{"id":2485,"date":"2018-06-19T23:27:44","date_gmt":"2018-06-19T23:27:44","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=2485"},"modified":"2018-06-20T18:11:43","modified_gmt":"2018-06-20T18:11:43","slug":"artigo-6","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-146-maio-de-2018\/artigo-6\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Animais associados \u00e0s colm\u00e9ias<\/h1>\n<blockquote><p>Harold Brand, Bi\u00f3logo Meliponicultor. <a href=\"mailto:Profharoldbrand@gmail.com\">Profharoldbrand@gmail.com<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Cole\u00f3pteros<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em muitos g\u00eaneros de abelhas, em particular na tribo Meliponini elas toleram a presen\u00e7a de pequenos cole\u00f3pteros nas suas colm\u00e9ias. Esses animais circulam preferentemente nos lugares \u00famido no fundo das caixas e se concentrando junto aos \u201cdep\u00f3sitos de lixo\u201d formado por res\u00edduos acumulados sem mais serventia para as abelhas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2486\" aria-describedby=\"caption-attachment-2486\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto1-Animais-associados.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2486 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto1-Animais-associados-300x191.jpg\" alt=\"Foto HB \u2013 lix\u00e3o das abelhas. - Fundo da caixa, local muito \u00famido com muitos mont\u00edculos de material descart\u00e1vel, inclusive fezes das abelhas jovens. S\u00e3o tamb\u00e9m prop\u00edcios para o desenvolvimento das larvas de for\u00eddeos. N\u00e3o resta duvida do papel saneador desses besouros\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto1-Animais-associados-300x191.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto1-Animais-associados-150x96.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto1-Animais-associados-500x319.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto1-Animais-associados.jpg 560w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2486\" class=\"wp-caption-text\">Foto HB \u2013 lix\u00e3o das abelhas. &#8211; Fundo da caixa, local muito \u00famido com muitos mont\u00edculos<br \/> de material descart\u00e1vel, inclusive fezes das abelhas jovens. S\u00e3o tamb\u00e9m prop\u00edcios para o<br \/> desenvolvimento das larvas de for\u00eddeos. N\u00e3o resta duvida do papel saneador desses besouros<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O comportamento desses animais nos faz lembrar a etologia dos urubus na sua alimenta\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica nos lix\u00f5es humanos a c\u00e9u aberto. Guardando as devidas propor\u00e7\u00f5es, o papel biol\u00f3gico de ambos \u00e9 o mesmo, diminuir a prolifera\u00e7\u00e3o de microorganismo entre os quais os patog\u00eanicos. O m\u00e9rito dessa rela\u00e7\u00e3o mutual\u00edstica \u00e9 auxiliar a manuten\u00e7\u00e3o da sanidade da colm\u00e9ia. J\u00e1 no inicio do s\u00e9culo passado alguns pesquisadores como Von Ihering j\u00e1 relacionavam a aus\u00eancia desses besouros com as doen\u00e7as que ocorrem na fase puparia em algumas esp\u00e9cies de abelhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em nosso melipon\u00e1rio, nas colm\u00e9ias como boca de renda e manda\u00e7aia , observamos tamb\u00e9m doen\u00e7as na fase puparias coincidindo com a falta desses agentes \u201csanit\u00e1rios\u201d. Eles se alimentando dos res\u00edduos dos \u201clix\u00f5es das abelhas\u201d impedem que os agentes patog\u00eanicos que ai proliferam, prosperem. A atividade desses animais ainda auxilia o combate \u00e0 temida mosca os For\u00eddeos sp uma vez que seu \u201dtrabalho de limpeza\u201d diminuem os locais prop\u00edcios a postura dessas moscas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2487\" aria-describedby=\"caption-attachment-2487\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto2-Animais-associados.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-2487 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto2-Animais-associados-300x206.jpg\" alt=\"Na foto aumentada os cole\u00f3pteros do interior de uma colm\u00e9ia de manda\u00e7aia, vivendo no lix\u00e3o do fundo da caixa. Local rico em mat\u00e9ria org\u00e2nica e bastante \u00famido, as duas condi\u00e7\u00f5es que favorecem o desenvolvimento de bact\u00e9rias e fungos, entre quais alguns patog\u00eanicos para as abelhas. Na foto a massa gelatinosa brilhante sobre a qual est\u00e3o os besouros \u00e9 o habitat das bact\u00e9rias e fungos.