Artigo


INCIDÊNCIA DO ÁCARO Varroa Destructor EM Apis Mellífera COM RAINHAS MODIFICADAS GENETICAMENTE E RAINHAS DE CAPTURA (DESCONHECIDAS).

OLIVEIRA, Bruna Marques¹; CARVALHO, Priscila Sousa¹

RESUMO:

O presente trabalho, teve como objetivo o controle do ácaro Varroa destructor de dois apiários na cidade de Campos Gerais Minas Gerais, totalizando oito colmeias pertencentes a dois apicultores, Apicultor 1 com o apiário localizado na região rural de Campos Gerais, Minas Gerais (situado nas coordenadas -21,1592025, -45,7269688), denominada Paraiso e o Apicultor 2 com o apiário localizado na região rural de Campos Gerais Minas Gerais (situado nas coordenadas -21,1902636, -457686980) denominada Paraíso. O controle ocorreu durante três meses do ano de 2017. Os objetivos principais, foram avaliar o grau de infestação entre colmeias de rainhas melhoradas geneticamente e colmeias com rainhas de captura (desconhecidas). Neste sentido, foi dada ênfase no grau de infestação da colmeia devido à: Rainha, local, clima, população do enxame e característica do enxame. Conclui-se que abelhas geneticamente modificadas o enxame é mais populoso, que acarreta um maior número de ácaros varroa. No que diz respeito a estação das coletas observamos que na primavera, que foi segunda coleta, o grau de infestação aumentou. Observamos que em nenhum dos apiários o nível tolerável de ácaro varroa foi ultrapassado.

Palavras-Chave:
Artigo. Varroa. Abelha. Colmeia. Enxame. Apiário.

INTRODUÇÃO:

Figura-1

Figura 1: figura de um ácaro varroa vista de uma lupa Fonte: http://mites-and-parasites.org/wp-content/uploads/2015/07/Varroa-destructor.jpg

As abelhas africanizadas, hoje existentes em todo o Continente Americano, são poli-híbridos resultantes dos intercruzamentos entre as abelhas africanas Apis mellifera scutellata Linnaeus, introduzidas no Brasil em 1956 pelo pesquisador Dr. Kerr, e as várias subespécies européias que haviam sido introduzidas anteriormente à chegada das africanas no continente (Apis mellifera linguistica, Apis melífera mellifera, Apis mellifera carnica e Apis mellifera caucasica) com predominância de características das abelhas africanas. A sanidade pode afetar o desenvolvimento da apicultura, pois a A. mellifera (africanizada) como qualquer outro organismo vivo, é suscetível às doenças causadas por bactérias, vírus, fungos e outros parasitas e as desordens metabólicas, nutricionais e hormonais, além de intoxicações diversas (Carvalho 2004). Dentre os agentes causadores de doenças destaca-se o ácaro Varroa destructor (Anderson & Trueman), determinador da praga varroatose em abelhas Apis cerana Fabricius e A. mellifera que foi introduzido na apicultura brasileira no início de 1970 com nome de Varroa jacobsoni Oud. A varroa foi introduzida no Brasil, via Paraguai, isto é, apicultores brasileiros da região de Rio Claro, Estado de São Paulo, importaram rainhas de apicultores do Paraguai que já possuíam colônias de abelhas infestadas com o ácaro, que teria sido importado do Japão pela compra de rainhas daquele país (Morse & Gonçalves 1979). Sua classificação pertence à Ordem Parasitiformes, Subordem Mesostigmata, Família Varoidae e Espécie V. jacobsoni (Flechtmann 1975; Krantz 1978). Porém, essa classificação passou por uma modificação determinando ácaro Varroa destructor (Varroidae), foi introduzida no Brasil em 1972, dispersou-se rapidamente e, hoje é encontrada em todo o país. Nos últimos anos, as taxas de infestação nas colônias aumentaram e, em algumas regiões brasileiras, segundo Carneiro et al. (2007), já se assemelham às observadas na Europa.

