{"id":1308,"date":"2016-05-31T23:17:15","date_gmt":"2016-05-31T23:17:15","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=1308"},"modified":"2016-06-01T02:38:18","modified_gmt":"2016-06-01T02:38:18","slug":"artigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-136-maio-de-2016\/artigo\/","title":{"rendered":"ARTIGO"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Levantamento da Flora Ap\u00edcola no Munic\u00edpio de Carolina: Cerrado Sul Maranhense<\/h1>\n<blockquote><p>Fl\u00e1via Arruda de Souza<sup>1<\/sup>, Francisca Helena Muniz<sup>2<\/sup>, Gislane da Silva Lopes<sup>3<\/sup>, Luiz Junior Pereira Marques<sup>1<\/sup>.<br \/>\n<sup>1<\/sup> Professor do Instituto Federal do Maranh\u00e3o (Campus Barra do Corda);<br \/>\n<sup>2<\/sup> Prof.\u00aa. Adjunta \u2013 Universidade Estadual do Maranh\u00e3o (UEMA) \u2013 Campus S\u00e3o Lu\u00eds;<br \/>\n<sup>3<\/sup> Prof.\u00aa Auxiliar \u2013 Universidade Estadual do Maranh\u00e3o (UEMA) \u2013 Campus Graja\u00fa<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Resumo.<\/b> O conhecimento da flora ap\u00edcola \u00e9 importante por indicar aos apicultores fontes adequadas de n\u00e9ctar e p\u00f3len \u00e0s abelhas. Este trabalho teve como objetivo identificar as esp\u00e9cies vegetais utilizadas por Apis mellifera L. como recursos alimentares, no munic\u00edpio de Carolina &#8211; MA (7\u00ba20\u2019S e 47\u00ba28\u2019W), localizado na mesorregi\u00e3o sul maranhense, compreendendo uma vegeta\u00e7\u00e3o de cerrado. As coletas de mel, p\u00f3len e plantas foram mensais de julho\/2005 a junho\/2006, em quatro api\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Neste trabalho se identificou e determinou a freq\u00fc\u00eancia e a domin\u00e2ncia dos tipos pol\u00ednicos em amostras de mel e p\u00f3len coletados por A. mellifera, elaborando assim, um calend\u00e1rio ap\u00edcola das esp\u00e9cies vegetais mais visitadas em cada m\u00eas. As l\u00e2minas de mel foram preparadas segundo Maurizio e Louveaux (1965) e os tipos pol\u00ednicos encontrados foram desenhados e contados, em um m\u00ednimo de 300 gr\u00e3os de p\u00f3len\/l\u00e2mina, para a determina\u00e7\u00e3o da freq\u00fc\u00eancia pol\u00ednica. Foram identificados no espectro pol\u00ednico das amostras de mel e p\u00f3len dos quatro api\u00e1rios estudados: 73 tipos pol\u00ednicos, dos quais 53 distribu\u00eddos em 24 fam\u00edlias bot\u00e2nicas e 20 tipos indeterminados. As principais fam\u00edlias representadas nas amostras de mel e p\u00f3len foram Mimosaceae e Myrtaceae com 11,3% das esp\u00e9cies identificadas, Asteraceae e Arecaceae com 9,4% cada e Poaceae com 7,5%, as demais com 3,8% a 1,9%. A maioria das esp\u00e9cies se apresentou irregular nas amostras, tendo sido Cecropia sp., Mimosa pudica L., Borreria spp., Cassia sp., Serjania sp. e Mauritia flexuosa L. as mais freq\u00fcentes. Entre as esp\u00e9cies mais visitadas no per\u00edodo chuvoso, destacou-se Mimosa pudica L. com freq\u00fc\u00eancia relativa superior a 45% por v\u00e1rios meses (P\u00f3len Dominante). Quanto a aptid\u00e3o das esp\u00e9cies bot\u00e2nicas 55% apresentaram car\u00e1ter nectar\u00edfero, 33% nectar-polin\u00edfero e 12% polin\u00edfero. O mel origin\u00e1rio da regi\u00e3o \u00e9 considerado heterofloral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Palavras chave:<\/b> Espectro pol\u00ednico, Apis mellifera L., mel heterofloral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A \u00edntima rela\u00e7\u00e3o entre abelhas e flores provavelmente teve in\u00edcio h\u00e1 mais de 50 milh\u00f5es de anos (PIRANI; CORTOPASSI-LAURINO, 1993) e desde ent\u00e3o, as abelhas dependem das flores para obten\u00e7\u00e3o de alimento, e as plantas recebem os benef\u00edcios da poliniza\u00e7\u00e3o. Estudos sobre a a\u00e7\u00e3o das abelhas no ambiente evidenciam a extraordin\u00e1ria contribui\u00e7\u00e3o destes insetos na preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o e na manuten\u00e7\u00e3o da variabilidade gen\u00e9tica das esp\u00e9cies (FREE, 1980). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A qualidade da flora ap\u00edcola depende das esp\u00e9cies de plantas que s\u00e3o naturais ou plantadas na regi\u00e3o, do clima do lugar e da qualidade das terras. A realiza\u00e7\u00e3o de um levantamento detalhado do per\u00edodo de flora\u00e7\u00e3o das plantas mel\u00edferas de uma regi\u00e3o contribui para o planejamento racional dessa atividade; assim, o conhecimento e a observa\u00e7\u00e3o das floradas de cada esp\u00e9cie e o interesse que as abelhas demonstram para cada tipo de planta \u00e9 que determina a capacidade de sustenta\u00e7\u00e3o de colmeias de uma regi\u00e3o (MOREIRA, 1991). Al\u00e9m disso, a potencialidade das plantas ap\u00edcolas est\u00e1 principalmente relacionada \u00e0 qualidade e quantidade do n\u00e9ctar produzido pela esp\u00e9cie de planta e, conseq\u00fcentemente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de mel al\u00e9m da oferta pol\u00ednica (PIRANI; CORTOPASSI-LAURINO,1993).