{"id":1429,"date":"2016-08-19T22:24:20","date_gmt":"2016-08-19T22:24:20","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=1429"},"modified":"2016-08-19T22:40:42","modified_gmt":"2016-08-19T22:40:42","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-137-julho-de-2016\/artigo\/","title":{"rendered":"Artigo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">ALIMENTA\u00c7\u00c3O COLETIVA PARA A ABELHA SEM FERR\u00c3O URU\u00c7U-AMARELA (Melipona flavolineata)<\/h1>\n<blockquote><p>Felipe Andr\u00e9s Le\u00f3n Contrera<sup>1<\/sup>, Jamille Costa Veiga1,<sup>2<\/sup>, Kamila Le\u00e3o Le\u00e3o1,<sup>2<\/sup>, Cristiano Menezes<sup>2<\/sup><\/p>\n<p><sup>1<\/sup> \u2013 Laborat\u00f3rio de Biologia e Ecologia de Abelhas &#8211; Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas &#8211; Universidade Federal do Par\u00e1. Rua Augusto Corr\u00eaa, 01, Campus B\u00e1sico, Guam\u00e1, Bel\u00e9m, Par\u00e1, Brasil, CEP 66075-110. E-mail: <a href=\"mailto:felipe@ufpa.br\">felipe@ufpa.br<\/a><\/p>\n<p><sup>2<\/sup> \u2013 Laborat\u00f3rio de Bot\u00e2nica &#8211; Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental. Travessa En\u00e9as Pinheiro, s\/n, CEP 66095-105, Bel\u00e9m, Par\u00e1, Brasil.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na meliponicultura, a alimenta\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias \u00e9 uma das pr\u00e1ticas de manejo que gera d\u00favidas com frequ\u00eancia. Tanto em \u00e9pocas de pouca flora\u00e7\u00e3o, ou quando as col\u00f4nias se encontram fracos (naturalmente, ou logo ap\u00f3s uma divis\u00e3o), a recomenda\u00e7\u00e3o de se intensificar os cuidados geralmente inclui a oferta de alimenta\u00e7\u00e3o complementar energ\u00e9tica &#8211; o t\u00e3o conhecido e utilizado xarope \u00e0 base de a\u00e7\u00facar (Nogueira-Neto, 1997). Embora seja uma pr\u00e1tica h\u00e1 muito tempo utilizada na cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o, os meliponicultores e entusiastas da atividade sempre t\u00eam alguma pergunta acerca dessa t\u00e9cnica: Qual a melhor \u00e9poca para alimentar as col\u00f4nias? Quando devo ofertar o xarope e com que frequ\u00eancia? Qual o m\u00e9todo de oferta mais adequado? <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Tradicionalmente, o xarope \u00e9 oferecido individualmente \u00e0s col\u00f4nias, em recipientes introduzidos em seu interior (Nogueira-Neto, 1970). A alimenta\u00e7\u00e3o interna apresenta a vantagem de poder ser controlada com mais cuidado, al\u00e9m de permitir que somente a col\u00f4nia-alvo receba os benef\u00edcios do recurso oferecido (Nogueira-Neto 1997; Witter &amp; Nunes-Silva 2014). Entretanto, para melipon\u00e1rios maiores, com centenas de col\u00f4nias, a alimenta\u00e7\u00e3o individual pode constituir um problema log\u00edstico, por demandar uma grande quantidade de tempo e esfor\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pensando nisso, alguns modelos de caixas de cria\u00e7\u00e3o foram projetados contendo orif\u00edcios para que o alimento l\u00edquido pudesse ser oferecido no interior das col\u00f4nias, por\u00e9m sem abrir a caixa. Esse foi o caso das caixas (i). Nordestina (Sr. Paulo Menezes, comunica\u00e7\u00e3o pessoal) e (ii) Embrapa (Venturieri 2008), nas quais os orif\u00edcios destinados \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o foram criados com o objetivo de se reduzir o impacto do procedimento de abertura da caixa. No entanto, a alimenta\u00e7\u00e3o individual continua sendo trabalhosa, por demandar mais tempo de execu\u00e7\u00e3o, face a um grande n\u00famero de col\u00f4nias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para esse problema, uma solu\u00e7\u00e3o adotada por diversos meliponicultores foi o uso de alimentadores coletivos externos, uma iniciativa registrada pelo Padre Humberto Bruening, em 1974: \u201cEm Agosto inventei um bebedouro de ripas, de 40 x 40 cm, para facultar a 20 mil se dessedentar por minuto, j\u00e1 que em m\u00e9dia cada qual gasta 20 segundos para abastecer o pandulho.\u201d (Bruening, 2001). Por\u00e9m, aparentemente surgiu de forma independente em diferentes regi\u00f5es (ex: Aidar 1996; Bruening 2001; Roepke 2008; Peixoto 2010; Proen\u00e7a 2010; Sampaio et al., 2013; W. E. Kerr comunica\u00e7\u00e3o pessoal). Esses alimentadores permitem que uma grande quantidade de xarope seja oferecida a diversas col\u00f4nias, e ao mesmo tempo, tornando o procedimento mais r\u00e1pido. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Uma vez que a t\u00e9cnica de alimenta\u00e7\u00e3o coletiva simula uma abundante fonte de n\u00e9ctar, espera-se que sua utiliza\u00e7\u00e3o seja essencialmente bem-sucedida com as esp\u00e9cies que apresentem o comportamento de recrutamento para explorar fontes alimentares. Esse comportamento consiste na comunica\u00e7\u00e3o entre oper\u00e1rias forrageiras (ou campeiras) acerca de uma fonte alimentar, processo no qual uma grande quantidade de abelhas \u00e9 convocada, para explorar o recurso encontrado (Jarau et al. 2003; Nieh 2004). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esp\u00e9cies de abelhas que possuam essa caracter\u00edstica podem ser manipuladas e direcionadas a explorar uma fonte de interesse, a exemplo do xarope ofertado em alimentadores artificiais (ex: Silva et al., 2014), sendo este o caso da abelha sem ferr\u00e3o Uru\u00e7u-amarela, Melipona flavolineata. Essa \u00e9 uma esp\u00e9cie muito utilizada para a produ\u00e7\u00e3o de mel na Amaz\u00f4nia Oriental, e \u00e9 considerada uma importante polinizadora da flora local (Magalh\u00e3es &amp; Venturieri 2010). Desta forma, nosso objetivo com este trabalho foi testar a possibilidade de alimentar as col\u00f4nias de Uru\u00e7u-amarela (M. flavolineata) usando os alimentadores coletivos externos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>M\u00e9todos<\/b><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1430\" aria-describedby=\"caption-attachment-1430\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-1430\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-1-150x150.jpg\" alt=\"Figura 1 \u2013 Alimentador coletivo utilizado neste estudo.\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-1-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1430\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 \u2013 Alimentador coletivo utilizado neste estudo.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este estudo foi realizado em dois melipon\u00e1rios da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental (Bel\u00e9m, PA), entre os meses de Mar\u00e7o e Julho de 2012. O primeiro melipon\u00e1rio estava localizado na sede da Embrapa, e abrigava aproximadamente 100 col\u00f4nias da esp\u00e9cie estudada; e o segundo, estava localizado no Parque Ambiental do Utinga, distanciado cerca de 6 km do primeiro, e contendo 50 col\u00f4nias de Uru\u00e7u-amarela. Nas duas \u00e1reas, al\u00e9m da esp\u00e9cie estudada, haviam col\u00f4nias de diferentes esp\u00e9cies, como Melipona fasciculata (Uru\u00e7u-cinzenta), M. melanoventer (uru\u00e7u-da-bunda-preta), M. puncticolis (uru\u00e7u-amarela pregui\u00e7osa), M. seminigra (uru\u00e7u-boca-de-renda), Frieseomelitta longipes e F. flavicornis (mo\u00e7a-branca), Nannotrigona sp. (ira\u00ed), Plebeia minima (mosquito), e Scaptotrigona aff. postica (canudo), al\u00e9m de diversos ninhos que ocorrem naturalmente na \u00e1rea, como os de Partamona spp. (boca-de-sapo) e Trigona spp.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1431\" aria-describedby=\"caption-attachment-1431\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-1431\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-2-150x150.jpg\" alt=\"Figura 2 \u2013 Oper\u00e1rias de Melipona flavolineata coletando alimento em cima de hastes de buriti, Mauritia flexuosaL. f., Arecaceae).\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-2-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1431\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 \u2013 Oper\u00e1rias de Melipona flavolineata coletando alimento em cima de hastes de buriti,<br \/>Mauritia flexuosaL. f., Arecaceae).<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O alimentador coletivo utilizado nos experimentos consistiu na adapta\u00e7\u00e3o de um dos modelos de bebedouro utilizado na avicultura, que possu\u00eda formato cil\u00edndrico, com uma base circular, para a qual o alimento l\u00edquido escorria, e onde as abelhas poderiam pousar e consumi-lo (Figura 1). Para aumentar a \u00e1rea de pouso, foram colocadas v\u00e1rias hastes de buriti (Mauritia flexuosa L. f., Arecaceae) de 5x5x2 cm, que funcionavam como base flutuante, e reduziam a chance das abelhas de se afogarem (Figura 2). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em cada alimentador, foi ofertado um volume de dois litros de xarope, preparado a partir da mistura de 50% de a\u00e7\u00facar e 50% de \u00e1gua (Nogueira-Neto, 1997; Costa e Venturieri (2009). Neste, foram dilu\u00eddos dois gramas de corante aliment\u00edcio n\u00e3o-t\u00f3xico (com cor esverdeada), para cada litro de xarope, com o objetivo de rastrear o alimento ofertado e saber quantas col\u00f4nia estavam se alimentando efetivamente no alimentador externo. Al\u00e9m do corante, tamb\u00e9m foi adicionada ess\u00eancia de baunilha, com o objetivo de facilitar o treinamento das forrageiras.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1432\" aria-describedby=\"caption-attachment-1432\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-1432\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-3-150x150.jpg\" alt=\"Figura 3 \u2013 Oper\u00e1ria de Melipona flavolineata retornando ao ninho \u2013 o abdome esverdeado indica que ela ingeriu o xarope oferecido no alimentador coletivo.\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-3-150x150.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-3-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1432\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3 \u2013 Oper\u00e1ria de Melipona flavolineata retornando ao ninho \u2013 o abdome esverdeado indica<br \/>que ela ingeriu o xarope oferecido no alimentador coletivo.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para testar se \u00e9 poss\u00edvel alimentar as col\u00f4nias de Uru\u00e7u-amarela utilizando alimentadores coletivos externos, realizamos um experimento que consistiu em treinar as abelhas para frequentar os alimentadores e observar: a) Em quanto tempo as abelhas encontravam os alimentadores? b) Como elas se comportavam nos alimentadores? c) Quantas col\u00f4nias participariam da alimenta\u00e7\u00e3o coletiva? d) Quais os poss\u00edveis problemas na aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para tanto, posicionamos quatro alimentadores coletivos no melipon\u00e1rio, ofertando um volume total oito litros de xarope. Cada alimentador esteve distanciado por, pelo menos, 10 metros um do outro, e a pelo menos tr\u00eas metros das col\u00f4nias. O processo de treinamento das forrageiras come\u00e7ou com a oferta de uma gota de xarope na entrada de cada uma das col\u00f4nias de Uru\u00e7u-amarela presentes no melipon\u00e1rio. O treinamento era realizado cinco minutos antes dos alimentadores serem posicionados, e sempre se iniciando a partir das 14 horas. Esse procedimento permitiu que as oper\u00e1rias aprendessem o odor e o gosto da solu\u00e7\u00e3o que seria oferecida, estimulando-as a busc\u00e1-la nos alimentadores espalhados no ambiente.<\/span><\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-1429 gallery-columns-3 gallery-size-medium'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4a.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4a-300x225.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4a-300x225.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4a-150x113.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4a-500x375.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4a.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4b.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4b-300x225.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4b-300x225.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4b-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4b-500x374.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4b.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4c.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4c-300x225.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4c-300x225.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4c-150x112.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4c-500x374.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-4c.jpg 561w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ap\u00f3s o treinamento, registramos o tempo gasto para a primeira forrageira chegar a cada alimentador coletivo e, a partir desse momento, realizamos censos de oper\u00e1rias, em intervalos de 15 minutos, que consistiram em registrar o n\u00famero m\u00e1ximo indiv\u00edduos em cada alimentador. Quando em determinado censo o n\u00famero de oper\u00e1rias superava uma centena, par\u00e1vamos a contagem e registr\u00e1vamos o valor m\u00e1ximo de 100 indiv\u00edduos para aquele intervalo. A cada dia, disponibilizados os alimentadores por duas horas, correspondendo a um total de oito censos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1437\" aria-describedby=\"caption-attachment-1437\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-1437\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-6-150x150.jpg\" alt=\"Figura 5 \u2013 Alimentador coletivo repleto de oper\u00e1rias de Melipona flavolineata.