{"id":1887,"date":"2017-06-16T21:50:36","date_gmt":"2017-06-16T21:50:36","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=1887"},"modified":"2017-06-16T22:05:06","modified_gmt":"2017-06-16T22:05:06","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-141-maio-de-2017\/artigo\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">GERMINA\u00c7\u00c3O DE SEMENTES DE Dalbergia ecastaphyllum (L.) TAUBERT SOB DIFERENTES TEMPERATURAS<\/h1>\n<blockquote><p>Vandira Pereira da Mata<sup>1<\/sup> &#8211; Maria Ang\u00e9lica Pereira de Carvalho Costa<sup>2<\/sup> &#8211; Daniel Vieira de Morais<sup>3<\/sup> &#8211; Carlos Alfredo Lopes de Carvalho<sup>2<\/sup> \u2013 1 Engenheira Agr\u00f4noma, Empresa Baiana de Desenvolvimento Agr\u00edcola, Salvador-BA (<a href=\"mailto:vandbee@yahoo.com.br\">vandbee@yahoo.com.br<\/a>) \u2013 2 Professor Associado da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia\/Campus Cruz das Almas-Brasil \u2013 3 Graduando em Agronomia na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia\/ Campus Cruz das Almas-Brasil.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>RESUMO<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Informa\u00e7\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es ideais para a propaga\u00e7\u00e3o da maioria das esp\u00e9cies de plantas existentes no Brasil s\u00e3o insipientes, principalmente do g\u00eanero Dalbergia. Esse estudo teve como objetivo avaliar a influ\u00eancia de diferentes temperaturas nas fases da germina\u00e7\u00e3o de sementes de Dalbergia ecastaphyllum. O tratamento foi constitu\u00eddo de duas temperaturas (25\u00baC e 33\u00baC) em delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro repeti\u00e7\u00f5es de 25 sementes. A fase I para a fase II da germina\u00e7\u00e3o ocorre quando as sementes alcan\u00e7am entre 37% a 43% de umidade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fase II inicia 24 horas ap\u00f3s embebi\u00e7\u00e3o. A fase III iniciou aos tr\u00eas dias a 33\u00baC e ao quinto dia a 25\u00baC. Temperaturas entre 20\u00baC e 33\u00baC n\u00e3o influenciam na porcentagem de germina\u00e7\u00e3o e \u00edndice da velocidade de germina\u00e7\u00e3o. O tempo m\u00e9dio de germina\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionado com o aumento da temperatura at\u00e9 33\u00ba C.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Palavras-Chave:<\/b> Dalbergia. Propaga\u00e7\u00e3o, Rabo-de-bugio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O g\u00eanero Dalbergia pertence \u00e0 familia Fabaceae, subfam\u00edlia Faboideae, (DI STASI et al., 2002). Nativo das regi\u00f5es tropicais da America Central e do Sul, \u00c1frica, Madagascar e sul da \u00c1sia (INNOCENTE et al. 2010), re\u00fane 300 esp\u00e9cies (CARVALHO, 1997; VASUDEVA et al., 2009), sendo aproximadamente 39 destas de ocorr\u00eancia no Brasil (CARVALHO, 1997), distribu\u00eddas em \u00e1reas representativas dos diferentes ecossistemas brasileiros, embora com dom\u00ednios fitogeogr\u00e1ficos na Amaz\u00f4nia, Caatinga, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica (LIMA, 2014).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na Bahia o g\u00eanero \u00e9 representado por 10 esp\u00e9cies, <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">D. nigra, D. decipulares, D. miscolobium, D. cearensis, D. acuta, D. foliolosa, D. glaucescens, D. catingicola, D. frutescens e D. ecastaphyllum (ROCHA, 2004). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taubert tem como sin\u00f4nimo Hedysarum ecastaphyllum L., Pterocarpus ecastaphyllum L., Ecastophyllum ecastophyllum (L.) Britton, Amerimnon ecastophyllum (L.) Standl (CARVALHO, 1997, FRANCIS, 2014; SILVA &amp; TOZZI, 2011 ) sendo conhecida popularmente como rabo-de-bugio, rabo-de-macaco (SILVA et al., 2008), marmelo-do-mangue, marmeleiro-da-praia (CARVALHO, 1997) moeda-de-videira, entre outros (FRANCIS, 2014).