{"id":1543,"date":"2016-10-03T19:59:29","date_gmt":"2016-10-03T19:59:29","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=1543"},"modified":"2016-10-03T19:59:29","modified_gmt":"2016-10-03T19:59:29","slug":"artigo-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-138-setembro-de-2016\/artigo-2\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Cen\u00e1rios de impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre algumas abelhas polinizadoras no Brasil<\/h1>\n<blockquote><p>Tereza Cristina Giannini &#8211; Instituto Tecnol\u00f3gico Vale Desenvolvimento Sustent\u00e1vel \u2013 ITVDS &amp; Universidade de S\u00e3o Paulo<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas v\u00eam provocando modifica\u00e7\u00f5es nos habitats de v\u00e1rias esp\u00e9cies e, como consequ\u00eancia, alguns casos de altera\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica j\u00e1 foram reportados na literatura cient\u00edfica. As esp\u00e9cies t\u00eam buscado encontrar ref\u00fagios clim\u00e1ticos movimentando-se em dire\u00e7\u00e3o a novas latitudes e\/ou altitudes, em busca de \u00e1reas mais adequadas \u00e0 sua sobreviv\u00eancia. Por\u00e9m, de acordo com os relat\u00f3rios do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), essas mudan\u00e7as se acentuar\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos. Segundo esse Painel, essas mudan\u00e7as t\u00eam sido aceleradas devido principalmente \u00e0 emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, cujo ac\u00famulo na atmosfera tem provocado altera\u00e7\u00f5es tanto na temperatura quanto no regime de chuvas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As mudan\u00e7as de clima afetam as esp\u00e9cies de diferentes formas, e assim, algumas ferramentas de modelagem de dados foram desenvolvidas para simular o impacto dessas altera\u00e7\u00f5es. Uma dessas ferramentas consiste na Modelagem de Distribui\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (MDG). Nesse tipo de modelagem, as informa\u00e7\u00f5es sobre os locais de ocorr\u00eancia para uma certa esp\u00e9cie s\u00e3o combinados com camadas ambientais (por exemplo, temperatura, precipita\u00e7\u00e3o, cobertura de solo, altitude) visando gerar um modelo de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica potencial. Esse modelo indica as \u00e1reas onde potencialmente a esp\u00e9cie poderia encontrar condi\u00e7\u00f5es adequadas \u00e0 sua sobreviv\u00eancia, considerando-se as caracter\u00edsticas dos locais onde ela j\u00e1 foi encontrada. Essas ferramentas permitem tamb\u00e9m que seja feita uma proje\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie para o futuro. Assim, considerando-se as condi\u00e7\u00f5es ambientais dos locais onde a esp\u00e9cie ocorre atualmente, e onde essas mesmas condi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o encontradas no futuro, \u00e9 poss\u00edvel ter uma ideia de como a distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie ir\u00e1 ser alterada devido \u00e0s mudan\u00e7as de clima. Assim, essa ferramenta tem sido cada vez mais utilizada para a an\u00e1lise de cen\u00e1rios de impacto de mudan\u00e7as de clima.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_01_maracuja.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_01_maracuja-300x215.jpg\" alt=\"maracuja\" width=\"300\" height=\"215\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1545\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_01_maracuja-300x215.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_01_maracuja-150x108.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_01_maracuja-500x359.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_01_maracuja.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><span style=\"font-size: large;\">O impacto das mudan\u00e7as de clima nas abelhas \u00e9 uma quest\u00e3o particularmente importante de ser investigada. Primeiro, porque as abelhas t\u00eam um papel ecol\u00f3gico crucial que \u00e9 o da poliniza\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios estudos demonstraram que as abelhas s\u00e3o importantes polinizadores de muitas plantas, as quais dependem da poliniza\u00e7\u00e3o desses insetos para se reproduzirem e produzirem seus frutos e sementes. A import\u00e2ncia das abelhas na poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecida inclusive pela ONU que tem incentivado projetos internacionais para analisar a import\u00e2ncia das abelhas na produ\u00e7\u00e3o de alimentos para as sociedades humanas. Segundo, as abelhas t\u00eam sido reportadas como estando em decl\u00ednio, especialmente algumas esp\u00e9cies importantes para a poliniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no hemisf\u00e9rio norte como a Apis mellifera (abelha mel\u00edfera) e as do g\u00eanero Bombus (mamangavas). Esse decl\u00ednio parece ser causado por m\u00faltiplos fatores associados, e a avalia\u00e7\u00e3o do risco desse decl\u00ednio na produ\u00e7\u00e3o de alimentos tamb\u00e9m tem sido alvo de pesquisas internacionais envolvendo m\u00faltiplas parcerias no mundo acad\u00eamico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Alguns trabalhos foram j\u00e1 realizados aqui no Brasil, envolvendo uma parceria entre o Instituto de Bioci\u00eancias e a Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo. Em 2012 publicamos na revista Ecological Modelling um trabalho analisando a influ\u00eancia da mudan\u00e7a de clima na distribui\u00e7\u00e3o de 10 esp\u00e9cies de abelhas (abelhas solit\u00e1rias e abelhas sem ferr\u00e3o), respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o de algumas culturas agr\u00edcolas. Das 10 esp\u00e9cies analisadas, 9 apresentavam perda potencial de \u00e1reas adequadas para sua ocorr\u00eancia no futuro, sendo essas perdas maiores ou menores dependendo do tipo de cen\u00e1rio e das caracter\u00edsticas das esp\u00e9cies. Tamb\u00e9m projetamos os modelos na forma de mapas de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica potencial de cada esp\u00e9cie. Esses mapas s\u00e3o \u00fateis para se observar quais regi\u00f5es ser\u00e3o importantes ref\u00fagios clim\u00e1ticos para as esp\u00e9cies no futuro, ou seja, \u00e1reas onde as esp\u00e9cies encontrar\u00e3o condi\u00e7\u00f5es adequadas para sobreviver. Essas regi\u00f5es podem indicar \u00e1reas promissoras para programas de prote\u00e7\u00e3o de polinizadores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No ano seguinte, publicamos na revista Agriculture,Ecosystems and Environment, outra an\u00e1lise envolvendo esp\u00e9cies de abelhas polinizadoras das flores do maracujazeiro, uma planta que depende de abelhas para a poliniza\u00e7\u00e3o e, portanto, para a produ\u00e7\u00e3o de frutos (Quadro 1). Analisamos o impacto da mudan\u00e7a de clima na distribui\u00e7\u00e3o de quatro esp\u00e9cies de abelhas carpinteiras (abelhas solit\u00e1rias do g\u00eanero Xylocopa). Al\u00e9m disso, como as flores do maracujazeiro oferecem apenas n\u00e9ctar para as abelhas e apenas durante a florada, inclu\u00edmos na an\u00e1lise o impacto da mudan\u00e7a de clima em 33 plantas que essas abelhas usam como fonte de alimento. Para a maioria das esp\u00e9cies analisadas tamb\u00e9m foram encontradas redu\u00e7\u00f5es potenciais de habitat. O modelo final mostrava quais \u00e1reas seriam as mais promissoras em termos da ocorr\u00eancia futura dos polinizadores e das plantas visitadas, um resultado que poderia auxiliar na determina\u00e7\u00e3o de melhores \u00e1reas para a produ\u00e7\u00e3o de maracuj\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos. Al\u00e9m disso, os resultados enfatizaram tamb\u00e9m algumas esp\u00e9cies de plantas que n\u00e3o apresentam redu\u00e7\u00f5es em suas \u00e1reas de ocorr\u00eancia no futuro, sendo potencialmente mais resistentes \u00e0s mudan\u00e7as. Estas plantas poderiam ser utilizadas para programas de manejo visando garantir fontes de recursos alimentares para as abelhas e assim, auxiliar em programas de prote\u00e7\u00e3o de polinizadores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tamb\u00e9m em 2013, publicamos na revista Ecography um estudo desenvolvido em parceria com a Universidade de Leeds (Inglaterra). Esse estudo detalhava o processo metodol\u00f3gico da modelagem de distribui\u00e7\u00e3o, visando incluir dados de esp\u00e9cies com as quais as abelhas interagem. Na \u00e9poca, a modelagem de distribui\u00e7\u00e3o utilizava apenas dados de clima e a inclus\u00e3o de dados de ocorr\u00eancia de outras esp\u00e9cies contribuiu tanto para desenvolver a metodologia, quanto para aprofundar as discuss\u00f5es te\u00f3ricas sobre as intera\u00e7\u00f5es entre esp\u00e9cies. Esse artigo foi escolhido pelo editor da revista Ecography como sendo um dos mais interessantes do volume no qual ele foi inclu\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_02_cafe.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_02_cafe-300x203.jpg\" alt=\"cafe\" width=\"300\" height=\"203\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1546\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_02_cafe-300x203.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_02_cafe-150x102.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_02_cafe-500x338.