Artigo


AVALIAÇÃO DO USO DA TINTURA DE PRÓPOLIS NA QUIMIOPROFILAXIA E NO TRATAMENTO CLÍNICO DA MALÁRIA E DA DENGUE.

Dr. Gilvan Barbosa Gama – Apiterapeuta Holístico Piúma – ES

Este é o resumo do trabalho apresentado no primeiro Simprópolis na Universidade de Franca em agosto de 1999.

Segue abaixo pesquisa realizada na Amazônia, onde constatou-se ser o Extrato de própolis das abelhas, substância profilática e clínica no tratamento de patologias transmitidas por insetos hematófagos. Esta informação é repassada gratuitamente e, creio eu, venha ser de utilidade pública caso a vossa cidade venha a atravessar um surto de mosquitos e consequentes patologias transmitidas pelos mesmos.

PESQUISA DE CAMPO

O objetivo da pesquisa foi demonstrar na região norte do Brasil, em populações definidas de áreas endêmicas, a sensibilidade dos diversos tipos de malária ao poder antiparasitário da própolis; observando a sua ação repelente ao anofelino, quando ingerida e eliminada pela sudorese. Constatar e avaliar a sua eficácia clínica e tempo de supressão quando ministrada como dose primária em crise malárica

METODOLOGIA

A localidade endêmica pesquisada foi o garimpo Cuiú-Cuiú no Estado do Pará, onde na pesquisa de campo foi utilizada a técnica de avaliação rápida. Na primeira fase da pesquisa foram ministradas, em gotas, dosagens de tintura de própolis, em concentrações que variavam de 30% a 40%, a um grupo de trinta indivíduos, não portadores do plasmodium, durante trinta dias. Durante este período o grupo mostrou-se imune à picada de insetos e não houve nenhum caso de malária. Na segunda fase da pesquisa, após comprovado o efeito repelente, foram ministradas dosagens de própolis, em gostas, por via oral, a uma concentração de 40% em bruto, a trinta indivíduos portadores do plasmodium, em ataques primários de malária. Todos tiveram a febre e os demais sintomas da doença eliminados prontamente, persistindo em alguns casos apenas uma leve cefaleia.

RESULTADOS

Na avaliação de resposta quimioprofilática, a tintura de própolis a uma concentração variante de 30% a 40%, ingerida em 250 ml de água, mostrou-se um excelente repelente quando expelida pela sudorese, mantendo não só o anofelino, como também outros mosquitos afastados dos indivíduos, tornando-os protegidos das picadas, e por via de consequência, protegidos também das parasitemias e viroses que esses mosquitos pudessem transmitir. Na avaliação de respostas como tratamento clínico da malária, aqueles indivíduos que fizeram o uso da tintura de própolis a 40% em bruto, como dose de ataque, tiveram a supressão dos sintomas.

CONCLUSÃO E REPERCUSSÃO ESPERADA

As tinturas ministradas com diferentes graus de concentração mostraram-se eficazes na quimioprofilaxia e no tratamento clínico da malária. Acredita-se que numa prova terapêutica as flavonas encontradas na composição da própolis mostrem-se responsáveis por estes resultados. Diante desta e de tantas outras evidências sobre apiterápicos, aguarda-se por parte dos Órgãos da Saúde uma especial atenção e crédito. Espera-se também uma maior divulgação junto ao público, possibilitando um total conhecimento dos produtos apiterápicos, pois o seu campo de aplicação na saúde é vastíssimo, e por ter um custo bem menor que os medicamentos tradicionais, poderá melhorar a qualidade de vida das populações de baixo poder aquisitivo.

DADOS PARCIAIS PUBLICADOS

Diário do Congresso Nacional. Câmara do Deputados – Brasília – DF, setembro 1993, pg.18229. Sr. Fernando Diniz. Revista Brasileira de Apicultura, São Paulo 1992, pg.14. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 26(3):193, jul.-set, 1993.

JUSTIFICATIVA SANITÁRIA

Ninguém jamais seria tão insano, debiloide ou megalomaníaco o bastante para durante mais de 20 anos afirmar e pedir a prova e a contra prova de que o Extrato de Própolis das abelhas é ou não fármaco natural no tratamento da malária e da dengue.

Trata-se apenas, segundo as evidências e ao bom senso, da não intenção das nossas autoridades da Saúde em confirmar, via ensaio clínico, que tal substancia produzida pelas abelhas é repelente contra toda a sorte de mosquitos hematófagos. Com as patologias instaladas tal substancia, na malária, funciona como terapia associada às aminoquinoleínas e aos quinolinometanóis, sem permitir que estes apresentem efeitos colaterais, e na dengue funciona como um potente antiviral aumentando o número de plaquetas. A própolis é comprovadamente uma substância hemostática cumpre lembrar ainda que 30 a 40 gotas bebidas em meio copo de água a cada 8 horas em épocas de infestação de mosquitos, funciona como excelente repelente aos mesmos.

Quando ingerida não causa danos à saúde por ser atóxica. Esta dosagem sugerida é para adultos.

Para crianças de 0 a 10 anos, sugere-se dar as gotas corresponde a 1/4 do peso corporal. Embora seja atóxica, existem pessoas alérgicas à Própolis. Na dúvida fazer o teste alérgico.

Quadro-uso-da-tintura