\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-6-150x150.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-6-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1437\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5 \u2013 Alimentador coletivo repleto de oper\u00e1rias de Melipona flavolineata.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para estimar a porcentagem de col\u00f4nias que estava participando da alimenta\u00e7\u00e3o coletiva, ao final do tempo de observa\u00e7\u00e3o nos alimentadores, selecion\u00e1vamos ao acaso 25 ninhos do melipon\u00e1rio, e cont\u00e1vamos o n\u00famero de oper\u00e1rias retornando com o xarope oferecido, durante dois minutos. Uma vez que o xarope continha o corante esverdeado, foi poss\u00edvel verificar se as oper\u00e1rias que estavam retornando ao ninho o tinha coletado (Figura 3). Todos os procedimentos foram repetidos nos dias subsequentes e nos mesmos hor\u00e1rios, com exce\u00e7\u00e3o do treinamento com as gotas de xarope, o qual foi realizado apenas no primeiro dia de experimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Realizamos quatro repeti\u00e7\u00f5es desse experimento, sendo a primeira e a terceira, realizadas no melipon\u00e1rio principal da Embrapa, e a segunda e a quarta, no melipon\u00e1rio localizado no Parque Ambiental do Utinga. O revezamento entre melipon\u00e1rios foi necess\u00e1rio para garantir que oper\u00e1rias diferentes fossem testadas no experimento e as repeti\u00e7\u00f5es fossem independentes. E nos valemos da mesma raz\u00e3o, determinando o intervalo m\u00ednimo de dois meses, para se repetir o experimento num melipon\u00e1rio previamente utilizado.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1436\" aria-describedby=\"caption-attachment-1436\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-1436\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-5-150x150.jpg\" alt=\"Figura 6 \u2013 Congrega\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rias de Melipona flavolineata voando ao redor do alimentador coletivo j\u00e1 vazio.\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-5-150x150.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Figura-5-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1436\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6 \u2013 Congrega\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rias de Melipona flavolineata voando ao redor do alimentador<br \/>coletivo j\u00e1 vazio.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Resultados<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quanto ao tempo para as abelhas encontrarem os alimentadores coletivos, observamos que este foi reduzindo ao longo dos dias de experimento. As oper\u00e1rias demoraram 19 \u00b1 3 minutos para encontrar os alimentadores no primeiro dia. No segundo, elas chegaram aos alimentadores em menos tempo (6 \u00b1 3 minutos), sendo que algumas oper\u00e1rias j\u00e1 sobrevoavam o local, antes mesmo de disponibilizarmos o xarope. No terceiro dia, as primeiras visitas ocorreram quase logo ap\u00f3s os alimentadores serem abertos (em m\u00e9dia, 3 \u00b1 2 minutos).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quanto \u00e0 quantidade de oper\u00e1rias coletando xarope, o n\u00famero delas foi crescente ao longo dos dias. No primeiro e segundo dias, os primeiros censos j\u00e1 contavam com um grande n\u00famero de forrageiras, e no terceiro dia alcan\u00e7aram o n\u00famero m\u00e1ximo (mais do que 100 oper\u00e1rias por censo; Figuras 4a-c). Observamos um aumento progressivo no n\u00famero de col\u00f4nias participando da alimenta\u00e7\u00e3o coletiva: no primeiro dia, 47,7% das col\u00f4nias apresentavam oper\u00e1rias com abd\u00f4men esverdeado retornando para os ninhos; no segundo e terceiro dias, os n\u00fameros aumentaram respectivamente para 76,6% e 85,6% do total de col\u00f4nias observadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quanto ao comportamento das abelhas nos alimentadores, apesar da aglomera\u00e7\u00e3o de grande n\u00famero de indiv\u00edduos, as agress\u00f5es foram raras. Eventualmente, observamos que algumas oper\u00e1rias ca\u00edam no xarope e, quando n\u00e3o conseguiam sair, acabavam se afogando. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quando os alimentadores estavam totalmente cheios de abelhas (Figura 5), era poss\u00edvel identificar algumas oper\u00e1rias aguardando uma chance para coletar o xarope, enquanto outras o compartilhavam entre si, via trofal\u00e1xis (troca de alimento via regurgita\u00e7\u00e3o). Frequentemente, observamos que algumas oper\u00e1rias coletavam uma grande quantidade de alimento e apresentavam dificuldades para voar: muitas caiam no ch\u00e3o e demoravam a al\u00e7ar voo novamente \u2013 algumas delas foram mortas, principalmente por formigas que estavam pr\u00f3ximas aos alimentadores. Tamb\u00e9m observamos um comportamento de \u201cenxame\/congrega\u00e7\u00e3o\u201d de oper\u00e1rias voando ao redor do alimentador (Figura 6). Essa congrega\u00e7\u00e3o durava alguns minutos (5 a 10), antes de se dispersar naturalmente.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1438\" aria-describedby=\"caption-attachment-1438\" style=\"width: 855px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Tabela.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1438\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Tabela.jpg\" alt=\"Quadro 1 \u2013 Vantagens e desvantagens da alimenta\u00e7\u00e3o coletiva versus alimenta\u00e7\u00e3o individual para col\u00f4nias de melipon\u00edneos\" width=\"855\" height=\"584\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Tabela.jpg 855w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Tabela-300x205.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Tabela-150x102.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Tabela-500x342.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 855px) 100vw, 855px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1438\" class=\"wp-caption-text\">Quadro 1 \u2013 Vantagens e desvantagens da alimenta\u00e7\u00e3o coletiva versus alimenta\u00e7\u00e3o individual para col\u00f4nias de melipon\u00edneos<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Observamos tamb\u00e9m intera\u00e7\u00f5es com outras esp\u00e9cies de abelhas: al\u00e9m da Uru\u00e7u-amarela, M. seminigra e M. puncticolis tamb\u00e9m frequentaram os alimentadores, por\u00e9m em menor n\u00famero, de 3 a 4 indiv\u00edduos. N\u00e3o observamos agress\u00f5es s\u00e9rias entre a Uru\u00e7u-amarela e essas esp\u00e9cies: quando atacadas, as oper\u00e1rias de M. seminigra e M. puncticolis se retiravam do alimentador. Agress\u00f5es mais s\u00e9rias ocorreram quando forrageiras de Partamona spp. e Scaptotrigona aff. postica apareceram em alimentadores completamente lotados; as oper\u00e1rias de Uru\u00e7u-amarela defendiam o local e as expulsavam, ou matavam. Algumas visitas de Trigona spp. ocorreram principalmente quando o alimentador continha poucas oper\u00e1rias de M. flavolineata; nesse caso, as Trigona poderiam domin\u00e1-lo. Entretanto, quando o alimentador j\u00e1 estava com oper\u00e1rias de Uru\u00e7u-amarela, as Trigona nunca chegavam a tom\u00e1-lo por completo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Discuss\u00e3o<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">No presente trabalho, demonstramos que \u00e9 poss\u00edvel alimentar as col\u00f4nias de Uru\u00e7u-amarela utilizando a alimenta\u00e7\u00e3o externa. Como esper\u00e1vamos, a esp\u00e9cie estudada foi adequada \u00e0 metodologia de treinamento de forrageiras, o que foi determinante para o sucesso na aplica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Al\u00e9m disso, as poucas agress\u00f5es observadas entre as diversas col\u00f4nias do melipon\u00e1rio, assim como a baixa mortandade de oper\u00e1rias, podem ser considerados como pontos positivos, que favorecem a recomenda\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica para essa esp\u00e9cie. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Embora as oper\u00e1rias n\u00e3o estivessem acostumadas a visitar os alimentadores coletivos, o processo de treinamento foi necess\u00e1rio apenas no primeiro dia. Nos dias subsequentes, muitas forrageiras j\u00e1 esperavam pelo alimento antes mesmo dele ser aberto, tornando o processo de treinamento n\u00e3o mais necess\u00e1rio, e resultando em uma ocupa\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do alimentador (Figuras 4a-c). Essa capacidade de associa\u00e7\u00e3o entre a hora do dia e uma recompensa (o alimentador com xarope de a\u00e7\u00facar) j\u00e1 foi demonstrada em outros melipon\u00edneos (de Jesus et al. 2014), e provavelmente facilita e otimiza a explora\u00e7\u00e3o de um recurso renov\u00e1vel. Certamente, essa \u00e9 uma caracter\u00edstica desej\u00e1vel em esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o