Figura 2: A figura mostra a abelha rainha colocando no casulo uma nova abelha, quando ela volta para alimenta, já traz a varroa. Podendo matar ou infectar mais outros opérculos. Fonte:http://mites-and-parasites.org/wp-content/uploads/2015/07/Varroa-destructor.jpg.

Figura 2: A figura mostra a abelha rainha colocando no casulo uma nova abelha, quando ela volta
para alimenta, já traz a varroa. Podendo matar ou infectar mais outros opérculos.
Fonte:http://mites-and-parasites.org/wp-content/uploads/2015/07/Varroa-destructor.jpg.

Há algumas técnicas, que auxiliam na colmeia, que é a produção de abelhas rainhas, selecionando assim uma matriz e fazendo rainhas “filhas dela. Permitem, inclusive, a criação de rainhas em grandes quantidades, visando à comercialização.

A criação é feita em colmeias mantidas orfanadas que são denominadas colmeias de recria. Nelas, são utilizadas cúpulas moldadas em cera, que imitam realeiras, enxertadas com larvas novas de abelhas. As operárias das colmeias de recria, estimuladas pela orfandade e pela presença das cúpulas enxertadas, passam a alimentar com geleia real as larvas e fecham as cúpulas com cera. As realeiras que são formadas são colocadas em uma gaiola de nascimento, as quais são mantidas na própria colmeia de recria, até que eclodam. As rainhas recém-nascidas, ainda nas gaiolas, podem ser levadas para as colmeias onde se deseja substituir uma rainha, ou podem ser levadas para núcleos de fecundação, para, depois de fecundadas, serem introduzidas em colmeias de produção ou ainda serem comercializadas. (Silva E.C.A et al, 2012).

Varroa destructor (Anderson & Trueman, 2000), conhecido por varroa, é um ácaro superordem Parasitiformes, que infesta colónias de abelhas das espécies Apis cerana e Apis Mellifera dizimando as colmeias ao causar a doença chamada varroose ou varroatose. A Varroa ataca as colonias de Apis Mellifera, encontrada alojada geralmente no tórax e abdômen de zangões e operárias para se alimentar de hemolinfa (De Jong et al.,1982; Di Prisco et al., 2011).

Os ácaros causam danos de vários níveis de infestação; os mais conhecidos dos sintomas estão à má formação de diversos órgãos e a redução do peso de zangões e operárias, o que compromete a longevidade da população da colônia (Duay et al.,2003). Existe formas para minimizar os danos da infestação de varroa, como o melhoramento genético de abelhas rainhas e alguns acaricidas sintéticos foram desenvolvidos, como os organofosforados e piretroides. Entretanto, alguns desses produtos acarretam altos níveis de resistência às populações de ácaros (Lodesani, 2004), além da possibilidade de contaminarem o mel e a cera no interior da colônia (Bogdanov, 2006). Segundo Carneiro et al. (2007), já se assemelham às observadas na Europa. Tal situação tem incentivado estratégias para minimizar a resistência e o acúmulo desses resíduos químicos na cera e no mel. Assim, é crescente o interesse de pesquisadores por alternativas de combate às doenças e pragas, entre as quais está o controle de varroa por meio de produtos naturais que não contaminam o mel e a cera (Castagnino e Orsi, 2012) e a seleção de rainhas que apresentam maior comportamento higiênico.

As abelhas são insetos sociais de grande importância para o homem. Produzem mel, própolis pólen, geléia real, apitoxina e contribuem de forma significativa para a produção agrícola através da polinização das plantas (Wiese, 1985).

Uma das poucas atividades zootécnicas com baixíssimo impacto ambiental é a apicultura, por apresentar um retorno de capital em menos tempo, ainda é um fator de inserção social e de retenção do homem ao campo.

O Brasil, por possuir uma variada e grande flora apícola e um clima vantajoso e privilegiado, é um dos maiores produtores de mel do mundo, atendendo mercado interno e externo.

Com a crescente área da apicultura, vem surgindo mais especulações sobre os problemas, no caso a varroa, na qual esse artigo foi desenvolvido. No cuidado com seus apiários, realizamos um estudo no qual medimos a incidência desse ácaro em rainhas modificadas geneticamente e rainhas de captura (desconhecidas), chegando a conclusão da percentagem de ácaro presente nos apiários e comparando-os com a percentagem permitida de até 7%.

