{"id":2156,"date":"2017-11-05T15:36:04","date_gmt":"2017-11-05T15:36:04","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=2156"},"modified":"2017-11-05T15:42:12","modified_gmt":"2017-11-05T15:42:12","slug":"artigo-6","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-143-setembro-de-2017\/artigo-6\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Cientistas apontam 10 a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para proteger polinizadores<\/h1>\n<blockquote><p>Fonte: Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um novo artigo na revista Science, produzido por uma equipe internacional de 12 cientistas, com participa\u00e7\u00e3o brasileira, aponta 10 a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que os governos de todo o mundo devem tomar para proteger os animais polinizadores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os servi\u00e7os prestados pelos poli<\/span><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/polinizadores.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2158\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/polinizadores-300x237.jpg\" alt=\"polinizadores\" width=\"300\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/polinizadores-300x237.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/polinizadores-150x118.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/polinizadores-500x394.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/polinizadores.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/span><span style=\"font-size: large;\">nizadores s\u00e3o considerados pelos cientistas fundamentais para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u2013 especialmente no caso das abelhas, que s\u00e3o respons\u00e1veis por polinizar mais de 50% das plantas das florestas tropicais e 73% de todas as culturas agr\u00edcolas do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mas os polinizadores est\u00e3o sofrendo um decl\u00ednio de grande escala, de acordo com uma recente avalia\u00e7\u00e3o global realizada pela Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (IPBES) \u2013 um \u00f3rg\u00e3o que fornece base t\u00e9cnica e cient\u00edfica \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o da Diversidade Biol\u00f3gica, apelidado pelos pesquisadores de \u201cIPCC da Biodiversidade\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As 10 medidas para prote\u00e7\u00e3o dos polinizadores \u2013 que incluem a regula\u00e7\u00e3o de pesticidas, o incentivo a sistemas agr\u00edcolas diversificados e o monitoramento de longo prazo \u2013 tiveram base em um exaustivo estudo produzido pelo IPBES e foram definidas por um grupo de 12 cientistas, incluindo tr\u00eas pesquisadoras brasileiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A publica\u00e7\u00e3o teve a participa\u00e7\u00e3o de Carmen Pires, da Embrapa Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia, Blandina Viana, do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia e Adriana Lopes, da Universidade Federal de Pernambuco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De acordo com Carmen, o objetivo da equipe era sugerir 10 a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas claras e bem definidas para que os governos possam combater o problema do decl\u00ednio dos polinizadores e assim proteger a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo ela, o conjunto de recomenda\u00e7\u00f5es \u00e9 parte de um relat\u00f3rio produzido pelo IPBES, cujo resumo foi aprovado na \u00faltima reuni\u00e3o da COP da Biodiversidade, em Kuala Lumpur e que ser\u00e1 discutido na pr\u00f3xima COP, no M\u00e9xico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201c\u00c9 um documento muito robusto. N\u00f3s produzimos o sexto cap\u00edtulo, que trata das pol\u00edticas p\u00fablicas que devem ser realizadas para reduzir os impactos sobre os polinizadores. Por isso a Science nos convidou para produzir o artigo\u201d, disse Carmen ao jornal O Estado de S. Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Quadro.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2160\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Quadro.jpg\" alt=\"Quadro\" width=\"611\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Quadro.jpg 911w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Quadro-300x231.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Quadro-150x116.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Quadro-500x385.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 611px) 100vw, 611px\" \/><\/a>A primeira das recomenda\u00e7\u00f5es \u00e9 estabelecer padr\u00f5es mais restritivos na regula\u00e7\u00e3o dos pesticidas. \u201cHoje, se voc\u00ea observar, apenas a abelha europeia, a Apis mellifera, \u00e9 utilizada para as an\u00e1lises de impacto de agrot\u00f3xicos. Precisamos que protocolos de outras esp\u00e9cies entrem nessas an\u00e1lises. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso avaliar os efeitos indiretos e n\u00e3o letais dos agrot\u00f3xicos, porque hoje s\u00f3 se avalia os impactos a partir da toxicidade aguda, isto \u00e9, se o produto mata ou n\u00e3o o inseto\u201d, disse Carmen.