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Neste contexto, o conhecimento detalhado da flora ap\u00edcola (conjunto das plantas que fornecem alimento \u00e0s abelhas em uma determinada regi\u00e3o) e sua \u00e9poca de florescimento certamente contribuem de forma decisiva para o planejamento racional da apicultura e o estabelecimento de uma atividade produtiva e rent\u00e1vel. Permite, tamb\u00e9m, um maior aproveitamento dos recursos naturais e proporcionam solu\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis como alternativas de produ\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o, sem prejudicar as intera\u00e7\u00f5es bi\u00f3ticas dos ecossistemas (Carreira; Jardim, 1994). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Uma maneira de caracterizar a flora utilizada por esp\u00e9cies de abelhas \u00e9 atrav\u00e9s dos tipos pol\u00ednicos encontrados nos sedimentos de m\u00e9is e nas massas de p\u00f3len coletadas pelas abelhas (BARTH, 1989). A an\u00e1lise pol\u00ednica indica a origem floral do mel, permitindo a caracteriza\u00e7\u00e3o ap\u00edcola de uma determinada regi\u00e3o geogr\u00e1fica (DURKEE, 1971; SEIJO et al., 1992). Ao coletar o n\u00e9ctar das flores, a abelha coleta tamb\u00e9m o p\u00f3len, sendo este regurgitado juntamente com o n\u00e9ctar nos alv\u00e9olos mel\u00edferos. Desta maneira o p\u00f3len aparecer\u00e1 no mel constituindo-se importante indicador de sua origem bot\u00e2nica e geogr\u00e1fica (BARTH, 1989).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para Oliveira e Castro (1998) as abelhas africanizadas t\u00eam h\u00e1bito alimentar generalista e variadas possibilidades de nidifica\u00e7\u00e3o, ocupando os mais variados habitats, nos mais variados ambientes. O Estado do Maranh\u00e3o apresenta uma grande diversidade de ecossistemas, resultado das condi\u00e7\u00f5es de transi\u00e7\u00e3o entre o clima super\u00famido da Regi\u00e3o Norte e o clima semi-\u00e1rido da Regi\u00e3o Nordeste, destacando-se mangues, campos inundados (peri\u00f3dicos e permanentes), cocais, cerrado, cerrad\u00e3o, caatinga\/carrasco e florestas (GEPLAN, 2002).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Logo, a riqueza de ecossistemas do Estado, com grande diversidade de esp\u00e9cies, proporciona floradas o ano inteiro para a pr\u00e1tica da apicultura, por\u00e9m a falta de conhecimento da vegeta\u00e7\u00e3o de interesse ap\u00edcola \u00e9 um dos principais fatores limitantes do desenvolvimento desta atividade. Portanto, o estudo do potencial do pasto ap\u00edcola dos munic\u00edpios maranhenses \u00e9 de grande import\u00e2ncia para impulsionar a pr\u00e1tica de uma apicultura mais racional que gere renda e contribua para a preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas locais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Este trabalho teve como objetivo identificar a vegeta\u00e7\u00e3o de interesse ap\u00edcola do munic\u00edpio de Carolina-MA, a \u00e9poca de flora\u00e7\u00e3o e as floradas preferenciais das abelhas, determinando o potencial produtivo do pasto ap\u00edcola do munic\u00edpio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Caracteriza\u00e7\u00e3o da \u00c1rea<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A pesquisa foi conduzida no munic\u00edpio de Carolina-MA localizado nas seguintes coordenadas: 7\u00ba20\u2019 de latitude sul e 47\u00ba28\u2019 de longitude oeste, com \u00e1rea de 6.412,9 km2. O munic\u00edpio pertencente \u00e0 regi\u00e3o fisiogr\u00e1fica do Planalto, cuja vegeta\u00e7\u00e3o predominante s\u00e3o os campos cerrados, o cerrado e o cerrad\u00e3o (SEMATUR, 1991), localizado na mesorregi\u00e3o Sul Maranhense. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A t\u00edpica vegeta\u00e7\u00e3o que ocorre no Cerrado possui seus troncos tortuosos, de baixo porte, ramos retorcidos, cascas espessas e folhas grossas. Os estudos efetuados consideram que a vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Cerrado n\u00e3o apresenta essa caracter\u00edstica pela falta de \u00e1gua \u2013 pois, ali se encontra uma grande e densa rede h\u00eddrica \u2013 mas sim, devido a outros fatores ed\u00e1ficos (de solo), como o desequil\u00edbrio no teor de micronutrientes, a exemplo do alum\u00ednio. O Cerrado brasileiro \u00e9 reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade com a presen\u00e7a de diversos ecossistemas, riqu\u00edssima flora com mais de 10.000 esp\u00e9cies de plantas, com 4.400 end\u00eamicas (exclusivas) dessa \u00e1rea (ARVORES BRASIL, 2015).