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A esp\u00e9cie se distribui ao longo da costa do Continente americano, desde o sul da Fl\u00f3rida (EUA) ao sul do Brasil, assim como na costa ocidental da \u00c1frica. Sua ocorr\u00eancia \u00e9 quase sempre associada a leitos de rios e manguezais onde \u00e9 dominante, reunindo um emaranhado de ra\u00edzes, ramos e caules que auxiliam na fixa\u00e7\u00e3o da areia. Pode ocorrer tamb\u00e9m em vegeta\u00e7\u00e3o da costa seca e solos arenosos como um arbusto ou arvoreta, embora este fato n\u00e3o seja comum. No Brasil encontra-se predominante em manguezais, Mata Atl\u00e2ntica e \u00e1rea de restinga (SOUZA, 2010). \u00c9 a principal fonte de resina para a produ\u00e7\u00e3o da pr\u00f3polis vermelha brasileira (SILVA et al., 2008), sendo tamb\u00e9m bastante utilizada na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, sobretudo de restinga e manguezais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A utiliza\u00e7\u00e3o de sementes \u00e9 a maneira mais usual de propaga\u00e7\u00e3o, sendo tamb\u00e9m considerada mais f\u00e1cil e econ\u00f4mica do que a propaga\u00e7\u00e3o vegetativa (SILVEIRA et al., 2002). Entretanto, as caracter\u00edsticas da germina\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies nativas s\u00e3o pouco conhecidas, e apenas 276 esp\u00e9cies florestais e arbustivas, apresentam especifica\u00e7\u00f5es para a germina\u00e7\u00e3o. Frente \u00e0 alta biodiversidade das florestas neotropicais, este n\u00famero \u00e9 muito pequeno (FERRAZ &amp; CALVI, 2010), n\u00e3o sendo registrado dados referente \u00e0 Dalbergia ecastaphyllum. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Sementes de esp\u00e9cies de clima tropical e subtropical apresentam um potencial germinativo melhor em temperaturas que variam de 20 a 30\u00baC, ao contr\u00e1rio daquelas de clima temperado, que requerem temperaturas mais baixas (MACHADO, 2010). A capacidade germinativa ocorre em limites bem definidos de temperatura, o que determina a sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (GUEDES &amp; RODDRIGUES, 2010). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A influ\u00eancia do efeito da temperatura na germina\u00e7\u00e3o de sementes tem sido relatada para v\u00e1rias esp\u00e9cies. Temperatura constante de 30 \u00b0C foi a mais adequada para a germina\u00e7\u00e3o de Parkia pendula (Willd.) Benth. ex Walp. (ROSSETO et al., 2009), Amburana cearensis (All.) A.C. Smith, (GUEDES et al., 2010), Mimosa aculeaticarpa var. biuncifera (P\u00c1VON et al., 2011) e Clitoria fairchildiana R. A. Howard, (ALVES, et al. 2013), Peltophorum dubium (Spreng.) (ALVES et al. 2011);<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">25\u00ba C e 30\u00ba C para Dioclea viol\u00e1cea, (C\u00c2MARA et al., 2008), Diptychandra aurantiaca, (ZUCARELI et al., 2010), Parkia pendula (Willd.) Benth. ex Walp. (NOGUEIRA et al., 2012), Luetzelburgia auriculata (Alem\u00e3o) Ducke (OLIVEIRA et al., 2013); 25 \u00baC para Parapiptadenia r\u00edgida (MONDO et al., 2008), Caesalpinia ferrea (FONSECA &amp; JACOBI 2011) e 35 \u00baC para Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit (Mimosoideae) e Caesalpinia. Pulcherrima (FONSECA &amp; JACOBI, 2011). