{"id":1264,"date":"2016-05-30T20:14:00","date_gmt":"2016-05-30T20:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/apacame.org.br\/site\/?page_id=1264"},"modified":"2016-05-31T00:00:29","modified_gmt":"2016-05-31T00:00:29","slug":"nota-tecnica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/revista\/mensagem-doce-n-136-maio-de-2016\/nota-tecnica\/","title":{"rendered":"NOTA T\u00c9CNICA"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Aethina tumida Murray (Coleoptera, nitidulidae), o pequeno besouro das colmeias, chega ao Brasil<\/h1>\n<blockquote><p>\u00c9rica Weinstein Teixeira<sup>1<\/sup>, David de Jong<sup>2<\/sup>, Aroni SAttler<sup>3<\/sup>, Dejair Message<sup>4<\/sup><\/p>\n<p><sup>1<\/sup> Laborat\u00f3rio de Sanidade Ap\u00edcola (LASA), P\u00f3lo Regional do Vale do Para\u00edba, Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios \u2013 APTA \u2013SAA. Av. Professor Manoel C\u00e9sar Ribeiro, 320, CP 07, 12.400-970. Pindamonhangaba, SP, Brasil.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> Departamento de Gen\u00e9tica, Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP), Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Av. Bandeirantes, 3900. 14.049-900 Ribeir\u00e3o Preto, SP, Brasil.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup> Departamento de Fitossanidade, Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Av. Bento Gon\u00e7alves 7712. 91540-000 Porto Alegre, RS, Brasil.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup> Departamento de Ci\u00eancias Animais, Universidade Federal Rural do Semi-\u00c1rido (UFERSA), Km 47-BR110 Mossor\u00f3, RN, Brazil. &#8211; Correspond\u00eancia: E. W. Teixeira, erica@apta.sp.gov.br &#8211; Imagens com direitos reservados \u00e0s fontes de origem.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Em 26 de fevereiro de 2016 o Minist\u00e9rio de Agricultura e Abastecimento oficializou, junto \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Mundial para Sa\u00fade Animal (OIE*), a presen\u00e7a do pequeno besouro das colmeias, o Aethina tumida, em territ\u00f3rio nacional. Todavia, segundo relat\u00f3rio emitido pelos \u00d3rg\u00e3os Oficiais, a primeira constata\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do besouro em api\u00e1rio brasileiro data de cerca de um ano antes. Este fato \u00e9 preocupante, considerando o tempo transcorrido entre a observa\u00e7\u00e3o do besouro em colmeias em Piracicaba-SP e o in\u00edcio das investiga\u00e7\u00f5es visando medidas que previnam a dispers\u00e3o e promovam o controle e\/ou erradica\u00e7\u00e3o do agente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nos Estados Unidos aconteceu de forma semelhante: um apicultor constatou a presen\u00e7a do besouro em colmeia na Carolina do Norte (formada a partir de captura de enxame da natureza), cuja amostra foi parcialmente identificada por taxonomista na Universidade de Clemson no mesmo Estado (na ocasi\u00e3o, a identifica\u00e7\u00e3o ocorreu apenas at\u00e9 fam\u00edlia e n\u00e3o at\u00e9 esp\u00e9cie) e, dois anos depois, em 1998, a praga foi encontrada em api\u00e1rio comercial da Fl\u00f3rida que foi por ela dizimado. Confirmou-se a esp\u00e9cie previamente identificada na Carolina do Norte e considera-se esta a primeira not\u00edcia do besouro fora de territ\u00f3rio africano, de onde o besouro \u00e9 origin\u00e1rio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Esta nota t\u00e9cnica tem por objetivo alertar a classe produtora (a principal afetada pelos poss\u00edveis danos causados por esta praga das colmeias) quanto aos aspectos biol\u00f3gicos desse inseto e como o apicultor, o meliponicultor e o cidad\u00e3o em geral devem proceder em caso de suspeita. Os detalhes aqui relatados visam tamb\u00e9m subsidiar e auxiliar os profissionais do Servi\u00e7o Oficial de Defesa Agropecu\u00e1ria do Brasil a entenderem como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o desse inseto praga com as abelhas, esclarecendo aspectos da biologia do besouro, dentro dos limites at\u00e9 ent\u00e3o j\u00e1 estudados e conhecidos. N\u00e3o pretende-se apresentar uma revis\u00e3o no sentido estrito do termo, mas sim discorrer sobre aspectos que auxiliem na mitiga\u00e7\u00e3o da dispers\u00e3o da praga invasora. A literatura utilizada encontra-se ao final do manuscrito e pode ser consultada para maiores detalhes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-1270\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_1-694x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"694\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_1-694x1024.jpg 694w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_1-203x300.jpg 203w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_1-150x221.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_1-339x500.jpg 339w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_1.jpg 1261w\" sizes=\"(max-width: 694px) 100vw, 694px\" \/><\/a>\u00c9 importante esclarecer que esta \u00e8 uma praga de \u201cNotifica\u00e7\u00e3o Obrigat\u00f3ria\u201d e que, n\u00e3o apenas o apicultor, mas qualquer cidad\u00e3o deve informar \u00e0s autoridades competentes de seu pa\u00eds a presen\u00e7a ou mesmo suspeita de presen\u00e7a de qualquer agente biol\u00f3gico que receba esta classifica\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso do A. tumida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Por que \u00e9 importante informar, mesmo que se trate apenas de suspeita do besouro ou de qualquer outro agente estranho \u00e0 colmeia? <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade de animais e plantas de um determinado pa\u00eds depende da participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas de \u00d3rg\u00e3os Oficiais (vide lista ao final do texto), mas tamb\u00e9m da sociedade como um todo. Nesse sentido, o apicultor, mesmo que n\u00e3o tenha certeza de que agente se trata, deve informar. Ele \u00e9 parte integrante do que se chama de vigil\u00e2ncia passiva, segundo a vis\u00e3o da Defesa Agropecu\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1271\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_2-300x85.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"85\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_2-300x85.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_2-1024x290.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_2-150x43.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_2-500x142.