{"id":2773,"date":"2018-12-12T16:16:43","date_gmt":"2018-12-12T16:16:43","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=2773"},"modified":"2018-12-12T17:46:12","modified_gmt":"2018-12-12T17:46:12","slug":"artigo-4","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-149-novembro-de-2018\/artigo-4\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">PROPRIEDADES, USOS E APLICA\u00c7\u00d5ES DA PR\u00d3POLIS.<\/h1>\n<blockquote><p>Luciana de Matos Alves Pinto<sup>1<\/sup>*, Ney Robson Taironi do Prado<sup>2<\/sup>, Lucas Bragan\u00e7a de Carvalho<sup>3<\/sup><br \/>\n<sup>1<\/sup>Professora adjunta (\u00e1rea de Bioqu\u00edmica) do Departamento de Qu\u00edmica da Universidade Federal de Lavras.<br \/>\n<sup>2<\/sup>Licenciado em Qu\u00edmica pela Universidade Federal de Lavras, mestrando da Universidade Federal de Lavras.<br \/>\n<sup>3<\/sup>Graduando em Qu\u00edmica pela Universidade Federal de Lavras.<br \/>\n* Autor para correspond\u00eancia: <a href=\"mailto:luca@dqi.ufla.br\">luca@dqi.ufla.br<\/a><br \/>\nPublicado originalmente em Revista Eletr\u00f4nica de Farm\u00e1cia. Vol. VIII (3), 76 &#8211; 100, 2011.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>RESUMO<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Atualmente t\u00eam sido desenvolvidos v\u00e1rios trabalhos, na \u00e1rea da qu\u00edmica de produtos naturais, com subst\u00e2ncias de origem animal, como por exemplo, as obtidas de animais marinhos ou ainda a pr\u00f3polis, um material elaborado e muito utilizado pelas abelhas para prote\u00e7\u00e3o da colmeia. H\u00e1 muito tempo atr\u00e1s, ao observar este fato, o homem tamb\u00e9m resolveu utilizar \u00e0 pr\u00f3polis em seu benef\u00edcio e aproveitou as suas propriedades farmacol\u00f3gicas. Por muitos anos, a pr\u00f3polis foi utilizada de forma emp\u00edrica, no tratamento de muitas doen\u00e7as e atualmente com o avan\u00e7o das t\u00e9cnicas anal\u00edticas t\u00eam sido realizados v\u00e1rios estudos mais detalhados da constitui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da pr\u00f3polis e da atividade de seus componentes. Os v\u00e1rios resultados, comprovados por trabalhos cient\u00edficos, mostram o seu potencial para diversos usos e aplica\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas e confirmam, sem espa\u00e7o para d\u00favidas, a sua efic\u00e1cia, principalmente como antioxidante, anti-inflamat\u00f3rio e antimicrobiano. Assim, o objetivo deste trabalho \u00e9 descrever e rever na literatura as propriedades, usos e aplica\u00e7\u00f5es da pr\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Palavras chaves<\/b>: pr\u00f3polis, propriedades farmacol\u00f3gicas, produtos naturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O uso da pr\u00f3polis \u00e9 muito antigo, os primeiros relatos de sua utiliza\u00e7\u00e3o datam do Egito antigo e da Mesopot\u00e2mia e foi muito utilizada pelos ass\u00edrios, gregos, romanos, incas e eg\u00edpcios. Seu emprego foi relatado no papiro de Ebers, escrito em 1700 a.C., e no antigo Egito era utilizada para o embalsamamento dos mortos no processo de mumifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis \u00e9 uma mistura complexa de subst\u00e2ncias resinosas, gomas e bals\u00e2micas, de consist\u00eancia, textura e colora\u00e7\u00e3o variada. Ela \u00e9 coletada por abelhas de diversas partes das plantas, tais como bot\u00f5es florais, brotos e exsudatos resinosos. As abelhas acrescentam ainda secre\u00e7\u00f5es salivares, cera e p\u00f3len, que justifica a varia\u00e7\u00e3o em sua colora\u00e7\u00e3o, textura e consist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas utilizam a pr\u00f3polis para vedar frestas e diminuir o tamanho da entrada da colmeia, reduzindo o ataque de intrusos e protegendo as abelhas e suas crias do frio. Serve ainda como material antiss\u00e9ptico, sendo depositada no interior dos alv\u00e9olos onde a abelha rainha realiza a postura dos ovos e tamb\u00e9m \u00e9 utilizada para envolver inimigos abatidos no interior da colmeia, evitando que apodre\u00e7am e contaminem o ninho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis \u00e9 produzida por diferentes variedades de abelhas, mas a atividade biol\u00f3gica das amostras de pr\u00f3polis produzidas por abelhas do grupo dos melipon\u00edneos (Melipona quadrifasciata, Melipona compressipeis, Nanotrigona sp. e Tetragonisca angustula) conhecidas como abelhas nativas sem ferr\u00e3o, s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto \u00e0s pr\u00f3polis de Apis mellifera, demonstrando que s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos sobre tal produto natural. Os melipon\u00edneos produzem geopr\u00f3polis e Apis pr\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Sendo assim, esta revis\u00e3o tem como objetivo abordar aspectos relacionados aos diferentes tipos de pr\u00f3polis e suas poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es, j\u00e1 relatadas na literatura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Devido ao fato de ser uma mistura de subst\u00e2ncias naturais a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da pr\u00f3polis varia com seu tipo. Mas em geral \u00e9 composta por 50% de resina e b\u00e1lsamo vegetal, 30% de cera, 10% de \u00f3leos essenciais e arom\u00e1ticos, 5% de p\u00f3len e 5% de outras subst\u00e2ncias variadas, incluindo res\u00edduos org\u00e2nicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um estudo realizado recentemente na China revela que amostras de pr\u00f3polis, de diversas regi\u00f5es desse pa\u00eds, apresentaram grande quantidade de compostos antioxidantes, como por exemplo, o \u00e1cido caf\u00e9ico, \u00e1cido fel\u00farico e \u00e1cido fenil \u00e9ster caf\u00e9ico (AFEC) sendo que os testes para determina\u00e7\u00e3o dessas subst\u00e2ncias foram realizados atrav\u00e9s da descolora\u00e7\u00e3o do beta-caroteno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mohammadzadehe colaboradores analisaram amostras de pr\u00f3polis