{"id":2334,"date":"2018-04-04T18:37:32","date_gmt":"2018-04-04T18:37:32","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=2334"},"modified":"2018-04-04T18:49:18","modified_gmt":"2018-04-04T18:49:18","slug":"memoria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-145-marco-de-2018\/memoria\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Rememorando o Curso de Apicultura Racional no Parque do Xingu.<\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><i>Hist\u00f3rico sobre a Apicultura Racional no Parque Ind\u00edgena do Xingu estado de Mato Grosso<\/i><\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Mario Isao Otsuka<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_2335\" aria-describedby=\"caption-attachment-2335\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-curso-xingu.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2335 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-curso-xingu-300x211.jpg\" alt=\"Figura-1-curso-xingu\" width=\"300\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-curso-xingu-300x211.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-curso-xingu-150x106.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-curso-xingu-500x352.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-curso-xingu.jpg 793w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2335\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rio Isao Otsuca e Waldemar Ribas Monteiro e os alunos no Parque nacional do Xingu em 1999<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">1 \u2013 O Parque Ind\u00edgena do Xingu (PIX) foi criado pelo Governo Federal em 196l com \u00e1rea total de 2.642.003 ha. Nos \u00faltimos tempos 2 novas \u00e1reas foram incorporadas (Suiy\u00e1 e Batovi), ampliando a \u00e1rea para cerca de 2,8 milh\u00f5es de hectares. Habitam no Parque atualmente 15 etnias, falando 15 diferentes l\u00ednguas, com uma popula\u00e7\u00e3o aproximada de 4.000 \u00edndios. A l\u00edngua oficial para a uni\u00e3o dos povos xinguanos \u00e9 o portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">2 \u2013 O Instituto Socioambiental (ISA), uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental (ONG) mant\u00e9m no PIX um projeto denominado Apoio \u00e0 alternativas Econ\u00f4micas para Etnias Xinguanas, que visa oferecer aos irm\u00e3os ind\u00edgenas a obten\u00e7\u00e3o de recursos para subsist\u00eancia, respeitando o meio ambiente. Esse Projeto engloba v\u00e1rias atividades, entre as quais a apicultura racional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">3 \u2013 A atividade ap\u00edcola, como coleta de mel baseada no extrativismo j\u00e1 existia no Parque (PIX) e parte da produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 era comercializada fora dele. J\u00e1 no passado bastante distante a FUNAI havia tentado a apicultura racional, com entrega de roupas e materiais, mas n\u00e3o obteve sucesso por falta de uma adequada instru\u00e7\u00e3o e acompanhamento. Nenhum dos \u00edndios que hoje s\u00e3o apicultores estiveram presentes na fase da FUNAI.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">4 \u2013 O ISA vislumbrando na apicultura uma atividade com um bom potencial, preocupou-se em oferecer aos \u00edndios um novo modelo de produ\u00e7\u00e3o de mel, baseado no manejo racional dos enxames e n\u00e3o mais no extrativismo, e oferecer o conhecimento sobre o ciclo das floradas, condi\u00e7\u00f5es higi\u00eanicas na extra\u00e7\u00e3o e envasamento do mel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">5 \u2013 Dentro desse contexto, em 1996 fomos indicados pela APACAME pelo seu Presidente Executivo Dr. Constantino Zara filho e convidados por Sr. Andr\u00e9 Villas-Boas, Coordenador do Programa Xingu do ISA, para ministrarmos um curso eminentemente pr\u00e1tico de Apicultura Racional aos \u00edndios (11 alunos) e assim estivemos pela primeira vez no PIX. Mat\u00e9ria sobre o assunto se encontra nas p\u00e1ginas 9 a 11 do peri\u00f3dico Mensagem Doce n\u00ba 38.