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box_2.jpg 1235w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Generalidades sobre o A. tumida, o pequeno besouro das colmeias:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Aethina tumida,o pequeno besouro das colmeias (do ingl\u00eas \u201cSmall Hive Beetle \u00adSHB\u201d), foi identificado pela primeira vez em amostras oriundas da \u00c1frica, no ano de 1867. Posteriormente ele foi encontrado nos Estados Unidos (1996) e, subsequentemente, em outros pa\u00edses como no Egito, na Austr\u00e1lia, no Canad\u00e1, no M\u00e9xico, na It\u00e1lia e na Am\u00e9rica Central (considerando os relatos ocorridos em Cuba em Melipona beecheii), al\u00e9m de Portugal (onde foi rapidamente erradicado). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O SHB pertence \u00e0 fam\u00edlia Nitidulidae, que tamb\u00e9m tem muitos outros representantes no Brasil (n\u00e3o se sabe exatamente quantas esp\u00e9cies, mas sabe-se que alguns apresentam rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas com outros Hymenopteras sociais, como formigas e cupins). Da\u00ed a import\u00e2ncia de, em caso de suspeita da presen\u00e7a deste inseto nas colmeias, haver a correta identifica\u00e7\u00e3o por especialistas. Por\u00e9m, o apicultor e os cidad\u00e3os em geral, s\u00e3o capazes de identificar algumas caracter\u00edsticas facilmente vis\u00edveis a olho nu, devendo sempre que suspeitar da presen\u00e7a dessa praga das colmeias, ainda que se trate apenas de suspeita, procurar colet\u00e1-lo, acondicionando-o em frasco limpo e bem fechado contendo \u00e1lcool 70% (at\u00e9 cobrir os besouros e\/ou larvas) ou mesmo colocar o frasco em congelador, sem \u00e1lcool, para viabilizar posterior confirma\u00e7\u00e3o (vide fotos nos itens que seguem). Assim que poss\u00edvel a Defesa deve ser acionada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A capacidade de deslocamento ampla (fala-se em at\u00e9 13 km, mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel precisar), associada \u00e0 diversidade alimentar e sobreviv\u00eancia em diferentes climas, s\u00e3o os principais fatores que permitem a esses besouros sucesso adaptativo e dispers\u00e3o em diversos ambientes, motivo pelo qual a esp\u00e9cie vem sendo cada vez mais estudada, tanto em virtude de aspectos econ\u00f4micos (devido aos preju\u00edzos que causa) como dos aspectos biol\u00f3gicos (h\u00e1 muito ainda a se entender sobre a sua biologia). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Os diferentes substratos que o Aethina tumida pode utilizar para se alimentar (incluindo frutas) facilita sua dispers\u00e3o em diversos ambientes, j\u00e1 que consegue sobreviver provisoriamente desta forma, ou at\u00e9 mesmo sem alimento por cerca de 5 dias. O ciclo reprodutivo, no entanto, at\u00e9 onde se sabe, ocorre apenas em col\u00f4nias de abelhas, onde h\u00e1 disponibilidade de alimento e ambiente adequados ao desenvolvimento da fase larval do besouro. Eles tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de sobreviver em clima mais frio. Por exemplo, no Canad\u00e1, h\u00e1 evid\u00eancias de que os besouros adultos conseguem atravessar todo o per\u00edodo de inverno bastante rigoroso, reaparecendo na primavera, aptos a reiniciar a sua reprodu\u00e7\u00e3o nas colmeias. Na colmeia eles se protegem das baixas temperaturas externas provavelmente ficando no aglomerado de abelhas em torno da \u00e1rea de cria que conseguem manter a temperatura em torno de 34\u00baC. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1273\" aria-describedby=\"caption-attachment-1273\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Nota.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1273\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Nota-300x234.jpg\" alt=\"Figura 1. Apis mellifera Linnaeus (Hymenoptera: Apidae) e Aethina tumida Murray (Coleoptera: Nitidulidae) ou pequeno besouro das colmeias (indiv\u00edduos adultos). Foto: cedida por Hood,  M. Wn. (In: Clemsom University. Extension Bulletin, Oct. 2011).\" width=\"300\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Nota-300x234.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Nota-150x117.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Nota-500x391.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_1_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1273\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1. Apis mellifera Linnaeus (Hymenoptera: Apidae) e Aethina tumida Murray (Coleoptera: Nitidulidae) ou pequeno besouro das colmeias (indiv\u00edduos adultos). Foto: cedida por Hood, M. Wn. (In: Clemsom University. Extension Bulletin, Oct. 2011).<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 importante salientar que as infesta\u00e7\u00f5es do besouro em colmeias fracas podem levar ao abandono das mesmas e com isso o sucesso reprodutivo dele est\u00e1 garantido, pois n\u00e3o ter\u00e3o as abelhas para incomod\u00e1-los e ter\u00e3o alimento dispon\u00edvel como p\u00f3len e mel, al\u00e9m de crias de abelhas que ali restarem. Portanto, \u00e9 importante ter em conta que o objetivo do besouro nas colmeias n\u00e3o \u00e9 o de parasitar diretamente as abelhas, mas buscar alimento j\u00e1 que os produtos servem de alimento para ele (alguns autores o consideram um cleptoparasita, pois roubam alimento de outros animais e fazem disso um modo de vida). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quando adultos, os besouros A. tumida s\u00e3o geralmente de cor marrom escuro a pretos, sendo muitas vezes mais claros logo ap\u00f3s emergirem (v\u00e3o escurecendo com a gradual esclerotiza\u00e7\u00e3o, ou endurecimento, do exoesqueleto). O tamanho varia dependendo da qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o recebida durante o seu desenvolvimento, mas geralmente medem um ter\u00e7o do tamanho da abelha A. mellifera (Figura 1).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">De forma geral, besouros da fam\u00edlia Nitidulidae utilizam como substrato material org\u00e2nico diverso, como frutas em decomposi\u00e7\u00e3o, geralmente danificadas por aves ou outros animais, ou simplesmente muito maduras e at\u00e9 carca\u00e7as de animais. Algumas esp\u00e9cies se alimentam tamb\u00e9m de frutos sadios, s\u00e3o vetores de leveduras e s\u00e3o consideradas pragas de frutos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O A. tumida, especificamente, \u00e9 considerado uma praga em colmeias de abelhas. Eles possuem agu\u00e7ada capacidade olfativa e s\u00e3o atra\u00eddos para as colmeias ou col\u00f4nias naturais pelo cheiro (compostos vol\u00e1teis), onde se alimentam de p\u00f3len, mel e crias, motivo pelo qual destroem favos com alimento ou crias e fazem uma \u201cverdadeira bagun\u00e7a\u201d, desorganizando todo o enxame e causando fermenta\u00e7\u00e3o do mel, devido \u00e0 presen\u00e7a de leveduras a eles associadas. Muitas vezes \u00e9 poss\u00edvel ver o mel fermentado escorrendo pelas laterais ou pelo alvado das colmeias afetadas conforme Figura 2. O cheiro \u00e9 bem caracter\u00edstico e percept\u00edvel.