Através das pesquisas realizadas com os apicultores, existem alguns fatores que contribuem para a incidência do ácaro, como: Tipo de rainha, local, a estação, população do enxame e suas características.

No caso da abelha rainha, nas geneticamente modificadas, se espera que tenham um comportamento higiênico melhor, ao contrário das de capturas que não se tem tanta preocupação com a higiene, assim caracterizando cada enxame, se espelhando na rainha.

Quanto ao local, se é esperado que os enxames fiquem localizados o mais próximo possível de recursos necessários.

Sabe-se que no inverno as abelhas não saem muito da colmeia, ajuda evitar assim com que elas levem varroa para o enxame, já na primavera além de ter o clima quente, é época de florada propiciando uma maior saída em busca de suprimentos, aumentando a incidência de abelhas infestadas de varroa para seu enxame. Considerando essas duas estações, as de coleta.

Quando o enxame é mais populoso, há maior número de abelhas que saem da colmeia para buscar alimentos aumentando as chances de levar um alto número de varroa para seu enxame, ao contrário do menos populoso.

O estudo presente foi realizado com o intuito de avaliar o grau de infestação do ácaro varroa em dois apiários, um com rainhas modificadas geneticamente e outro com rainhas de captura, avaliando também a região, clima, população do enxame e características dos mesmos.

Organismo de estudo

As abelhas, como todos os seres vivos, são susceptíveis a várias doenças. No caso das abelhas, algumas doenças são causadas por microrganismos; por parasitas; e outras, ainda, por toxinas contidas no seu alimento (Carvalho, 1998).

Figura 3: A da figura estão as abelhas nos frascos depois de agitados na espera. B da figura foram colocadas as abelhas para a separação dos ácaros. C da figura são as contagens das abelhas. Fonte: Marques e Carvalho, 2017.

Figura 3: A da figura estão as abelhas nos frascos depois de agitados na espera. B da figura foram
colocadas as abelhas para a separação dos ácaros. C da figura são as contagens das abelhas.
Fonte: Marques e Carvalho, 2017.

Varroatose

Uma das pragas que mais causam problemas em abelhas, principalmente do gênero Apis, é a varroatose. Que é causada pelo ácaro varroa spp., sendo um ectoparasita que se aloja no corpo das abelhas, em geral, no tórax.

Identificada inicialmente por A. C. Oudemans em 1904 como parasita de abelhas asiáticas Apis cerana, na ilha de Java na Indonésia. Chegando ao Brasil em meados de 1972. Quando estabeleceu contato com as abelhas do gênero Apis melífera spp., ocorreu um grande impacto na apicultura mundial.

A fêmea e o macho apresentam grande dimorfismo sexual, principalmente de tamanho, coloração e forma do corpo. A fêmea adulta mede cerca de 1,1 -1,2 mm de largura e 1,5 – 1,6 mm de comprimento, podendo ser vista a olho nu, possui quatro pares de patas com ventosas para a fixação nas abelhas. Seu período de desenvolvimento é de sete a oito dias. O sistema respiratório da fêmea é adaptado a condições altas de gás carbônico (CO2), importante para a sua sobrevivência quando a célula está operculada; e também a condições de grande aeração das abelhas durante o voo. Os machos adultos são de cor amarelada, medem cerca de 0,85 mm de comprimento e 0,80 mm de largura. Eles possuem quelíceras modificadas para transferência dos espermatócitos, não conseguindo se alimentar, morrendo após a cópula sem afetar as abelhas adultas.

Figura 4: A da figura é a área do apicultor 1 Apicultor 1. B da figura Apicultor 2. Fonte: Google Maps, 2017.

Figura 4: A da figura é a área do apicultor 1 Apicultor 1. B da figura Apicultor 2.
Fonte: Google Maps, 2017.