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As varia\u00e7\u00f5es de temperatura afetam a velocidade, a porcentagem e a uniformidade de germina\u00e7\u00e3o, sendo considerada como \u00f3tima a temperatura que possibilite a combina\u00e7\u00e3o mais eficiente entre a velocidade e a germina\u00e7\u00e3o final (MARCOS FILHO, 2005.) <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo BORGHETTI (2004) a germina\u00e7\u00e3o das sementes \u00e9 constitu\u00edda de tr\u00eas fases. A fase I \u00e9 conhecida como fase da embebi\u00e7\u00e3o, e caracterizada fisiologicamente pela aquisi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelas sementes, aumento do processo respirat\u00f3rio e in\u00edcio da degrada\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias de reservas, enquanto, na fase II ocorre um transporte ativo das subst\u00e2ncias presentes na fase anterior para os tecidos meristem\u00e1ticos e redu\u00e7\u00e3o da velocidade de embebi\u00e7\u00e3o. A fase III \u00e9 caracterizada pela emiss\u00e3o da raiz prim\u00e1ria e pelo crescimento da pl\u00e2ntula, com a retomada da velocidade de absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Embora sejam registrados na literatura trabalhos com germina\u00e7\u00e3o de sementes para o g\u00eanero Dalbergia, praticamente n\u00e3o existem resultados de pesquisa acerca do processo germinativo para a esp\u00e9cie Dalbergia ecastaphyllum (L.) TAUB. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influ\u00eancia de diferentes temperaturas nas fases da germina\u00e7\u00e3o de sementes desta esp\u00e9cie. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O experimento foi realizado no Laborat\u00f3rio de Recursos Gen\u00e9ticos Vegetais da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia, em Cruz das Almas, BA. Frutos maduros de Dalbergia ecastaphyllum foram coletados em plantas, pr\u00f3ximo a manguezais, no m\u00eas de fevereiro de 2013, localizadas no munic\u00edpio de Jaguaripe-BA. Os frutos foram acondicionados em sacos de papel e armazenados em condi\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio (25\u00baC \u00b1 2\u00baC), at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o dos experimentos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As sementes foram separadas manualmente, selecionadas, retirando-se as quebradas, trincadas e furadas, para a determina\u00e7\u00e3o do grau de umidade inicial. Foram utilizadas quatro repeti\u00e7\u00f5es de 25 sementes por meio de estufa a 105 \u00b1 3\u00b0C por 24 horas, conforme LIMA Jr et al. (2010). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Determinado o grau de umidade inicial, as sementes foram colocadas em caixas de germina\u00e7\u00e3o (\u2018gerbox\u2019) de pl\u00e1stico transparente de 11x11x 3,5 cm, entre papel germitest plissado e umedecido com \u00e1gua destilada, na quantidade de 2,5 vezes o peso do papel (BRASIL, 2009), e acondicionadas em incubadora do tipo B.O.D, sob temperaturas constantes de 25\u00ba C e 33 \u00baC e fotoper\u00edodo de 12 horas de luz, em quatro repeti\u00e7\u00f5es de 25 sementes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Decorrido o per\u00edodo de 2 horas, as sementes foram retiradas dos \u2018gerbox\u2019 e pesadas, em balan\u00e7a anal\u00edtica (precis\u00e3o de 0,001 g), tomando-se o cuidado de retirar, antes da pesagem, o excesso de \u00e1gua presente na superf\u00edcie das sementes, com o aux\u00edlio de papel-toalha seco e colocadas novamente nas caixas de germina\u00e7\u00e3o. Este procedimento foi realizado a cada duas horas, durante um per\u00edodo de 12 horas. Ap\u00f3s este per\u00edodo, o procedimento foi repetido a cada 12 horas at\u00e9 a estabiliza\u00e7\u00e3o do peso. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para a realiza\u00e7\u00e3o da curva de aquisi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua durante as fases da germina\u00e7\u00e3o foi considerado o teor de \u00e1gua calculado de forma indireta, baseando-se no teor de \u00e1gua inicial das sementes e o peso \u00famido destas nos diferentes intervalos, e no grau de umidade obtido antes da imers\u00e3o das sementes nos tratamentos (Tempo=0), ap\u00f3s duas horas de imers\u00e3o e assim sucessivamente, at\u00e9 que as sementes atingissem peso constante. Os resultados foram expressos em conte\u00fado de \u00e1gua (g) por peso fresco e porcentagem de \u00e1gua presente nas sementes (grau de umidade) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 massa da mat\u00e9ria seca inicial, na forma de gr\u00e1fico. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para o estudo da germina\u00e7\u00e3o o delineamento experimental foi inteiramente casualizado, contendo dois tratamentos (temperaturas: constantes de 25\u00b0C e 33\u00b0C), com quatro repeti\u00e7\u00f5es de 25 sementes por parcela. Foram consideradas germinadas as sementes que apresentaram raiz prim\u00e1ria com aproximadamente 2 mm de comprimento, segundo HADAS (1976). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A contagem do n\u00famero de sementes germinadas foi realizada diariamente durante trinta dias depois da instala\u00e7\u00e3o do ensaio. Para os dados de porcentagem de germina\u00e7\u00e3o, foram ajustadas curvas de regress\u00e3o para cada temperatura. Para o \u00edndice de velocidade de gemina\u00e7\u00e3o (IVG) foram realizadas contagens di\u00e1rias, durante 30 dias, das sementes germinadas e, o \u00edndice calculado conforme a f\u00f3rmula IVG= G1\/N1+G2\/N2+&#8230;Gn\/Nn, onde, G1, G2 e Gn = n\u00famero de sementes germinadas, computadas na primeira, segunda e \u00faltima contagem ; N1, N2, Nn = n\u00famero de dias de semeadura \u00e0 primeira, segunda e \u00faltima contagem (MAGUIRE, 1962). O tempo m\u00e9dio de germina\u00e7\u00e3o foi calculado de acordo com a f\u00f3rmula proposta por LABOURIAU (1983): t=\u03a3nix ti\/ \u03a3n, onde t= tempo m\u00e9dio de germina\u00e7\u00e3o; ni= n\u00famero de sementes germinadas num intervalo de tempo, n= n\u00famero total de sementes germinadas, ti= dias de germina\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para os dados da porcentagem de germina\u00e7\u00e3o final, foi utilizada a transforma\u00e7\u00e3o raiz de (x+0,05), por\u00e9m os dados apresentados s\u00e3o originais (n\u00e3o transformados) para melhor entendimento (GOMES, 2000). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os dados foram submetidos \u00e0 an\u00e1lise de vari\u00e2ncia e regress\u00e3o polinomial e as m\u00e9dias comparadas pelo teste Scott knott, no n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 5% de probabilidade utilizando o software Statistical Analysis System \u2013 SAS 9.0 (SAS INSTITUTE, 2012). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para escolha do modelo de regress\u00e3o que melhor se ajustasse aos dados observados, levou-se em considera\u00e7\u00e3o o fato de o desvio da regress\u00e3o ser n\u00e3o significativo e o modelo de maior ordem apresentar grau significativo e, por \u00faltimo, o valor do coeficiente de determina\u00e7\u00e3o (R2). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/b> <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1891\" aria-describedby=\"caption-attachment-1891\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Germina\u00e7\u00e3o.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1891 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Germina\u00e7\u00e3o-300x208.jpg\" alt=\"germinacao de sementes\" width=\"300\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Germina\u00e7\u00e3o-300x208.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Germina\u00e7\u00e3o-1024x709.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Germina\u00e7\u00e3o-150x104.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Germina\u00e7\u00e3o-500x346.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_1_Germina\u00e7\u00e3o.jpg 1571w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1891\" class=\"wp-caption-text\">FIGURA 1. Quantidade de \u00e1gua adquirida pelas sementes de Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub., em cada momento de avalia\u00e7\u00e3o em diferentes temperaturas.