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1274\" aria-describedby=\"caption-attachment-1274\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1274\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Nota-300x179.jpg\" alt=\"Figura 2. Mel fermentado no favo, bem como mel fermentado escorrendo pela lateral da colmeia, ocasionados pela presen\u00e7a de A. tumida. Setas brancas indicam larvas de A. tumida no interior dos alv\u00e9olos. Fotos cedidas: Pettis, J. -USDA e Delong, D. - USP.\" width=\"300\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Nota-300x179.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Nota-150x90.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Nota-500x299.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_2_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1274\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2. Mel fermentado no favo, bem como mel fermentado escorrendo pela lateral da colmeia, ocasionados pela presen\u00e7a de A. tumida. Setas brancas indicam larvas de A. tumida no interior dos alv\u00e9olos. Fotos cedidas: Pettis, J. -USDA e Delong, D. &#8211; USP.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Um fato interessante \u00e9 que compostos vol\u00e1teis presentes no ferom\u00f4nio de alarme das abelhas tamb\u00e9m s\u00e3o produzidos pelas leveduras e acredita-se que est\u00e1 a\u00ed parte da explica\u00e7\u00e3o do porque os besouros s\u00e3o atra\u00eddos pelos enxames de abelhas e da rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima que os dois insetos apresentam, chegando ao ponto das abelhas alimentarem os besouros, regurgitando ao serem tocadas em suas mand\u00edbulas pelas antenas do besouro, muito embora tais rela\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o sejam completamente compreendidas. Estudos comprovaram tamb\u00e9m a possibilidade de besouros adultos atacarem abelhas oper\u00e1rias jovens, que rec\u00e9m emergiram e que, portanto, apresentam exoesqueleto menos enrijecido. Acredita-se que essa estrat\u00e9gia seja adotada principalmente em virtude da necessidade das f\u00eameas do besouro apresentarem consider\u00e1vel necessidade de fonte proteica, j\u00e1 que o desenvolvimento de seus ov\u00e1rios demanda dieta proteica de qualidade (Figura 3).<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1275\" aria-describedby=\"caption-attachment-1275\" style=\"width: 256px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1275\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Nota-256x300.jpg\" alt=\"Figura 3. Sequ\u00eancia do comportamento predat\u00f3rio do besouro A. tumida adulto em rela\u00e7\u00e3o a abelhas A. mellifera. 1-3: estabelecendo contato. 4: induzindo trofalaxia (comportamento comum em insetos sociais que envolve troca nutricional e forma de comunica\u00e7\u00e3o). 5-6: besouro subindo no abd\u00f4men da abelha oper\u00e1ria e utilizando a mand\u00edbula entre os tergitos. 7: Abrindo o abd\u00f4men entre o terceiro e quarto tergitos. 8-9: besouro parcialmente dentro do abd\u00f4men pelo acesso entre tergitos.  Fotos: cedidas por Neumann, P. University of Bern. In: Pirk, C. W. W. and Neumann, P. J Insect Behavior (2013) 26:769 803. DOI 101007\/s10905 013 9392-6 .\" width=\"256\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Nota-256x300.jpg 256w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Nota-873x1024.jpg 873w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Nota-150x176.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Nota-426x500.jpg 426w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_3_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1275\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3. Sequ\u00eancia do comportamento predat\u00f3rio do besouro A. tumida adulto em rela\u00e7\u00e3o a abelhas A. mellifera. 1-3: estabelecendo contato. 4: induzindo trofalaxia (comportamento comum em insetos sociais que envolve troca nutricional e forma de comunica\u00e7\u00e3o). 5-6: besouro subindo no abd\u00f4men da abelha oper\u00e1ria e utilizando a mand\u00edbula entre os tergitos. 7: Abrindo o abd\u00f4men entre o terceiro e quarto tergitos. 8-9: besouro parcialmente dentro do abd\u00f4men pelo acesso entre tergitos. Fotos: cedidas por Neumann, P. University of Bern. In: Pirk, C. W. W. and Neumann, P. J Insect Behavior (2013) 26:769 803. DOI 101007\/s10905 013 9392-6 .<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Sabe-se que o besouro tem origem na \u00c1frica e que as consequ\u00eancias da presen\u00e7a dele para a atividade ap\u00edcola naquele continente n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o graves quanto \u00e0s verificadas no continente Norte Americano, estando mais relacionada aos preju\u00edzos causados ao mel contido nos favos estocado em salas de extra\u00e7\u00e3o, antes de serem centrifugados (onde as abelhas est\u00e3o ausentes para efetuar defesa). Nesses ambientes temperatura e umidade s\u00e3o adequadas \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o da praga. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nos EUA a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que se fa\u00e7a a extra\u00e7\u00e3o do mel o quanto antes (1-3 dias), devido \u00e0 possibilidade de ovos eclodirem, se presentes. Assim, se os quadros de mel forem deixados por mais tempo sem que sejam centrifugados, ovos dos besouros (eventualmente j\u00e1 presentes nos favos) podem eclodir e as larvas ir\u00e3o destruir os op\u00e9rculos mecanicamente, al\u00e9m de ocorrer consumo e, principalmente, fermenta\u00e7\u00e3o do mel. Nos EUA, quando a infesta\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente, \u00e9 poss\u00edvel ver centenas de larvas dos besouros se arrastando sobre o ch\u00e3o de salas de mel, em busca de solo para empuparem (j\u00e1 que essa fase ocorre no solo, conforme ser\u00e1 visto em detalhes a seguir). H\u00e1 recomenda\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o de umidade abaixo de 50% no local onde o mel encontra\u00adse estocado, previamente \u00e0 extra\u00e7\u00e3o, assim ocorre ressecamento de ovos, se eventualmente presentes (Figura 4).