Artigo


A MELIPONICULTURA NO ESTADO DO TOCANTINS:
ASPECTOS AMBIENTAIS ECONÔMICOS E SOCIAIS

Diôgo Januário da Costa Neto1, Edmilson Soares da Silva Costa2, Deyla Paula de Oliveira3
1- Universidade Federal do Tocantins; Mestrando em Ecologia de Ecótonos, Especialista em Educação ambiental, Biólogo. – 2- Universidade Luterana do Brasil; Mestre em Ensino de Ciências e Matemática, Químico, Professor de Educação Básica no Estado do Tocantins. – 3- Universidade Estadual do Tocantins; Doutora em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva, Bióloga, Diretora de Pesquisa Institucional da Universidade Estadual do Tocantins.

Resumo

Este artigo apresenta os objetivos da meliponicultura no Estado do Tocantins, que está em fase inicial como atividade agrícola, analisando os aspectos ambientais, econômicos e sociais dessa prática. Para a obtenção dos dados, foram entrevistados 34 (trinta e quatro) agricultores meliponicultores de 17 (dezessete) municípios do Tocantins; 1 (um) técnico do RURALTINS e 1 (um) membro de uma Associação de Agricultores do Tocantins. Para 50% dos meliponicultores entrevistados, a finalidade da criação de abelhas sem ferrão se deve à comercialização de produtos da colmeia, que inclui mel, própolis, cera, enxames, entre outros; 35,29% dos entrevistados relataram que a criação se deve exclusivamente à preservação e conservação das espécies de abelhas; 20,58% trabalham com meliponicultura apenas para auto-consumo dos produtos da colmeia; 8,82% dos entrevistados relataram que a atividade se deve ao uso em serviços ambientais e também como hobby; e finalmente, 2,94% criam abelhas sem ferrão para fins de investigação científica e instrucional. O trabalho desenvolvido pela Associação dos Trabalhadores Rurais do Vale do Corda, em Wanderlândia-TO, é fundamental para a formação de agricultores meliponicultores e para a ação no resgate de enxames em situação de risco, consistindo em estratégias locais para a conservação de abelhas sem ferrão na localidade e em seu entorno.

Trabalhos para promover a educação ambiental através da meliponicultura em escolas nos municípios do Tocantins ajudam a disseminar a importância da criação e conservação de abelhas sem ferrão, possibilitando interatividade entre estudantes, professores, técnicos e pesquisadores.

Palavras-chave: Abelhas sem ferrão, Educação Ambiental, Meliponicultura.

INTRODUÇÃO

As abelhas sem ferrão(Hymenoptera: Apidae: Meliponinae), comumente chamadas denativas indígenas oumeliponíneos, são caracterizadas por apresentarem um ferrão atrofiado ena maioria das espécies háa presença de corbícula, uma estrutura utilizada para a coleta de pólen nas plantas. Essas abelhasestão distribuídas nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, associadas a florestas nativas, sendo registradas também ocorrências em regiões temperadas. Constroem seus ninhos em cavidades ocas de troncos de árvores, no solo e outros substratos, e são fundamentais para a polinização das florestas nativas, que juntamente com as demais abelhas são responsáveis por 40-90% da polinização(Nogueira-Neto 1997;Imperatriz-Fonseca & Nunes-Silva, 2010; Nocelliet al., 2012;Michener, 2013).

Algumas espécies de meliponíneosforam extintas e outras estão em risco de extinção devido a pressão de atividades antrópicas sobre as florestas nativas(Kerr, 2002). Dados recentes da situação da fauna de insetos da ordem Hymenoptera no Brasil divulgados na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção em 2014 pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidadeapontam que existam4(quatro) espécies de abelhas sem ferrão na categoria em perigo de extinção (Brasil, 2014).Com isso, estratégias para a conservação de abelhas nativas devem ser tomadas a fim de que novas espécies entrem na lista.

Nesse sentido, a criação racional de abelhas sem ferrão, denominada meliponicultura (Nogueira-Neto, 1997), é uma atividade que pode preservar as abelhas, sendo regulamentada no Brasil pela resolução n° 346 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Brasil, 2004), que considera as abelhas sem ferrão como parte da fauna silvestre.Pela ausência do ferrão nas abelhas nativas, o manejo dispensa o uso de equipamentos de proteçãosofisticados, como macacão, mascaras,sendo, portanto de baixo custo (Ferreira et al., 2013).Aprática da meliponicultura no Brasil, além do enfoque conservacionista, tem uma importância social devido ao uso nutricional e terapêutico do mel e da própolis por comunidades tradicionais e econômicas, pela comercialização dos produtos do ninho(Carvalho-Zilseet al.,2005; Craveiro et al., 2015).

