{"id":1762,"date":"2017-04-14T18:25:39","date_gmt":"2017-04-14T18:25:39","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=1762"},"modified":"2017-04-14T18:43:36","modified_gmt":"2017-04-14T18:43:36","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-140-marco-de-2017\/artigo\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Os Riscos Ambientais dos Pesticidas Neonicotin\u00f3ides:<br \/>\numa an\u00e1lise das evid\u00eancias p\u00f3s-2013<\/h1>\n<blockquote><p>Greenpeace Uni\u00e3o Europeia<br \/>\nLeia o estudo completo em ingl\u00eas: <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/france\/Global\/international\/publications\/agriculture\/2017\/neonicotinoid-pesticides.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.greenpeace.org\/france\/Global\/international\/publications\/agriculture\/2017\/n eonicotinoid-pesticides.pdf<\/a><br \/>\nAn\u00e1lise cient\u00edfica realizada por: Thomas Wood e Dave Goulson Universidade de Sussex<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_1769\" aria-describedby=\"caption-attachment-1769\" style=\"width: 252px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Riscos-Ambientais.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1769 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Riscos-Ambientais-252x300.jpg\" alt=\"Riscos Ambientais\" width=\"252\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Riscos-Ambientais-252x300.jpg 252w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Riscos-Ambientais-150x178.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Riscos-Ambientais-421x500.jpg 421w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Riscos-Ambientais.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 252px) 100vw, 252px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1769\" class=\"wp-caption-text\">Apicultor alem\u00e3o com um punhado de abelhas mortas &#8211; Foto de Fred Dott \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pesticidas neonicotinoides foram utilizados, pela primeira vez, em meados da d\u00e9cada de<br \/>\n1990 e, desde ent\u00e3o, seu uso tem crescido rapidamente, ao ponto de se tornarem a classe mais amplamente utilizada de inseticidas no mundo, com a maior parte sendo usada como revestimento de sementes. Neonicotinoides s\u00e3o sol\u00faveis em \u00e1gua e, por essa raz\u00e3o, uma pequena quantidade aplicada a uma semente se dissolver\u00e1 quando em contato com \u00e1gua no solo e ser\u00e1 absorvida pelas ra\u00edzes da planta em desenvolvimento. Uma vez no interior da planta, torna-se sist\u00eamico e \u00e9 encontrado em tecidos vasculares e folhagens, fornecendo prote\u00e7\u00e3o contra insetos herb\u00edvoros. Este uso profil\u00e1tico de neonicotinoides tornou-se extremamente difundido em uma ampla variedade de culturas arvenses em grande parte do mundo desenvolvido. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No entanto, apenas cerca de 5% do ingrediente ativo neonicotinoide \u00e9 absorvido pelas plantas de cultura, com o restante dispersando no ambiente em geral. Desde meados dos anos 2000, numerosos estudos levantaram preocupa\u00e7\u00f5es sobre os neonicotinoides poderem estar tendo um efeito negativo sobre organismos n\u00e3o alvo. Especificamente, os neonicotinoides foram associados a eventos de envenenamento em massa de abelhas e demonstraram ter graves efeitos negativos sobre o valor adaptativo de abelhas Apis (ou Bichomel) e vespa-de-rodeio quando consumidos. Em resposta a este crescente corpo de evid\u00eancias, a Autoridade Europeia para a Seguran\u00e7a dos Alimentos, AESA foi contratada para realizar avalia\u00e7\u00f5es de risco para o uso de clotianidina, imidacloprida e tiametoxam e seu impacto sobre as abelhas. Estas avalia\u00e7\u00f5es de risco, publicadas em Janeiro de 2013, conclu\u00edram que a utiliza\u00e7\u00e3o destes compostos em determinadas culturas de flora\u00e7\u00e3o representa um alto risco para as abelhas. Com base nestas conclus\u00f5es, a Uni\u00e3o Europeia adotou uma proibi\u00e7\u00e3o parcial do uso destas subst\u00e2ncias, em maio de 2013, que entrou em vigor no dia 1\u00ba de dezembro de 2013. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O objetivo desta an\u00e1lise \u00e9 de agrupar e resumir as evid\u00eancias cient\u00edficas publicadas desde 2013, que investigam o impacto dos neonicotinoides sobre organismos n\u00e3o alvo, e reuni- las em um s\u00f3 lugar para auxiliar a tomada de decis\u00e3o informada. Devido \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o internacional sobre os impactos n\u00e3o intencionais de neonicotinoides sobre a vida selvagem, este tema tem recebido uma grande aten\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nestes \u00faltimos tr\u00eas anos. Como as restri\u00e7\u00f5es foram postas em pr\u00e1tica por causa do risco que os neonicotin\u00f3ides representam para as abelhas, grande parte do trabalho recente de pesquisa tem, naturalmente, focado neste grupo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Riscos para as abelhas<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em termos gerais, as avalia\u00e7\u00f5es de risco da AESA tratam dos riscos de exposi\u00e7\u00e3o para as abelhas a neonicotin\u00f3ides atrav\u00e9s de v\u00e1rias rotas e o impacto direto letal e subletal da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 neonicotin\u00f3ides. Novas evid\u00eancias cient\u00edficas est\u00e3o dispon\u00edveis em todas essas \u00e1reas, e \u00e9 poss\u00edvel comentar sobre a mudan\u00e7a nas evid\u00eancias cient\u00edficas desde 2013 em compara\u00e7\u00e3o com relat\u00f3rios da AESA. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este processo n\u00e3o foi feito para ser uma avalia\u00e7\u00e3o formal do risco apresentado por neonicotin\u00f3ides, como aquela conduzida pela AESA. Em vez disso, pretende resumir a forma como as novas evid\u00eancias mudaram nossa compreens\u00e3o dos riscos potenciais para as abelhas; \u00e9 menor, igual ou maior do que o risco percebido em 2013?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Com refer\u00eancia \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es de risco de linha de base da AESA 2013, os avan\u00e7os em cada \u00e1rea considerada e seu impacto sobre a avalia\u00e7\u00e3o inicial podem ser resumidos assim:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Risco de exposi\u00e7\u00e3o de p\u00f3len e n\u00e9ctar de plantas que florescem e foram tratadas. Os relat\u00f3rios da AESA calcularam a exposi\u00e7\u00e3o t\u00edpica de culturas que florescem e foram tratadas com os neonicotin\u00f3ides como revestimento de sementes. Consideravelmente mais dados est\u00e3o dispon\u00edveis agora nesta \u00e1rea, com novos estudos apoiando amplamente os valores de exposi\u00e7\u00e3o calculados. Para as abelhas, as culturas de flora\u00e7\u00e3o representam um Risco Inalterado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele relatado na AESA 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Risco de culturas que n\u00e3o florescem e etapas da cultura antes da flora\u00e7\u00e3o. Culturas que n\u00e3o florescem foram consideradas como n\u00e3o representantes de risco para as abelhas. N\u00e3o h\u00e1 novos estudos demonstrando que estas culturas que n\u00e3o florescem representam um risco direto para as abelhas. Eles continuam a ser um Risco Inalterado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Risco de exposi\u00e7\u00e3o a partir da propaga\u00e7\u00e3o de sementes tratadas e subsequente poeira. Apesar das mudan\u00e7as na tecnologia de semeadoras, os estudos dispon\u00edveis sugerem que a poeira continuar a ocorrer e que a poeira levantada ainda representa uma fonte aguda de exposi\u00e7\u00e3o e, por isso, \u00e9 mais bem considerada como um Risco Inalterado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Risco de exposi\u00e7\u00e3o a partir de flu\u00eddo de guta\u00e7\u00e3o. Com base nas evid\u00eancias dispon\u00edveis, esta rota de exposi\u00e7\u00e3o foi considerada como de baixo risco pela AESA 2013. Novos dados n\u00e3o mudaram esta posi\u00e7\u00e3o e por isso ele continua sendo um Risco Inalterado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Risco de exposi\u00e7\u00e3o a, e absor\u00e7\u00e3o de, neonicotin\u00f3ides em plantas n\u00e3o cultivadas. A absor\u00e7\u00e3o de neonicotin\u00f3ides por plantas n\u00e3o alvo foi considerada como possivelmente insignificante, embora uma lacuna de dados tenha sido identificada. Muitos estudos j\u00e1 foram publicados demonstrando uma grande absor\u00e7\u00e3o dos neonicotin\u00f3ides e sua