<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1276\" aria-describedby=\"caption-attachment-1276\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_4_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1276\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_4_Nota-300x193.jpg\" alt=\"Figura 4. Ovos de A. tumida. \u00c0 esquerda ovos \u00edntegros, \u00e0 direita ovos ressecados em virtude da umidade abaixo de 50%. Foto: cedida por Pettis, J. - USDA.\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_4_Nota-300x193.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_4_Nota-150x96.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_4_Nota-500x321.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_4_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1276\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4. Ovos de A. tumida. \u00c0 esquerda ovos \u00edntegros, \u00e0 direita ovos ressecados em virtude da umidade abaixo de 50%. Foto: cedida por Pettis, J. &#8211; USDA.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Depois da extra\u00e7\u00e3o do mel, os favos contendo res\u00edduos de mel tamb\u00e9m atraem os besouros. \u00c9 recomend\u00e1vel proteg\u00ea-los, colocando rapidamente as melgueiras com quadros j\u00e1 centrifugados sobre as colmeias, ou deixando-as expostos para que as abelhas fa\u00e7am a pilhagem do mel dos favos, limpando-os. O perigo desta \u00faltima op\u00e7\u00e3o \u00e9 que em termos sanit\u00e1rios essa t\u00e9cnica \u00e9 sempre um risco de dispers\u00e3o de outras doen\u00e7as como aquelas transmitidas por bact\u00e9rias, por exemplo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outra constata\u00e7\u00e3o importante \u00e9 que quando as colmeias de abelhas s\u00e3o alimentadas com dietas proteicas, \u00e9 importante que as abelhas tenham como cobrir e proteger a dieta, porque estas pastas proteicas s\u00e3o bastante atrativas para os besouros, cujas larvas desenvolvem rapidamente neste meio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Devemos nos preocupar com a presen\u00e7a do A. tumida no Brasil?<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Sim, pois a infesta\u00e7\u00e3o pode trazer consider\u00e1veis preju\u00edzos econ\u00f4micos para a atividade ap\u00edcola devido \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o destrutiva nas colmeias e tamb\u00e9m em favos estocados, previamente \u00e0 extra\u00e7\u00e3o do mel. Al\u00e9m disso, pode invadir ninhos de esp\u00e9cies n\u00e3o-Apis (h\u00e1 relatos de infesta\u00e7\u00e3o em ninhos de Mellipona beecheii em Cuba e testes feitos com Bombus tamb\u00e9m evidenciaram esta possibilidade). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Embora n\u00e3o saibamos sobre como as abelhas A. mellifera africanizadas ir\u00e3o se comportar diante deste novo intruso, sabemos que, por ter origem na \u00c1frica e por estar em contato com as abelhas africanas h\u00e1 milh\u00f5es de anos, ocorreram certas adapta\u00e7\u00f5es nesta conviv\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u00c9 importante ressaltar que as abelhas africanizadas s\u00e3o mais propolizadoras do que as subesp\u00e9cies europeias e este \u00e9 um importante mecanismo de defesa, como j\u00e1 se tem conhecimento. As abelhas constroem pequenas barreiras com pr\u00f3polis, na tentativa de encurralar os besouros e muitas vezes aprision\u00e1-los, estrat\u00e9gia eficiente, dependendo da intensidade da infesta\u00e7\u00e3o e da capacidade propolizadora da col\u00f4nia. As abelhas africanizadas tamb\u00e9m apresentam o comportamento higi\u00eanico mais eficaz do que as europeias (podendo atuar na limpeza de ovos e larvas do invasor). Todavia, n\u00e3o podemos esquecer que as abelhas africanizadas s\u00e3o h\u00edbridos e, portanto, uma mistura de subesp\u00e9cies europeias e africana, al\u00e9m do fato de estarem sendo expostas a esta praga apenas recentemente, pelo menos at\u00e9 onde se sabe. Preocupa-nos muito as colmeias de regi\u00f5es onde os apicultores tem costume de introduzir rainhas europeias em suas colmeias. Apesar de serem mais d\u00f3ceis para se trabalhar, estas col\u00f4nias s\u00e3o menos resistentes a diferentes doen\u00e7as e, provavelmente, tamb\u00e9m ser\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Aethina tumida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Assim, toda aten\u00e7\u00e3o \u00e9 pouca quanto ao combate desta praga, principalmente por estarmos em um pa\u00eds tropical, com disponibilidade de substrato apreciado pelo besouro (frutas) e, principalmente, pela preocupa\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s abelhas n\u00e3o-Apis, as quais apresentam capacidade de defesa mais limitada, embora vari\u00e1vel de acordo com a esp\u00e9cie. Se pensarmos que os besouros s\u00e3o atra\u00eddos pelo odor de fermenta\u00e7\u00e3o, podemos imaginar que compostos que emanam de col\u00f4nias de Meliponas e Trigonas exercer\u00e3o tal atra\u00e7\u00e3o. H\u00e1, ainda, relatos de col\u00f4nias de Bombus infestadas experimentalmente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Como \u00e9 o ciclo de vida do A. tumida?<\/b> <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1286\" aria-describedby=\"caption-attachment-1286\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1286\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela1-300x171.jpg\" alt=\"Tabela 1. Ciclo de vida do A. tumida1 2 1 Adaptado de Annand, N. (In: Primefact 764, NSW DPI. Governo da Austr\u00e1lia).  2 Varia\u00e7\u00f5es se devem \u00e0s diferen\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.\" width=\"300\" height=\"171\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela1-300x171.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela1-1024x583.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela1-150x85.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela1-500x285.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Tabela1.jpg 1144w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1286\" class=\"wp-caption-text\">Tabela 1. Ciclo de vida do A. tumida1 2<br \/>1 Adaptado de Annand, N. (In: Primefact 764, NSW DPI. Governo da Austr\u00e1lia).