{"id":1898,"date":"2017-06-17T17:36:36","date_gmt":"2017-06-17T17:36:36","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=1898"},"modified":"2017-06-17T17:46:39","modified_gmt":"2017-06-17T17:46:39","slug":"artigo-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-141-maio-de-2017\/artigo-2\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">A MELIPONICULTURA NO ESTADO DO TOCANTINS:<br \/>\nASPECTOS AMBIENTAIS ECON\u00d4MICOS E SOCIAIS<\/h1>\n<blockquote><p>Di\u00f4go Janu\u00e1rio da Costa Neto<sup>1<\/sup>, Edmilson Soares da Silva Costa<sup>2<\/sup>, Deyla Paula de Oliveira<sup>3<\/sup><br \/>\n1- Universidade Federal do Tocantins; Mestrando em Ecologia de Ec\u00f3tonos, Especialista em Educa\u00e7\u00e3o ambiental, Bi\u00f3logo. \u2013 2- Universidade Luterana do Brasil; Mestre em Ensino de Ci\u00eancias e Matem\u00e1tica, Qu\u00edmico, Professor de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica no Estado do Tocantins. \u2013 3- Universidade Estadual do Tocantins; Doutora em Gen\u00e9tica, Conserva\u00e7\u00e3o e Biologia Evolutiva, Bi\u00f3loga, Diretora de Pesquisa Institucional da Universidade Estadual do Tocantins.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Resumo<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este artigo apresenta os objetivos da meliponicultura no Estado do Tocantins, que est\u00e1 em fase inicial como atividade agr\u00edcola, analisando os aspectos ambientais, econ\u00f4micos e sociais dessa pr\u00e1tica. Para a obten\u00e7\u00e3o dos dados, foram entrevistados 34 (trinta e quatro) agricultores meliponicultores de 17 (dezessete) munic\u00edpios do Tocantins; 1 (um) t\u00e9cnico do RURALTINS e 1 (um) membro de uma Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores do Tocantins. Para 50% dos meliponicultores entrevistados, a finalidade da cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o se deve \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de produtos da colmeia, que inclui mel, pr\u00f3polis, cera, enxames, entre outros; 35,29% dos entrevistados relataram que a cria\u00e7\u00e3o se deve exclusivamente \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de abelhas; 20,58% trabalham com meliponicultura apenas para auto-consumo dos produtos da colmeia; 8,82% dos entrevistados relataram que a atividade se deve ao uso em servi\u00e7os ambientais e tamb\u00e9m como hobby; e finalmente, 2,94% criam abelhas sem ferr\u00e3o para fins de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e instrucional. O trabalho desenvolvido pela Associa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais do Vale do Corda, em Wanderl\u00e2ndia-TO, \u00e9 fundamental para a forma\u00e7\u00e3o de agricultores meliponicultores e para a a\u00e7\u00e3o no resgate de enxames em situa\u00e7\u00e3o de risco, consistindo em estrat\u00e9gias locais para a conserva\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o na localidade e em seu entorno. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Trabalhos para promover a educa\u00e7\u00e3o ambiental atrav\u00e9s da meliponicultura em escolas nos munic\u00edpios do Tocantins ajudam a disseminar a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o, possibilitando interatividade entre estudantes, professores, t\u00e9cnicos e pesquisadores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Palavras-chave:<\/b> Abelhas sem ferr\u00e3o, Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, Meliponicultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas sem ferr\u00e3o(Hymenoptera: Apidae: Meliponinae), comumente chamadas denativas ind\u00edgenas oumelipon\u00edneos, s\u00e3o caracterizadas por apresentarem um ferr\u00e3o atrofiado ena maioria das esp\u00e9cies h\u00e1a presen\u00e7a de corb\u00edcula, uma estrutura utilizada para a coleta de p\u00f3len nas plantas. Essas abelhasest\u00e3o distribu\u00eddas nas regi\u00f5es tropicais e subtropicais do planeta, associadas a florestas nativas, sendo registradas tamb\u00e9m ocorr\u00eancias em regi\u00f5es temperadas. Constroem seus ninhos em cavidades ocas de troncos de \u00e1rvores, no solo e outros substratos, e s\u00e3o fundamentais para a poliniza\u00e7\u00e3o das florestas nativas, que juntamente com as demais abelhas s\u00e3o respons\u00e1veis por 40-90% da poliniza\u00e7\u00e3o(Nogueira-Neto 1997;Imperatriz-Fonseca &amp; Nunes-Silva, 2010; Nocelliet al., 2012;Michener, 2013).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Algumas esp\u00e9cies de melipon\u00edneosforam extintas e outras est\u00e3o em risco de extin\u00e7\u00e3o devido a press\u00e3o de atividades antr\u00f3picas sobre as florestas nativas(Kerr, 2002). Dados recentes da situa\u00e7\u00e3o da fauna de insetos da ordem Hymenoptera no Brasil divulgados na lista vermelha de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o em 2014 pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidadeapontam que existam4(quatro) esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o na categoria em perigo de extin\u00e7\u00e3o (Brasil, 2014).Com isso, estrat\u00e9gias para a conserva\u00e7\u00e3o de abelhas nativas devem ser tomadas a fim de que novas esp\u00e9cies entrem na lista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nesse sentido, a cria\u00e7\u00e3o racional de abelhas sem ferr\u00e3o, denominada meliponicultura (Nogueira-Neto, 1997), \u00e9 uma atividade que pode preservar as abelhas, sendo regulamentada no Brasil pela resolu\u00e7\u00e3o n\u00b0 346 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Brasil, 2004), que considera as abelhas sem ferr\u00e3o como parte da fauna silvestre.Pela aus\u00eancia do ferr\u00e3o nas abelhas nativas, o manejo dispensa o uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3osofisticados, como macac\u00e3o, mascaras,sendo, portanto de baixo custo (Ferreira et al., 2013).Apr\u00e1tica da meliponicultura no Brasil, al\u00e9m do enfoque conservacionista, tem uma import\u00e2ncia social devido ao uso nutricional e terap\u00eautico do mel e da pr\u00f3polis por comunidades tradicionais e econ\u00f4micas, pela comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos do ninho(Carvalho-Zilseet al.,2005; Craveiro et al., 2015).