do Ir\u00e3, coletadas na regi\u00e3o de Tehran-Khojir e isolaram diversas subst\u00e2ncias, como por exemplo, \u00e1cidos alif\u00e1ticos, \u00e1cidos arom\u00e1ticos e seus \u00e9steres (\u00e1cido palm\u00edtico, ol\u00e9ico, este\u00e1rico, \u00e1cidos m\u00e1lico, succ\u00ednico, benz\u00f3ico, trans-4- cum\u00e1rico, fel\u00farico, caf\u00e9ico e 3,4- dimetoxicin\u00e2mico). Tamb\u00e9m comprovaram que os principais compostos, dos extratos etan\u00f3licos da pr\u00f3polis, eram flavon\u00f3ides, todos classificados como flavonas, flavononas e seus derivados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Alencar e colaboradores pesquisaram um novo tipo de pr\u00f3polis da abelha A. mellifera e isolaram vinte subst\u00e2ncias com atividade biol\u00f3gica comprovada, sendo que sete eram in\u00e9ditas no Brasil e dessas sete, tr\u00eas foram classificadas como isoflavonas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2778\" aria-describedby=\"caption-attachment-2778\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1-propolis.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2778\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1-propolis.jpg\" alt=\"Figura 1. a) Estrutura do prokinawam e b) estrutura do \u00e1cido 3-prenil-4-hidroxicin\u00e2mico.\" width=\"450\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1-propolis.jpg 450w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1-propolis-300x251.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1-propolis-150x126.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2778\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1. a) Estrutura do prokinawam e b) estrutura do \u00e1cido 3-prenil-4-hidroxicin\u00e2mico.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pesquisando amostras de pr\u00f3polis no Jap\u00e3o, coletadas na ilha de Okinawa, Kumazawa e colaboradores isolaram um novo tipo de flavonoide prenilado, oprokinawam (Figura 1a) e tamb\u00e9m mais quatro compostos que, no entanto, j\u00e1 haviam sido relatados anteriormente. Neste mesmo estudo tais autores revelaram tamb\u00e9m que a posi\u00e7\u00e3o de grupos geranil ou grupos prenil em flavon\u00f3ides apresentam um papel importante na atividade antioxidante desses compostos. Tal observa\u00e7\u00e3o pode ser analogicamente observada com os trabalhos de Marcucci e colaboradores, que perceberam que a atividade antibacteriana pode ser potencializada pelo aumento de grupos prenil ligados \u00e0 mol\u00e9cula. Eles tamb\u00e9m afirmaram que o principal componente da pr\u00f3polis brasileira analisada \u00e9 um \u00e1cido cum\u00e1rico prenilado, o \u00e1cido 3-prenil-4- hidroxicin\u00e2mico (Figura 1b), j\u00e1 isolado e descrito na literatura. Vale observar que nenhum dos autores anteriormente citados apresentou a esp\u00e9cie de abelha respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o da pr\u00f3polis analisada nos trabalhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um estudo feito recentemente na Gr\u00e9cia revelou que extratos etan\u00f3licos de pr\u00f3polis coletados a partir de v\u00e1rios locais da Europa Central e do sul da Gr\u00e9cia, ilhas do Mar Egeu, e Chipre apresentam composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica variada e continham quantidades significativas de terpenos e\/ou flavon\u00f3ides, antraquinonas (principalmente 1, 3,8- triidroxi-6-metilantraquinona e crisofanol) e baixas quantidades de \u00e1cidos fen\u00f3licos e seus \u00e9steres. Foram observadas diferen\u00e7as entre os tipos de pr\u00f3polis europeias e semelhan\u00e7as na pr\u00f3polis do leste do Mediterr\u00e2neo. Observou-se ainda a presen\u00e7a de polifen\u00f3is simples e \u00e1cidos terp\u00eanicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pesquisadores brasileiros analisaram o extrato etan\u00f3lico a 95% da pr\u00f3polis verde oriunda da planta chamada Baccharis dracunculifolia e observaram que os principais constituintes foram o \u00e1cido cin\u00e2mico e derivados, flavon\u00f3ides, \u00e1cido benz\u00f3ico, alguns benzoatos, hidroxilados n\u00e3o arom\u00e1ticos, \u00e1cidos alif\u00e1ticos e \u00e9steres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os principais componentes do extrato em diclorometano foram compostos prenilados, alcanos e terpen\u00f3ides. Atrav\u00e9s da cromatografia l\u00edquida de alta efici\u00eancia acoplada \u00e0 ioniza\u00e7\u00e3o qu\u00edmica a press\u00e3o atmosf\u00e9rica e espectrometria de massa (CLAE- IQPA-EM) notaram tamb\u00e9m a presen\u00e7a de compostos alif\u00e1ticos que normalmente n\u00e3o s\u00e3o relatados na literatura, devido ao fato de n\u00e3o absorverem luz ultravioleta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Muitos pesquisadores demonstraram a similaridade de algumas subst\u00e2ncias naturais de ocorr\u00eancia nas plantas com componentes encontrados na pr\u00f3polis. A pr\u00f3polis brasileira apresenta uma variada atividade biol\u00f3gica e composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica para diferentes amostras coletadas em regi\u00f5es distintas do pa\u00eds. Tal varia\u00e7\u00e3o \u00e9 facilmente explicada pela enorme diversidade biol\u00f3gica brasileira, bem como pela habilidade bioqu\u00edmica das abelhas em modificar a composi\u00e7\u00e3o natural e\/ou adicionar outros componentes \u00e0 pr\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Acredita-se que a pr\u00f3polis \u00e9 uma das misturas mais heterog\u00eaneas de ocorr\u00eancia natural e que mais de 300 subst\u00e2ncias j\u00e1 foram identificadas em v\u00e1rias amostras de pr\u00f3polis. Apesar de ter composi\u00e7\u00e3o variada o maior grupo de compostos isolados da pr\u00f3polis s\u00e3o os flavonoides, encontrados tamb\u00e9m em diversos representantes do reino vegetal. Juntamente com os \u00e1cidos carbox\u00edlicos modificados formam componentes estrat\u00e9gicos, pois s\u00e3o eles que impingem pela bioatividade contra v\u00e1rios micro-organismos patog\u00eanicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis pode apresentar de maneira geral: hidrocarbonetos superiores, alco\u00f3is, \u00e1cidos arom\u00e1ticos, \u00e1cidos graxos superiores t\u00edpicos de ceras e seus \u00e9steres, cetonas, flavonas e flavon\u00f3is, flavononas, chalconas e diidrochalconas, terpen\u00f3ides, ester\u00f3ides, amino\u00e1cidos, a\u00e7\u00facares, lignanas, vitaminas (A, B1, B2, B6, C, E e PP) e minerais (s\u00f3dio, pot\u00e1ssio, magn\u00e9sio, b\u00e1rio, estr\u00f4ncio, c\u00e1dmio, chumbo, cobre, mangan\u00eas, ferro, c\u00e1lcio, van\u00e1dio, sil\u00edcio, alum\u00ednio, n\u00edquel, zinco, cromo, tit\u00e2nio, prata, molibd\u00eanio e cobalto).