<br \/>2 Varia\u00e7\u00f5es se devem \u00e0s diferen\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O A. tumida passa pelo processo de metamorfose completa, que compreende as fases de ovo, de larva e de pupa, at\u00e9 se transformar em inseto adulto (Tabela 1).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Essas transforma\u00e7\u00f5es ocorrem parte dentro da colmeia e parte fora da colmeia (Figura 5).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Alguns aspectos do comportamento reprodutivo da esp\u00e9cie ainda n\u00e3o est\u00e3o muito claros, incluindo detalhes como o n\u00famero de vezes que a f\u00eamea pode ser copulada. Por\u00e9m, muitos outros aspectos j\u00e1 s\u00e3o conhecidos e j\u00e1 se sabe que o acasalamento pode ocorrer dentro ou fora da colmeia.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1277\" aria-describedby=\"caption-attachment-1277\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_5_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1277\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_5_Nota-300x193.jpg\" alt=\"Figura 5. Representa\u00e7\u00e3o do ciclo de vida do A. tumida.\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_5_Nota-300x193.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_5_Nota-150x96.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_5_Nota-500x321.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_5_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1277\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5. Representa\u00e7\u00e3o do ciclo de vida do A. tumida.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As f\u00eameas do besouro, ap\u00f3s copuladas, fazem postura no interior da colmeia (cerca de 1.000 a 2.000 ovos\/f\u00eamea), sendo percept\u00edveis pequenos aglomerados de ovos, em caso de infesta\u00e7\u00f5es elevadas. Estas aglomera\u00e7\u00f5es podem estar em frestas ou nas molduras dos quadros e tamb\u00e9m em alv\u00e9olos contendo p\u00f3len ou crias. Nesse caso \u00e9 poss\u00edvel perceber op\u00e9rculos de crias parcialmente perfurados e ao abrir encontramos os ovos, que s\u00e3o de formato muito parecido com os ovos das abelhas (elipsoide), por\u00e9m com dois ter\u00e7os do tamanho. Com ovipositor fino e flex\u00edvel a f\u00eamea do besouro consegue colocar seus ovos em frestas com certa facilidade, e o faz visando proteg\u00ea-los do comportamento higi\u00eanico das abelhas. O tamanho aproximado do ovo \u00e9 entre 1 e 1,4mm de comprimento e 0,26mm de largura e a cor \u00e9 branco-perolada, conforme pode ser visto no detalhe da (Figura 6). H\u00e1 relatos de oviposi\u00e7\u00e3o em crias operculadas tamb\u00e9m pela parede da c\u00e9lula vazia adjacente, n\u00e3o havendo, portanto perfura\u00e7\u00e3o do op\u00e9rculo. O ovo eclode em 1-6 dias (normalmente 2-3 dias) dando origem a larvas que se alimentam de p\u00f3len, de mel e de crias, desorganizando completamente o enxame de abelhas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1278\" aria-describedby=\"caption-attachment-1278\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_6_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1278\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_6_Nota-300x122.jpg\" alt=\"Figura 6. Ovos de A. tumida em c\u00e9lulas de crias. A seta branca indica a abertura no op\u00e9rculo, por onde a f\u00eamea do besouro fez a oviposi\u00e7\u00e3o. Os ovos s\u00e3o mostrados em detalhe, \u00e0 direita. Foto: cedida por Delaplane, K (University of Georgia Extension Bulletin, 2011. Foto detalhe por Neumann, P. University of Bern.\" width=\"300\" height=\"122\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_6_Nota-300x122.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_6_Nota-150x61.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_6_Nota-500x203.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_6_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1278\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6. Ovos de A. tumida em c\u00e9lulas de crias. A seta branca indica a abertura no op\u00e9rculo, por onde a f\u00eamea do besouro fez a oviposi\u00e7\u00e3o. Os ovos s\u00e3o mostrados em detalhe, \u00e0 direita. Foto: cedida por Delaplane, K (University of Georgia Extension Bulletin, 2011. Foto detalhe por Neumann, P. University of Bern.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As larvas do besouro apresentam fileiras de espinhos no dorso (nas costas) e n\u00e3o possuem pseudopernas ou falsas pernas nos segmentos abdominais, sendo estas duas importantes caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas que as diferenciam das larvas das tra\u00e7as. Possuem tamb\u00e9m tr\u00eas pares de pernas tor\u00e1cicas (Figura 7). Larvas maduras de A. tumida medem cerca de 1cm (podendo variar dependendo da nutri\u00e7\u00e3o recebida) e a colora\u00e7\u00e3o varia de esbranqui\u00e7adas a creme. J\u00e1 o tamanho das larvas das tra\u00e7as que atacam a cera varia n\u00e3o apenas dependendo da idade, mas tamb\u00e9m da esp\u00e9cie. Existem duas esp\u00e9cies de tra\u00e7as, a maior \u00e9 a Galleria mellonella e, a menor, \u00e9 a Achroia grisella, cuja larva chega a 2cm quando madura.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1279\" aria-describedby=\"caption-attachment-1279\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_7_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1279 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_7_Nota-300x208.jpg\" alt=\"Figura 7. Larva de tra\u00e7a (acima) e larva de A. tumida (abaixo), com indica\u00e7\u00e3o de detalhes que as diferenciam. Foto: Pettis, J. (USDA), adaptada por : Teixeira, E. W. (APTA).\" width=\"300\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_7_Nota-300x208.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_7_Nota-150x104.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_7_Nota-500x347.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_7_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1279\" class=\"wp-caption-text\">igura 7. Larva de tra\u00e7a (acima) e larva de A. tumida (abaixo), com indica\u00e7\u00e3o de detalhes que as diferenciam. Foto: Pettis, J. (USDA), adaptada por : Teixeira, E. W. (APTA).<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A fase destrutiva do ciclo de vida do besouro A. tumida em rela\u00e7\u00e3o aos enxames de abelhas \u00e9 a fase larval conforme pode ser observado na Figura 8. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Com cerca de 13 dias, ao final da fase de alimenta\u00e7\u00e3o da larva do A. tumida, as larvas maduras caem no solo, onde permanecem por cerca de 3 dias e se enterram no solo, pr\u00f3ximo \u00e0s colmeias e tornam-se pupas a cerca de 10cm de profundidade (1\u00ad20cm), ficando neste est\u00e1gio em tais c\u00e2maras de pupa\u00e7\u00e3o por cerca de 21-28 dias (diferentemente da tra\u00e7a, que passa pela fase de pupa dentro da colmeia).<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1280\" aria-describedby=\"caption-attachment-1280\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_8_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1280\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_8_Nota-300x98.jpg\" alt=\"Figura 8. Larvas de A. tumida sobre os favos. Foto: Neumann, P. - University of Bern.\" width=\"300\" height=\"98\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_8_Nota-300x98.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_8_Nota-150x49.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_8_Nota-500x164.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_8_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1280\" class=\"wp-caption-text\">Figura 8. Larvas de A. tumida sobre os favos. Foto: Neumann, P. &#8211; University of Bern.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A profundidade da c\u00e2mara de pupa\u00e7\u00e3o do besouro no solo varia dependendo do tipo de solo e, portanto, da maior ou menor facilidade que a larva de A. tumida encontra para penetrar no solo, podendo haver certo deslocamento dessa larva madura, antes da pupa\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia da colmeia \u2013 geralmente se afasta cerca de 18 a 20cm da colmeia mas h\u00e1 relatos de 50m de deslocamento, em virtude da rigidez do solo. A cor da pupa varia com a idade, indo de branca a marrom clara \u00e0 medida que vai sofrendo esclerotiza\u00e7\u00e3o (Figura 9), com o avan\u00e7o da idade da mesma e, ao se transformar em adulto, o imago ou besouro que acaba de emergir apresenta cor marrom clara.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1281\" aria-describedby=\"caption-attachment-1281\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_9_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1281\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_9_Nota-300x209.jpg\" alt=\"Figura 9. Pupas de A. tumida, mostrando gradual esclerotiza\u00e7\u00e3o da cut\u00edcula (escurecimento e endurecimento). In: Features Creatures, Entomology and nematology\/FDACS\/DPI\/EDIS e Clemson University. Extension Bulletin, Oct. 2011, fotos da direita e da esquerda, respectivamente.\" width=\"300\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_9_Nota-300x209.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_9_Nota-150x104.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_9_Nota-500x348.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_9_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1281\" class=\"wp-caption-text\">Figura 9. Pupas de A. tumida, mostrando gradual esclerotiza\u00e7\u00e3o da cut\u00edcula (escurecimento e endurecimento). In: Features Creatures, Entomology and nematology\/FDACS\/DPI\/EDIS e Clemson University. Extension Bulletin, Oct. 2011, fotos da direita e da esquerda, respectivamente.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quando emergem, os besouros adultos (Figura 10) procuram por local que os abrigue e forne\u00e7a alimento, como colmeias de abelhas. As f\u00eameas, que geralmente s\u00e3o mais pesadas e um pouco mais longas do que os machos, s\u00e3o mais abundantes na colmeia e, depois de fecundadas, buscam por locais para fazer a postura, come\u00e7ando novo ciclo (Figura 5).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Na figura 11 \u00e9 poss\u00edvel observar o tamanho da larva madura, da pupa e do besouro adulto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Como estar vigilante e monitorando suas colmeias<\/b> <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1282\" aria-describedby=\"caption-attachment-1282\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_10_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1282\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_10_Nota-300x230.jpg\" alt=\"Figura 10. A. tumida adulto. Foto: Buss, L. I. - University of Florida (in: Features Creatures Entomology And Nemautology - FDACS\/DPI\/EDIS). Adaptado por: Teixeira, E.w. (APTA).\" width=\"300\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_10_Nota-300x230.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_10_Nota-150x115.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_10_Nota-500x383.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_10_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1282\" class=\"wp-caption-text\">Figura 10. A. tumida adulto. Foto: Buss, L. I. &#8211; University of Florida (in: Features Creatures Entomology And Nemautology &#8211; FDACS\/DPI\/EDIS). Adaptado por: Teixeira, E.w. (APTA).<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Conforme apresentado, algumas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas do A. tumida podem ser relativamente f\u00e1ceis de serem identificadas e auxiliam os apicultores e o cidad\u00e3o em geral a agirem como verdadeiros sentinelas, sempre atentos. Mesmo que suspeitando da presen\u00e7a do inseto, \u00e9 importante colet\u00e1-lo, entrando em contato imediato com a Defesa Agropecu\u00e1ria (vide lista ao final), para que esta efetue envio para correta identifica\u00e7\u00e3o (no Brasil, at\u00e9 o momento, especialistas do Instituto Biol\u00f3gico\/APTA, SAA-SP fazem a identifica\u00e7\u00e3o por meio de caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Al\u00e9m da inspe\u00e7\u00e3o visual cuidadosa nos favos, \u00e1rea de cria, fundo, frestas, laterais da colmeia etc., o apicultor pode utilizar alguns tipos de armadilhas colocadas no fundo da colmeia, apenas para saber se o besouro est\u00e1 presente ou n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1283\" aria-describedby=\"caption-attachment-1283\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_11_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1283\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_11_Nota-300x187.jpg\" alt=\"Figura 11. Imagem da larva (1), da pupa (2) e do besouro adulto (3) de A. tumida.\" width=\"300\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_11_Nota-300x187.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_11_Nota-150x93.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_11_Nota-500x311.