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Informa\u00e7\u00f5es sobre ameliponiculturaressaltamdiferentes finalidades dessa atividade no Brasil (Nunes et al., 2009;Gomes et al., 2013; Carvalho &amp; Martins, 2014; Jaff\u00e9et al., 2015; Santo et al., 2016). No Estado do Tocantins, a meliponicultura encontra-se em sua fase inicial como atividade agropecu\u00e1ria, estando presente em todas as microrregi\u00f5es do estado, por\u00e9m com predomin\u00e2ncia de criadores na regi\u00e3o norte (Costa-Netoet al., 2016). As abelhas sem ferr\u00e3o manejadas nos sistemas de meliponiculturado Tocantins s\u00e3o de poss\u00edveis34 (trinta e quatro) t\u00e1xons, sendo 8 (oito) t\u00e1xons com 4 (quatro) subesp\u00e9cies da tribo Meliponini e 22 (vinte e dois) t\u00e1xons da tribo Trigonini, sendo as abelhas mais frequentes a Tetragoniscaangustula (Latreille, 1811) (jata\u00ed), MeliponafasciculataSmith, 1854 (ti\u00faba), Scaptotrigonasp. (tubi bravo), Meliponaflavolineata Friese,1900 (uru\u00e7u amarela), MeliponaseminigraCockerell, 1919 (uru\u00e7u preta), Frieseomelitta varia (Lepeletier,1836) (manoel de abreu) e MeliponasubnitidaDucke,1910 (marmelada) (Costa-Neto et al., 2016). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O Tocantins encontra-se em expans\u00e3o em suas atividades agropecu\u00e1rias, com a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, mandiocas, bovinocultura, caprinocultura, ovinocultura, piscicultura, apicultura, avicultura, silvicultura e bioenergia, para atender a demanda externa e interna do Estado. Al\u00e9m do crescimento da produ\u00e7\u00e3o, houve tamb\u00e9m um aumentodas \u00e1reas destinadas para essas atividades. Entre os anos de 2011 e 2014,houve um crescimentono uso de mais de58.375 ha de \u00e1reas para oplantio de eucalipto, mais de 343 mil hapara o plantio de milho e mais de 363 mil ha para soja(Tocantins, 2016).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A press\u00e3o antr\u00f3pica sobre a vegeta\u00e7\u00e3o tocantinense \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o com as esp\u00e9cies de abelhas nativas, que dependem dos recursos florestais para a sobreviv\u00eancia do enxame (Braga et al., 2009). Nesse artigo \u00e9 realizada uma an\u00e1lise dos aspectos ambientais, econ\u00f4micos e sociais da meliponicultura no Estado do Tocantins, tendo comoobjetivoconhecer as finalidades da cria\u00e7\u00e3o racional de abelhas nativas, as estrat\u00e9gias utilizadas por \u00f3rg\u00e3o ambientais para a implementa\u00e7\u00e3o e fortalecimento dessa atividade e as a\u00e7\u00f5es realizadas em escolaspara a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o ambiental, utilizando a meliponicultura como instrumento de discuss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>\u00c1rea de estudo<\/b><\/span><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_1901\" aria-describedby=\"caption-attachment-1901\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Meliponicultura.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Meliponicultura-300x119.jpg\" alt=\"Figura 1: Mapa de localiza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de estudo. A - Brasil, B - Divis\u00e3o do Estado do Tocantins em oito microrregi\u00f5es. Fonte: http:\/\/br.viarural.com\/mapa\/tocantins\/\" width=\"300\" height=\"119\" class=\"size-medium wp-image-1901\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Meliponicultura-300x119.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Meliponicultura-150x59.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Meliponicultura-500x198.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Meliponicultura.jpg 857w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1901\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Mapa de localiza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de estudo. A &#8211; Brasil, B &#8211; Divis\u00e3o do Estado do Tocantins<br \/>em oito microrregi\u00f5es. Fonte: http:\/\/br.viarural.com\/mapa\/tocantins\/<\/figcaption><\/figure><span style=\"font-size: large;\">O estudo foi desenvolvido em 17 (dezessete) munic\u00edpios do Estado do Tocantins, localizados nas 8 (oito) microrregi\u00f5esdo Estado (Figura 1). Na microrregi\u00e3o Bico do Papagaio, foram amostrados os munic\u00edpios de Araguatins, Cachoeirinha e Darcin\u00f3polis; namicrorregi\u00e3o de Aragua\u00edna, os munic\u00edpios de Aragua\u00edna, Nova Olinda, Piraqu\u00ea e Wanderl\u00e2ndia;na microrregi\u00e3o de Miracema, os munic\u00edpios de Guara\u00ed e Miracema;microrregi\u00e3o de Porto Nacional, os munic\u00edpios de Palmas e Porto Nacional;na microrregi\u00e3o de Rio Formoso, o munic\u00edpio de F\u00e1tima;na microrregi\u00e3o de Gurupi, os munic\u00edpios de Cariri do Tocantins e Gurupi;na microrregi\u00e3o de Dian\u00f3polis, os munic\u00edpiosde Dian\u00f3polis e Santa Rosa do Tocantins e microrregi\u00e3o Jalap\u00e3o, o munic\u00edpiode Novo Acordo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Coleta de dados<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esta pesquisa, de natureza quali-quantitativa, se caracteriza como um estudo de caso (Trivi\u00f1os, 1987), pois se pretendeu divulgar os motivos que levaram os meliponicultores do Estado do Tocantins a criarem abelhas sem ferr\u00e3o e suas contribui\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento dameliponicultura no Tocantins. Para a obten\u00e7\u00e3o dos dados foram entrevistados 34 (trinta e quatro) meliponicultoresde 17 (dezessete) munic\u00edpios do Tocantins.