{"id":2595,"date":"2018-08-07T22:49:47","date_gmt":"2018-08-07T22:49:47","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=2595"},"modified":"2018-08-07T22:51:04","modified_gmt":"2018-08-07T22:51:04","slug":"artigo-4","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-147-julho-de-2018\/artigo-4\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Emprego de abelhas campeiras de Manda\u00e7aia (Melipona quadrifasciata anthidioides) na multiplica\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias de Uru\u00e7u Amarela (Melipona rufiventris): observa\u00e7\u00e3o e perspectiva.<\/h1>\n<blockquote><p>Autor: Helton Barbosa &#8211; Contribu\u00edram com o artigo: Ant\u00f4nio Felipe Guimar\u00e3es Leite e Jefferson Barros de Oliveira<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_2596\" aria-describedby=\"caption-attachment-2596\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2596\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_1-300x224.jpg\" alt=\"Figura 1. Abelhas oper\u00e1rias de Manda\u00e7aia em disco de Melipona rufiventris.\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_1-300x224.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_1-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_1.jpg 305w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2596\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1. Abelhas oper\u00e1rias de Manda\u00e7aia em<br \/>disco de Melipona rufiventris.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O Brasil possui uma grande variedade de abelhas-nativas-sem-ferr\u00e3o, melipon\u00edneos, que se destacam tanto pela produ\u00e7\u00e3o de mel, com sabor diferenciado e de alto valor agregado, em rela\u00e7\u00e3o ao mel da abelha Apis mel\u00edfera, quanto pelo papel que esses insetos desempenham na poliniza\u00e7\u00e3o de plantas nativas. Venturieri et al. (2015) destacaram que em raz\u00e3o da diversidade de formas, tamanhos e ecologia, v\u00e1rias esp\u00e9cies de melipon\u00edneos t\u00eam demonstrado potencial de uso na poliniza\u00e7\u00e3o de plantas cultivadas (Venturieri et al; 2015).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A abelha Uru\u00e7u Amarela do Planalto (Melipona rufiventris Lepeletier, 1836) apresenta ocorr\u00eancia na regi\u00e3o do cerrado brasileiro, tendo sido apontada sua distribui\u00e7\u00e3o nos estados de Goi\u00e1s, Mato Grosso, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia (oeste baiano), Tocantins e Piau\u00ed (Catalogo Moure).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo Campos (1998), as popula\u00e7\u00f5es de abelha Melipona rufiventris est\u00e3o sendo, drasticamente, reduzidas e apontou como poss\u00edveis causas dessa redu\u00e7\u00e3o: o desmatamento, a a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de meleiros e a ocorr\u00eancia de queimadas. Oliveira e Kerr (2000) afirmaram que para salvar as meliponas amea\u00e7adas \u00e9 necess\u00e1rio que se conhe\u00e7a o seu processo reprodutivo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2597\" aria-describedby=\"caption-attachment-2597\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2597\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_2-300x225.jpg\" alt=\"Figura 2. Col\u00f4nia nova de Melipona rufiventris.\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_2-300x225.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_2-150x113.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_2-500x376.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figura_Melipona_2.jpg 575w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2597\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2. Col\u00f4nia nova de Melipona rufiventris.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nesse sentido, considerando que h\u00e1 um n\u00famero reduzido de col\u00f4nias de Uru\u00e7u Amarela do Planalto e que h\u00e1 necessidade de desenvolvimento de t\u00e9cnicas de manejo para incremento da popula\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie, com vistas a sua conserva\u00e7\u00e3o, foi proposto como alternativa de multiplica\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias de Melipona rufiventris, no modelo 2&#215;1, o emprego de abelhas oper\u00e1rias da esp\u00e9cie Manda\u00e7aia (Melipona quadrifasciata anthidioides). \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Essa proposta foi baseada nas observa\u00e7\u00f5es feitas pelo meliponicultor Gildo Oliveira, do estado da Bahia, que adotou utiliza\u00e7\u00e3o de Melipona quadrifasciata anthidioides na multiplica\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias de Melipona mandacaia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Material e M\u00e9todos<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As divis\u00f5es foram realizadas em um melipon\u00e1rio localizado na Cidade Ocidental, estado de Goi\u00e1s. O m\u00e9todo de multiplica\u00e7\u00e3o utilizado foi o 2&#215;1, ou seja, uma col\u00f4nia fornece as abelhas oper\u00e1rias e a outra fornece os discos de cria. Adotou-se o modelo de caixa proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amaz\u00f4nia com dimens\u00f5es 14cm x 14cm x 10cm (comprimento x largura x altura) e 2cm de espessura, fabricada com madeira de Pinnus sp.