O ácaro se alimenta de hemolinfa das abelhas e se reproduz em suas crias. As crias infestadas são afetadas em seu desenvolvimento, nascem com menor peso corporal e as adultas têm sua longevidade reduzida, sendo consideráveis os danos. Devido ao fato da abertura causada pela varroa, a abelha pode estar susceptível a entrada de microrganismos em seu sistema circulatório causando infecções, sendo mais prejudicada além da perda sanguínea. A abelha adulta é só um hospedeiro intermediário para o ácaro. O mais sério parasitismo ocorre nas larvas mais velhas, sendo as dos zangões as preferidas.

Geralmente só uma fêmea adulta entra na célula da cria, mas já foram observadas mais em crias de zangões. Antes de serem operculadas, as fêmeas fertilizadas entram nas células, levadas pelas abelhas nutrizes durante o seu trabalho de alimentação das larvas.

Comportamento higiênico das abelhas

Os primeiros estudos sobre o comportamento higiênico das abelhas foram feitos por Park (1937); Woodrow e States (1943); Rotherbuhler e Thompsn (1956), objetivando conhecer o papel do comportamento higiênico como um dos mecanismos de resistência a doenças.

Sendo assim, um dos mecanismos que impede a expansão da varroa spp. É o comportamento higiênico das abelhas.

As abelhas higiênicas são hábeis para detectar, desopercular e remover crias com doenças, mortas, danificadas ou infestadas de ácaros. Esse comportamento limita o potencial reprodutivo da varroa spp.

MATERIAIS E MÉTODOS

Área de estudos

Para a coleta, foram utilizados: álcool 70%, frasco para coleta, frasco com tampa para guardar os espécimes, caneta para marcar os potes, papel para anotações. O processo foi realizado em 4 colmeias por apiário, escolhidas de forma aleatória. Embora existam vários tipos coleta de abelhas, este método é o mais prático. Foi adicionado álcool 70% em um frasco (cerca de 1/3 da capacidade do frasco); coletado de 100 a 200 abelhas jovens (aderidas aos quadros de cria), num frasco numerado identificando a colmeia

Triagem

No laboratório, agite os frascos contendo as abelhas, espere no mínimo 10 minutos para os ácaros se desgrudarem, separe os ácaros das abelhas colocando em uma placa de pétri grande, conte o número de abelhas e anote no papel, conte os ácaros e anote no papel.

Coletas

Foram feitas duas coletas, sendo a primeira, dia 22 de agosto de 2017 no inverno, e a segunda dia 22 de outubro de 2017 na primavera. Com os EPI’s necessários para se manusear abelhas, entramos nos apiários. Com os materiais, coletamos as abelhas e a colocamos nos potes, levamos ao laboratório para a contagem. Escolhemos 4 exames de cada apiário de forma aleatória.

As áreas escolhidas foram na região rural de Campos Gerais- MG (“Situada na coordenadas -21º 14’ 06” S, -45º 45’ 31). Localizada no sul do Estado, clima da região é tropical e os solos férteis para a produção de café.

Clima

Na região onde se encontra os apiários, é uma região de mata, com clima predominantemente mais fresco e com chuvas no verão. Tendo uma primavera mais propícia para produção de mel. E sendo também mais propício para as varroas.

Características do Enxame

Apicultor 1: O enxame desse apicultor é mais defensivo e mais populoso. Tem uma quantidade de mel bem maior, e a higienização das abelhas é melhor em relação aos de captura.

Apicultor 2: O enxame desse apicultor é menos defensivo e a população é bem intermediaria. Tem uma quantidade menor de mel, a higienização é menor em relação as geneticamente modificadas.

RESULTADO E DISCUSSÃO

No fim dos estudos realizados, o resultado obtido foi que as abelhas do apicultor 1, que são as geneticamente modificadas, na primeira coleta teve uma média de 4,55% de incidência do ácaro da varroa, enquanto na segunda coleta teve um aumento de 0,69%. Já as abelhas do apicultor dois, que são as de captura, teve uma média de 3,27% na primeira coleta e se manteve com a mesma percentagem na segunda coleta. Levando em consideração que os enxames do apicultor 1 é bem mais populoso e defensivo do que a do apicultor 2.