<\/span><figure id=\"attachment_1902\" aria-describedby=\"caption-attachment-1902\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Meliponicultura_TO.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Meliponicultura_TO-300x181.jpg\" alt=\"Figura 2. Finalidades da meliponicultura no Estado do Tocantins declarada por 34 meliponicultores de 17 munic\u00edpios.\" width=\"300\" height=\"181\" class=\"size-medium wp-image-1902\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Meliponicultura_TO-300x181.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Meliponicultura_TO-150x91.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Meliponicultura_TO-500x302.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Meliponicultura_TO.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1902\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2. Finalidades da meliponicultura no Estado do Tocantins declarada por 34 meliponicultores<br \/>de 17 munic\u00edpios.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O contato com os meliponicultores foi solicitado nas unidades regionais do RURALTINS de todo o Estado, por ser uma institui\u00e7\u00e3o que presta assist\u00eancia aos criadores de abelhas do Tocantins. Tamb\u00e9m foi coletadodados de 1 (um) t\u00e9cnico do RURALTINS e 1 (um) membro de uma Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores do Tocantins, com o intuito de conhecer as estrat\u00e9gias utilizadas para a implementa\u00e7\u00e3o e fortalecimento da meliponicultura no Estado. Foram apresentados estudos de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ambiental por meio da meliponicultura em escolas dos munic\u00edpios tocantinenses.Al\u00e9m disso, foram realizadas pesquisas em sites de not\u00edcias sobre o tema \u201cMeliponicultura\u201d com vistas \u00e0 buscade informa\u00e7\u00f5es sobre pr\u00e1ticas locais com o tema do estudo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dos 34 (trinta e quatro) meliponicultores entrevistados no presente estudo, 2 (dois) s\u00e3o do sexo feminino e 32 (trinta e dois) do sexo masculino, apresentando entre 5 (cinco) meses a 23 (vinte e tr\u00eas) anos de experi\u00eancia com a cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o. Esses meliponicultores s\u00e3o agricultores, professores, estudantes, t\u00e9cnicos agr\u00edcolas, entre outras profiss\u00f5es que iniciaram essa atividade para diferentes finalidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Finalidades da meliponicultura no estado do Tocantins<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De um total de 44 (quarenta e quatro) respostas declaradas, 38,63% (n=17) dos meliponicultores entrevistados, fazem uso da cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o para fins comerciais dos produtos como mel, cera, pr\u00f3polis e enxames. Tal dado refor\u00e7a o que Silva &amp; Paz (2012)consideram sobre o interesse comercial de outros subprodutos melipon\u00edcolas comocera, pr\u00f3polis, geopr\u00f3polis e sabur\u00e1;para 27,27% (n=12) dos meliponicultores, ameliponicultura tem por finalidadeaconserva\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de abelhas nativas; 15,90% (n=7) dos entrevistados, disseram que a finalidade visa \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o para consumo pr\u00f3prio dos produtos do ninho; 6,81% (n=3) dos meliponicultorescriam com intuitos de servi\u00e7os ambientais e para 6,81% (n=3) a meliponicultura como se deve a uma atividade considerada como hobbye 2,27% (n=1) declararam como finalidade de pesquisa e instrutor\u00eda. As finalidades da meliponicultura no Tocantins est\u00e3o representadas na figura 2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A comercializa\u00e7\u00e3o de mel no Tocantins \u00e9, em sua maioria, proveniente da apicultura, que supera a meliponicultura em termos de produtividade e retorno econ\u00f4mico mais r\u00e1pido. Segundo dados da Federa\u00e7\u00e3o Tocantinense de Apicultura, em 2013foram produzidas 118 toneladas de mel, que equivale a 13 kg por colmeia ao ano (Seagro, 2015). J\u00e1 as abelhas sem ferr\u00e3o, a maior quantidade produzida \u00e9 observada entre as esp\u00e9cies do g\u00eanero Melipona, que produzem em m\u00e9dia de 3 a 6 litros de mel por colmeia anualmente (Magalh\u00e3es &amp; Venturieri, 2010; Carvalho-Zilseet al., 2012). Em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o, 1L de mel de abelha mel\u00edfera custa em m\u00e9dia R$ 30,00 no mercado, j\u00e1 das esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o varia de R$ 70,00 a R$ 1.000,00. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para ser comercializado, o mel deve passar por um controle de qualidadeatrav\u00e9s de an\u00e1lises preconizadas pelo regulamento t\u00e9cnico de qualidade do mel (Brasil, 1997), onde s\u00e3o exigidas a realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas, sensoriais e microbiol\u00f3gicas de amostras para receber o Selo deInspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF). No Tocantins, existe o Laborat\u00f3rio de Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), localizado no Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias em Palmas, que realiza an\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas e microbiol\u00f3gicas de m\u00e9is de produtores ligados a Associa\u00e7\u00f5es e Cooperativas de todo o Estadodo Tocantins (Agrolink, 2011; Tocantins, 2012).