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O clima da regi\u00e3o \u00e9 sub-\u00famido, com moderada defici\u00eancia de \u00e1gua entre os meses de junho e setembro, megat\u00e9rmico, com temperaturas m\u00e9dias anuais entre 26 \u00b0C e 27 \u00b0C. Na maior parte do munic\u00edpio, os totais pluviom\u00e9tricos anuais variam entre 1200 e 1600 mm, com uma umidade relativa do ar anual entre 70 % e 73 % (NUGEO\/LABMET, 2002).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Metodologia<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Inicialmente realizou-se pr\u00e9vio levantamento dos api\u00e1rios no munic\u00edpio e foram escolhidas as \u00e1reas para estudo, levando em considera\u00e7\u00e3o a representatividade da vegeta\u00e7\u00e3o da microrregi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Foram selecionados quatro api\u00e1rios: Fazenda Olho d\u2019\u00c1gua, Xibiu, Brejinho e Serrinha. As coletas de mel e p\u00f3len foram realizadas mensalmente e simultaneamente no per\u00edodo que se estendeu de 31\/07\/05 a 30\/06\/06. No api\u00e1rio Xibiu e Serrinha algumas coletas de mel n\u00e3o foram realizadas no per\u00edodo chuvoso em decorr\u00eancia das fortes chuvas que impossibilitaram o acesso aos api\u00e1rios em determinados momentos da pesquisa e\/ou falta de mel nos api\u00e1rios, refletindo na aus\u00eancia de amostras de agosto\/2005, abril\/2006 e maio\/2006 para o api\u00e1rio Xibiu e nas amostras de fevereiro\/2006 e abril\/2006 para o api\u00e1rio Serrinha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As coletas de p\u00f3len foram realizadas manualmente, capturando-se as abelhas Apis mellifera e retirando-se as bolotas de p\u00f3len diretamente de suas patas. O material coletado foi preparado pelo m\u00e9todo de acet\u00f3lise de Erdtman (1952).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para amostragem dos m\u00e9is deu-se prefer\u00eancia para os m\u00e9is considerados verdes ou rec\u00e9m-formados, a fim de se obter maior garantia de que o mel realmente havia sido produzido naquele m\u00eas. Para an\u00e1lise das amostras dos m\u00e9is, levou-se em considera\u00e7\u00e3o o tipo pol\u00ednico encontrado nas l\u00e2minas, os quais foram desenhados e contados para efeito da an\u00e1lise qualitativa, onde se identifica o p\u00f3len presente nos m\u00e9is. Em seguida se prossegue com a an\u00e1lise quantitativa proposta por Louveaux (1978) onde se conta a percentagem de p\u00f3len dominante (P.D.) &#8211; mais de 45% do total; p\u00f3len acess\u00f3rio (P.A.) &#8211; de 15 a 45% e p\u00f3len isolado (P.I.) &#8211; menor que 15%. Podendo ainda se obter uma subdivis\u00e3o do P.I. em P.I.i-p\u00f3len isolado importante (3&lt;15%) e P.I.o &#8211; p\u00f3len isolado ocasional (&lt;3%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Durante a coleta dos m\u00e9is foram realizadas observa\u00e7\u00f5es diretas das esp\u00e9cies visitadas pelas abelhas, em um raio de 1500m a partir das colm\u00e9ias, foram anotadas as esp\u00e9cies em flora\u00e7\u00e3o e foi realizada a coleta de material bot\u00e2nico para herboriza\u00e7\u00e3o. A herboriza\u00e7\u00e3o, montagem de exsicatas e identifica\u00e7\u00e3o do material bot\u00e2nico foram realizadas no herb\u00e1rio do N\u00facleo de Estudos Biol\u00f3gicos (NEB) da UEMA em S\u00e3o Lu\u00eds-MA. A identifica\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de fam\u00edlia segue o sistema de classifica\u00e7\u00e3o proposto por Cronquist (1981).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os bot\u00f5es florais das plantas coletadas foram utilizados para montagem de uma cole\u00e7\u00e3o de l\u00e2minas de refer\u00eancias dos gr\u00e3os de p\u00f3len de todas as plantas ap\u00edcolas ou visitadas pelas abelhas. E a partir desta cole\u00e7\u00e3o de l\u00e2minas de refer\u00eancia se identificou grande parte dos tipos pol\u00ednicos encontrados nas l\u00e2minas de mel e p\u00f3len. Para prepara\u00e7\u00e3o das l\u00e2minas de p\u00f3len de refer\u00eancia tem-se utilizado o m\u00e9todo de acet\u00f3lise de Erdtman (1952).