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Tipos de pr\u00f3polis<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As propriedades e a qualidade da pr\u00f3polis variam de acordo com a planta de onde as abelhas realizam a coleta do material para sua fabrica\u00e7\u00e3o e com a esp\u00e9cie de abelha. Dessa maneira a pr\u00f3polis pode apresentar diversos aspectos e varia\u00e7\u00f5es em sua textura, cheiro e colora\u00e7\u00e3o, sendo essas caracter\u00edsticas atribu\u00eddas a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Um estudo da faculdade de engenharia de alimentos da Universidade Estadual de Campinas classificou a pr\u00f3polis brasileira em 13 tipos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Wagner Rodrigues Santos presidente da Sociedade Brasileira de Apiterapia, a mais comum \u00e9 a pr\u00f3polis verde, originada do alecrim do campo (Baccharis dracuncifolia), temos tamb\u00e9m a pr\u00f3polis de copa\u00edba (Copaifera langsdorffii) que apresenta uma colora\u00e7\u00e3o marrom escura, quase negra. Por volta de 2005, foi descoberta, no litoral da Para\u00edba, a pr\u00f3polis vermelha, originada do marmeleiro da praia (Dalbergia ecastophyllum), que tem despertado o interesse de diversos pesquisadores. Algumas pesquisas j\u00e1 foram realizadas e os resultados t\u00eam demonstrado que ela \u00e9 bem mais forte que as demais, tendo uma excelente atua\u00e7\u00e3o sobre c\u00e9lulas neopl\u00e1sicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Atividades biol\u00f3gicas<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um grande n\u00famero de bact\u00e9rias desenvolveu resist\u00eancia contra v\u00e1rias classes de antibi\u00f3ticos e atualmente o que se tem notado \u00e9 uma intensa busca por novos medicamentos, dentre eles os de origem natural, com destaque para a pr\u00f3polis. Ela tem chamado \u00e0 aten\u00e7\u00e3o de muitos pesquisadores de diversos pa\u00edses, principalmente os japoneses.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da pr\u00f3polis determina suas propriedades biol\u00f3gicas, e tal fato \u00e9 possivelmente o maior problema para o uso da pr\u00f3polis em fitoterapia. Sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 muito complexa e varia muito com a \u00e9poca de coleta, com a t\u00e9cnica empregada, assim como com a esp\u00e9cie da abelha (no caso da pr\u00f3polis brasileira o grau de \u201cafricaniza\u00e7\u00e3o\u201d da A. mellifera tamb\u00e9m pode influenciar na sua composi\u00e7\u00e3o) e principalmente com a flora da regi\u00e3o. As abelhas coletam parte do material de brotos, cascas, galhos, exsudatos e bot\u00f5es florais. Todos esses fatores exercem uma enorme import\u00e2ncia nas propriedades f\u00edsicas, qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas da pr\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Atividade antibacteriana<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O grupo de Kalogeropoulos, por exemplo, estudou v\u00e1rios extratos etan\u00f3licos de pr\u00f3polis de diversas partes da Gr\u00e9cia e descobriu a atividade biol\u00f3gica in vitro daquelas pr\u00f3polis sobre as bact\u00e9rias Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Bacillus cereus e Listeria monocytogenes. Observaram tamb\u00e9m a inibi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias bact\u00e9rias Gram-positivas e Gram-negativas sendo elas a Escherichia coli, Escherichia cloacae, Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2779\" aria-describedby=\"caption-attachment-2779\" style=\"width: 324px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2A-propolis.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2779\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2A-propolis.jpg\" alt=\"Figura 2. Estrutura qu\u00edmica do 2,3-epoxi-2-(3-metil-2-butenil)-1,4 naftalenodiona.\" width=\"324\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2A-propolis.jpg 324w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2A-propolis-300x206.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2A-propolis-150x103.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2779\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2. Estrutura qu\u00edmica do 2,3-epoxi-2-(3-metil-2-butenil)-1,4 naftalenodiona.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No Brasil, tem sido realizadas pesquisas com um novo tipo de pr\u00f3polis chamada de pr\u00f3polis vermelha que tem se mostrado promissora. Foram isolados v\u00e1rios compostos desse tipo de pr\u00f3polis, dentre eles o 2,3-epoxi-2-(3-metil-2- butenil)-1,4-naftalenodiona (Figura2) um composto in\u00e9dito que se mostrou um bom agente antibacteriano e observou-se ainda atividade de outras duas benzofenonas preniladas contra bact\u00e9rias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em estudos com esse tipo de pr\u00f3polis foi observada atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus e S. mutans a partir de uma fra\u00e7\u00e3o clorof\u00f3rmica desta pr\u00f3polis, comprovando que esta pr\u00f3polis, assim como a pr\u00f3polis verde, merece estudos mais profundos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis apresenta uma grande variedade de subst\u00e2ncias e suas propriedades antibacterianas s\u00e3o atribu\u00eddas principalmente \u00e0 flavonona pinocembrina, ao flavonol galagina