presen\u00e7a no p\u00f3len, n\u00e9ctar e folhagem das plantas selvagens. Geralmente, pode-se esperar que as abelhas que coletam p\u00f3len de culturas tratadas com neonicotin\u00f3ides sejam expostas a concentra\u00e7\u00f5es mais elevadas, mas quantidades n\u00e3o triviais de neonicotin\u00f3ides tamb\u00e9m est\u00e3o presentes no p\u00f3len e no n\u00e9ctar recolhido de plantas silvestres, e essa fonte de exposi\u00e7\u00e3o pode ser muito mais prolongada do que o per\u00edodo de florescimento da cultura. Exposi\u00e7\u00e3o de plantas n\u00e3o alvo representa, claramente, um Maior Risco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Risco de exposi\u00e7\u00e3o a partir de culturas sucessivas. Uma lacuna de dados foi identificada para este problema. Poucos estudos investigaram este t\u00f3pico, mas esta \u00e1rea representa certo n\u00edvel de risco, pois os neonicotin\u00f3ides s\u00e3o, agora, conhecidos por terem o potencial de persistir durante anos no solo, e podem ser detectados em culturas v\u00e1rios anos ap\u00f3s a \u00faltima aplica\u00e7\u00e3o conhecida. No entanto, como h\u00e1 poucos dados sobre isso, o risco atual \u00e9 considerado como Risco Inalterado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Letalidade direta de neonicotin\u00f3ides para as abelhas adultas. Estudos adicionais sobre a toxicidade para as abelhas t\u00eam apoiado os valores calculados pela AESA. Mais dados foram produzidos sobre a toxicidade dos neonicotin\u00f3ides para esp\u00e9cies de abelhas silvestres e meta-an\u00e1lises sugerem uma resposta muito semelhante. Refer\u00eancia \u00e0s esp\u00e9cies individuais \u00e9 importante, mas a letalidade dos neonicotin\u00f3ides deve ser amplamente considerada como um Risco Inalterado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Efeitos subletais de neonicotin\u00f3ides nas abelhas selvagens. A considera\u00e7\u00e3o da AESA sobre efeitos subletais foi limitada porque n\u00e3o h\u00e1 nenhuma metodologia de teste estabelecida para a avalia\u00e7\u00e3o de tais efeitos. Uma lacuna de dados foi identificada. A exposi\u00e7\u00e3o a culturas que florescem e que foram tratadas com neonicotin\u00f3ides tem mostrado ter significativos efeitos negativos sobre o voo livre de abelhas selvagens em condi\u00e7\u00f5es de campo, e alguns estudos de laborat\u00f3rio continuam a demonstrar efeitos negativos sobre a capacidade de forrageamento e valor adaptativo de abelhas considerando concentra\u00e7\u00f5es realistas de neonicotin\u00f3ides em campo. Maior Risco. Dentro deste contexto, pesquisas realizadas desde 2013 sugerem que os neonicotin\u00f3ides representam um risco que vai de semelhante \u00e0 maior para as abelhas selvagens e gerenciadas atualmente. Tendo em conta que a avalia\u00e7\u00e3o de risco inicial de 2013 era suficiente para impor uma proibi\u00e7\u00e3o parcial no uso de neonicotin\u00f3ides sobre culturas que florescem, e dado que as novas evid\u00eancias confirmam ou aumentam a evid\u00eancia de risco para as abelhas, \u00e9 l\u00f3gico concluir que a evid\u00eancia cient\u00edfica atual suporta a extens\u00e3o da morat\u00f3ria, e que se deve considerar a extens\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o parcial a outros usos de neonicotin\u00f3ides.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Riscos mais amplos para a sa\u00fade ambiental<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Al\u00e9m do trabalho com abelhas, nossa compreens\u00e3o cient\u00edfica tamb\u00e9m foi ampliada nas seguintes \u00e1reas que n\u00e3o foram previamente consideradas pela AESA:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Culturas que n\u00e3o florescem tratadas com neonicotin\u00f3ides podem representar um risco para os organismos n\u00e3o alvo atrav\u00e9s do aumento da mortalidade em popula\u00e7\u00f5es de predadores ben\u00e9ficos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Neonicotin\u00f3ides podem persistir em solos agr\u00edcolas durante muitos anos, o que conduz \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica e, em alguns casos, a acumula\u00e7\u00e3o ao longo do tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Neonicotin\u00f3ides continuam a serem encontrados em uma ampla variedade de diferentes corpos d&#8217;\u00e1gua, incluindo