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De todos os produtos melipon\u00edcolas, o mel sempre foi o produto mais valorizado por suas propriedades medicinais e por ter sido, no passado, praticamente a \u00fanica fonte de a\u00e7\u00facar dispon\u00edvel(Silva &amp; Paz, 2012). Filho et al. (2010) comentam que o mel das abelhas sem ferr\u00e3o \u00e9 diferenciado e reconhecido por suas importantes propriedades funcionais sobre a sa\u00fade humana. A pr\u00f3polis pode ser utilizada como anest\u00e9sico, cicatrizante, antif\u00fangica e anti-inflamat\u00f3rio (Filho et al., 2010). Os produtos dos melipon\u00edneos, al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o alimentar, tamb\u00e9m desempenham papel significativo na medicina, religi\u00e3o, mitos, ritos e cren\u00e7as, presentes em rituais de algumas tribos ind\u00edgenas (Palazuelos-Ballivi\u00e1n, 2008; Silva &amp; Paz, 2012). S\u00e3o tamb\u00e9m registrados o uso dessa atividade em comunidades tradicionais ind\u00edgenas (Nunes et al., 2009) e quilombolas (Santo et al., 2016) e em manifesta\u00e7\u00f5es culturais (Carvalho &amp; Martins, 2015).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Do ponto de vista ecol\u00f3gico, o manejo de abelhas nativas, est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 pr\u00e1tica de compensa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Al\u00e9m disso, apresenta grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica, por permitir a manuten\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies vegetais, o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico nos ecossistemas, a produ\u00e7\u00e3o de mel e geopr\u00f3polis, garantir a produ\u00e7\u00e3o de frutos e sementes, sobreviv\u00eancia da fauna e flora e das comunidades que vivem de sua explora\u00e7\u00e3o (Kerr, 1987). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outra atividade promissora advinda da cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o \u00e9 o aluguel de colmeias para poliniza\u00e7\u00e3o em \u00e1reas degradadas (Gianini, 2015). Trazer as abelhas nativas para os sistemas agroflorestais traz a necessidade do investimento em pesquisas, devido ao aumento do risco de inimigos naturais como formigas, for\u00eddeos, sard\u00f5es, \u00e1caros, lagartixas, entre outros (Carvalho-Zilseet al., 2011), doen\u00e7as f\u00fangicas nos enxames, toler\u00e2ncia ao agrot\u00f3xico das lavouras e a exist\u00eancia de plantas que apresentam compostos secund\u00e1rios para defesa contra insetos que podem ser t\u00f3xicas para abelhas (Cintra et al., 2005), como a esp\u00e9cie ex\u00f3tica Azadirachta indica A. Juss (Nim indiano) que \u00e9 utilizado como repelente de insetos em estabelecimentos agropecu\u00e1rios (Deleito &amp; Borja, 2008)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O meliponicultor, sendo colecionador, poder\u00e1 requerer cada vez mais esp\u00e9cies diferentes em seu melipon\u00e1rio e introduzir esp\u00e9cies de ocorr\u00eancia n\u00e3o natural da sua regi\u00e3o. Algumas esp\u00e9cies s\u00e3o adaptadas a habitats espec\u00edficos, conforme Waldschmidt (2000)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Antes de implantar um sistema de meliponicultura, o criador deve buscar informa\u00e7\u00f5es por meio de cursos e contactar outros criadores, associa\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es governamentais que forne\u00e7am apoio t\u00e9cnico, sendo recomendado um n\u00famero m\u00e1ximo de 10 (dez) colmeias como ponto inicial, para fazer uma ambienta\u00e7\u00e3o com o uso das t\u00e9cnicas de manejo (Carvalho-Zilseet al., 2012) e com o tempo, dependendo da finalidade, as col\u00f4nias poder\u00e3o ser multiplicadas. De acordo com a resolu\u00e7\u00e3o n\u00b0 346 de 2004 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, quando se atingir um n\u00famero m\u00ednimo de 50 colmeias, o meliponicultordeve solicitar uma autoriza\u00e7\u00e3o no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis(IBAMA) para o funcionamento do melipon\u00e1rio(Brasil, 2004).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Estrat\u00e9gias para a preserva\u00e7\u00e3o de abelhas nativas no Tocantins<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No munic\u00edpio de Wanderl\u00e2ndia-TO, existe a Associa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores rurais do Vale do Corda (ATRVC), que dentre as atividades realizadas, contempla a cria\u00e7\u00e3o racional de abelhas sem ferr\u00e3o. Na Vale do Corda existe o projeto \u201cAbelhas nativas do Tocantins\u201d, que visa o fortalecimento da agricultura local, por meio do manejo sustent\u00e1vel de esp\u00e9cies de abelhas nativas, a fim de melhorar o rendimento das fam\u00edlias atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o, benef\u00edcio e comercializa\u00e7\u00e3o de mel e subprodutos de abelhas nativas (UNDP, 2012). De acordo com uma reportagem publicada no site de not\u00edcias G1 Tocantins (2015), a coordenadora do projeto ressalta a import\u00e2ncia da meliponicultura para a preserva\u00e7\u00e3o das abelhas nativas na regi\u00e3o, pois as pessoas que utilizam o mel ou criam abelhas na regi\u00e3o s\u00e3o de antigas gera\u00e7\u00f5es, sendo que a nova gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o conhece as esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o existentes nas localidades, por isso, veio \u00e0 necessidade de ensinar os agricultores a resgatar sua cultura e realizar o manejo das abelhas nativas de forma correta. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cFundada em 1992, a Vale do Corda compreende as cidades de Wanderl\u00e2ndia, Darcin\u00f3polis e Riachinho, por onde passa o Rio Corda. Os trabalhos com abelhas nativas iniciaram por volta do ano de 2012 em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (RURALTINS). A vale do Corda est\u00e1 vinculada a rede Cerrado e atua no resgate de abelhas provenientes do desmatamento, oferecendo curso de capacita\u00e7\u00e3o em meliponicultura para agricultores ribeirinhos da regi\u00e3o, sendo as a\u00e7\u00f5es mantidas com recursos do Instituto Sociedade, Popula\u00e7\u00e3o e Natureza (ISPN) por meio do projeto \u201cAbelhas nativas do Tocantins\u201d. Na regi\u00e3o existem empresas agroflorestais que realizam desmatamento para o plantio de eucalipto e alguns funcion\u00e1rios s\u00e3o sensibilizados pela associa\u00e7\u00e3o para avisarem quando s\u00e3o encontrados ninhos em troncos de \u00e1rvores (Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Vale do Corda, 2016).