{"id":1683,"date":"2016-12-15T03:26:42","date_gmt":"2016-12-15T03:26:42","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=1683"},"modified":"2016-12-15T03:29:00","modified_gmt":"2016-12-15T03:29:00","slug":"regulamentacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-139-novembro-de-2016\/regulamentacao\/","title":{"rendered":"Regulamenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Proposta Portaria Mel ASF-SP &#8211; Boletim T\u00e9cnico Embrapa-ITAL.<br \/>\nMEL DE ABELHAS SEM FERR\u00c3O: PROPOSTA DE REGULAMENTA\u00c7\u00c3O<\/h1>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As abelhas da subfam\u00edlia Apinae (Hymenoptera, Apidae), tribo Meliponini s\u00e3o conhecidas popularmente por Abelhas sem Ferr\u00e3o &#8211; ASF, por possu\u00edrem ferr\u00e3o atrofiado e, portanto, incapazes de ferroar, estando taxonomicamente divididas em duas sub-tribos: Meliponina e Trigonina (Melo e Gon\u00e7alves, 2005). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A imensa maioria das abelhas se alimenta de produtos obtidos das flores, coletando seu n\u00e9ctar e por desidrata\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica o transformam em mel (Campos e Peruquetti, 1999). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os m\u00e9is das ASF s\u00e3o produtos \u00fanicos da biodiversidade brasileira, presentes e valorizados pela cultura popular desde os povos originais das Am\u00e9ricas. No Brasil, os povos ind\u00edgenas j\u00e1 o apreciavam e sazonalmente faziam sua coleta nos locais onde as col\u00f4nias dessas abelhas j\u00e1 estavam identificadas na floresta. Produto valorizado tamb\u00e9m na medicina popular, lhe sendo atribu\u00eddo uma s\u00e9rie de propriedades terap\u00eauticas, usado puro ou em conjunto com plantas medicinais na formula\u00e7\u00e3o de \u201cpreparados\u201d (garrafadas) medicinais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Como sua produ\u00e7\u00e3o muitas vezes \u00e9 regionalizada e o volume dispon\u00edvel \u00e9 menor, seu valor no mercado \u00e9 muitas vezes maior do que o do mel produzido pelas abelhas Apis mellifera sp., esp\u00e9cies de abelhas com ferr\u00e3o ex\u00f3ticas e introduzidas no pa\u00eds na \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A diversidade de flora e biomas do Brasil e a grande variedade de esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o existente, justifica o potencial para explora\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da gama de mel produzida por essas abelhas. Al\u00e9m da import\u00e2ncia econ\u00f4mica para os produtores, esse produto possui caracter\u00edsticas sensoriais diferenciadas dos m\u00e9is tradicionalmente consumidos no Brasil, tornando-o um produto com alto valor agregado (Holanda, 2012). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DO PROBLEMA<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Uma das principais caracter\u00edsticas de sua composi\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica, que os diferem dos m\u00e9is das abelhas africanizadas, \u00e9 o seu maior teor de umidade, que consequentemente eleva sua atividade de \u00e1gua, tornando-o mais suscept\u00edvel ao crescimento microbiano, principalmente pela presen\u00e7a de leveduras em sua composi\u00e7\u00e3o original. Esse teor de umidade resulta em um mel menos viscoso e em uma cristaliza\u00e7\u00e3o mais lenta quando comparada ao mel de Apis mel\u00edfera. (Silva, 2012; Campos e Peruquetti, 1999). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A atividade de \u00e1gua (Aa) \u00e9 uma propriedade que varia numericamente de 0 a 1 onde 1 est\u00e1 relacionada \u00e0 \u00e1gua pura. A Aa, juntamente com o pH, relacionado ao grau de acidez do produto, indicam as condi\u00e7\u00f5es para o crescimento microbiano do alimento. O mel de Apis \u00e9 um produto microbiologicamente est\u00e1vel pois possui valores de atividade de \u00e1gua menores de 0,6 (Black &amp; Barach, 2015). Estudos desenvolvidos por Dias et al (2015) avaliaram o pH e atividade de \u00e1gua de mais de 30 amostras de m\u00e9is de ASF, das tribos Meliponini e Trigonini e encontraram faixas de Aa e pH de 0,67-0,75 a 3,49-4,65. Apesar desta faixa de atividade de \u00e1gua ser limitante para desenvolvimento de micro-organismos patog\u00eanicos, fungos e leveduras osmof\u00edlicas podem se desenvolver. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A ado\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos de manejo, colheita e beneficiamento do mel de ASF n\u00e3o obedecendo \u00e0s Boas Pr\u00e1ticas de Fabrica\u00e7\u00e3o, associados \u00e0 umidade elevada (21 a 45%) e \u00e0 presen\u00e7a de micro-organismos podem acarretar problemas de conserva\u00e7\u00e3o ao produto, reduzindo sua vida de prateleira e podendo at\u00e9 mesmo torn\u00e1-lo impr\u00f3prio para o consumo humano (Alves et al., 2011). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Algumas t\u00e9cnicas de conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o indicadas e aplicadas por meliponicultores. Entretanto, os m\u00e9todos aplicados muitas vezes foram concebidos empiricamente e o produto final n\u00e3o passa por avalia\u00e7\u00e3o adequada antes de ser comercializado. Dentre os m\u00e9todos aplicados destacam-se: refrigera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a colheita; desidrata\u00e7\u00e3o, ocasionando redu\u00e7\u00e3o da umidade; fermenta\u00e7\u00e3o do mel colhido em sua pr\u00f3pria microbiota, provocando um aumento 3 da acidez; e o processo t\u00e9rmico de pasteuriza\u00e7\u00e3o, visando a redu\u00e7\u00e3o da carga microbiana vegetativa. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Devido \u00e0s diferen\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica, os valores de refer\u00eancia indicados para o controle da qualidade e comercializa\u00e7\u00e3o de mel nas legisla\u00e7\u00f5es vigentes nacionais e internacionais n\u00e3o s\u00e3o aplic\u00e1veis para os m\u00e9is das ASF. O desenvolvimento e aprova\u00e7\u00e3o de uma regulamenta\u00e7\u00e3o para os m\u00e9is de ASF, estabelecendo os requisitos de identidade e padr\u00e3o \u00e9 importante para garantia de seguran\u00e7a de consumo e para que os \u00f3rg\u00e3os fiscalizadores tenham base referencial para a inspe\u00e7\u00e3o, permitindo comercializa\u00e7\u00e3o oficial do mesmo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Neste contexto, baseados em pesquisas realizadas pela Embrapa, pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas-SP e tamb\u00e9m pelo levantamento bibliogr\u00e1fico de estudos cient\u00edficos realizados por diversos institutos de ensino e pesquisa do pa\u00eds, o documento abaixo indicado tem como objetivo propor um Regulamento T\u00e9cnico de Identidade e Padr\u00e3o para o Mel das ASF para a sua devida comercializa\u00e7\u00e3o no estado de S\u00e3o Paulo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Autores: Ricardo Costa Rodrigues de Camargo Pesquisador Embrapa Meio Ambiente Consultor especial da C\u00e2mara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e dos Produtos das Abelhas-Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento-MAPA <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Karen Linelle de Oliveira Pesquisadora Cient\u00edfica &#8211; Grupo de Engenharia de Processos \u2013 GEPC Instituto de Tecnologia de Alimentos &#8211; ITAL <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Maria Isabel Berto Pesquisadora Cient\u00edfica &#8211; Grupo de Engenharia de Processos \u2013 GEPC Instituto de Tecnologia de Alimentos &#8211; ITAL <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>PROPOSTA DE REGULAMENTO<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>T\u00c9CNICO DE IDENTIDADE E PADR\u00c3O DE MEL DE ABELHA SEM FERR\u00c3O MELIPONINAE<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>1 Alcance<\/b><br \/>\n<span style=\"font-size: large;\"><b>Objetivo<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Estabelecer a identidade e os requisitos m\u00ednimos de controle da qualidade que o Mel de Abelha sem Ferr\u00e3o &#8211; ASF destinado ao consumo humano direto deve atender. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este Regulamento n\u00e3o se aplica para mel de abelha sem ferr\u00e3o industrial e utilizado como ingrediente em outros alimentos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>\u00c2mbito de aplica\u00e7\u00e3o<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O presente Regulamento T\u00e9cnico se aplicar\u00e1 em todo o Estado de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2 Classifica\u00e7\u00e3o<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.1.1<\/b> Por sua origem Mel floral: \u00e9 o mel obtido dos n\u00e9ctares das flores <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">a) Mel unifloral ou monofloral: <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Produto predominantemente origin\u00e1rio de flores de uma mesma fam\u00edlia, g\u00eanero ou esp\u00e9cie e que possua caracter\u00edsticas sensoriais, f\u00edsico-qu\u00edmicas e microsc\u00f3picas pr\u00f3prias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">b) Mel multifloral ou polifloral: <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Produto obtido a partir de diferentes origens florais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.1.2 Mel extrafloral<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Produto obtido a partir de nect\u00e1rios extraflorais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.1.3 Melato<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"> Produto obtido a partir da secre\u00e7\u00e3o de insetos sugadores de seiva ou de outras partes vivas das plantas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.2 Pelo m\u00e9todo de extra\u00e7\u00e3o<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.2.1 Por suc\u00e7\u00e3o<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">M\u00e9todo onde o mel \u00e9 retirado dos potes por diferen\u00e7a de press\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.2.2. Por escoamento<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">M\u00e9todo onde o mel escorre dos potes abertos pela invers\u00e3o da al\u00e7a superior ou melgueira. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.3 Pela apresenta\u00e7\u00e3o<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.3.1 Mel l\u00edquido<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mel em estado l\u00edquido original. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.3.2 Mel cristalizado<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mel em estado s\u00f3lido ou parcialmente s\u00f3lido, pela forma\u00e7\u00e3o de cristais a partir da cristaliza\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas de a\u00e7\u00facares, principalmente glicose e frutose. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.3.3 Mel cremoso<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mistura de mel l\u00edquido com mel cristalizado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.3.4 Mel em pote<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mel acondicionado em potes naturais ou artificiais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.4 Pelo processamento<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.4.1 Mel in natura<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mel extra\u00eddo dos potes e mantido sob refrigera\u00e7\u00e3o logo ap\u00f3s a sua coleta at\u00e9 o momento do consumo, n\u00e3o submetido a qualquer outro processamento. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.4.2 Mel desidratado<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mel que ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o, \u00e9 submetido ao processo de desidrata\u00e7\u00e3o, no qual ocorre redu\u00e7\u00e3o do teor de umidade e atividade de \u00e1gua, visando o aumento da sua vida de prateleira em temperatura ambiente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.4.3 Mel pasteurizado<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mel que ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o passa por processo t\u00e9rmico de pasteuriza\u00e7\u00e3o para redu\u00e7\u00e3o e\/ou inibi\u00e7\u00e3o do desenvolvimento microbiol\u00f3gico e\/ou enzim\u00e1tico no produto, sendo posteriormente mantido \u00e0 temperatura ambiente ou sob refrigera\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>2.4.4 Mel maturado<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mel que ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o passa pelo processo de matura\u00e7\u00e3o a temperatura<br \/>\nambiente, caracterizado por sua fermenta\u00e7\u00e3o natural a partir do desenvolvimento das leveduras osmof\u00edlicas naturalmente presentes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>3 Composi\u00e7\u00e3o e requisitos<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>3.1 Composi\u00e7\u00e3o<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O mel de ASF \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o concentrada de a\u00e7\u00facares com predomin\u00e2ncia de glicose e frutose. Cont\u00e9m ainda uma mistura complexa de outros carboidratos, enzimas, amino\u00e1cidos, \u00e1cidos org\u00e2nicos, minerais, subst\u00e2ncias arom\u00e1ticas, pigmentos e gr\u00e3os de p\u00f3len. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Comparando-o com o mel de Apis apresenta maior concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua podendo conter cerume procedente do seu processo de extra\u00e7\u00e3o. O produto definido nesta Norma n\u00e3o pode ser adicionado de a\u00e7\u00facares e\/ou outras subst\u00e2ncias que alterem a sua composi\u00e7\u00e3o original. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>3.2 Requisitos<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>3.2.1 Caracter\u00edsticas sensoriais<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>3.2.1.1 Cor<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Vari\u00e1vel de quase incolor a pardo-escura, de acordo com a sua origem, segundo definido em 2.1. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>3.2.1.2 Sabor e aroma<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Deve ter sabor e aroma caracter\u00edsticos de acordo com a sua origem, segundo definido em 2.1. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>3.2.1.3 Consist\u00eancia<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Vari\u00e1vel de acordo com o estado f\u00edsico em que o mel se apresenta, segundo definido em 2.3. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>3.2.2 Caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas<\/b> <\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1684 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-1-300x186.jpg\" alt=\"Tabela 1: Par\u00e2metros relacionados \u00e0s caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas de maturidade, pureza e deteriora\u00e7\u00e3o do mel de ASF, respectivos limites e refer\u00eancias metodol\u00f3gicas\" width=\"300\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-1-300x186.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-1-150x93.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-1-500x309.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-1.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na Tabela 1 est\u00e3o descritos os par\u00e2metros a serem analisados no mel de abelhas nativas sem ferr\u00e3o relacionados \u00e0s caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas de maturidade, pureza e deteriora\u00e7\u00e3o, seus respectivos limites e refer\u00eancias das metodologias anal\u00edticas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>4 Aditivos<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 expressamente proibida a utiliza\u00e7\u00e3o de qualquer tipo de aditivos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>5 Acondicionamento<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O mel, a granel ou fracionado, deve ser acondicionado em embalagem pr\u00f3pria para alimento, que preserve as suas caracter\u00edsticas e confira prote\u00e7\u00e3o contra contamina\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>6 Armazenamento<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O mel deve ser armazenado em local e sob condi\u00e7\u00f5es que preservem suas caracter\u00edsticas e evite contamina\u00e7\u00f5es. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O mel in natura definido em 2.4.1 deve ser mantido em temperaturas de refrigera\u00e7\u00e3o durante armazenamento, de 4 a 8\u00b0C. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O mel pasteurizado definido no item 2.4.3 pode ser mantido em temperaturas de refrigera\u00e7\u00e3o, de 4 a 8\u00b0C e em temperatura ambiente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O mel desidratado e\/ou maturado, definidos respectivamente nos itens 2.2.2 e 2.2.4, pode ser mantido e comercializado em temperatura ambiente, desde que as caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas sejam preservadas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para o armazenamento das embalagens a granel recomenda-se a utiliza\u00e7\u00e3o de pallets de material resistente e higieniz\u00e1vel, dispostos com afastamento das paredes de no m\u00ednimo 10cm. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>7 Contaminantes<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os contaminantes org\u00e2nicos e inorg\u00e2nicos n\u00e3o devem estar presentes em quantidades superiores aos limites estabelecidos na legisla\u00e7\u00e3o vigente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>7.1 Crit\u00e9rios microbiol\u00f3gicos<\/b> <\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1685 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-2-300x114.jpg\" alt=\"Tabela 2. Crit\u00e9rios microbiol\u00f3gicos para mel de abelhas sem ferr\u00e3o\" width=\"300\" height=\"114\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-2-300x114.