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_11_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1283\" class=\"wp-caption-text\">Figura 11. Imagem da larva (1), da pupa (2) e do besouro adulto (3) de A. tumida.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Diversos tipos de armadilhas t\u00eam sido adotados nos EUA, mas o modelo mais simples \u00e9 o confeccionado de pl\u00e1stico do tipo corrugado, ou polionda, que pode ser adquirido no mercado e cortado em tiras medindo 75x500mm (com orif\u00edcios de 4mm) (Figura 12). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Nessas armadilhas, os besouros adultos entram nos pequenos \u201ct\u00faneis\u201d do corrugado, em busca de prote\u00e7\u00e3o e abrigo, ficando fora do alcance das abelhas (lembrando que a medida inferior do espa\u00e7o abelha \u00e9 6mm, o seja, orif\u00edcios maiores do que esta medida podem permitir a entrada das abelhas). Essas armadilhas podem ser feitas de pl\u00e1stico por serem reutiliz\u00e1veis, mas papel\u00e3o corrugado tamb\u00e9m serve, embora demande prote\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie superior e inferior com fita adesiva ou outro material que a proteja das abelhas, pois facilmente roem o papel\u00e3o. Em ambos os casos as armadilhas s\u00e3o colocadas no fundo da colmeia. O tamanho sugerido se ajusta perfeitamente ao comprimento do fundo da colmeia que \u00e9 de 60cm, podendo ser colocadas e retiradas pelo alvado para verifica\u00e7\u00e3o a cada 24-72 horas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1284\" aria-describedby=\"caption-attachment-1284\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_12_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1284\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_12_Nota-300x277.jpg\" alt=\"Figura 12. Armadilha de pl\u00e1stico corrugado, tipo Schafer et al. 2008. Apenas para verificar se h\u00e1 presen\u00e7a do besouro A. tumida na colmeia. Foto: cedida por DeJong, D. USP. Foto: Ellis, J. \u2013 University of Florida. Foto: cedida por Pettis, J.-USDA.\" width=\"300\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_12_Nota-300x277.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_12_Nota-270x250.jpg 270w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_12_Nota-150x139.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_12_Nota-500x462.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_12_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1284\" class=\"wp-caption-text\">Figura 12. Armadilha de pl\u00e1stico corrugado, tipo Schafer et al. 2008. Apenas para verificar se h\u00e1 presen\u00e7a do besouro A. tumida na colmeia. Foto: cedida por DeJong, D. USP. Foto: Ellis, J. \u2013 University of Florida. Foto: cedida por Pettis, J.-USDA.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 colocar um peda\u00e7o de pano (aproximadamente 15x15cm) sobre os quadros (Figura 13). Embora a op\u00e7\u00e3o do pano sobre os quadros tenha se mostrado positiva nos EUA, uma vez que os besouros ficam presos e as abelhas conseguem se libertar desfiando o tecido com a mand\u00edbula, no Brasil, esta op\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 recomend\u00e1vel em colmeias fracas. Testes recentemente feitos em api\u00e1rios experimentais da APTA e da USP mostraram que em colmeias fortes, as abelhas africanizadas conseguem destruir o pano por completo e, muitas vezes, jogar os restos remanescentes para fora da colmeia. O tipo de tecido utilizado nos EUA \u00e9 semelhante ao que se utiliza no Brasil em cozinhas (pano de pia reutiliz\u00e1vel). Todavia, com as abelhas africanizadas, modelos mais espessos e pass\u00edveis de serem desfiados pelas abelhas s\u00e3o mais recomend\u00e1veis. Nesses testes feitos no Brasil n\u00e3o foi poss\u00edvel testar a efici\u00eancia do pano na captura dos besouros, apenas na capacidade de desfiar das abelhas, j\u00e1 que em tais locais o besouro n\u00e3o est\u00e1 presente.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1285\" aria-describedby=\"caption-attachment-1285\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_13_Nota.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1285\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_13_Nota-300x263.jpg\" alt=\"Figura 13. Pano utilizado sobre os quadros onde os besouros permanecem presos e as abelhas conseguem se libertar, desfiando o tecido. Apenas para verificar a presen\u00e7a do besouro A. tumida na colmeia. Foto: Dejong, D. - USP.\" width=\"300\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_13_Nota-300x263.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_13_Nota-150x132.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_13_Nota-500x438.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Figura_13_Nota.jpg 886w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1285\" class=\"wp-caption-text\">Figura 13. Pano utilizado sobre os quadros onde os besouros permanecem presos e as abelhas conseguem se libertar, desfiando o tecido. Apenas para verificar a presen\u00e7a do besouro A. tumida na colmeia. Foto: Dejong, D. &#8211; USP.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Como minimizar a presen\u00e7a do besouro nas colmeias?<\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Mantendo as col\u00f4nias fortes e selecionando-as para comportamento higi\u00eanico, j\u00e1 que aumentam as chances de elimina\u00e7\u00e3o de ovos e larvas por parte das abelhas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Col\u00f4nias fracas n\u00e3o conseguem se defender da infesta\u00e7\u00e3o do besouro, que geralmente ocorre por meio de propoliza\u00e7\u00e3o (construindo esp\u00e9cies de barreiras) ou por meio de comportamento higi\u00eanico, efetuando a retirada dos ovos e das larvas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Assim, deve ser adotado manejo adequado, no sentido de manter rainhas jovens, com boa postura, de forma a permitir renova\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o, para que bom efetivo de abelhas adultas possa atuar nessas a\u00e7\u00f5es de combate ao invasor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A renova\u00e7\u00e3o de quadros velhos por novos ajuda, n\u00e3o apenas no espa\u00e7o para postura de uma rainha prol\u00edfica, como tamb\u00e9m na elimina\u00e7\u00e3o de quadros mais velhos que contenham p\u00f3len estocado em excesso e velho (n\u00e3o mais consumido pelas abelhas) mas que serve de fonte proteica para as fases imaturas do besouro, al\u00e9m das crias que tamb\u00e9m