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A montagem das l\u00e2minas de p\u00f3len, mel e de refer\u00eancia foi realizada pelo m\u00e9todo da gelatina glicerinada de kisser (SALGADO-LABOURIAU, 1961), sendo a lutagem feita com parafina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Foram encontrados nas amostras de mel e p\u00f3len dos quatro api\u00e1rios estudados, 73 tipos pol\u00ednicos, dos quais 53 distribu\u00eddos em 24 fam\u00edlias bot\u00e2nicas e 20 tipos indeterminados. As principais fam\u00edlias representadas nas amostras de mel e p\u00f3len foram Mimosaceae com 11,3% das esp\u00e9cies identificadas, Myrtaceae com 11,3%, Asteraceae e Arecaceae com 9,4% cada e Poaceae com 7,5%, as demais com 3,8% a 1,9%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As tabelas 1, 2, 3 e 4 apresentam a freq\u00fc\u00eancia dos tipos pol\u00ednicos encontrados nos m\u00e9is dos Api\u00e1rios Brejinho, Fazenda Olho d\u2019\u00c1gua, Xibiu e Serrinha, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A tabela 5 relaciona algumas esp\u00e9cies bot\u00e2nicas encontradas na regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os tipos encontrados da fam\u00edlia Anacardiaceae foram Astronium sp. e Schinus sp., o primeiro se apresentou como PA e PIi tendo aparecido exclusivamente nas amostras de mel. Bastos et al. (2003) relataram Astronium sp. e Schinus sp. como PA em amostras de mel do cerrado mineiro, afirmando que estas esp\u00e9cies nativas juntas a Alternanthera sp. e Serjania sp. caracterizam o mel da regi\u00e3o. Barth (1969) relatou a ocorr\u00eancia de Protium sp. como PD em m\u00e9is da regi\u00e3o nordeste do Brasil. O segundo ocorreu como PD, PA, PIi e PIo. Carvalho et al. (2006) cita uma esp\u00e9cie pertencente a este g\u00eanero em m\u00e9is de Melipona quadrifasciata no Rec\u00f4ncavo Baiano como PIo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1315\" aria-describedby=\"caption-attachment-1315\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Levantamento.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1315\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Levantamento-300x93.jpg\" alt=\"Figura 1. Distribui\u00e7\u00e3o das classes de abund\u00e2ncia dos tipos pol\u00ednicos encontrados em amostras de mel de Apis mellifera L., em Carolina \u2013 MA, 2005\/2006.\" width=\"300\" height=\"93\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Levantamento-300x93.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Levantamento-150x46.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Levantamento-500x155.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Levantamento.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1315\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1. Distribui\u00e7\u00e3o das classes de abund\u00e2ncia dos tipos pol\u00ednicos encontrados em amostras<br \/>de mel de Apis mellifera L., em Carolina \u2013 MA, 2005\/2006.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dentre os tipos pol\u00ednicos da fam\u00edlia Arecaceae, destacam-se, Astrocaryum sp. principalmente no fornecimento de p\u00f3len, Mauritia flexuosa L. e Orbygnia phalerata Mart.. Mauritia flexuosa L. foi a esp\u00e9cie mais significativa ocorrendo como PA em setembro\/2005 nos api\u00e1rios Brejinho e Xibiu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os tipos pol\u00ednicos da fam\u00edlia Asteraceae ocorreram de forma isolada, foram eles: Asteraceae 1, 2 e 3, Vernonia sp. e Tipo Elephantopus. Moreti et al. (2000) relacionou Vernonia sp. como PIi em amostras de m\u00e9is de Apis mellifera L. coletadas na Bahia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Da fam\u00edlia Bignoniaceae foram identificados dois tipos pol\u00ednicos, o Bignoniaceae 1 e 2. Bignoniaceae 1, ocorreu como PA no m\u00eas de agosto nos api\u00e1rios Brejinho e Fazenda Olho d\u2019\u00c1gua e em setembro no Xibiu, ainda se apresentou em outros meses e no api\u00e1rio Serrinha de forma isolada. Bignoniaceae 2 ocorreu como PD, PA, PIi e PIo. Viana et al. (2006) relatou a visita de abelhas a Tabebuia elliptica (DC.) Sandwith (Bignoniaceae).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia Bromeliaceae foi representada pelo g\u00eanero Aechmea sp. que ocorreu como PA em setembro\/2005 no Api\u00e1rio Xibiu, e ainda de forma isolada nos demais api\u00e1rios. Viana et al. (2006) relatou que uma esp\u00e9cie deste g\u00eanero foi visitada por abelhas nas dunas de Abaet\u00e9, Salvador, Bahia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia Burseraceae foi representada pelo g\u00eanero Protium sp. que ocorreu como PA em julho\/2005 no api\u00e1rio Xibiu. Barth (2004) relatou a ocorr\u00eancia de Protium sp. em m\u00e9is da regi\u00e3o norte do Brasil, assim como Viana et al. (2006) relacionaram a ocorr\u00eancia de visitas de abelhas a duas esp\u00e9cies deste g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia Caesalpiniaceae foi representada por Senna sp. e Bauhinia sp. O primeiro se apresentou como PA em agosto\/2005 no api\u00e1rio Fazenda Olho d\u2019\u00c1gua. Bauhinia sp. ocorreu de forma isolada, apresentando maior freq\u00fc\u00eancia em junho\/2006 no api\u00e1rio Fazenda Olho d\u2019\u00c1gua, como PIi. Moreti et al. (2000) relacionaram os gr\u00e3os de Bauhinia sp. como PD.