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O ISPN \u00e9 um centro de pesquisa que visa o desenvolvimento sustent\u00e1vel com equidade social e equil\u00edbrio ambiental, sendo respons\u00e1vel pela gest\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de projetos que visam \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o dos biomas brasileiros, oferece apoio financeiro para a execu\u00e7\u00e3o de projetos com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Mundial em parceria com o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento. Esses projetos s\u00e3o selecionados por meio de Editais e Chamadas P\u00fablicas voltadas para agricultores familiares e comunidades tradicionais, priorizando a\u00e7\u00f5es inovadoras que integram a participa\u00e7\u00e3o da comunidade, que estabele\u00e7am rela\u00e7\u00f5es harmoniosas entre homens e mulheres e que possam ser reproduzidas em outros locais. As principais atividades financi\u00e1veis s\u00e3o o extrativismo, beneficiamento e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos da biodiversidade, a cria\u00e7\u00e3o de abelhas nativas, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e a\u00e7\u00f5es para o uso controlado do fogo e combate a inc\u00eandios (ISPN, 2016).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A ATRVC oferece um curso de capacita\u00e7\u00e3o em meliponiculturano Centro de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental Padre Josimo, localizado na cidade de Wanderl\u00e2ndia, sendo ministrado em m\u00f3dulos cujo conte\u00fado abrange a vida e cria\u00e7\u00e3o racional de abelhas sem ferr\u00e3o, envolvendo toda a parte de manejo das abelhas, que inclui a captura e transfer\u00eancia de enxames para caixas racionais e a multiplica\u00e7\u00e3o de enxames. S\u00e3o apresentados o papel das abelhas nativas na poliniza\u00e7\u00e3o dos organismos vegetais e as consequ\u00eancias do desmatamento e queimadas para os enxames. Al\u00e9m disso, os cursistas participam de visitas t\u00e9cnicas em melipon\u00e1rios de outras cidades para a troca de experi\u00eancias com outros meliponicultores. Grande parte dos meliponicultores das cidades de Wanderl\u00e2ndia e Darcin\u00f3polis, iniciaram suas atividades de meliponicultura ap\u00f3s serem capacitados pela associa\u00e7\u00e3o Vale do Corda.Abaixo o relato de um participante:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cFiz o curso de meliponicultura na Vale do Corda em 2014, ganhei um enxame da associa\u00e7\u00e3o e logo em seguida iniciei meu melipon\u00e1rio\u201d (Meliponicultor, Darcin\u00f3polis-TO).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um relato que se repete nas entrevistas dos meliponicultores\u00e9 a quest\u00e3o do resgate de enxames em situa\u00e7\u00f5es de risco. Para realizar essa a\u00e7\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios ter um m\u00ednimo dom\u00ednio de t\u00e9cnicas de manejo, materiais e equipamentos e um local para o destino do ninho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cQuando fico sabendo de algum desmatamento no estado, vou atr\u00e1s e resgato as abelhas que ficam nos troncos, porque se ficarem l\u00e1 acabam sendo queimadas\u201d (Meliponicultor de Wanderl\u00e2ndia-TO).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O artigo 7 da Resolu\u00e7\u00e3o 346 do Conselho Nacional do Meio Ambiente determina que os desmatamentos e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental dever\u00e3o facilitar a coleta de col\u00f4nias em sua \u00e1rea de impacto ou envi\u00e1-las para os melipon\u00e1rios cadastrados mais pr\u00f3ximos (Brasil, 2004). Santos (2015)apresenta um programa de resgate espec\u00edfico para abelhas nativas com finalidades de mitigar impactos ambientais. Nele a autora destaca um Centro de Triagem de abelhas sem ferr\u00e3o montado pr\u00f3ximo ao local de desmatamento com equipes de resgate composta por especialistas e auxiliares, sendo equipada com ve\u00edculos e materiais para a captura e transfer\u00eancia de enxames para caixas de criat\u00f3rios artesanais e um espa\u00e7o para abrigar os ninhos. Uma estrat\u00e9gia para o aproveitamento da madeira do desmatamento \u00e9 destinada para a constru\u00e7\u00e3o de caixas racionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No munic\u00edpio de Palmas, capital do Tocantins, um meliponicultor realiza oficinas e minicursos em eventos locais sobre a cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o. No referido curso ensina-se a transfer\u00eancia de enxames do tronco para caixas, alimenta\u00e7\u00e3o de colmeias e a divis\u00e3o de enxames (T1 not\u00edcias, 2009). Um grande avan\u00e7o para a atividade foi \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o dos Meliponicultores de Palmas em 2016 (Seagro, 2016; Tocantins, 2016).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No munic\u00edpio de Gurupi, localizado na microrregi\u00e3o TO, um meliponicultor busca parcerias com institui\u00e7\u00f5es de nsino federais e estaduais, \u00f3rg\u00e3os ambientais e meliponicultores de todo o estado para a cria\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Meliponicultores do Tocantins (AME-TOCANTINS). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cSe implantada, a AME-Tocantins fortalecer\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos de abelhas nativas, trocando experi\u00eancias com AMEs de outros estados brasileiros. Ainda poder\u00e3o ser realizadas atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental em escolas e a oferta de minicursos para a comunidade em geral\u201d (Meliponicultor de Gurupi, Tocantins)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nesse sentido, os sistemas de meliponiculturapoder\u00e3ose constitu\u00edremcomo centros de apoio a escolas para a realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es em educa\u00e7\u00e3o ambiental e para a comunidade em geral, capacitando pessoas para atuar noresgate de enxames sob situa\u00e7\u00f5es de riscos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Existem esp\u00e9cies de abelhas nativas, como as do g\u00eanero Oxitrigona que s\u00e3o altamente defensivas e produzem um mel \u00e1cido. As esp\u00e9cies deste g\u00eanero n\u00e3o s\u00e3o vi\u00e1veis para sistemas de meliponicultura e devem ser mantidas em seu habitat natural (Carvalho-Zilseet al., 2011), assim como outras esp\u00e9cies como a Lestrimelittalimao que saqueiam ninhos de outras abelhas e podem causar perdas (Nogueira-Neto, 1997).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Pr\u00e1ticas educativas com a meliponicultura no contexto escolar<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A\u00e7\u00f5es commeliponicultura no ambiente escolar foram identificadas em escolas dos munic\u00edpios de Palmas e Wanderl\u00e2ndia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">EmPalmas-TO, Franco (2007) trabalhou com o tema \u201cPermacultura no Ambiente Escolar\u201d e a \u201cMeliponicultura\u201d. O autor apresentou uma proposta diferenciada para a abordagem te\u00f3rica e pr\u00e1tica sobre os temas em sala de aula,por meio de palestras e atividades pr\u00e1ticas. Foi criado o Instituto de Permacultura e Desenvolvimento Humano &#8211; Espa\u00e7o Ambiental, em que o mesmo autor desenvolve um projeto em uma Escola Municipal do Distrito de Taquaru\u00e7u, utilizando a meliponicultura como instrumento de educa\u00e7\u00e3o ambiental (Seagro, 2016).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental sobre o tema \u201cPermacultura\u201d e \u201cMeliponicultura\u201d dentro e fora da sala de aula podem despertar nos atores envolvidos a import\u00e2ncia do conhecer para preservar, al\u00e9m de permitir a interatividade entre professores, alunos, t\u00e9cnicos e pesquisadores. Al\u00e9m disso, torna-se um instrumento de f\u00e1cil acesso e de certa efic\u00e1cia, contribuindo para a conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental (Jacobi, 2003).A permacultura \u00e9 um modelo de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, que supre as necessidades locais mantendo os padr\u00f5es encontrados na natureza. Nele a paisagem \u00e9 desenhada para integrar as esp\u00e9cies de animais e vegetais na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, energia, entre outros bens essenciais \u00e0 vida, sendo o conceito apresentado por David Holmgren e Bill Mollison em 1970 [&#8230;] \u201cO engodo das oportunidades oferecidas pelas cidades em r\u00e1pido crescimento tem funcionado como um falso atrativo, seduzindo as pessoas do campo a se mudar para a cidade\u201d (Holmgren, 2007).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em Wanderl\u00e2ndia-TO, alunos de escolas municipais participam de atividades no Centro de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental Padre Josimo, oferecidos pela Associa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores rurais do Vale do Corda. No centro h\u00e1 viveiros de mudas, horta org\u00e2nica e ninhos de abelhas sem ferr\u00e3o, o que permite a realiza\u00e7\u00e3o de atividades interdisciplinares, que integra a cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o de alimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em outros estados brasileiros, por meio de uma oficina pedag\u00f3gica, Ferreira et al. (2013), introduziram no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre a cria\u00e7\u00e3o de melipon\u00edneos por meio dos componentes ecologia e tecnologia de cria\u00e7\u00e3o para alunos do curso t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria do Instituto Federal do Esp\u00edrito Santo.Os autores detectaram que o aprendizado com ameliponicultura fortalece o conhecimento sobre a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, biologia das abelhas e o agir em prol da natureza. Sendo realizadas atividades semelhantes no Estado do Amazonas por Craveiro et al. (2015). No estado da Para\u00edba, Gomez et al. (2013) implementaram atividades de meliponicultura como instrumento de ressocializa\u00e7\u00e3o de jovens em reabilita\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de laborterapia ocupacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pensar em educa\u00e7\u00e3o ambiental formal remete a discuss\u00f5es sobre a identidade profissional dos educadores que atuam e v\u00e3o atuar nas escolas. Gomes et al. (2009) problematizaram a forma\u00e7\u00e3o de professores educadores ambientais com os seguintes questionamentos: A partir de qual perspectiva, de quais teorias, para qual sociedade? Que saberes e que fazeres s\u00e3o valorizados nessa forma\u00e7\u00e3o? Diante disso, as autoras tra\u00e7aram um perfil do educador ambiental de acordo com as ideias de N\u00f3voa (1988), onde o educado ambiental precisa conhecer a realidade ambiental, apresentar habilidades para intervir quando necess\u00e1rio e atitudes que justificam sua pr\u00e1tica social como educador.