servem de fonte proteica para o invasor. Assim, sem adequada ingest\u00e3o proteica a reprodu\u00e7\u00e3o do besouro pode entrar em decl\u00ednio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Outro fator relevante a ser evitado \u00e9 a manipula\u00e7\u00e3o excessiva e desnecess\u00e1ria das col\u00f4nias, uma vez que se configura em fator de estresse e vulnerabilidade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">As recomenda\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de local de instala\u00e7\u00e3o de api\u00e1rios tamb\u00e9m auxiliam sobremaneira nessa preven\u00e7\u00e3o, uma vez que a pupa\u00e7\u00e3o do besouro \u00e9 facilitada em solos \u00famidos e moles ou pouco r\u00edgidos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Evitar introduzir col\u00f4nias capturadas na natureza imediatamente em api\u00e1rios de produ\u00e7\u00e3o. O risco sanit\u00e1rio \u00e9 grande. N\u00e3o apenas nesse caso, mas tamb\u00e9m quando se utiliza alimenta\u00e7\u00e3o suplementar proteica com p\u00f3len de origem desconhecida ou quando se adquire colmeias povoadas de origem desconhecida. Aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser dada \u00e0s vestimentas ap\u00edcolas utilizadas em diferentes api\u00e1rios, aos utens\u00edlios comuns como form\u00f5es, fumigadores, al\u00e9m de troca de quadros entre col\u00f4nias, podendo esta ser uma forma de contribuir com a dispers\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Literatura consultada:<a href=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box-cian-final-de-materia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-1272 size-medium\" src=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box-cian-final-de-materia-300x84.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"84\" srcset=\"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box-cian-final-de-materia-300x84.jpg 300w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box-cian-final-de-materia-1024x285.jpg 1024w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box-cian-final-de-materia-150x42.jpg 150w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box-cian-final-de-materia-500x139.jpg 500w, https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Box-cian-final-de-materia.jpg 1123w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/b> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ADAPI. Governo do Piau\u00ed. Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica: Objetivos. www.adapi.pi.gov.br\/vigilancia-epidemiologica\/objetivos. Acesso em 16\/03\/16. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Agroscope-Pests. http:\/\/www.agroscope.admin.ch\/imkerei\/00316\/00327\/index.html?lang=en. Acesso em 16\/03\/16. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Annad, N. 2006. NSW-DPI. Small hive beetle management options. Prime Facts 764.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">https:\/\/www.dpi.nsw.gov.au\/__data\/assets\/pdf_file\/0010\/220240\/small-hive-beetle\u00admanagement-options.pdf Acesso em 16\/03\/16. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">ANSES Sophia Antipolis (France), FERA (United Kingdom), FLI (Germany), IZSVe (Italy). Small hive beetle. Vers\u00e3o February 2015. file:\/\/\/C:\/Users\/DEPTO\/Downloads\/EURL_SHB.pdf. Acesso 16\/03\/16. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Benda, N. D., Boucias, D., Torto, B., Teal, P. 2008. Detection and characterization of KAdamaea ohmeri associated with small hive beetle Aethina tumida infesting honey bee hives. Journal of Apicultural Research and Bee World, 47, p. 194-201. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Fernandes, D. R. R., Ben\u00e1, D. C., Lara, R. I. R., Ide, S., Perioto, N. W. 2012. Nitidulidae (Coleoptera) associados a frutos de caf\u00e9 (Coffea arabica L.). Coffe Science, 7, p. 135-138. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Hood, M. Small hive beetle IPM. Clemsom University. http:\/\/www.clemson.edu\/psapublishing\/Pages\/Entom\/EB160.pdf. Acesso em 16\/03\/16. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Lundie, A. E. 1940. The small hive beetle Aethina tumida. Scientific Bulletin 220. Dep. Agric. Forestry, Gov. Printer. Pretoria. South Africa. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Neumann, P., Elzen, P. J. 2004. 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Revista de Salud Animal, 36, p. 201\u00ad &#8211; 204. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pettis, J., Shimanuki, H. 2000. Observations on the Small Hive Beetle, Aethina tumida Murray, in the United States. American Bee Journal, February, p. 152-155. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Pirk, C. W. W., Neumann, P. 2013. Small hive beetle are facultative predators of adult honey bees. Journal of Insect Behavior, 26, p. 796-803. DOI 10.1007\/s10905-013-9392\u00ad6. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Schafer, M. O., Pettis, J., Ritter, W., Neumann, P. 2008. A scientific note on quantitative diagnosis of small hive beetles, Aethina tumida, in the field. Apidologie, 39, p. 564-565.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Schmolke, M. D. 1974. A study of Aethina tumida: the small Hive Beetle. Project Report. University of Rhodesia, p. 178.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">University of Florida. Feature Criatures \u2013 Entomology and Nematology. Aethina tumida Murray (Insecta: Coleoptera: Nitidulidae). http:\/\/entnemdept.ufl.edu\/creatures\/misc\/bees\/small_hive_beetle.htm. Acesso em 16\/03\/16. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aethina tumida Murray (Coleoptera, nitidulidae), o pequeno besouro das colmeias, chega ao Brasil \u00c9rica Weinstein Teixeira1, David de Jong2, Aroni SAttler3, Dejair Message4 1 Laborat\u00f3rio de Sanidade Ap\u00edcola (LASA), P\u00f3lo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1256,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"pmpro_default_level":"","_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"class_list":["post-1264","page","type-page","status-publish","hentry","pmpro-has-access"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1264"}],"collection":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1264"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1268,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1264\/revisions\/1268"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apacame.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}