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Foram realizadas duas divis\u00f5es, chamadas neste artigo como Divis\u00e3o 1 e Divis\u00e3o 2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A Divis\u00e3o 1 foi foi realizada no m\u00eas de outubro de 2017 e para isso utilizou-se cerca de 80 abelhas oper\u00e1rias de Mana\u00e7aia e um disco nascente de Uru\u00e7u Amarela do Planalto com, aproximadamente, 5 cm de di\u00e2metro. Observou-se que, ap\u00f3s 15 dias da divis\u00e3o, j\u00e1 havia rainha de Uru\u00e7u Amarela do Planalto na col\u00f4nia, bem como, realiza\u00e7\u00e3o de postura, tendo havido sucesso na divis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A Divis\u00e3o 2 foi realizada no m\u00eas de dezembro de 2017 e utilizou-se, aproximadamente, o mesmo n\u00famero de abelhas oper\u00e1rias de Manda\u00e7aia. Entretanto, dessa vez, colocou-se na caixa de divis\u00e3o dois discos nascentes de Melipona rufiventris, o maior deles medindo 56 x 80 mm, e o menor medindo 30 x 35 mm.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dez dias ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o (Divis\u00e3o 2) foi realizada observa\u00e7\u00e3o em que se verificou nascimento de algumas Uru\u00e7us Amarelas do Planalto. Verificou-se tamb\u00e9m que parte dos discos estavam podres, com larvas mortas. Esse fato pode ser explicado pela presen\u00e7a \u00e1rvores de Neen Indiano (Azadirachta indica) nas proximidades do melipon\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Entretanto, apesar de perda de parte de parte do material, constatou-se que, 42 dias ap\u00f3s a divis\u00e3o, houve aparecimento de rainha e presen\u00e7a de postura na col\u00f4nia, constando 26 c\u00e9lulas de cria fechadas. Tal observa\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante pelo fato de que, mesmo com pouco material a col\u00f4nia se consolidou com as todas as castas b\u00e1sicas para sua manuten\u00e7\u00e3o e sustentabilidade (rainha, oper\u00e1ria e zang\u00f5es).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Relata-se que tanto a Divis\u00e3o 1 quanto a Divis\u00e3o 2 foram alimentadas de modo suplementar, com xarope de \u00e1gua e a\u00e7\u00facar, na propor\u00e7\u00e3o de 1 parte de \u00e1gua para 1 parte de a\u00e7\u00facar. O xarope foi fornecido duas vezes por semana na quantidade de 40 ml\/col\u00f4nia, aproximadamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Conclus\u00f5es<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Verificou-se, com base nas duas divis\u00f5es realizadas, que h\u00e1 possibilidade de uso de oper\u00e1rias de Manda\u00e7aia para a multiplica\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias de Uru\u00e7u Amarela do Planalto, pelo m\u00e9todo 2&#215;1. Tal verifica\u00e7\u00e3o abre novas frentes de estudos para o manejo e multiplica\u00e7\u00e3o da abelha Melipona rufiventris e, por conseguinte, sua preserva\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Bibliografia<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Campos, L.A.O; Melipona rufiventris Lepeletier, 1836. Em: Machado ABM, Fonseca GAB, Machado RB, Aguiar LMS e Lins LV (eds) Livro Vermelho das Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o da Fauna de Minas Gerais. Belo Horizonte. 1998.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">CATALOGO MOURE \u2013 dispon\u00edvel para pesquisa em <a href=\"http:\/\/moure.cria.org.br\/catalogue\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/moure.cria.org.br\/catalogue<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">OLIVEIRA, F.; KERR, W. E.; Divis\u00e3o de uma col\u00f4nia de Jupar\u00e1 (Melipona compressipes manaosensis) usando-se a colmeia e o m\u00e9todo de Fernando Oliveira. INPA. Manaus-AM. 2000.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emprego de abelhas campeiras de Manda\u00e7aia (Melipona quadrifasciata anthidioides) na multiplica\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias de Uru\u00e7u Amarela (Melipona rufiventris): observa\u00e7\u00e3o e perspectiva. 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