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A aquisi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em sementes de Dalbergia ecastaphyllum iniciou logo na primeira hora de contato das sementes com o substrato \u00famido e se estendeu at\u00e9 \u00e0s 108 horas, independentemente da temperatura, indicando uma boa permeabilidade do tegumento, embora a maior velocidade de embebi\u00e7\u00e3o tenha ocorrido \u00e0 temperatura de 33\u00b0C. Observou-se que n\u00e3o houve uma rela\u00e7\u00e3o direta entre tempo e a velocidade de embebi\u00e7\u00e3o. No per\u00edodo de 2 a 12 horas ocorreu maior velocidade de embebi\u00e7\u00e3o, com tend\u00eancia \u00e0 estabilidade, entre 24 a 48 horas, seguido de um novo incremento (Figura 1). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A temperatura influencia a germina\u00e7\u00e3o tanto por interferir no processo de hidrata\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelas sementes, como em uma s\u00e9rie de processos qu\u00edmicos (CARVALHO &amp; NAKAGAWA, 2000). Segundo MARCOS FILHO (2005) a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura provoca redu\u00e7\u00e3o na viscosidade e aumento na energia cin\u00e9tica da \u00e1gua, consequentemente aumentando a velocidade de embebi\u00e7\u00e3o e do metabolismo das sementes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Baseado no comportamento da curva de absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua observa-se que as sementes de Dalbergia ecastaphyllum apresentam permeabilidade \u00e0 \u00e1gua, e que as fases I e II da aquisi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua s\u00e3o bem definidas, independentemente da temperatura. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1892\" aria-describedby=\"caption-attachment-1892\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Germina\u00e7\u00e3o.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1892 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Germina\u00e7\u00e3o-300x190.jpg\" alt=\"germinacao de sementes\" width=\"300\" height=\"190\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Germina\u00e7\u00e3o-300x190.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Germina\u00e7\u00e3o-1024x649.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Germina\u00e7\u00e3o-150x95.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Germina\u00e7\u00e3o-500x317.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_2_Germina\u00e7\u00e3o.jpg 1624w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1892\" class=\"wp-caption-text\">FIGURA 2. Grau de umidade de sementes de Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub., em cada momento de avalia\u00e7\u00e3o em diferentes temperaturas.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fase I foi completada em torno das 18 horas, quando as sementes apresentaram teor de umidade de 37%, temperatura de 25 \u00baC, e 43%, temperatura de 33\u00baC, correspondendo a um incremento de 72% e 100% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 umidade inicial. A fase II iniciou 24 horas ap\u00f3s embebi\u00e7\u00e3o, independentemente da temperatura de incuba\u00e7\u00e3o das sementes. Entretanto, a dura\u00e7\u00e3o da fase foi influenciada pela temperatura. A 33 \u00b0C a fase foi curta, finalizando \u00e0s 48 horas, e as sementes alcan\u00e7aram 47% de umidade, enquanto que aos 25 \u00baC este per\u00edodo foi conclu\u00eddo com 96 horas, (Figura 2), portanto, com maior dura\u00e7\u00e3o, reiterando que a temperatura de 33\u00baC acelerou a velocidade de embebi\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Resultados semelhantes foram relatados por CELSO JUNIOR et al. (2006), em Dalbergia miscolombiun Benth, onde a fase I durou aproximadamente 21 horas, ap\u00f3s as sementes apresentarem 