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dentre os tipos pol\u00ednicos da fam\u00edlia Melastomataceae, Miconia sp. apresentou maior destaque como PA no api\u00e1rio Brejinho nos meses de agosto e outubro\/2005. J\u00e1 Tibouchina sp. ocorreu de forma isolada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia de maior destaque no que se refere a variedade de esp\u00e9cies foi a fam\u00edlia Mimosaceae, com seis representantes: Cassia sp., Mimosa caesalpinifolia Benth., Mimosa pudica L., Mimosa sp., Schrankia sp. e o Tipo Acacia. Segundo Almeida (2002) a fam\u00edlia Mimosaceae \u00e9 composta por aproximadamente 60 g\u00eaneros representados por 3.000 esp\u00e9cies distribu\u00eddas, principalmente, em regi\u00f5es tropicais e subtropicais, al\u00e9m de algumas esp\u00e9cies que s\u00e3o encontradas em regi\u00f5es temperadas. Sua import\u00e2ncia como fornecedora de recurso alimentar \u00e0s abelhas \u00e9 bem conhecida, sendo mencionada em v\u00e1rios estudos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O g\u00eanero Cassia sp. se apresentou como PD, PA, PIi e PIo. Em outubro\/2005 ocorreu como PD e em janeiro\/2006 como PA no api\u00e1rio Xibiu, ainda apareceu como PA no api\u00e1rio Serrinha em agosto\/2005.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mimosa pudica L. foi a esp\u00e9cie que se apresentou mais freq\u00fcente no espectro pol\u00ednico dos m\u00e9is estudados. Esta ocorreu como PD no per\u00edodo compreendido entre dezembro\/2005 a junho\/2006, apresentando em sete amostras percentual superior a 90%, sendo que na amostra do api\u00e1rio Xibiu de junho\/2006 apresentou 100% de freq\u00fc\u00eancia, isto \u00e9, foi a \u00fanica esp\u00e9cie contribuinte para composi\u00e7\u00e3o desse mel. Segundo Zander e Maurizio (1975) esta esp\u00e9cie \u00e9 considera um tipo pol\u00ednico polin\u00edfero, sendo importante na produ\u00e7\u00e3o de mel quando apresenta valores acima de 90%. Esta ainda ocorreu como PA, PIi e PIo, estando presente em todos os meses nas amostras de mel em pelo menos um api\u00e1rio. Carreira e Jardin (1994) relataram Mimosa pudica L. como PD no estado do Par\u00e1. Marques-Souza et al. (1993) registraram a ocorr\u00eancia desta esp\u00e9cie em Ji-Paran\u00e1 \u2013 RO.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1317\" aria-describedby=\"caption-attachment-1317\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Levantamento.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1317\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Levantamento-300x150.jpg\" alt=\"Figura 2. Varia\u00e7\u00e3o dos tipos pol\u00ednicos encontrados nas amostras de mel e p\u00f3len dos quatro api\u00e1rios pesquisados no munic\u00edpio de Carolina \u2013 MA, no per\u00edodo de julho\/2005 a junho\/2006.\" width=\"300\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Levantamento-300x150.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Levantamento-150x75.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Levantamento-500x251.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Levantamento.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1317\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2. Varia\u00e7\u00e3o dos tipos pol\u00ednicos encontrados nas amostras de mel e p\u00f3len dos quatro<br \/>api\u00e1rios pesquisados no munic\u00edpio de Carolina \u2013 MA, no per\u00edodo de julho\/2005 a junho\/2006.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mimosa sp. ocorreu como PD no api\u00e1rio brejinho em julho\/2005 e ainda de forma isolada neste e no api\u00e1rio Serrinha. Mimosa caesalpinifolia Benth., Schrankia sp. e o Tipo Acacia ocorreram de forma isolada, sendo que o ultimo se apresentou somente nas amostras de mel. Moreti et al (2000) registraram Mimosa caesalpinifolia Benth, como PIi em amostras de mel de Rio Real \u2013 BA. Bastos et al. (2003) registraram Schrankia sp. como PIo em m\u00e9is do cerrado mineiro. N\u00e3o foi poss\u00edvel identificar nem mesmo at\u00e9 g\u00eanero o p\u00f3len denominado Tipo Ac\u00e1cia, que segundo Barth (1970) nesses casos deve-se recorrer ao tipo pol\u00ednico, o qual engloba todas as esp\u00e9cies com gr\u00e3os de p\u00f3len iguais ou semelhantes, pertencendo ou n\u00e3o, \u00e0 