury com oper\u00e1rias. Foto Cleiton J. Geuster.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Com ampla distribui\u00e7\u00e3o pela Mata Atl\u00e2ntica, ao sul, a Melipona mondury chega perto do estado do Rio Grande do Sul, ficando limitada a regi\u00f5es costeiras e montanhosas pr\u00f3ximas de Crici\u00fama. Em Santa Catarina, ocorre em trechos conservados da floresta ombr\u00f3fila densa, onde \u00e9 a abelha do g\u00eanero Melipona que tem as col\u00f4nias mais populosas e com maior produ\u00e7\u00e3o de mel. Aqui \u00e9 chamada principalmente pelo nome de bugia, gra\u00e7as a sua colora\u00e7\u00e3o dourada semelhante a colora\u00e7\u00e3o de primatas locais chamados de bugios. Nos \u00faltimos anos, seus ninhos t\u00eam sido multiplicados e se espalharam por meliponicultores de todo o estado, onde mesmo fora de seu habitat, s\u00e3o criadas com sucesso e produzem quantidades razo\u00e1veis de mel. Lembro-me que logo que iniciei a cria\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie, ela ainda apresentava um certo desafio para os criadores, sendo considerada delicada e pouco resistente ao frio que faz por aqui no inverno. Todos os ninhos eram mantidos de maio at\u00e9 agosto com aquecedores el\u00e9tricos sob as caixas. Hoje, salvo dias de frio muito intenso, com temperaturas negativas, caixas feitas com madeira leve e grossa e boa alimenta\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica (xarope ou mel) j\u00e1 s\u00e3o suficientes para que a col\u00f4nia se mantenha durante os meses frios sem grandes problemas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2882\" aria-describedby=\"caption-attachment-2882\" style=\"width: 258px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1B-Bugia.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2882\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1B-Bugia-258x300.jpg\" alt=\"Fig.1B Vista lateral das oper\u00e1rias de Melipona mondury na entrada do ninho. Foto Cleiton J. Geuster.\" width=\"258\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1B-Bugia-258x300.jpg 258w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1B-Bugia-150x175.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1B-Bugia-430x500.jpg 430w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-1B-Bugia.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 258px) 100vw, 258px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2882\" class=\"wp-caption-text\">Fig.1B Vista lateral das oper\u00e1rias de Melipona mondury na entrada do ninho. Foto Cleiton J.<br \/>Geuster.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As bugias (Fig.1AB) s\u00e3o abelhas relativamente generalistas. Em compara\u00e7\u00e3o com guaraipos, manda\u00e7aias e manduris, que s\u00e3o as abelhas do g\u00eanero Melipona que aqui ocorrem em simpatria, visitam uma variedade maior de esp\u00e9cies vegetais em busca de alimento. Produzem um mel de sabor e aroma excelente, e em boa quantidade. Aqui no Oeste de Santa Catarina, a principal florada em termos de rentabilidade de mel, \u00e9 a da uva-japonesa &#8211; Hovenia dulcis nos meses de outubro e novembro, justamente quando os enxames est\u00e3o mais populosos. Muito importantes para elas ainda s\u00e3o as floradas do angico (Parapiptadenia rigida), camboat\u00e1-vermelho (Cupania vernalis) e eucaliptos de diversas esp\u00e9cies. De modo geral, s\u00e3o fortemente atra\u00eddas pela flora\u00e7\u00e3o de quase todas as mirt\u00e1ceas que aqui ocorrem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para a finalidade da cria\u00e7\u00e3o devemos escolher o tipo de caixa que comportar\u00e1 o enxame. Caixas verticais com m\u00f3dulos s\u00e3o vantajosas para divis\u00f5es de enxames e mais eficientes quanto ao conforto t\u00e9rmico do ninho. J\u00e1 para a produ\u00e7\u00e3o de mel e facilidade de constru\u00e7\u00e3o, caixas horizontais simples \u00e9 uma alternativa (Fig.2). Existem diversos modelos e materiais empregados para sua cria\u00e7\u00e3o, sendo que os mais t\u00e9rmicos e resistentes \u00e0 umidade s\u00e3o os melhores.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2884\" aria-describedby=\"caption-attachment-2884\" style=\"width: 261px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-2-Bugia.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2884\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-2-Bugia-261x300.jpg\" alt=\"Fig.2 Arquitetura interna do ninho de Melipona mondury mostrando potes de alimento e favo envolto por inv\u00f3lucro. Foto Cleiton J. Geuster.\" width=\"261\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-2-Bugia-261x300.jpg 261w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-2-Bugia-150x172.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-2-Bugia-435x500.jpg 435w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Figura-2-Bugia.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2884\" class=\"wp-caption-text\">Fig.2 Arquitetura interna do ninho de Melipona mondury mostrando potes de alimento e favo<br \/>envolto por inv\u00f3lucro. Foto Cleiton J. Geuster.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O volume interno da caixa deve ser sempre acima de 8 litros, sendo que algumas vezes, s\u00f3 de mel se pode colher algo em torno de 5 litros. Em caixas com m\u00f3dulos, pode-se iniciar o enxame com volumes menores, adicionando m\u00f3dulos conforme a evolu\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia. A divis\u00e3o das col\u00f4nias pode ser feita de setembro at\u00e9 fevereiro, mas somente se utilizando de col\u00f4nias fortes, sendo de vital import\u00e2ncia que um grande n\u00famero de oper\u00e1rias adultas fique na col\u00f4nia filha. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Criando abelhas sem ferr\u00e3o por mais de 15 anos, posso afirmar que as bugias e as jata\u00eds s\u00e3o as mais promissoras abelhas nativas para a produ\u00e7\u00e3o de mel em quantidade e qualidade aqui no Oeste de Santa Catarina. Sua cria\u00e7\u00e3o cresce a cada ano, e lentamente, a bugia e seu precioso mel est\u00e3o conquistando o paladar dos catarinenses.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Melipona mondury (bugia) em Santa Catarina. Caracter\u00edsticas e manejo. Cleiton Geuster (otabarana@yahoo.com.br). 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