para as quais se tenha o interesse e\/ou a necessidade de aplicar a t\u00e9cnica de alimenta\u00e7\u00e3o coletiva, a partir do treinamento de abelhas forrageiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"> Quanto ao momento do dia a se alimentar as col\u00f4nias, neste trabalho realizamos os procedimentos \u00e0 tarde, per\u00edodo do dia em que normalmente h\u00e1 menor oferta de alimento natural. Logo, supomos que a alimenta\u00e7\u00e3o coletiva n\u00e3o interferiu substancialmente com o padr\u00e3o natural de forrageio das col\u00f4nias. Entretanto, se a t\u00e9cnica de alimenta\u00e7\u00e3o coletiva causa algum efeito importante nesse comportamento, esse \u00e9 um aspecto que ainda precisa ser avaliado em detalhes. O Padre Humberto Bruening tamb\u00e9m recomendava a realiza\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o externa no per\u00edodo vespertino (Bruening, 2001).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"> Para evitar grandes perdas de oper\u00e1rias, devido a brigas no alimentador, e o eventual enfraquecimento das col\u00f4nias, recomendamos que observa\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias sejam feitas para garantir que: (1) as diferentes col\u00f4nias das esp\u00e9cies a serem alimentadas n\u00e3o briguem entre si, ou pilhem umas \u00e0s outras (como ocorre com Apis; Lengler 1999); e que (2) n\u00e3o ocorram outras esp\u00e9cies no ambiente, ou no pr\u00f3prio melipon\u00e1rio, que possam atacar as oper\u00e1rias no alimentador, a exemplo da Trigona spp. e da abelha africanizada. Caso esses pressupostos n\u00e3o sejam atendidos, talvez seja prefer\u00edvel optar pela alimenta\u00e7\u00e3o individual das col\u00f4nias, embora um tipo ou outro apresente vantagens e desvantagens (Quadro 1).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Adicionalmente, recomendamos que a t\u00e9cnica de alimenta\u00e7\u00e3o coletiva seja usada em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, por exemplo, no fortalecimento geral de col\u00f4nias que estejam fracas, e em per\u00edodos de pouca oferta natural de alimento \u2013 na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, a \u00e9poca mais desfavor\u00e1vel \u00e0s col\u00f4nias \u00e9 no per\u00edodo de chuvas, quando h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o na oferta de n\u00e9ctar e p\u00f3len no ambiente (Fraz\u00e3o 2013; Veiga 2013). Em nosso experimento, a alimenta\u00e7\u00e3o coletiva teve fins puramente experimentais, de forma que n\u00e3o colhemos mel dessas col\u00f4nias. Portanto destacamos que essa t\u00e9cnica jamais deve estar associada com a produ\u00e7\u00e3o de mel. O xarope oferecido deve ser utilizado somente para complementar a alimenta\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias, e n\u00e3o para suprir uma futura produ\u00e7\u00e3o de mel: o mel produzido a partir do xarope n\u00e3o apresenta caracter\u00edsticas equivalentes \u00e0s do mel natural (produzido a partir do n\u00e9ctar floral), logo n\u00e3o deve ser comercializado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>AGRADECIMENTOS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Agradecemos a Ana Carolina Queiroz, Hayron Cordeiro, Janete Teixeira, Joyce Teixeira, Nauara Filho e Rosana dos Santos, pela ajuda na execu\u00e7\u00e3o dos experimentos. Agradecemos tamb\u00e9m ao CNPq (processo 479710\/2011-2), CAPES\/EMBRAPA (edital 15\/2014) e FAPESPA (ICAAF 30\/2011) pelo financiamento. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Aidar, D.S., 1996. Biologia de abelhas, manejo e multiplica\u00e7\u00e3o artificial de col\u00f4nias de Melipona quadrifasciata Lep. (Hymenoptera, Apidae, Meliponinae), Ribeir\u00e3o Preto: Sociedade Brasileira de Gen\u00e9tica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Bruening, P. 2001. Abelha Janda\u00edra. Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense (S\u00e9rie C) 1189, pp.1-148. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Costa, L. &amp; Venturieri, G.C. 2009. Diet impacts on Melipona flavolineata workers (Apidae, Meliponini). Journal of Apicultural Research 48, pp.38-45.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Fraz\u00e3o, R.F., 2013. Abelhas Nativas da Amaz\u00f4nia e Popula\u00e7\u00f5es Tradicionais &#8211; Manual de Meliponicultura, Bel\u00e9m: Instituto Peabiru.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Jarau, S., Hrncir, M., Schmidt, V.M., Zucchi, R. &amp; Barth, F.G., 2003. Effectiveness of recruitment behavior in stingless bees (Apidae, Meliponini). Insectes Sociaux, 50, pp.365-374.