esp\u00e9cie do mesmo g\u00eanero. O mesmo se repetiu para outros tipos pol\u00ednicos encontrados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia Cecropiaceae foi representa por Cecropia sp., este ocorreu durante todo o ano exceto no m\u00eas de fevereiro, sendo em oito meses como PD. A presen\u00e7a deste tipo pol\u00ednico no mel \u00e9 resultado da busca das abelhas por prote\u00edna, ou da contamina\u00e7\u00e3o do mel por este, por se tratar de p\u00f3len anem\u00f3filo, portanto n\u00e3o contribui na elabora\u00e7\u00e3o do mel. Segundo Oliveira et al. (1998), as esp\u00e9cies do g\u00eanero Cecropia sp s\u00e3o importantes fontes de recursos aliment\u00edcios para a abelha Apis mellifera. O h\u00e1bito generalista da abelha, a atividade de realizar v\u00e1rias visitas (AGUIAR et al., 2002), os picos de flora\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e a escassez de alimento podem estar relacionados com alta freq\u00fc\u00eancia desse tipo pol\u00ednico em alguns meses de estudos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1318\" aria-describedby=\"caption-attachment-1318\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Levantamento.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1318\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Levantamento-300x90.jpg\" alt=\"Figura 3. Percentual referente ao car\u00e1ter n\u00e9ctar-polin\u00edfero das esp\u00e9cies bot\u00e2nicas visitadas por Apis mellifera L. no munic\u00edpio de Carolina \u2013 MA.\" width=\"300\" height=\"90\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Levantamento-300x90.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Levantamento-150x45.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Levantamento-500x150.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Levantamento.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1318\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3. Percentual referente ao car\u00e1ter n\u00e9ctar-polin\u00edfero das esp\u00e9cies bot\u00e2nicas visitadas por<br \/>Apis mellifera L. no munic\u00edpio de Carolina \u2013 MA.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia Myrtaceae teve seis representantes, a mesma quantidade observada na fam\u00edlia Mimosaceae, no entanto, esta apresentou tipos pol\u00ednicos menos freq\u00fcentes que os da fam\u00edlia Mimosaceae. Foram quatro esp\u00e9cies do g\u00eanero Myrcia sp., Eugenia sp. e Psidium guajava L., sendo que Myrcia sp. 3 se apresentou como PA em setembro\/2005 no api\u00e1rio Fazenda Olho d\u2019\u00c1gua e Psidium guajava L. como PA em agosto\/2005 no api\u00e1rio Brejinho, os demais ocorreram de forma isolada. Segundo Alves (2000), a contribui\u00e7\u00e3o da goiabeira para a apicultura \u00e9 bem maior em p\u00f3len do que em n\u00e9ctar, n\u00e3o devendo ser vista como planta nectar\u00edfera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia Rubiaceae foi representada por dois tipos pol\u00ednicos do g\u00eanero Borreria sp.. Borreria sp. 1 apresentou freq\u00fc\u00eancias mais significativas, ocorrendo como PD em mar\u00e7o\/2006 e como PA em maio\/2006 no api\u00e1rio Serrinha, j\u00e1 Borreria sp. 2 ocorreu somente de forma isolada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As fam\u00edlias Amaranthaceae (Amaranthaceae 1), Combretaceae (Terminalia sp.), Euphorbiaceae (Ricinus sp. e Tipo Croton), Flaucortiaceae (Casearia sp.), Lamiaceae (Hyptis sp.), Malvaceae (Sida sp. e Pavonia sp.), Ochnaceae (Ouratea sp.), Papilionoideaceae (Aechynomene sp.), Poaceae (Poaceae 1, 2, 3 e 4), Sapindaceae (Serjania sp. e Talisia sp.) e Solanaceae (Solanum sp.), apresentaram tipos pol\u00ednicos com ocorr\u00eancia isolada. Em amostras de m\u00e9is de cerrado do munic\u00edpio de Pirassununga \u2013 SP, Almeida (2002) constatou Solanum sp. PD, PA, PIi e PIo, tamb\u00e9m encontrou Serjania sp. como PA, PIi e PIo, dentre outros tipos pol\u00ednicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fam\u00edlia Poaceae apresentou quatro tipos pol\u00ednicos nas amostras de mel e p\u00f3len, estes s\u00e3o considerados anem\u00f3filos. Segundo Barth (2004), a respeito do p\u00f3len carregado pelas abelhas, a variedade de esp\u00e9cies de planta \u00e9 maior, e freq\u00fcentemente o p\u00f3len das esp\u00e9cies anem\u00f3filas como Cecropia sp e Poaceae est\u00e3o presentes. A fam\u00edlia Turneraceae representada por Turnera ulmifolia L., ocorreu somente em amostras de p\u00f3len.