Informações sobre ameliponiculturaressaltamdiferentes finalidades dessa atividade no Brasil (Nunes et al., 2009;Gomes et al., 2013; Carvalho & Martins, 2014; Jafféet al., 2015; Santo et al., 2016). No Estado do Tocantins, a meliponicultura encontra-se em sua fase inicial como atividade agropecuária, estando presente em todas as microrregiões do estado, porém com predominância de criadores na região norte (Costa-Netoet al., 2016). As abelhas sem ferrão manejadas nos sistemas de meliponiculturado Tocantins são de possíveis34 (trinta e quatro) táxons, sendo 8 (oito) táxons com 4 (quatro) subespécies da tribo Meliponini e 22 (vinte e dois) táxons da tribo Trigonini, sendo as abelhas mais frequentes a Tetragoniscaangustula (Latreille, 1811) (jataí), MeliponafasciculataSmith, 1854 (tiúba), Scaptotrigonasp. (tubi bravo), Meliponaflavolineata Friese,1900 (uruçu amarela), MeliponaseminigraCockerell, 1919 (uruçu preta), Frieseomelitta varia (Lepeletier,1836) (manoel de abreu) e MeliponasubnitidaDucke,1910 (marmelada) (Costa-Neto et al., 2016).

O Tocantins encontra-se em expansão em suas atividades agropecuárias, com a produção de grãos, mandiocas, bovinocultura, caprinocultura, ovinocultura, piscicultura, apicultura, avicultura, silvicultura e bioenergia, para atender a demanda externa e interna do Estado. Além do crescimento da produção, houve também um aumentodas áreas destinadas para essas atividades. Entre os anos de 2011 e 2014,houve um crescimentono uso de mais de58.375 ha de áreas para oplantio de eucalipto, mais de 343 mil hapara o plantio de milho e mais de 363 mil ha para soja(Tocantins, 2016).

A pressão antrópica sobre a vegetação tocantinense é motivo de preocupação com as espécies de abelhas nativas, que dependem dos recursos florestais para a sobrevivência do enxame (Braga et al., 2009). Nesse artigo é realizada uma análise dos aspectos ambientais, econômicos e sociais da meliponicultura no Estado do Tocantins, tendo comoobjetivoconhecer as finalidades da criação racional de abelhas nativas, as estratégias utilizadas por órgão ambientais para a implementação e fortalecimento dessa atividade e as ações realizadas em escolaspara a promoção da educação ambiental, utilizando a meliponicultura como instrumento de discussão.

MATERIAL E MÉTODOS

Área de estudo

Figura 1: Mapa de localização da área de estudo. A - Brasil, B - Divisão do Estado do Tocantins em oito microrregiões. Fonte: http://br.viarural.com/mapa/tocantins/

Figura 1: Mapa de localização da área de estudo. A – Brasil, B – Divisão do Estado do Tocantins
em oito microrregiões. Fonte: http://br.viarural.com/mapa/tocantins/

O estudo foi desenvolvido em 17 (dezessete) municípios do Estado do Tocantins, localizados nas 8 (oito) microrregiõesdo Estado (Figura 1). Na microrregião Bico do Papagaio, foram amostrados os municípios de Araguatins, Cachoeirinha e Darcinópolis; namicrorregião de Araguaína, os municípios de Araguaína, Nova Olinda, Piraquê e Wanderlândia;na microrregião de Miracema, os municípios de Guaraí e Miracema;microrregião de Porto Nacional, os municípios de Palmas e Porto Nacional;na microrregião de Rio Formoso, o município de Fátima;na microrregião de Gurupi, os municípios de Cariri do Tocantins e Gurupi;na microrregião de Dianópolis, os municípiosde Dianópolis e Santa Rosa do Tocantins e microrregião Jalapão, o municípiode Novo Acordo.

Coleta de dados

Esta pesquisa, de natureza quali-quantitativa, se caracteriza como um estudo de caso (Triviños, 1987), pois se pretendeu divulgar os motivos que levaram os meliponicultores do Estado do Tocantins a criarem abelhas sem ferrão e suas contribuições para o desenvolvimento dameliponicultura no Tocantins. Para a obtenção dos dados foram entrevistados 34 (trinta e quatro) meliponicultoresde 17 (dezessete) municípios do Tocantins.

Figura 2. Finalidades da meliponicultura no Estado do Tocantins declarada por 34 meliponicultores de 17 municípios.

Figura 2. Finalidades da meliponicultura no Estado do Tocantins declarada por 34 meliponicultores
de 17 municípios.

O contato com os meliponicultores foi solicitado nas unidades regionais do RURALTINS de todo o Estado, por ser uma instituição que presta assistência aos criadores de abelhas do Tocantins. Também foi coletadodados de 1 (um) técnico do RURALTINS e 1 (um) membro de uma Associação de Agricultores do Tocantins, com o intuito de conhecer as estratégias utilizadas para a implementação e fortalecimento da meliponicultura no Estado. Foram apresentados estudos de promoção à educação ambiental por meio da meliponicultura em escolas dos municípios tocantinenses.Além disso, foram realizadas pesquisas em sites de notícias sobre o tema “Meliponicultura” com vistas à buscade informações sobre práticas locais com o tema do estudo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dos 34 (trinta e quatro) meliponicultores entrevistados no presente estudo, 2 (dois) são do sexo feminino e 32 (trinta e dois) do sexo masculino, apresentando entre 5 (cinco) meses a 23 (vinte e três) anos de experiência com a criação de abelhas sem ferrão. Esses meliponicultores são agricultores, professores, estudantes, técnicos agrícolas, entre outras profissões que iniciaram essa atividade para diferentes finalidades.