\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto2-Animais-associados-300x206.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto2-Animais-associados-150x103.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto2-Animais-associados-500x343.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto2-Animais-associados.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2487\" class=\"wp-caption-text\">Na foto aumentada os cole\u00f3pteros do interior de uma colm\u00e9ia de manda\u00e7aia, vivendo no lix\u00e3o<br \/> do fundo da caixa. Local rico em mat\u00e9ria org\u00e2nica e bastante \u00famido, as duas condi\u00e7\u00f5es que<br \/> favorecem o desenvolvimento de bact\u00e9rias e fungos, entre quais alguns patog\u00eanicos para as<br \/> abelhas. Na foto a massa gelatinosa brilhante sobre a qual est\u00e3o os besouros \u00e9 o habitat das<br \/> bact\u00e9rias e fungos.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esses besouros s\u00e3o cegos, explic\u00e1vel pelo novo ramo da Gen\u00e9tica a Epigenetica ela nos ensina que a atividade g\u00eanica \u00e9 modulada pelos fatores ambientais. Em outras palavras, como os besouros nascem e desenvolvem em ambiente escuro do fundo das caixas a vis\u00e3o n\u00e3o desenvolve por falta do estimulo luz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O que \u00e9 muito peculiar e interessante \u00e9 o modo como esse animal adulto mesmo cego passa de uma colm\u00e9ia para outra. A estrat\u00e9gia \u00e9 pegar uma carona se fixando na perna de uma oper\u00e1ria campeira at\u00e9 uma flor onde aguarda a visita de outra abelha e uma nova carona tem boa possibilidade de lev\u00e1-lo a uma nova colm\u00e9ia.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2488\" aria-describedby=\"caption-attachment-2488\" style=\"width: 268px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto3-Animais-associados.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2488\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto3-Animais-associados.jpg\" alt=\"Disco de cria com falha nas c\u00e1psulas alveolares. Quando ocorre a morte na fase puparia as oper\u00e1rias percebem a parada de movimento no interior da c\u00e1psula alveolar e retiram a pupa morta, deixando o espa\u00e7o vazio. No caso do disco ao lado, o exame microsc\u00f3pico identificou hifas de fungos no corpo das larvas mortas.\" width=\"268\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto3-Animais-associados.jpg 268w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Foto3-Animais-associados-150x112.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 268px) 100vw, 268px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2488\" class=\"wp-caption-text\">Disco de cria com falha nas c\u00e1psulas<br \/>alveolares. Quando ocorre a morte na fase<br \/>puparia as oper\u00e1rias percebem a parada de<br \/>movimento no interior da c\u00e1psula alveolar<br \/>e retiram a pupa morta, deixando o espa\u00e7o<br \/>vazio. No caso do disco ao lado, o exame<br \/>microsc\u00f3pico identificou hifas de fungos no<br \/>corpo das larvas mortas.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No nosso melipon\u00e1rio (Piraquara) j\u00e1 pudemos observar tr\u00eas desses animais aderidos \u00e0s patas de uma \u00fanica abelha guaraipo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A comprova\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a da diversidade de microorganismo:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As observa\u00e7\u00f5es podem ser feitas a partir da coleta de amostras nesses locais e preparados para observa\u00e7\u00e3o microsc\u00f3pica. J\u00e1 com uma microscopia simples permite a visualiza\u00e7\u00e3o da multiplicidade de bact\u00e9rias e fungos ai residentes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quando o fundo da caixa \u00e9 submetido \u00e0 luz ultravioleta em um ambiente escuro o aspecto esbranqui\u00e7ado da luz refletida identifica a presen\u00e7a dos fungos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cO interior da colm\u00e9ia \u00e9 um delicado e complexo sistema em equil\u00edbrio o que torna importante a participa\u00e7\u00e3o dos organismos associados no controle biol\u00f3gico\u201d.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Animais associados \u00e0s colm\u00e9ias Harold Brand, Bi\u00f3logo Meliponicultor. Profharoldbrand@gmail.com Cole\u00f3pteros Em muitos g\u00eaneros de abelhas, em particular na tribo Meliponini elas toleram a presen\u00e7a de pequenos cole\u00f3pteros nas suas colm\u00e9ias. 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