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As classes de abund\u00e2ncia dos tipos pol\u00ednicos foram avaliadas conforme mostra figura 1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As an\u00e1lises pol\u00ednicas das amostras estudadas mostraram uma grande participa\u00e7\u00e3o dos polens isolados importantes e ocasionais. Para Barth (1970) quanto a quantidade de n\u00e9ctar e p\u00f3len fornecidos pela planta, estas esp\u00e9cies t\u00eam pouca import\u00e2ncia, entretanto, quando o interesse \u00e9 a origem e proced\u00eancia geogr\u00e1fica das amostras estes polens tornam-se significativos. E ainda, a presen\u00e7a de maior n\u00famero de esp\u00e9cies de plantas como p\u00f3len isolado ocasional pode estar relacionada a fatores da pr\u00f3pria planta (pequena produ\u00e7\u00e3o de p\u00f3len) ou ao comportamento de coleta da abelha (coleta indireta e\/ou recurso coletado) (BARTH, 1989). Entretanto, \u00e9 poss\u00edvel que gr\u00e3os de p\u00f3len acidentais possam ter contaminado o n\u00e9ctar durante as atividades das abelhas nas flores e na col\u00f4nia, contribuindo para aumentar o n\u00famero de tipos pol\u00ednicos com baixa representatividade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outras esp\u00e9cies vegetais s\u00e3o principalmente polin\u00edferas, de modo que ap\u00f3s a coleta de p\u00f3len as abelhas tamb\u00e9m contaminam o mel com estas esp\u00e9cies, que podem ocorrer at\u00e9 como p\u00f3len acess\u00f3rio ou dominante no produto final, como \u00e9 o caso de esp\u00e9cies de Myrtaceae, Poaceae e do g\u00eanero Mimosa (BARTH, 1989).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Ao todo 33 amostras de mel apresentaram tipos pol\u00ednicos como PD, no entanto, apenas 14 podem ser considerados como monoflorais. Isto se deve ao fato de 10 amostras apresentarem como PD, Cecropia sp. (Cecropiaceae) que se trata de p\u00f3len anem\u00f3filo e n\u00e3o contribui para a composi\u00e7\u00e3o do mel, e ainda Mimosa pudica L. (Mimosaceae) se apresentou como PD em 9 amostras, no entanto em uma freq\u00fc\u00eancia inferior a 90%, que seria o m\u00ednimo necess\u00e1rio para se considerar este mel monofloral. Sendo assim 31,1% das amostras podem ser caracterizadas como monoflorais e a grande maioria 68,9% como heterofloral. A figura 2 mostra a varia\u00e7\u00e3o na quantidade de tipos pol\u00ednicos que ocorreram nas amostras analisadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O per\u00edodo que apresentou a maior variedade de esp\u00e9cies bot\u00e2nicas visitadas pelas abelhas para a coleta de recursos alimentares foi de agosto a janeiro, sendo os picos compreendidos entre setembro e outubro, o per\u00edodo seco da regi\u00e3o. No entanto, o per\u00edodo da colheita do mel no munic\u00edpio \u00e9 no m\u00eas de julho, logo ap\u00f3s a \u00e9poca chuvosa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quanto ao fornecimento de recursos \u00e0s abelhas, as esp\u00e9cies bot\u00e2nicas foram avaliadas quanto \u00e0 oferta de p\u00f3len, n\u00e9ctar e ambos, como mostra a Figura 3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As esp\u00e9cies bot\u00e2nicas que forneceram n\u00e9ctar e p\u00f3len (33%) n\u00e3o foram freq\u00fcentadas sempre para as duas finalidades, em algumas coletas estas se apresentaram somente nas amostras de p\u00f3len, em outras somente nas de mel e em outras em ambas, ver tabela X. As esp\u00e9cies freq\u00fcentadas para busca de n\u00e9ctar (55%) podem apresentar car\u00e1ter n\u00e9ctar-polin\u00edfero tendo em vista que a amostragem de p\u00f3len foi reduzida, pode ter ocorrido de algum tipo pol\u00ednico encontrado somente no mel, possa ser fornecedor de p\u00f3len, no entanto na amostra coletada n\u00e3o estava presente. Apenas 12% dos tipos encontrados forneceram somente p\u00f3len.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Viana et al. (2006) relataram que nas esp\u00e9cies de Melastomataceae, Solanaceae, Caesalpiniaceae, Mimosaceae e Ochnaceae, identificadas nas dunas de Abaet\u00e9, Salvador, Bahia, o p\u00f3len foi o \u00fanico recurso dispon\u00edvel. Estes resultados divergem dos aqui encontrados, pois as esp\u00e9cies correspondentes \u00e0s fam\u00edlias citadas apresentaram car\u00e1ter nectar\u00edfero ou n\u00e9ctar-polinifero.<\/span><\/p>\n<p><div id='gallery-1' class='gallery galleryid-1308 gallery-columns-1 gallery-size-full'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_1-e1464742307961.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"799\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_1-e1464742307961.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_2-e1464742355308.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"546\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_2-e1464742355308.