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/quadro_02_cafe.jpg 789w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><span style=\"font-size: large;\">Finalmente, em 2015, publicamos um artigo na revista PlosOne onde analisamos o efeito da mudan\u00e7a de clima em uma esp\u00e9cie de abelha sem ferr\u00e3o (Melipona quadrifasciata) considerada importante na poliniza\u00e7\u00e3o das flores do cafeeiro (Quadro 2). Nesse caso, os resultados sugeriram uma mudan\u00e7a de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do polinizador em dire\u00e7\u00e3o ao sul e ao interior da \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o atual (regi\u00f5es sudeste e sul do Brasil) devido \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica dos pr\u00f3ximos anos. N\u00f3s analisamos se a esp\u00e9cie encontraria caminhos adequados para migrar para essas novas \u00e1reas ao longo do tempo futuro, uma vez que ela depende de certas \u00e1rvores da Mata Atl\u00e2ntica para construir seus ninhos. Assim, nesse trabalho, sugerimos quais \u00e1reas de floresta deveriam ser conservadas ou restauradas, visando facilitar o deslocamento da esp\u00e9cie em busca de ref\u00fagios clim\u00e1ticos futuros. Esse artigo \u00e9 importante, pois foi um dos primeiros a unir a modelagem de distribui\u00e7\u00e3o com m\u00e9todos de Ecologia de Paisagem, que analisa fragmenta\u00e7\u00e3o de habitat e prop\u00f5e corredores ecol\u00f3gicos para facilitar a movimenta\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. Al\u00e9m disso, o artigo enfatiza locais onde a poliniza\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ser\u00e1 potencialmente dificultada (redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas adequadas para ocorr\u00eancia do polinizador) e facilitada (aumento de \u00e1reas adequadas para ocorr\u00eancia do polinizador).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Como mostrado acima, os resultados do impacto da mudan\u00e7a de clima sobre a distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de abelhas s\u00e3o importantes n\u00e3o s\u00f3 por alertar para o problema que as esp\u00e9cies est\u00e3o enfrentando, mas tamb\u00e9m para contribuir na identifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas mais adequadas \u00e0 sua distribui\u00e7\u00e3o futura. Essas \u00e1reas podem ser ent\u00e3o consideradas como importantes ref\u00fagios clim\u00e1ticos, e serem alvos de estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o, tais como, prote\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o natural, plantio de esp\u00e9cies que florescem em diferentes \u00e9pocas do ano e inclus\u00e3o de ninhos artificiais de diferentes tipos para auxiliar as esp\u00e9cies em seus requisitos por locais adequados para nidificar. Essas pr\u00e1ticas podem ajudar as esp\u00e9cies a encontrar recursos e condi\u00e7\u00f5es ambientais adequadas, contribuindo em sua prote\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Trabalhos citados<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Giannini TC, Acosta AL, Gar\u00f3falo CA, Saraiva AM, Alves-dos-Santos I, Imperatriz-Fonseca VL. 2012. Pollination services at risk: Bee habitats will decrease owing to climate change in Brazil. Ecological Modelling 244: 127\u2013 131. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Giannini TC, Acosta AL, Silva CI, Oliveira PEAM, Imperatriz-Fonseca VL, Saraiva AM. 2013. Identifying the areas to preserve passion fruit pollination service in Brazilian Tropical Savannas under climate change. Agriculture, Ecosystems and Environment 171: 39\u2013 46. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Giannini TC, Chapman DS, Saraiva AM, Alves-dos-Santos I, Biesmeijer JC. 2013. Improving species distribution models using biotic interactions: a case study of parasites, pollinators and plants. Ecography 36: 649\u2013656. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Giannini TC, Tambosi LR, Acosta AL, Jaff\u00e9 R, Saraiva AM, Imperatriz-Fonseca VL, Metzger JP. 2015. Safeguarding ecosystem services: a methodological framework to buffer the joint effect of habitat configuration and climate change. PLoS ONE 10(6): e0129225.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cen\u00e1rios de impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre algumas abelhas polinizadoras no Brasil Tereza Cristina Giannini &#8211; Instituto Tecnol\u00f3gico Vale Desenvolvimento Sustent\u00e1vel \u2013 ITVDS &amp; Universidade de S\u00e3o Paulo As mudan\u00e7as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1484,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-1543","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1543"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1543"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1543\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1547,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1543\/revisions\/1547"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}