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PRESIDENTE DA ABEMEL LIDERA TRABALHO DE ELABORAÇÃO DO PADRÃO INTERNACIONAL
DE PRÓPOLIS NA ISO

Foto 1  - Reunião ISO – Paris, 2019 Terry Braggins (Nova Zelândia) e Dra. Andresa Berretta (Presidente ABEMEL).

Foto 1 – Reunião ISO – Paris, 2019
Terry Braggins (Nova Zelândia) e Dra. Andresa Berretta (Presidente ABEMEL).

Imagino que alguma vez na vida você já tenha ouvido falar em própolis ou já tenha até utilizado para aumentar sua imunidade ou tratar sua dor de garganta. Seja na forma de gotinhas, spray ou misturado aos méis, a própolis faz muito bem à saúde, e ela já está bem regulada no Brasil. Atualmente, a própolis, seja como matéria-prima ou extrato, tem regras de identidade e qualidade que devem ser seguidas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) também já contemplou a própolis nas normas de suplementos alimentares e com isso, houve uma grande abertura em oportunidades para inovação no Brasil.

Apesar do arcabouço legal já existente, temos grandes barreiras regulatórias para exportação de própolis “in natura” ou em extrato, pois cada país tem sua regulação própria e essas regulações estão pautadas nas própolis desses países, que são diferentes das própolis do Brasil.

Nesse sentido, a ISO (Organização Internacional para Padronização – em inglês: International Organization for Standardization), é uma entidade que congrega os órgãos de padronização/normalização de 162 países, e aprova normas internacionais em um grande número de áreas de interesse econômico e técnico. E foi aí que surgiu uma grande oportunidade para o mercado apícola, a elaboração de um padrão internacional de identidade e qualidade de própolis para padronizar, em âmbito internacional, os parâmetros que as diferentes própolis precisam atender para poderem ser consideradas própolis e terem entradas nos mais variados países.

Vários países estão participando da construção desse documento que foi iniciado pela China. Uma votação pelos países membros da ISO aprovou a presidente da ABEMEL, Dra. Andresa Berretta, como convenor para a condução desse importante trabalho. Escolha que não foi por acaso, já que Dra. Andresa Berretta vem realizando pesquisas científicas com própolis há mais de 20 anos, fez sua graduação e pós-graduação na USP de Ribeirão Preto tendo já publicado mais de 35 trabalhos na área, e com depósito de mais de 7 patentes, além de ter atuado no desenvolvimento de uma grande linha de produtos à base de produtos apícolas na Apis Flora, tradicional entreposto do segmento.

A função de um convenor junto ao grupo de trabalho da ISO é reunir pesquisadores e especialistas de todo o mundo, afim de tratar sobre o tema e trabalhar de forma a convergir o grupo para uma decisão consensual. As traduções literais da palavra levam à “convocador”, “organizador”, mas a função vai além desses conceitos e visa, principalmente, levar o grupo a convergir para uma decisão comum e gerar um documento que será observado por todo o mundo.

Quadro-finalAs reuniões para a construção desse documento estão acontecendo através de videoconferências mensais, e no mês de junho, o Brasil sediará a primeira reunião presencial do Grupo de Trabalho de Própolis (ISO/TC34/SC19/WG2) e a primeira reunião do Projeto de Padronização Internacional de Própolis, recebendo especialistas de todo o mundo.

As demandas e os impactos desse importante marco tem sido amplamente discutida na nossa associação, com objetivo de defender o interesse do nosso setor.

Os trabalhos estão em fase inicial, mas representarão um grande avanço para um maior reconhecimento e padronização da própolis brasileira em todo o mundo. Novidades e atualizações serão amplamente divulgadas, acompanhe os desdobramentos nas publicações do setor.