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">de Jesus, T.N.C.S., Venturieri, G.C. &amp; Contrera, F.A.L., 2014. Time\u2013place learning in the bee Melipona fasciculata (Apidae, Meliponini). Apidologie, 45(2), pp.257\u2013265. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Lengler, S., 1999. Alimenta\u00e7\u00e3o das abelhas. Mensagem Doce, 50. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.apacame.org.br\/mensagemdoce\/50\/tecno.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.apacame.org.br\/mensagemdoce\/50\/tecno.htm<\/a>. Acessado em 26\/3\/2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Magalh\u00e3es, T.L. de &amp; Venturieri, G.C., 2010. Aspectos Econ\u00f4micos da Cria\u00e7\u00e3o de Abelhas Ind\u00edgenas Sem Ferr\u00e3o (Apidae: Meliponini) no Nordeste Paraense. Documentos Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, 364, pp.1\u201336.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nieh, J.C. (2004) Recruitment communication in stingless bees (Hymenoptera, Apidae, Meliponini). Apidologie 35, pp.159\u2013182<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nogueira-Neto, P., 1997. Vida e Cria\u00e7\u00e3o de Abelhas Ind\u00edgenas Sem Ferr\u00e3o, S\u00e3o Paulo: Editora Nogueirapis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Peixoto, P.P., 2010. Alimentador coletivo &#8211; eficiente e barato, f\u00e1cil de fazer. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ame-rio.org\/2010\/05\/alimentador-coletivo-eficiente-e-barato.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ame-rio.org\/2010\/05\/alimentador-coletivo-eficiente-e-barato.html<\/a>. Acessado em 26\/3\/2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Proen\u00e7a, R., 2010. Alimentador coletivo para abelhas nativas sem ferr\u00e3o. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/meliponariojandaira.blogspot.com.br\/2010\/12\/alimentador-coletivo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/meliponariojandaira.blogspot.com.br\/2010\/12\/alimentador-coletivo.html<\/a>. Acessado em 26\/3\/2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Roepke, E., 2008. Alimentador coletivo para Mirins. Mensagem Doce, 99. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.apacame.org.br\/mensagemdoce\/99\/msg99.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.apacame.org.br\/mensagemdoce\/99\/msg99.htm<\/a>. Acessado em 26\/3\/2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Sampaio, R.B., Paula-Leite, M.C., Carvalho, C.A.L. &amp; Faquinello, P., 2013. Avalia\u00e7\u00e3o de alimentadores para abelha manda\u00e7aia (Melipona quadrifasciata anthidioides). Archivos de Zootecnia 62(240), pp.619-622.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Silva, A.G., Contrera, F.A.L., Albuquerque, P.M.C. &amp; R\u00eago, M.M.C., 2014. Foraging distance of Melipona subnitida Ducke (Hymenoptera: Apidae). Sociobiology 61(4), pp.494-501.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Veiga, J.C., Menezes, C., Venturieri, G.C. &amp; Contrera, F.A.L., 2013. The bigger, the smaller: relationship between body size and food stores in the stingless bee Melipona flavolineata. Apidologie 44, pp.324\u2013333.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Venturieri, G.C., 2008. Caixa para a Cria\u00e7\u00e3o de Uru\u00e7u-Amarela Melipona flavolineata Friese, 1900. Comunicado T\u00e9cnico Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, 212, pp.1\u20138.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Witter, S. &amp; Nunes-Silva, P., 2014. Manual de boas pr\u00e1ticas para o manejo e conserva\u00e7\u00e3o de abelhas nativas (melipon\u00edneos), Porto Alegre: Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do Rio Grande do Sul.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ALIMENTA\u00c7\u00c3O COLETIVA PARA A ABELHA SEM FERR\u00c3O URU\u00c7U-AMARELA (Melipona flavolineata) Felipe Andr\u00e9s Le\u00f3n Contrera1, Jamille Costa Veiga1,2, Kamila Le\u00e3o Le\u00e3o1,2, Cristiano Menezes2 1 \u2013 Laborat\u00f3rio de Biologia e Ecologia de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1363,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-1429","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1429"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1429"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1440,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1429\/revisions\/1440"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}