e ao \u00e9ster feniletil do \u00e1cido caf\u00e9ico, com um mecanismo de a\u00e7\u00e3o baseado provavelmente na inibi\u00e7\u00e3o da RNA-polimerase bacteriana. Outros componentes como os flavonoides, o \u00e1cido cafeico, \u00e1cido benzoico e \u00e1cido cin\u00e2mico, devem agir na membrana ou parede celular dos micro-organismos, causando danos funcionais e estruturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis apresenta uma atividade antibacteriana mais pronunciada contra linhagens de bact\u00e9rias Gram-positivas e sua a\u00e7\u00e3o \u00e9 mais limitada contra bact\u00e9rias Gram-negativas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Estudos realizados com extratos de pr\u00f3polis comercializados no Brasil mostraram atividade antimicrobiana pronunciada contra bact\u00e9rias Gram-positivas, e atividade menos evidente contra Gram-negativas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ainda n\u00e3o se pode dizer claramente qual o motivo da menor atividade biol\u00f3gica da pr\u00f3polis contra bact\u00e9rias Gram-negativas, no entanto, suspeita-se que essa maior resist\u00eancia se deva ao fato dessas bact\u00e9rias possu\u00edrem uma parede celular quimicamente mais complexa e um teor lip\u00eddico maior, que de algum modo dificultaria a a\u00e7\u00e3o dos componentes ativos da pr\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Atividade antimutag\u00eanica<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ap\u00f3s o isolamento de dois flavonoides com cadeias laterais geranil hidratadas, propolina A e B (com atividade citot\u00f3xica contra c\u00e9lulas de carcinoma humano, c\u00e9lulas de leucemia humana, c\u00e9lulas de c\u00e2ncer de mama humana, c\u00e9lulas de neuroblastoma e atividade antioxidante), Chen e colaboradores isolaram pela primeira vez em amostras de pr\u00f3polis um novo composto denominado propolina C.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Verificou-se ainda que o composto propolina C \u00e9 um flavonoide com uma cadeia geranil lateral n\u00e3o hidratada, id\u00eantica ao composto nimfaeol-A. Ela foi mais efetiva na indu\u00e7\u00e3o da apoptose em c\u00e9lula de melanoma humano do que as propolinas A e B. Tamb\u00e9m foi mais efetiva na indu\u00e7\u00e3o de seis tipos de c\u00e9lulas e ainda inibiu a a\u00e7\u00e3o da xantino oxidase, que sob algumas condi\u00e7\u00f5es atua sobre a xantina, hipoxantina, alde\u00eddos, H O, O, sobre algumas condi\u00e7\u00f5es, super\u00f3xido, ao inv\u00e9s de per\u00f3xido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As propolinas t\u00eam sido largamente encontradas em amostras de pr\u00f3polis, e nos estudos de Huang e colaboradores, que analisaram a pr\u00f3polis de Taiwan, foi encontrada a propolina G (Figura 3a), ainda n\u00e3o descrita at\u00e9 aquele momento e que apresentou indu\u00e7\u00e3o a apoptose de linhagens celulares de c\u00e9rebro de dois tipos: o glioma e o glioblastoma onde foi sugerido que o mecanismo de apoptose poderia ocorrer atrav\u00e9s da inibi\u00e7\u00e3o da caspase mitocondrial. Num trabalho an\u00e1logo Weng e colaboradores (30) isolaram a propolina H (Figura 3b) e tamb\u00e9m observaram a atividade dessa subst\u00e2ncia contra c\u00e9lulas de c\u00e2ncer do pulm\u00e3o e algumas purinas e pterinas, provavelmente atuando sobre derivados hidratados e gerando, concluiu que essa subst\u00e2ncia apresenta potencial terap\u00eautico, pois a inibi\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas cancerosas foi muito significativa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis tamb\u00e9m tem atividade antic\u00e2ncer devido \u00e0 artepelina C, que possui citotoxicidade seletiva no melanona e glioblastoma devido ao AFEC (31).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fra\u00e7\u00e3o oleosa de extratos de pr\u00f3polis apresenta potencial citot\u00f3xico ao glioblastoma, contra carcinoma de c\u00f3lon e carcinoma de mama com CL50 variando de 0,8 a 22,6 g ML-1. J\u00e1 os extratos de pr\u00f3polis obtidos com etanol 95 e 30% v\/v mostraram potencial citot\u00f3xico apenas contra carcinoma de mama e em geral todos os resultados foram promissores, pois segundo crit\u00e9rios estabelecidos pelo National Cancer Institute (NCI, USA), o valor limite de CL50 para extratos com atividade citot\u00f3xica \u00e9 de 30 g mL-1(17).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Atividade antioxidante<\/b><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2777\" aria-describedby=\"caption-attachment-2777\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1A-propolis.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2777\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1A-propolis.jpg\" alt=\"Figura 3. a) Estrutura qu\u00edmica da Propolina G e b) Propolina H.\" width=\"450\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1A-propolis.jpg 450w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1A-propolis-300x213.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-1A-propolis-150x106.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2777\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3. a) Estrutura qu\u00edmica da Propolina G e b) Propolina H.