valas, po\u00e7as, lagoas, riachos de montanha, rios, p\u00e2ntanos tempor\u00e1rios, neve derretida, \u00e1guas subterr\u00e2neas e no escoamento das esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1guas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 As an\u00e1lises da sensibilidade de organismos aqu\u00e1ticos aos neonicotin\u00f3ides mostram que muitas esp\u00e9cies de insetos aqu\u00e1ticos est\u00e3o v\u00e1rias ordens de magnitude mais sens\u00edveis a estes compostos do que o modelo tradicional dos organismos utilizados nas avalia\u00e7\u00f5es regulamentares para o uso de pesticidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Foi demonstrado que os neonicotin\u00f3ides est\u00e3o presentes no p\u00f3len, n\u00e9ctar e folhagem das plantas de culturas n\u00e3o adjacentes aos campos agr\u00edcolas. Isso varia de ervas daninhas herb\u00e1ceas anuais \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o perene lenhosa. Portanto, espera-se que os insetos herb\u00edvoros n\u00e3o alvo e polinizadores que n\u00e3o s\u00e3o abelhas que habitam as margens dos campos e sebes estejam expostos aos neonicotin\u00f3ides. Algumas plantas semeadas adjacente aos campos agr\u00edcolas, especificamente para fins de conserva\u00e7\u00e3o de polinizadores, oferecem especial preocupa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u2022 Estudos correlacionados t\u00eam sugerido uma liga\u00e7\u00e3o negativa entre o uso de neonicotinoides em \u00e1reas agr\u00edcolas e as m\u00e9tricas da popula\u00e7\u00e3o para borboletas, abelhas e p\u00e1ssaros inset\u00edvoros em tr\u00eas pa\u00edses diferentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em geral, este trabalho recente sobre os neonicotinoides continua a melhorar nossa compreens\u00e3o de como estes compostos percorrem e persistem de forma ampla no ambiente. Estes compostos sol\u00faveis em \u00e1gua n\u00e3o est\u00e3o restritos a culturas agr\u00edcolas e acabam permeando a maior parte dos ambientes agr\u00edcolas nos quais s\u00e3o utilizados e, em alguns casos, chegando ainda mais longe atrav\u00e9s de cursos d&#8217;\u00e1gua e de \u00e1gua de escoamento. Experi\u00eancias em laborat\u00f3rio que recriaram condi\u00e7\u00f5es realistas de campo e testes em campo continuam a demonstrar que os tra\u00e7os residuais de neonicotinoides podem ter uma mistura de efeitos letais e subletais em uma ampla gama de taxa. A susceptibilidade varia enormemente entre as diferentes taxa em muitas ordens de magnitude, com algumas mostrando uma resposta negativa em partes por bilh\u00e3o e com outras n\u00e3o mostrando tais efeitos em muitos milhares de partes por bilh\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es de risco realizadas em 2013 para clotianidina, imidacloprid e tiametoxam, as quais focaram em seus efeitos sobre as abelhas, uma nova pesquisa refor\u00e7a os argumentos para a imposi\u00e7\u00e3o de uma morat\u00f3ria, principalmente porque se tornou evidente que eles representam riscos significativos para muitos organismos n\u00e3o alvo, n\u00e3o apenas para as abelhas. Dada a melhora no conhecimento cient\u00edfico de como neonicotinoides se movimentam pelo ambiente mais amplamente vindo de todos os tipos de culturas, \u00e9 urgentemente necess\u00e1rio haver uma discuss\u00e3o sobre os riscos decorrentes de sua utiliza\u00e7\u00e3o em culturas que n\u00e3o florescem e em \u00e1reas n\u00e3o agr\u00edcolas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Riscos Ambientais dos Pesticidas Neonicotin\u00f3ides: uma an\u00e1lise das evid\u00eancias p\u00f3s-2013 Greenpeace Uni\u00e3o Europeia Leia o estudo completo em ingl\u00eas: http:\/\/www.greenpeace.org\/france\/Global\/international\/publications\/agriculture\/2017\/n eonicotinoid-pesticides.pdf An\u00e1lise cient\u00edfica realizada por: Thomas Wood e Dave [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1753,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-1762","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1762"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1762"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1762\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1764,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1762\/revisions\/1764"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}