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-2-150x57.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-2-500x191.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tabela-2.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O produto dever\u00e1 estar de acordo com os requisitos apresentados na Tabela 2 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">n: n\u00famero de unidades a serem colhidas aleatoriamente em um mesmo lote e analisa da individualmente; M: limite que, em plano de duas classes, separa o produto aceit\u00e1vel do inaceit\u00e1vel (valores acima de M s\u00e3o inaceit\u00e1veis); m: \u00e9 limite que em um plano de tr\u00eas classes, separa o lote aceit\u00e1vel do produto ou lote com qualidade intermedi\u00e1ria aceit\u00e1vel; c: n\u00famero m\u00e1ximo aceit\u00e1vel de unidades de amostras com contagens entre os limites de m e M. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>8 Higiene<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>8.1 Considera\u00e7\u00f5es Gerais<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As pr\u00e1ticas de higiene para elabora\u00e7\u00e3o do produto devem estar de acordo com legisla\u00e7\u00e3o vigente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>8.2 Crit\u00e9rios Macrosc\u00f3picos e Microsc\u00f3picos<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O mel deve estar isento de subst\u00e2ncias estranhas, de qualquer natureza, tais como insetos e suas partes, larvas, gr\u00e3os de areia e outros, de acordo com legisla\u00e7\u00e3o vigente para mat\u00e9rias estranhas macrosc\u00f3picas e microsc\u00f3picas em alimentos e bebidas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>9 Pesos e Medidas<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para o mel de ASF deve ser utilizada a medida de volume, sendo expressa em litro ou mililitro. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>10 Rotulagem<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A rotulagem deve estar de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o vigente para rotulagem de alimentos embalados. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O produto se denominar\u00e1 Mel de ASF ou Melato de ASF, de acordo com o item 2.1. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Deve ser informado o tipo de processamento e o nome cient\u00edfico da esp\u00e9cie de abelha sem ferr\u00e3o, acrescido ou n\u00e3o do nome popular na regi\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A indica\u00e7\u00e3o da florada predominante na rotulagem deve ser comprovada por metodologia anal\u00edtica espec\u00edfica (melissopalinologia). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>11 Bibliografia<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">AOAC. Association of Official Analytical Chemists. 969.38: Moisture in honey. Washington, 2010a. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">AOAC. Association of Official Analytical Chemists. 978.18: <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Water activity of canned vegetables. Washington, 2010b. AOAC. Association of Official Analytical Chemists. 980.23: Hydroxymethylfurfural in honey. Washington, 2010c. 10 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Black, D. G.; Barach, J. T. Canned Foods: Principles of thermal process control acidification and container closure evaluation. 8th. Washington: Grocery Manufacture Association (GMA), 2015.190p. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brasil, Regulamento T\u00e9cnico do MERCOSUL sobre as condi\u00e7\u00f5es higi\u00eanicosanit\u00e1rias e de Boas Pr\u00e1ticas de Fabrica\u00e7\u00e3o para estabelecimentos elaboradores\/industrializadores de alimentos Resolu\u00e7\u00e3o GMC n\u00ba 80, 1996. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brasil, Regulamento T\u00e9cnico MERCOSUL para rotulagem de alimentos embalados &#8211; Resolu\u00e7\u00e3o GMC n\u00ba 36, 1993. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brasil, Regulamento T\u00e9cnico de Identidade e Qualidade do Mel, Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 11, 2000. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brasil, Regulamento T\u00e9cnico sobre padr\u00f5es microbiol\u00f3gicos para alimentos, Resolu\u00e7\u00e3o RDC n\u00ba 12, 2001. BRASIL, Regulamento T\u00e9cnico sobre mat\u00e9rias estranhas macrosc\u00f3picas e microsc\u00f3picas em alimentos e bebidas, Resolu\u00e7\u00e3o RDC n\u00ba14, 2014. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brasil, Regulamento T\u00e9cnico MERCOSUL sobre limites m\u00e1ximos de contaminantes inorg\u00e2nicos em alimentos, Resolu\u00e7\u00e3o RDC n\u00ba 42, 2013. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Brennan, J. Food processing handbook. Germany: Wiley VCH, 2006. 582 p. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Campos, L. A. O.; Peruquetti, R. C. Biologia e cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o. Vi\u00e7osa, MG: Conselho de Extens\u00e3o. Universidade Federal de Vi\u00e7osa, Departamento de Biologia Geral, Informe T\u00e9cnico 82. 1999. 38p. Dispon\u00edvel em: ftp:\/\/ftp.ufv.br\/dbg\/apiario\/meliponini.pdf. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Codex Alimentarius Commission. Codex Stan 12-1981: Codex Standard for honey. 2001. 8 p. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dias, M. P. S.; Camargo, R. C. R.; Oliveira, K. L.; Berteli, M. N.; Berto, M.I. Levantamento de Tecnologias de Conserva\u00e7\u00e3o de Mel de abelhas Nativas em fun\u00e7\u00e3o de suas propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas. In: 8\u00b0 Congresso Interinstitucional de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica &#8211; CIIC 2014, 2014,<br \/>\n<span style=\"font-size: large;\">Campinas. Anais&#8230;. Campinas: ITAL, 2014. FSA. Food Standards Agency. V22, 28(4). Water-Insoluble Solids in Honey. London, 1992a. 189-193 p.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"> FSA. Food Standards Agency. V19, 28(4). Acidity in Honey. London, 1992b. 171- 175 p. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">FSA. Food Standards Agency. V19, 28(4). Acidity in Honey. London, 1992b. 171- 175 p. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Holanda, Carlos Alexandre et al. Qualidade dos m\u00e9is produzidos por melipona fasciculata smith da regi\u00e3o do cerrado maranhense. Qu\u00edm. Nova, S\u00e3o Paulo, v. 35, n.1, p.55-58, 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"> IHC. International Honey Commission. Harmonised Methods of the International Honey Commission. Switzerland, 2002. 62 p. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Louveaux, J.; Maurizio, A.; Vorwohl, G. Methods of melissopalynology. Bee World, 1978. 59: 139-157. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Melo, G.A.R.; Gon\u00e7alves, R.B. Higher-level bee classifications (Hymenoptera, Apoidea, Apidae sensu lato). Revista Brasileira de Zoologia. 2005. 22: 153-159 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Menezes, C.; Neto, A.; Contrera, F.; Venturieri, G.; Imperatrizfonseca, V. The role of useful microorganisms to stingless bees and stingless beekeeping. In VIT, P.; Pedro, S.; Roubik, D. Pot-honey: a legacy of stingless bees. New York: Springer, 2013, Chapter 10, p.153-171. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Silva, W.P. Abelhas sem ferr\u00e3o: muito mais do que uma import\u00e2ncia econ\u00f4mica. p.146-152, 2012. ISSN:1806-7409. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Singh, R.; Heldman, D. Introduction to food engineering. 4th ed. Elsevier, 2009. 841 p. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Stumbo, C. Thermobacteriology in food processing. 2. ed. New York: Academic Press, 1973. 329 p.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proposta Portaria Mel ASF-SP &#8211; Boletim T\u00e9cnico Embrapa-ITAL. MEL DE ABELHAS SEM FERR\u00c3O: PROPOSTA DE REGULAMENTA\u00c7\u00c3O INTRODU\u00c7\u00c3O As abelhas da subfam\u00edlia Apinae (Hymenoptera, Apidae), tribo Meliponini s\u00e3o conhecidas popularmente por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1616,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-1683","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1683"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1683"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1683\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1687,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1683\/revisions\/1687"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}