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Diariamente o nosso organismo, devido ao metabolismo aer\u00f3bico normal, produz v\u00e1rias esp\u00e9cies qu\u00edmicas reativas capazes de causar danos \u00e0s c\u00e9lulas. Estas esp\u00e9cies podem ser chamadas de agentes oxidantes ou radicais livres (ex.: OH\u2022, radical hidroxila) que normalmente s\u00e3o eliminados por nosso corpo com aux\u00edlio de enzimas end\u00f3genas como a super\u00f3xido desmutase, as peroxidases e compostos de baixo peso molecular como, por exemplo, o tocoferol, o \u00e1cido asc\u00f3rbico e os polifen\u00f3is (32). Se as a\u00e7\u00f5es dos radicais n\u00e3o forem eliminadas eles podem causar v\u00e1rios danos \u00e0s c\u00e9lulas envolvidas, tais como inativa\u00e7\u00e3o de enzimas, liga\u00e7\u00f5es cruzadas em prote\u00ednas, oxida\u00e7\u00e3o de lip\u00eddeos da membrana celular e quebra do DNA. Todos esses fatores evidenciam a import\u00e2ncia do uso de antioxidantes para a preven\u00e7\u00e3o de tais enfermidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No Chile uma amostra do extrato etan\u00f3lico de pr\u00f3polis, coletada na regi\u00e3o de San Vicente de Tagua-Tagua, apresentou atividade antioxidante em c\u00e9lulas livres do sistema. Foi verificado que essa pr\u00f3polis era capaz de destruir o radical DPPH (2,2-difenil-1- picrilhidrazil), utilizado como padr\u00e3o nos testes para verifica\u00e7\u00e3o de atividade antioxidante, exibindo um efeito an\u00e1logo a um super\u00f3xido desmutase (SOD) inibindo a forma\u00e7\u00e3o do \u00e2nion super\u00f3xido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Huang e colaboradores (29) compararam a a\u00e7\u00e3o neuroprotetora da propolina G da pr\u00f3polis de Taiwan com extratos de pr\u00f3polis brasileira, em rela\u00e7\u00e3o ao estresse oxidativo em neur\u00f4nios corticais prim\u00e1rios de ratos e observou que seus efeitos antioxidantes foram maiores do que o observado no extrato de pr\u00f3polis brasileiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Muitos trabalhos demonstram que o poder antioxidante da pr\u00f3polis est\u00e1 relacionado \u00e0s concentra\u00e7\u00f5es e\/ou tipos de compostos fen\u00f3licos, principalmente flavonoides e \u00e1cidos fen\u00f3licos, encontrados nas amostras e descobriram que mesmo com baixos teores de flavonoides as pr\u00f3polis de abelhas Sem ferr\u00e3o podem apresentar atividade antioxidante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Atividade antif\u00fangica<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um estudo com pacientes acometidos por candid\u00edase oral, uma doen\u00e7a causada pelo fungo Candida albicans, comprovou que a regress\u00e3o da les\u00e3o causada por esse pat\u00f3geno foi muito similar ao observado quando se utiliza a nistatina, um dos antif\u00fangicos de maior uso no tratamento de candid\u00edase oral. Kalogeropoulos e colaboradores obtiveram resultado an\u00e1logo e tamb\u00e9m observaram que a pr\u00f3polis da Gr\u00e9cia e Chipre tamb\u00e9m s\u00e3o ativas contra C. albicans, no estudo in vitro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ko\u00e7 &amp; Silici observaram que a pr\u00f3polis apresenta uma concentra\u00e7\u00e3o inibit\u00f3ria m\u00ednima (CIM) de 0,2 g mL-1 em meio contendo Trichophyton rubrum e Trichophyton mentagrophytes, dois fungos dermat\u00f3fitos filamentosos. Sugeriram ainda que a pr\u00f3polis \u00e9 um agente em potencial no tratamento de dermatofitoses, mas observaram que o itraconazol, um antif\u00fangico utilizado para efeito de compara\u00e7\u00e3o, apresentou melhores resultados que a pr\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Muitos trabalhos t\u00eam demonstrado ao longo de v\u00e1rios anos de estudo a atividade sin\u00e9rgica da pr\u00f3polis empregada com outros antibi\u00f3ticos, contra cepas resistentes a benzilpenicilina, tetraciclina e eritromicina. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os pesquisadores, concluem que a pr\u00f3polis possui a\u00e7\u00e3o sin\u00e9rgica relevante, podendo se constituir como uma alternativa terap\u00eautica para a resist\u00eancia microbiana, por\u00e9m dependente da sua composi\u00e7\u00e3o e da concentra\u00e7\u00e3o do(s) componente(s) ativo(s).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Atividade antiviral<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pode-se dizer que h\u00e1 poucos estudos da atividade antiviral da pr\u00f3polis relatados na literatura, quando se compara esta atividade biol\u00f3gica \u00e0s demais atividades, principalmente a atividade antibacteriana e antif\u00fangica. Entretanto desde muito tempo a atividade antiviral da pr\u00f3polis j\u00e1 \u00e9 relatada. Em estudos realizados foi observado que os extratos apresentam atividade antiviral na reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da influenza A e B, do v\u00edrus da vaccinia, do v\u00edrus da doen\u00e7a de Newcastle e atua em infec\u00e7\u00f5es causadas pelo Rhinov\u00edrus devido aos seus constituintes, especialmente os flavonoides .<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis tem uma potente atividade antiviral in vitro contra as variantes X4 e R5 do HIV-1 e apresenta atividade similar comlinf\u00f3citos CD4+ que operam, parcialmente, como inibidores da entrada viral .<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O Actichelated\u00ae pr\u00f3polis \u00e9 um material multicomp\u00f3sito criado pela ativa\u00e7\u00e3o qu\u00edmico-mec\u00e2nica da pr\u00f3polis e apresenta boa atividade antiviral se comparada com extratos hidroalco\u00f3licos. Para se ter uma ideia, esta nova formula\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3polis, conseguiu os mesmos resultados que o extrato hidroalco\u00f3lico, com concentra\u00e7\u00e3o 10 vezes menor e apresentou atividade antiviral contra adenov\u00edrus, v\u00edrus influenza, para influenza, v\u00edrus da herpes do tipo 1 e v\u00edrus da herpes simplex (HSV).