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n<br \/>\n<span style=\"font-size: large;\"><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As principais fam\u00edlias representadas nas amostras de mel e p\u00f3len foram Mimosaceae e Myrtaceae com 11,3% das esp\u00e9cies identificadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Entre as esp\u00e9cies mais visitadas no per\u00edodo chuvoso, destacou-se Mimosa pudica L. com freq\u00fc\u00eancia relativa superior a 45% por v\u00e1rios meses (P\u00f3len Dominante) e no per\u00edodo seco, destaque para Miconia sp. e Bignoniaceae 1, presentes nas amostras de mel e p\u00f3len.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os meses que apresentaram maior variedade de tipos pol\u00ednicos foram entre agosto de 2005 e janeiro de 2006, sendo os maiores picos entre setembro e outubro de 2005.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De forma geral as principais esp\u00e9cies deste estudo apresentaram car\u00e1ter nectar\u00edfero e o mel origin\u00e1rio da regi\u00e3o \u00e9 considerado heteroflora.<\/span><\/p>\n<div id='gallery-2' class='gallery galleryid-1308 gallery-columns-1 gallery-size-full'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_3-e1464748520989.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"554\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_3-e1464748520989.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_4-e1464748470738.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"594\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_4-e1464748470738.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_5-e1464748437882.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"536\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela_5-e1464748437882.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ALVES, J.E. Efici\u00eancia de cinco esp\u00e9cies de abelhas na poliniza\u00e7\u00e3o da goiabeira (Psidium guajava). 2000. 82 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Zootecnia) \u2013 Universidade Federal do Cear\u00e1, Fortaleza 2000.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">AGUIAR, C.M.L. et al. Plantas visitadas por Apis mellifera L. (Hymenoptera, Apidae) em uma \u00e1rea de caatinga em Itatim, Bahia, Brasil. Sitientibus s\u00e9rie Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas 2(1\/2):29-33.2002<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ALMEIDA, D. Esp\u00e9cies de abelhas (Hymenoptera, Apoidea) e tipifica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9is por elas produzidos em \u00e1rea de cerrado no munic\u00edpio de Pirassununga, estado de S\u00e3o Paulo. 2002. 103p. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Entomologia) \u2013 Escola Superior de Agricultura \u201cLuiz de Queiroz\u201d, Universidade de S\u00e3o Paulo, Piracicaba, 2002.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ARVORES BRASIL. Biomas: cerrado. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/arvoresbrasil.com.br\/?pg=bioma_brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/arvoresbrasil.com.br\/?pg=bioma_brasil<\/a>. Acesso em: 23 dez 2015.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">BARTH, O.M. O p\u00f3len no mel brasileiro. Rio de Janeiro: Gr\u00e1fica Luxor, 1989. 150p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">BARTH, O.M. An\u00e1lises microsc\u00f3picas de algumas amostras de mel. 2 \u2013 p\u00f3len acess\u00f3rio. Anais da Academia Brasileira de Ci\u00eancia, v. 42, p. 571-590, 1970.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">BARTH, O. M.; Melissopalynology in Brazil: a review of pollen analysis of honeys, propolis and pollen loads of bees. Sci. agric. (Piracicaba, Braz.). vol. 61, no.3, Piracicaba May\/June. 2004.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">BASTOS, E. M. A. F., SILVEIRA, V. M. and SOARES, A. E. E. 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(1975).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento da Flora Ap\u00edcola no Munic\u00edpio de Carolina: Cerrado Sul Maranhense Fl\u00e1via Arruda de Souza1, Francisca Helena Muniz2, Gislane da Silva Lopes3, Luiz Junior Pereira Marques1. 1 Professor do Instituto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1256,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-1308","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1308"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1308"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1308\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1310,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1308\/revisions\/1310"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}