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">6 \u2013 Estivemos no PIX para novos cursos e verifica\u00e7\u00f5es dos api\u00e1rios implantados em 1998, 1999 e em 2000. Em todas essa visitas novos alunos \u00edndios nos cursos, incluindo alguns representantes da tribo Panar\u00e1, os denominados gigantes pelos irm\u00e3os Villas-B\u00f4as, cujo territ\u00f3rio situa-se no estado do Par\u00e1. Cada curso foi levado a efeito em aldeias diferentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">7 \u2013 Em 2000demos por encerrado o nosso trabalho no PIX para que o ISA e a ATIX (Associa\u00e7\u00e3o Terras Ind\u00edgenas do Xingu) dirigida e administrada somente por \u00edndios daquele Parque, pudessem levar avante o projeto com suas pr\u00f3prias pernas, embora n\u00f3s quis\u00e9ssemos esta l\u00e1 por muitas outras vezes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">8 \u2013 Hoje, setembro de 2003, a apicultura racional no Parque, tanto na parte t\u00e9cnica de cria\u00e7\u00e3o quanto na parte comercial s\u00e3o atividades dirigidas pela ATIX, com a supervis\u00e3o do ISA. Os api\u00e1rios t\u00eam o acompanhamento dos monitores ind\u00edgenas, e o respons\u00e1vel pela parte comercial que consiste na aquisi\u00e7\u00e3o de materiais ap\u00edcolas e na comercializa\u00e7\u00e3o do mel \u00e9 de compet\u00eancia de Ianukul\u00e1 Kaiabi que tem o curso de segundo grau completo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">9 \u2013 Atualmente a apicultura racional no PIX \u00e9 praticada em 23 aldeias, com quase 50 apicultores com cerca de 170 colm\u00e9ias. A produ\u00e7\u00e3o anual de mel est\u00e1 em torno de 2.000\/2.500 kg. Por ser mel com SIF (Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal) e com certificado de org\u00e2nico pelo Instituto Bio-Din\u00e2mico de Botucatu-SP, alcan\u00e7a um bom pre\u00e7o e segundo a m\u00eddia est\u00e1 sendo comercializado pelo Grupo P\u00e3o de A\u00e7ucar atrav\u00e9s do Projeto Caras do Brasil (Mel dos \u00cdndios do Xingu).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">10 \u2013 Com 170 colm\u00e9ias atuais poder-se-ia produzir cerca de 4 a 5 mil kg de mel, em virtude do potencial de floradas da regi\u00e3o. Entretanto, devemos saber respeitar a cultura dos \u00edndios, que ainda n\u00e3o est\u00e3o afeitos ao trabalho nos moldes dos chamados civilizados bem como da relativa import\u00e2ncia que d\u00e3o ao dinheiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">11 \u2013 Em 25\/08\/2003 estivemos reunidos com o professor Ricardo Bresler da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, Coordenador do Programa Gest\u00e3o P\u00fablica e Cidadania, em trabalho conjunto com a Funda\u00e7\u00e3o Ford, que esteve no PIX para verifica\u00e7\u00e3o \u201cin loco\u201d do trabalho de Apicultura Racional levado a efeito pela ATIX.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">12 \u2013 Este \u00e9 em s\u00edntese o trabalho que implantamos e desenvolvemos no PIX, e que gra\u00e7as ao ISA est\u00e1 mostrando bons resultados. Agradecemos a minha APACAME na pessoa do Dr. Constantino Zara Filho que nos deu sempre um grande apoio para o bom andamento do Projeto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este relat\u00f3rio foi elaborado em 23 de setembro de 2003.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nos Cadernos de Gest\u00e3o P\u00fablica e Cidadania, n\u00ba 44, volume 9, de novembro de 2004, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, o professor Bresler que historia a apicultura no PIX, relata num trecho: \u201c Com a forma\u00e7\u00e3o da parceria ATIX\/ISA, em 1996, e apesar das retic\u00eancias, a id\u00e9ia foi florescendo novamente. Uma coisa era certa: sem comprometimento e acompanhamento t\u00e9cnico cont\u00ednuo, nos api\u00e1rios n\u00e3o valia a pena voltar ao assunto. Nem a ATIX e nem o ISA possu\u00edam pessoal qualificado para isso. Coube ao ISA procurar um parceiro que pudesse capacitar tecnicamente os apicultores. Encontraram na APACAME o parceiro ideal que se comprometeu com o projeto. De 1996 a 2000, foram realizados 5 cursos no Parque, coordenados por Mario Isao Otsuka (Diretor da APACAME). Em 2001 foi realizado um curso em S\u00e3o Paulo. Destaca-se o trabalho de Mario, que soube adaptar o conte\u00fado dos cursos \u00e0s necessidades dos apicultores, capacitando-os efetivamente para a pr\u00e1tica da apicultura racional\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dois t\u00e9cnicos do ISA foram capacitados pela APACAME: os engenheiros agr\u00f4nomos Henrique e Wemerson Ballester.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rememorando o Curso de Apicultura Racional no Parque do Xingu. 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