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Atividade anti-inflamat\u00f3ria<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dentre as v\u00e1rias propriedades da pr\u00f3polis j\u00e1 descritas foi observada tamb\u00e9m a atividade anti-inflamat\u00f3ria atribu\u00edda \u00e0 presen\u00e7a de flavonoides, especialmente a galangina. Este flavonoide apresenta atividade inibit\u00f3ria contra a ciclooxigenase e lipoxegenase, respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o de importantes mediadores biol\u00f3gicos que caracterizam a inflama\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m h\u00e1 relatos de que o AFEC possui atividade anti- inflamat\u00f3ria por inibir a libera\u00e7\u00e3o de \u00e1cido araquid\u00f4nico da membrana celular, pois este suprime as atividades das enzimas COX-1 e COX-2, as duas formas da enzima ciclooxigenase, sobre o \u00e1cido araquid\u00f4nico. O AFEC isolado apresenta maior atividade que o extrato da pr\u00f3polis, mesmo quando presente em baixas concentra\u00e7\u00f5es. A diferen\u00e7a de atividade, entre o extrato de pr\u00f3polis e o AFEC isolado, se deve ao fato do AFEC, mesmo em baixas concentra\u00e7\u00f5es, inibir as prostaglandinas endoper\u00f3xido sintases, enzimas respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de prostaglandinas envolvidas nos processos inflamat\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis tamb\u00e9m tem demonstrado a\u00e7\u00e3o anti-inflamat\u00f3ria por inibir a s\u00edntese das prostaglandinas e ativar a gl\u00e2ndula timo, auxiliando o sistema imune atrav\u00e9s do est\u00edmulo da imunidade celular e da promo\u00e7\u00e3o da atividade fagoc\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Atividade antiprotozo\u00e1rio<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Marcucci e colaboradores trabalhando com extratos de pr\u00f3polis conseguiram isolar quatro compostos com atividade antiprotozo\u00e1rio que foram ativos contra Tripanossoma cruzi, o causador da doen\u00e7a de Chagas. S\u00e3o eles \u00e1cido 3-prenil-4- hidroxicin\u00e2mico, 2,2-dimetil-6- carboxietenil-2H-1-benzopirano, \u00e1cido 3,5-diprenil-4-hidroxicin\u00e2mico e 2,2-dimetil-6-carboxietenil-8-prenil- 2H-1-benzopirano. Outro grupo tamb\u00e9m observou atividade antitripanossoma em cobaias tratadas com 50 mg kg-1 do extrato da pr\u00f3polis obtido com dimetilsulf\u00f3xido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este trabalho mostrou que h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o estatisticamente significativa na parasitemia desse pat\u00f3geno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Extratos hidroalco\u00f3licos da pr\u00f3polis vermelha, coletada no estado de Alagoas, apresentaram atividade antiprotozo\u00e1ria contra Leishmania amazonensis, uma das esp\u00e9cies de protozo\u00e1rios causadores da leishmaniose.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Foi verificado que cobaias tratadas com extratos na concentra\u00e7\u00e3o de 25 mg mL-1 tiveram redu\u00e7\u00e3o na carga parasit\u00e1ria sem apresentar efeitos t\u00f3xicos para as formas promastigotas e amastigotas extracelulares do parasita, portanto a pr\u00f3polis intensificou o mecanismo de ativa\u00e7\u00e3o macrof\u00e1gica, levando ao abate do L. amazonensis sangu\u00edneo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tamb\u00e9m foi observada atividade antiprotozo\u00e1ria em camundongos, da esp\u00e9cie Mus musculos, tratados com extratos hidroalco\u00f3licos de pr\u00f3polis verde (1,5 mg kg-1 dia-1). O tratamento foi realizado por via oral, via t\u00f3pica e pelas duas vias ao mesmo tempo, constatando uma redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 78%, 84% e 90% da les\u00e3o causada por Leishmania (Viannia) braziliensis, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pesquisas recentes nos laborat\u00f3rios do Instituto Oswaldo Cruz tamb\u00e9m demonstraram que extratos de pr\u00f3polis causam perda de integridade da membrana plasm\u00e1tica, em formas tripomastigotas do T. Cruzi. Isto compromete sua funcionalidade e interfere nas reservas energ\u00e9ticas das mitoc\u00f4ndrias de formas epimastigotas desse parasita. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este grupo tamb\u00e9m comprovou a a\u00e7\u00e3o antiprotozo\u00e1ria da pr\u00f3polis em camundongos infectados com T. Cruzi e demonstrou que essa subst\u00e2ncia apresenta potencial como bloqueador metaciclog\u00eanico, considerando seu efeito sobre as fontes de energia durante a diferencia\u00e7\u00e3o parasit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Outras atividades farmacol\u00f3gicas<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Existem v\u00e1rios relatos na literatura de outras atividades da pr\u00f3polis. O emprego do extrato de pr\u00f3polis diminui as inflama\u00e7\u00f5es das vias a\u00e9reas em ratos, provavelmente por sua capacidade imunomodulat\u00f3ria de controlar a produ\u00e7\u00e3o de citocinas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dessa maneira, a pr\u00f3polis se mostra como um promissor agente no tratamento da asma. Derivados hidrossol\u00faveis de pr\u00f3polis como o \u00e1cido cafeico, \u00e9ster feniletil do \u00e1cido cafeico e quercetina podem ser muito \u00fateis na modula\u00e7\u00e3o do crescimento tumoral em modelos experimentais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tem sido descritos muitos estudos que demonstram a atividade da pr\u00f3polis no sistema imunol\u00f3gico (aumentando a atividade l\u00edtica contra c\u00e9lulas tumorais, ativando macr\u00f3fagos, estimulando anticorpos, etc.). Neste sentido, foram ressaltados que os mecanismos envolvidos na qu\u00edmio preven\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foram totalmente elucidados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis tamb\u00e9m foi investigada em rela\u00e7\u00e3o a sua atividade cicatrizante e, assim como v\u00e1rias outras propriedades biol\u00f3gicas, a propriedade cicatrizante da pr\u00f3polis est\u00e1 relacionada com flavonoides e \u00e1cidos fen\u00f3licos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">H\u00e1 pouco tempo atr\u00e1s, foi divulgada uma patente sobre a pr\u00f3polis intitulada \u201cComposi\u00e7\u00e3o bucal de uso t\u00f3pico, enxaguat\u00f3rio bucal, solu\u00e7\u00e3o bucal e dentifr\u00edcio, assim como o uso da referida composi\u00e7\u00e3o\u201d reivindicando o uso no combate \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de placa bacteriana dental prevenindo e\/ou controlando as c\u00e1ries, a gengivite, problemas periodontais e\/ou infec\u00e7\u00f5es causadas por diferentes agentes patog\u00eanicos, sem os transtornos do manchamento intenso dent\u00e1rio acarretado pelo uso prolongado da clorexidina, um antiss\u00e9ptico usado para higiene