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os cientistas tamb\u00e9m recomendam promover o manejo integrado de pragas. Antes de decidir pelo uso de um pesticida, o produtor deve observar o n\u00edvel de dano que realmente \u00e9 causado pela praga. \u201c\u00c9 preciso monitorar. Se uma lagarta na soja n\u00e3o causa real dano econ\u00f4mico, n\u00e3o vale \u00e0 pena aplicar o pesticida. \u00c9 preciso tamb\u00e9m escolher produtos menos t\u00f3xicos para as abelhas e sempre come\u00e7ar pelo controle biol\u00f3gico: produtos qu\u00edmicos devem ser o \u00faltimo recurso.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os governos tamb\u00e9m devem incluir os impactos indiretos e n\u00e3o-letais nas an\u00e1lises de riscos de sementes transg\u00eanicas, al\u00e9m de regulamentar os fluxos de polinizadores manejados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cNo Brasil temos uma legisla\u00e7\u00e3o para importa\u00e7\u00e3o de agentes de controle biol\u00f3gico. N\u00e3o se pode simplesmente trazer uma nova esp\u00e9cie de abelhas que n\u00e3o existe no Brasil sem uma avalia\u00e7\u00e3o de riscos. Mas, de modo geral, os pa\u00edses n\u00e3o t\u00eam essa regulamenta\u00e7\u00e3o\u201d, declarou Carmen.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outra a\u00e7\u00e3o recomendada pelos cientistas \u00e9 desenvolver incentivos para que agricultores se beneficiem ao trocar agroqu\u00edmicos por servi\u00e7os fornecidos pelos ecossistemas. \u201c\u00c9 preciso premiar quem protege os polinizadores, em vez de punir quem n\u00e3o protege. Se o produtor consegue produzir sem agrot\u00f3xicos, manter \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o natural e controlar o uso de pesticidas, ele tem que ser incentivado.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A poliniza\u00e7\u00e3o, segundo os pesquisadores, deve ser levada em conta pelos servi\u00e7os de apoio ao agricultor, mostrando que ela \u00e9 um fator central para a produ\u00e7\u00e3o. \u201cAs empresas de extens\u00e3o rural devem reconhecer a import\u00e2ncia da poliniza\u00e7\u00e3o como um insumo agr\u00edcola importante. O servi\u00e7o de extens\u00e3o p\u00fablico tem que ser fortalecido e orientar sobre pragas, pesticidas, mas tamb\u00e9m sobre a prote\u00e7\u00e3o dos polinizadores.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os cientistas tamb\u00e9m recomendam o apoio aos sistemas agr\u00edcolas diversificados. \u201cN\u00f3s precisamos fortalecer a agricultura de base ecol\u00f3gica. V\u00e1rios trabalhos cient\u00edficos mostram que \u00e1reas pequenas e diversificadas \u2013 com mais vegeta\u00e7\u00e3o natural e culturas intercaladas \u2013 protegem mais o polinizador que as \u00e1reas de monoculturas. \u00c9 preciso incentivar o que chamamos de \u2018intensifica\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica\u2019\u201d, disse Carmen.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os governos tamb\u00e9m devem conservar e restaurar a \u201cinfraestrutura verde\u201d \u2013 uma rede de h\u00e1bitats entre os quais os polinizadores podem se mover -, em paisagens agr\u00edcolas e urbanas. \u201cInvestir na infraestrutura verde permite que os polinizadores se movam entre os ambientes. \u00c9 preciso ter manchas de vegeta\u00e7\u00e3o natural e corredores at\u00e9 mesmo nas paisagens urbanas \u2013 como se faz em algumas cidades americanas, onde se plantam flores mel\u00edferas nos jardins\u201d, explicou Carmen.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As \u00faltimas recomenda\u00e7\u00f5es consistem em desenvolver sistemas de monitoramento de longo prazo de polinizadores e financiar pesquisas sobre a melhora de rendimento na agricultura org\u00e2nica, diversificada e ecologicamente intensificada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cSentimos falta de dados de monitoramento de longo prazo, para saber se as comunidades de abelhas est\u00e3o ou n\u00e3o diminuindo. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel tomar decis\u00f5es com esse tipo de dados. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">E \u00e9 preciso criar um fundo global para pesquisa para promover a agricultura que tem base na intensifica\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica\u201d, disse.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas apontam 10 a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para proteger polinizadores Fonte: Estad\u00e3o Conte\u00fado Um novo artigo na revista Science, produzido por uma equipe internacional de 12 cientistas, com participa\u00e7\u00e3o brasileira, aponta 10 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":2079,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-2156","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2156"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2156"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2159,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2156\/revisions\/2159"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}