As tabelas foram divididas em primeira e segunda coleta de forma horizontal, e da forma vertical em Apicultor 1 e Apicultor 2. “Nº” são as colmeias analisadas, “ABELHAS” são a quantidade coletada de abelhas, “VARROAS” é a quantidade obtida de varroas na coleta da colmeia pertencente, e “TOTAL” é a percentagem total da coleta da colmeia.

O grau de infestação aceitável em uma colmeia é até 7%. Quando a percentagem de infestação é igual ou inferior que 7%, temos cerca de um mês para efetuar os tratamentos contra varroa. Quando esse número ronda os 15% ou próximo desse valor, não podemos demorar mais de uma semana para aplicar o acaricida ou trocar sua rainha. Quando o resultado encontrado é igual ou superior a 20/25% devemos tratar imediatamente e acompanhar as colmeias infestadas com mais frequência.

Mesmo ocorrendo adaptação por parte das abelhas com o ácaro, segundo Allen & Ball (1996) existe o risco de doenças causadas pela varroa e é preocupante, esse ácaro atua também como vetor de agentes patogênicos, aumentando a incidência de enfermidades e doenças podendo ser dispersas para outras regiões onde essas doenças não estão presentes. A disseminação do ácaro pelas colmeias é facilitada por diversos fatores, e um dos que contribuem para isso é o fato das fêmeas preferirem ovipositar nos alvéolos que contém cria de zangão – a única casta que não possui cheiro específico – dando a possibilidade de entrar em qualquer colmeia sem ser molestado pelas abelhas tornando fácil a sua disseminação pelas colmeias do apiário. Sendo necessário respeitar a distância mínima entre apiários de 3 km, não apenas pela disseminação do ácaro entre apiários, evitar a sobrecarga do pasto apícola, que ocasionará redução no forrageamento das abelhas, o que pode resultar: na escassez de alimento na colmeia, na redução da oviposição realizada pela rainha, na diminuição na população de abelhas e enfraquecimento da colmeia, tornando-a suscetível ao ataque e aumento dos índices do ácaro da varroose. A preferência do V. destructor por células de zângões também tem sido observada em abelhas africanizadas (Calderone & Kuenen 2001).

Foi observado que há uma preferência, um fator inerente à larva de zangão. Conforme esses mesmos autores observaram, os níveis de infestação são influenciados por fatores ambientais, fatores intrínsecos do hospedeiro, ou resultantes da interação destes fatores e a variação entre colônias. O crescimento populacional do ácaro é afetado pela taxa de reprodução, capacidade de movimentação das fêmeas varroas nas células dos favos de cria e a sua taxa de mortalidade (Fries et al. 1994). Esses fatores estão associados a variações de características biológicas e comportamentais de diferentes raças de A. mellifera, ocasionando efeitos positivos e negativos na população de ácaros na colônia.

O controle de técnicas de seleção de rainhas é bem satisfatório, rainhas com hábitos higiênicos e resistência boa. Tentar manter sempre rainhas jovens para conservar os níveis populacionais, tentar utilizar alimentação artificial quando observar escassez do mesmo e manter uma vistoria rigorosa nas colmeias, são fatores que contribuem para a diminuição da incidência da varroa, evitando assim de utilizar produtos químicos.

CONCLUSÃO

Tabela 1: tabela de resultados obtidos a partir das coletas e das contas. - Fonte: Marques e Carvalho, 2017.

Tabela 1: tabela de resultados obtidos a partir das coletas e das contas. – Fonte: Marques e Carvalho, 2017.

Concluímos que com uma população maior de abelhas o grau de infestação nos enxames é maior, o que acontece nas abelhas geneticamente modificadas do apicultor 1, na qual a população é consideravelmente maior do que as de captura, do apicultor 2. No que diz respeito a estação das coletas observamos que na primavera, que foi segunda coleta, o grau de infestação aumentou devido ao maior número de abelhas que saia dos enxames atrás de suprimentos, que também está relacionado ao exame mais populoso. Observamos que em nenhum dos apiários o nível tolerável de ácaro varro foi ultrapassado.

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