bucal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Apesar das in\u00fameras comprova\u00e7\u00f5es das atividades biol\u00f3gicas da pr\u00f3polis, ainda n\u00e3o h\u00e1 estudos para se dizer qual a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica m\u00ednima que deveria ser exigida, para que a pr\u00f3polis em quest\u00e3o apresente as propriedades farmacol\u00f3gicas desejadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Toxicologia e alergia<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">V\u00e1rios estudos indicam que a pr\u00f3polis apresenta baixa toxicidade inata, o que j\u00e1 era de se esperar, pois os flavonoides, seus principais constituintes, apresentam uma toxicidade muito baixa. Alguns trabalhos antigos demonstraram que a DL50 em ratos variou de 2.050 a mais de 7.340 mg kg-1; Em gatos observou-se a toler\u00e2ncia \u00e0 administra\u00e7\u00e3o subcut\u00e2nea de 100 mg kg-1 de extrato et\u00e9reo de pr\u00f3polis e ap\u00f3s 48 horas da administra\u00e7\u00e3o oral de 700 mg kg-1 de pr\u00f3polis n\u00e3o foi observada nenhuma morte, sendo as prepara\u00e7\u00f5es bem toleradas. Pode-se inferir que 1,4 mg kg-1 dia-1, o que equivale a aproximadamente 70 mg dia-1, \u00e9 uma dosagem segura para uso em humanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">An\u00e1lises de TGP, TGO (duas transaminases respons\u00e1veis por processar os amino\u00e1cidos do f\u00edgado), al\u00e9m de ureia e creatinina, no plasma de camundongos n\u00e3o indicaram toxicidade dos extratos etan\u00f3licos de pr\u00f3polis. A administra\u00e7\u00e3o do extrato em uma \u00fanica dose de 700 mg kg-1 em doses de at\u00e9 100 mg kg-1, durante sete dias n\u00e3o causaram altera\u00e7\u00f5es nos n\u00edveis plasm\u00e1ticos das enzimas hep\u00e1ticas ou metab\u00f3litos renais, quando comparadas com o grupo controle (45). Verificou-se tamb\u00e9m que solu\u00e7\u00f5es de pr\u00f3polis em 20% de acetona n\u00e3o provocaram irrita\u00e7\u00e3o em porcos da \u00cdndia e experimentos com pomadas, demonstraram que estas n\u00e3o s\u00e3o irritantes quando aplicadas em coelhos e ratos tratados com extratos alco\u00f3licos de pr\u00f3polis (aproximadamente 1.900 a 2.500 mg kg-1 dia-1) administrados por via oral, por 30 a 60 dias, n\u00e3o demonstraram altera\u00e7\u00f5es na apar\u00eancia cl\u00ednica, comportamento, peso e\/ou mortalidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Constatou-se na R\u00fassia, que geralmente as pessoas al\u00e9rgicas a picadas de abelhas tamb\u00e9m s\u00e3o al\u00e9rgicas ao uso ou \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de pr\u00f3polis, mel, geleia real e p\u00f3len. Talvez isso possa ser explicado devido ao fato de secre\u00e7\u00f5es glandulares das abelhas, assim como algumas enzimas, fazerem parte dos produtos ap\u00edcolas. Estima-se que apenas uma pessoa em cem sofre deste fen\u00f4meno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Usos e aplica\u00e7\u00f5es<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pr\u00f3polis apresenta v\u00e1rios usos e pode ser empregada em diversos problemas como: mau h\u00e1lito (halitose), eczema, \u00falceras, infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias, infec\u00e7\u00f5es na garganta, inflama\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o, diabetes e at\u00e9 mesmo c\u00e2ncer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Atualmente, a pr\u00f3polis \u00e9 popularmente usada como um medicamento e est\u00e1 dispon\u00edvel em diversos tipos de formas farmac\u00eauticas como, por exemplo, c\u00e1psulas, extratos (hidroalco\u00f3lico ou glic\u00f3lico), como enxaguat\u00f3rio bucal, na forma de p\u00f3, dentre outras. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tamb\u00e9m \u00e9 empregada em cosm\u00e9ticos e na ind\u00fastria aliment\u00edcia na forma de alimentos funcionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na internet foi constatada a exist\u00eancia de aproximadamente noventa produtos a base de pr\u00f3polis, dentre eles: c\u00e1psulas, condicionador, xampu, sabonete, dentifr\u00edcio, batom, bala, ch\u00e1, protetor solar, gel p\u00f3s-barba, creme, pomadas, extratos, spray bucal, pastilhas, suspens\u00e3o, xaropes, comprimidos, gotas nasais al\u00e9m de uma infinidade de cosm\u00e9ticos \u00e0 base de pr\u00f3polis, como cremes faciais e outros, dispon\u00edveis no mercado brasileiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Estima-se que o consumo de pr\u00f3polis no mundo seja de cerca de 700 a 800 ton. ano-1(59). Nos \u00faltimos anos, foi observado um aumento em todo o mundo, no uso de produtos naturais. Mas, apesar disso, e do fato de existir uma consider\u00e1vel quantidade de publica\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis a respeito dos aspectos qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos da pr\u00f3polis, sua aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica ainda pode ser considerada incipiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Publica\u00e7\u00f5es e patentes<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O primeiro trabalho (indexado pelo Chemical Abstracts) sobre a pr\u00f3polis foi publicado 10 anos ap\u00f3s o surgimento de uma droga batizada como hero\u00edna em 1898. Em aproximadamente 90 anos, o n\u00famero de estudos publicados citados no Chemical Abstracts totaliza 450, oriundos de 39 pa\u00edses (dos cinco continentes), al\u00e9m de 239 patentes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Foi observado nos \u00faltimos anos um crescimento quase exponencial do n\u00famero total de publica\u00e7\u00f5es sobre a pr\u00f3polis, como pode ser visualizado na Figura 4. Os principais pa\u00edses em n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es neste assunto tiveram um aumento substancial no n\u00ba de artigos publicados nas d\u00e9cadas de 80 e 90: 40% para a It\u00e1lia (aumentaram de cinco para sete o n\u00famero de trabalhos publicados) e 660% para o Jap\u00e3o (aumentaram de cinco para trinta e oito o n\u00famero de trabalhos publicados) (1).