200% de umidade em rela\u00e7\u00e3o ao peso fresco inicial, e a fase II 72 horas, sob temperatura de 30 \u00b1 0,5\u00ba C. DANTAS et al. ( 2008) em estudo realizado com a Caesalpinia pyramidalis Tul., verificaram que a fase I durou 24 horas e a II 27 horas. RODRIGUES et al. (2008) em sementes de salsa observou que a fase II, quando as sementes foram embebidas a temperatura de 25\u00baC, iniciou-se entre 64,6 e 73,0 horas. J\u00e1 para a embebi\u00e7\u00e3o em temperatura de 30\u00baC, a fase II iniciou-se entre 59,7 e 93,3 horas. RODRIGUES JUNIOR (2013) avaliando a curva de embebi\u00e7\u00e3o de Senna multijuga, concluiu, que a fase I ocorreu \u00e0s 12 horas e a fase II entre 12 a 36 horas, \u00e0 temperatura de 25\u00b0C. Embora a Dalbergia ecastaphyllum, tenha apresentado comportamento semelhante quanto \u00e0 presen\u00e7a da fase I e II no processo de embebi\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s culturas supracitadas, observou-se pequena varia\u00e7\u00e3o na dura\u00e7\u00e3o de cada fase. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Segundo MANTOAN et al., (2012) a dura\u00e7\u00e3o de cada fase do processo de embebi\u00e7\u00e3o \u00e9 altamente influenciada pelas propriedades das sementes, sobretudo pelo tamanho, peso e teor de \u00e1gua natural, onde quanto menores forem os valores para essas vari\u00e1veis, menor tende a ser o tempo de embebi\u00e7\u00e3o das sementes. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1893\" aria-describedby=\"caption-attachment-1893\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_3_Germina\u00e7\u00e3o.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1893 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_3_Germina\u00e7\u00e3o-300x181.jpg\" alt=\"germinacao de sementes\" width=\"300\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_3_Germina\u00e7\u00e3o-300x181.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_3_Germina\u00e7\u00e3o-1024x617.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_3_Germina\u00e7\u00e3o-150x90.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_3_Germina\u00e7\u00e3o-500x301.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Figura_3_Germina\u00e7\u00e3o.jpg 1667w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1893\" class=\"wp-caption-text\">FIGURA 3. Porcentagem de Germina\u00e7\u00e3o acumulada de sementes de Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub., submetidas a diferentes temperaturas.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fase III iniciou aos 3 dias ap\u00f3s incuba\u00e7\u00e3o das sementes em substrato \u00famido, para temperatura de 33\u00baC (60 horas) e ao 5\u00ba dia \u00e0 temperatura de 25 \u00ba C, (108 horas), Figura 3, momento em que as sementes alcan\u00e7aram aproximadamente 54% de umidade (Figura 2), correspondendo a um percentual m\u00e9dio de germina\u00e7\u00e3o de 71% e 51%, respectivamente. Estes resultados sugerem que devido \u00e0 sua r\u00e1pida embebi\u00e7\u00e3o e protrus\u00e3o radicular, independente da temperatura, as sementes n\u00e3o apresentam dorm\u00eancia tegumentar e\/ou fisiol\u00f3gica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Observou-se que a germina\u00e7\u00e3o distribuiu-se de diferentes formas ao longo do tempo nas temperaturas testadas (Figura 3), com pico germina\u00e7\u00e3o aos 18 dias, independentemente da temperatura. Embora ap\u00f3s este per\u00edodo ocorresse a menor porcentagem de sementes germinadas a temperatura de 33\u00baC. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os tratamentos apresentaram desempenhos semelhantes em Dalbergia nigra Fr. All.ex (ANDRADE et al. 2006), BRAZ et al. (2009), CARRIJO et al. (2010) e Dalbergia cearensis Ducke (NOGUEIRA et al. 2010) que verificaram a emerg\u00eancia da rad\u00edcula entre tr\u00eas e oito dias da germina\u00e7\u00e3o, sob temperatura que variaram de 20 a 30\u00ba C. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As sementes de Dalbergia ecastaphyllum germinaram nas temperaturas de 25 oC (80%) e 33oC (60%), n\u00e3o havendo diferen\u00e7a estat\u00edstica no porcentual m\u00e9dio de germina\u00e7\u00e3o e \u00edndice de velocidade de germina\u00e7\u00e3o. Observou-se o efeito da temperatura apenas em rela\u00e7\u00e3o ao tempo m\u00e9dio de germina\u00e7\u00e3o. Com 3,97 dias-1 , temperatura de 33\u00baC, e 6,25 dias-1 , temperatura de 25\u00baC (Tabela 1). Tal fato confirma o relato de CARVALHO &amp; NAKAGAWA (2000) que, na germina\u00e7\u00e3o das sementes, o fator temperatura afeta o processo germinativo de maneiras distintas, sobre o total de germina\u00e7\u00e3o, a velocidade de germina\u00e7\u00e3o e a uniformidade da germina\u00e7\u00e3o. <\/span><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Tabela-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-1894 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Tabela-1-300x147.jpg\" alt=\"Tabela 1\" width=\"300\" height=\"147\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Tabela-1-300x147.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Tabela-1-1024x502.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Tabela-1-150x74.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Tabela-1-500x245.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Tabela-1.jpg 1121w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Estes resultados podem ser corroborados por FERRAZ-GRANDE &amp; TAKAKI (2001) ao verificaram que a germina\u00e7\u00e3o de sementes de Dalbergia nigra Allem ocorreu na faixa de temperatura entre 10 a 45\u00baC, por\u00e9m a maior porcentagem de germina\u00e7\u00e3o foi constatada ente 25 a 30\u00baC (100%). NOGUEIRA et al. (2012) relataram que a faixa \u00f3tima de temperatura entre 25 e 30\u00baC possibilitou alta germinabilidade e menor tempo m\u00e9dio de germina\u00e7\u00e3o para sementes de Luetzelburgia auriculata (Alem\u00e3o) Ducke \u2013 Fabaceae. Temperatura de 25 \u00b0C proporcionaram maiores valores de porcentagem, velocidade de germina\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de pl\u00e2ntulas em Piptadenia moniliformis Benth, (AZER\u00caDO et al. 2011) . Para sementes de Clitoria fairchildiana a maior porcentagem de germina\u00e7\u00e3o e \u00edndice de velocidade de germina\u00e7\u00e3o ocorreram \u00e0 temperatura constante de 25 \u00b0C e 30 \u00b0C (ALVES, 2013). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>CONCLUS\u00d5ES<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Sementes de Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub. apresentaram padr\u00e3o trif\u00e1sico da germina\u00e7\u00e3o bem definidos. A mudan\u00e7a da fase I para a fase II da germina\u00e7\u00e3o ocorre quando as sementes alcan\u00e7am teor de umidade entre 37% a 43%.A fase II inicia 24 horas ap\u00f3s embebi\u00e7\u00e3o, sendo a dura\u00e7\u00e3o desta fase mais curta \u00e0 temperatura de 33\u00baC. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A germina\u00e7\u00e3o (fase III) iniciou no terceiro dias ap\u00f3s incuba\u00e7\u00e3o das sementes \u00e0 temperatura de 33\u00baC e ao quinto dia \u00e0 temperatura de 25 \u00ba C.Temperaturas entre 25\u00baC e 33\u00ba n\u00e3o influenciam na porcentagem de germina\u00e7\u00e3o e \u00edndice da velocidade de germina\u00e7\u00e3o.O tempo m\u00e9dio de germina\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionado com o aumento da temperatura at\u00e9 33\u00ba C. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>REFER\u00caNCIAS<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ALVES, E. U. A.; GUEDES, R. S.; GON\u00c7ALVES,E. P.; VIANA, J. 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