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como por exemplo, a preserva\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o ou nativas, o educador ambiental com a forma\u00e7\u00e3o profissional necess\u00e1ria para atuar com esse tema \u00e9 o melipoinicultor ou outro indiv\u00edduo conhecedor das t\u00e9cnicas de meliponicultura. Sendo assim, cabe ao professor, quando n\u00e3o possuir as habilidades espec\u00edficas, como as necess\u00e1rias para atua\u00e7\u00e3o no tema proposto acima, articular junto a profissionais habilitados a capacita\u00e7\u00e3o no tema de interesse para trabalhar com seus alunos dentro da sala de aula. Nesse caso, o professor seria o profissional portador dos saberes pedag\u00f3gicos e o meliponicultor o detentor dos saberes biol\u00f3gicos e ecol\u00f3gicos das abelhas nativas. Torna-se necess\u00e1rio tamb\u00e9m o reconhecimento da import\u00e2ncia das associa\u00e7\u00f5es como centros de apoio \u00e0s escolas, disponibilizando profissionais para colaborar com os professores em trabalhos de educa\u00e7\u00e3o ambiental. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No Estado do Tocantins, as finalidades da meliponicultura s\u00e3o a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos da colmeia, conserva\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, consumo pr\u00f3prio, servi\u00e7os ambientais, hobby, instrut\u00f3ria e pesquisa.Grande parte dos meliponicultoresrealizam o resgate de enxames em situa\u00e7\u00f5es de risco, provenientes do desmatamento e queimadas. Em Wanderl\u00e2ndia-TO, a Associa\u00e7\u00e3o de Trabalhadores rurais do Vale do Corda, com recursos do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento, realiza a capacita\u00e7\u00e3o de comunidades rurais em prol da conserva\u00e7\u00e3o e manejo das abelhas nativas. Em escolas, a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o realizadas com vista ao conhecimento, manejo e conserva\u00e7\u00e3o da diversidade demelipon\u00edneos. Para potencializar a meliponicultura no Estado com finalidades de comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos melipon\u00edcolas e poliniza\u00e7\u00e3o de culturas agr\u00edcolas, t\u00eam-se a necessidade de investimentos em pesquisas educacionais, ecol\u00f3gicas, microbiol\u00f3gicas, gen\u00e9ticas,sistem\u00e1ticas, taxon\u00f4micas, entre outras \u00e1reas do conhecimento para o monitoramento e conserva\u00e7\u00e3o das abelhas nos ecossistemas terrestres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>REFER\u00caNCIAS<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">AGROLINK. (2011). An\u00e1lise laboratorial garante qualidade do mel tocantinense. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/seagro.to.gov.br\/noticia\/2011\/9\/30\/analise-laboratorial-garante-qualidade-do-mel-produzido-no-tocantins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/seagro.to.gov.br\/noticia\/2011\/9\/30\/analise-laboratorial-garante-qualidade-do-mel-produzido-no-tocantins\/<\/a>. Acesso em: 03 jan. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Braga, J.A; Nunes, R.M; Lorenzon, M.C.A. (2009). Stingless bees (Hymenoptera, Meliponina) as bioindicators in Brazil. Bees for Development Journal:7-9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brasil. (1997). Regulamento t\u00e9cnico de identidade e qualidade do mel. Minist\u00e9rio da agricultura e Abastecimento.Bras\u00edlia, DF.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brasil. (2004).Resolu\u00e7\u00e3o n\u00b0346. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Bras\u00edlia, DF.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brasil. (2014). Portaria n\u00b0445. Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Carvalho-Zilse, G. A.; Silva, C. G. N. Da; Zilse, N.; Vilas-Boas, H. C.; Silva, A. C. Da; Laray, J. P.; Freire, D. da C. B.; Kerr, W. E. (2005).Cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o. IBAMA\/PR\u00d3VARZEA, Manaus, Amazonas, Brasil. 27pp (inPortuguese).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Carvalhos-Zilse, G.A; Nunes-Silva, C.G; Alves, R.M.O; Souza, B.A; Waldschmidt, A.M; Sodr\u00e9, G.S &amp; Carvalho, C.A.L. (2011). Meliponicultura: perguntas mais frequentes sobre as abelhas sem ferr\u00e3o. Universidade Federal do ReconcavoBahiano, Cruz das Almas, BA. 41p. (S\u00e9rie Meliponicultura v.8).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Carvalho-Zilse, G. A.; Nunes-Silva, C. G. (2012). Threats to the Stingless Bees in the brazilian Amazon: How to deal with scarce biological data and an increasing rate of destruction. 147-168.In: Florio, R. M. (Ed.). Bees: Biology, Threats and Colonies. Nova Science Publichers, Hauppauge, NY, USA. 327 pp.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Carvalho, R.M.A &amp; Martins, C.F. (2014).\u201c\u00c9 uma abelha sagrada\u201d: dimens\u00e3o simb\u00f3lica da cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o em comunidades quilombolas da zona da mata sul paraibana. Gaia Scientia volume especial popula\u00e7\u00f5es tradicionais: 15-27.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Cintra, P; Malaspina, O; Bueno, O.C. (2005). Plantas t\u00f3xicas para abelhas. Arquivos do Instituto Biol\u00f3gico 72(4): 547-551.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Costa-Neto, D.J; Valadares, M.S; Costa, E.S.S; Souto, J.N. (2016). Levantamento da fauna de abelhas sem ferr\u00e3o no estado do Tocantins. Acta Biol\u00f3gica Catarinense 3(2):138-148<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Craveiro, E.R; Castro, D.O; Reis, A.C.S; Silva-Silva, F.H; Freitas, M.V.F; Silveira, R.J.D.&amp;Souza, S.A. (2015). Meliponicultura no centro educacional de tempo integral Elisa Bessa Freire. Anais Programa Ci\u00eancias na Escola 3(1):4-7. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/gpaaa.inpa.gov.br\/index.php\/RCE\/article\/viewFile\/305\/176\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/gpaaa.inpa.gov.br\/index.php\/RCE\/article\/viewFile\/305\/176<\/a>. Acesso em 06 fev. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ferreira, E.A; Paix\u00e3o, M.V.S; Koshiyama, A.S; Lorenzon, M.C.A. (2013). Meliponicultura como ferramenta de aprendizado em educa\u00e7\u00e3o ambiental. Ensino, sa\u00fade e ambiente 6(3):162-174<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Filho, J; Moraes, M; Brasil, T; Souza, Z &amp;D\u2019arc, J. (2010). Produ\u00e7\u00e3o de mel nas regi\u00f5es do estado do Tocantins. Dispon\u00edvel em:<a href=\"http:\/\/www.catolica-to.edu.br\/portal\/portal\/downloads\/docs_gestaoambiental\/projetos2010-1\/4-periodo\/Producao_de_mel_nas_regioes_do_estado_do_tocantins.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.catolica-to.edu.br\/portal\/portal\/downloads\/docs_gestaoambiental\/projetos2010-1\/4-periodo\/Producao_de_mel_nas_regioes_do_estado_do_tocantins.pdf<\/a>.Acesso em 03 jan. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Franco, R.L. (2007). Permacultura na escola: a busca por uma nova consci\u00eancia ambiental atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. Universidade Federal do Tocantins. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Giannini T.C; Cordeiro, G.D; Freitas, B.M; Saraiva, A.M; Imperatriz-Fonseca, V.L. (2015). The dependence of crops for pollinators and the economic value of pollination in Brazil. 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Produtor de abelhas nativas do Tocantins receber\u00e1 pr\u00eamio no Distrito Federal. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2015\/11\/produtor-de-abelhas-nativas-do-tocantins-recebera-premio-no-df.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2015\/11\/produtor-de-abelhas-nativas-do-tocantins-recebera-premio-no-df.html<\/a>. Acesso em: 10 set. 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Holmgren, D. (2007). Os fundamentos da permacultura. Vers\u00e3o em portugu\u00eas. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.fca.unesp.br\/Home\/Extensao\/GrupoTimbo\/permaculturaFundamentos.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.fca.unesp.br\/Home\/Extensao\/GrupoTimbo\/permaculturaFundamentos.pdf<\/a>. Acesso em: 10 set. de 2016. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Imperatriz-Fonseca, V.L &amp; Nunes-Silva, P. (2010). 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Bees for development: brazilian survey reveals how to optimize stingless beekeeping. PlosOne 10(3):2-21.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Kerr, W.E.(1987). Abelhas ind\u00edgenas brasileiras (melipon\u00edneos) na poliniza\u00e7\u00e3o e na produ\u00e7\u00e3o de mel, p\u00f3len, geopr\u00f3polis e cera. InfAgropec 13:15-27.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Kerr, W.E. (2002). Extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies: a grande crise biol\u00f3gica do momento e como afeta os melipon\u00edneos. In V Encontro Sobre Abelhas, Ribeir\u00e3o Preto, p. 4-9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Magalh\u00e3es, T.L&amp; Venturieri, G.C. (2010). Aspectos econ\u00f4micos da cria\u00e7\u00e3o de abelhas ind\u00edgenas sem ferr\u00e3o (Apidae: Meliponini) no nordeste paraense. Bel\u00e9m: Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, 33p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Michener, C.D. (2013). The Meliponini. In: Vit, P; Pedro, S.R.M&amp;Roubik, D.W. 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Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/to.gov.br\/noticia\/2016\/12\/8\/encontro-de-apicultores-e-meliponicultores-de-palmas-contara-com-atividades-praticas-e-teoricas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/to.gov.br\/noticia\/2016\/12\/8\/encontro-de-apicultores-e-meliponicultores-de-palmas-contara-com-atividades-praticas-e-teoricas\/<\/a>. Acesso em 03 fev. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tocantins. (2015). Diagn\u00f3stico do Agroneg\u00f3cio. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/web.seplan.to.gov.br\/workshop\/documentation\/Diagnostico_Agrogenocio.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/web.seplan.to.gov.br\/workshop\/documentation\/Diagnostico_Agrogenocio.pdf<\/a>. Acesso em 03 fev. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Trivi\u00f1os, A.N.S. (1987). Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa em ci\u00eancias sociais: a pesquisa qualitativa em educa\u00e7\u00e3o. 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Sobre o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento. (2016). Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.undp.org\/content\/brazil\/pt\/home\/operations\/about_undp.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.undp.org\/content\/brazil\/pt\/home\/operations\/about_undp.html<\/a>. Acesso em: 10 set. 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Waldschmidt, A.M. (2000). A molecular marker distinguis hes the subspecies Melipona quadrifasciata quadrifasciata and Melipona quadrifasciata anthidioides (Hymenoptera: Apidae, Meliponinae). Geneticsand Molecular Biology. v. 23, n. 3, p. 609-611.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A MELIPONICULTURA NO ESTADO DO TOCANTINS: ASPECTOS AMBIENTAIS ECON\u00d4MICOS E SOCIAIS Di\u00f4go Janu\u00e1rio da Costa Neto1, Edmilson Soares da Silva Costa2, Deyla Paula de Oliveira3 1- Universidade Federal do Tocantins; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1876,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-1898","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1898"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1898"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1900,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1898\/revisions\/1900"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}