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Desde a primeira patente (romena) em 1965, at\u00e9 1999 j\u00e1 foram depositadas cerca de 240 patentes relacionadas \u00e0 pr\u00f3polis. At\u00e9 o final da d\u00e9cada de 80 o n\u00famero de patentes era dominada pela antiga URSS e seus pa\u00edses sat\u00e9lites, principalmente a Rom\u00eania. Atualmente, para se ter uma ideia, 43% de todas as patentes depositadas (relacionadas \u00e0 pr\u00f3polis) s\u00e3o japonesas, sendo que a primeira patente japonesa surgiu somente em 1987 (sobre o uso da pr\u00f3polis no controle de odores) (1).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A primeira patente brasileira surgiu somente em 1995 para o uso em tratamento odontol\u00f3gico, na preven\u00e7\u00e3o de c\u00e1ries e gengivites. E desde ent\u00e3o at\u00e9 1999 o Brasil possu\u00eda apenas tr\u00eas patentes (menos de 2% de todas as patentes depositadas). Quinze patentes (6,2% do total depositado) at\u00e9 o come\u00e7o de 1999, e todas se referem ao uso da pr\u00f3polis em tratamentos odontol\u00f3gicos. Essa talvez seja uma das aplica\u00e7\u00f5es da pr\u00f3polis mais estudada em todo mundo, apresentando relatos cient\u00edficos desde 1952 (1).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores e comerciantes da pr\u00f3polis e possuir cerca de 6% do total de trabalhos publicados (27 artigos) e a quinta maior produtividade cient\u00edfica na \u00e1rea, a atividade de pesquisa no Brasil n\u00e3o reflete em n\u00famero, nem em conte\u00fado, do interesse internacional que a pr\u00f3polis brasileira possui, principalmente para os japoneses. S\u00f3 para se ter uma ideia, embora produza de 10 a 15% da produ\u00e7\u00e3o mundial, o Brasil atende a cerca de 80% da demanda japonesa (1).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De 2003 at\u00e9 o in\u00edcio de 2008, uma busca realizada no European Patent Office, tomando-se o World wide como base de dados, foram encontrados mais de 500 pedidos de patentes relacionados \u00e0 pr\u00f3polis, o que evidencia um exponencial interesse pela pr\u00f3polis. Esses dados podem ser explicados, tamb\u00e9m, por um n\u00famero maior e um maior aprofundamento nos estudos relativos \u00e0 pr\u00f3polis: sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e atividade biol\u00f3gica (60).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/b><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2780\" aria-describedby=\"caption-attachment-2780\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2-propolis.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2780\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2-propolis.jpg\" alt=\"Figura 4. Patentes depositadas sobre a pr\u00f3polis entre os anos de 1968 e 1999.\" width=\"550\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2-propolis.jpg 550w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2-propolis-300x196.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2-propolis-150x98.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Figura-2-propolis-500x326.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2780\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4. Patentes depositadas sobre a pr\u00f3polis entre os anos de 1968 e 1999.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Por muitos anos utilizou-se a pr\u00f3polis, de forma emp\u00edrica, no tratamento de muitas doen\u00e7as. Atualmente, com o avan\u00e7o das t\u00e9cnicas anal\u00edticas, tem sido realizado um estudo mais detalhado da constitui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da pr\u00f3polis e da atividade de seus componentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os v\u00e1rios resultados comprovados por trabalhos cient\u00edficos mostram o seu potencial para diversos usos e aplica\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas e confirmam, sem espa\u00e7o para d\u00favidas, a sua efic\u00e1cia, principalmente como antioxidante, anti-inflamat\u00f3rio e antimicrobiano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Assim, podemos dizer que o Brasil, como um dos maiores produtores de pr\u00f3polis do mundo, ainda carece de pesquisas que explorem e elucidem poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es dessa subst\u00e2ncia, sendo necess\u00e1rio o desenvolvimento de estudos que relacionem sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica com a atividade biol\u00f3gica. Dessa maneira seria poss\u00edvel correlacionar o tipo de pr\u00f3polis com a sua aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica. Esta tarefa \u00e9 indispens\u00e1vel para um mercado cada vez maior e mais exigente em todo o mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nota: Este trabalho \u00e9 parte da monografia de final de curso de N. R. T. P.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pereira ADS, Seixas FRMS, Neto FRDA. Pr\u00f3polis: 100 anos de pesquisa e suas perspectivas futuras. Quim Nova. 2002;25(2):321-326.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Funari CS, Ferro VO. An\u00e1lise de pr\u00f3polis. Cienc Tecnol Aliment. 2006;26(1):171- 178.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Breyer EU. Abelhas e sa\u00fade. 2\u00aa ed. 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Luciana de Matos Alves Pinto1*, Ney Robson Taironi do Prado2, Lucas Bragan\u00e7a de Carvalho3 1Professora adjunta (\u00e1rea de Bioqu\u00edmica) do Departamento de Qu\u00edmica da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":2740,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-2773","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2773"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2773"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2775,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2773\/revisions\/2775"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2740"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}