Finalidades da meliponicultura no estado do Tocantins

De um total de 44 (quarenta e quatro) respostas declaradas, 38,63% (n=17) dos meliponicultores entrevistados, fazem uso da criação de abelhas sem ferrão para fins comerciais dos produtos como mel, cera, própolis e enxames. Tal dado reforça o que Silva & Paz (2012)consideram sobre o interesse comercial de outros subprodutos meliponícolas comocera, própolis, geoprópolis e saburá;para 27,27% (n=12) dos meliponicultores, ameliponicultura tem por finalidadeaconservação e preservação das espécies de abelhas nativas; 15,90% (n=7) dos entrevistados, disseram que a finalidade visa à criação de abelhas sem ferrão para consumo próprio dos produtos do ninho; 6,81% (n=3) dos meliponicultorescriam com intuitos de serviços ambientais e para 6,81% (n=3) a meliponicultura como se deve a uma atividade considerada como hobbye 2,27% (n=1) declararam como finalidade de pesquisa e instrutoría. As finalidades da meliponicultura no Tocantins estão representadas na figura 2.

A comercialização de mel no Tocantins é, em sua maioria, proveniente da apicultura, que supera a meliponicultura em termos de produtividade e retorno econômico mais rápido. Segundo dados da Federação Tocantinense de Apicultura, em 2013foram produzidas 118 toneladas de mel, que equivale a 13 kg por colmeia ao ano (Seagro, 2015). Já as abelhas sem ferrão, a maior quantidade produzida é observada entre as espécies do gênero Melipona, que produzem em média de 3 a 6 litros de mel por colmeia anualmente (Magalhães & Venturieri, 2010; Carvalho-Zilseet al., 2012). Em relação ao preço, 1L de mel de abelha melífera custa em média R$ 30,00 no mercado, já das espécies de abelhas sem ferrão varia de R$ 70,00 a R$ 1.000,00.

Para ser comercializado, o mel deve passar por um controle de qualidadeatravés de análises preconizadas pelo regulamento técnico de qualidade do mel (Brasil, 1997), onde são exigidas a realização de análises físico-químicas, sensoriais e microbiológicas de amostras para receber o Selo deInspeção Federal (SIF). No Tocantins, existe o Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), localizado no Centro de Ciências Agrárias em Palmas, que realiza análises físico-químicas e microbiológicas de méis de produtores ligados a Associações e Cooperativas de todo o Estadodo Tocantins (Agrolink, 2011; Tocantins, 2012).

De todos os produtos meliponícolas, o mel sempre foi o produto mais valorizado por suas propriedades medicinais e por ter sido, no passado, praticamente a única fonte de açúcar disponível(Silva & Paz, 2012). Filho et al. (2010) comentam que o mel das abelhas sem ferrão é diferenciado e reconhecido por suas importantes propriedades funcionais sobre a saúde humana. A própolis pode ser utilizada como anestésico, cicatrizante, antifúngica e anti-inflamatório (Filho et al., 2010). Os produtos dos meliponíneos, além da função alimentar, também desempenham papel significativo na medicina, religião, mitos, ritos e crenças, presentes em rituais de algumas tribos indígenas (Palazuelos-Ballivián, 2008; Silva & Paz, 2012). São também registrados o uso dessa atividade em comunidades tradicionais indígenas (Nunes et al., 2009) e quilombolas (Santo et al., 2016) e em manifestações culturais (Carvalho & Martins, 2015).

Do ponto de vista ecológico, o manejo de abelhas nativas, está intimamente ligado à prática de compensação ecológica. Além disso, apresenta grande importância econômica, por permitir a manutenção das espécies vegetais, o equilíbrio ecológico nos ecossistemas, a produção de mel e geoprópolis, garantir a produção de frutos e sementes, sobrevivência da fauna e flora e das comunidades que vivem de sua exploração (Kerr, 1987).

Outra atividade promissora advinda da criação de abelhas sem ferrão é o aluguel de colmeias para polinização em áreas degradadas (Gianini, 2015). Trazer as abelhas nativas para os sistemas agroflorestais traz a necessidade do investimento em pesquisas, devido ao aumento do risco de inimigos naturais como formigas, forídeos, sardões, ácaros, lagartixas, entre outros (Carvalho-Zilseet al., 2011), doenças fúngicas nos enxames, tolerância ao agrotóxico das lavouras e a existência de plantas que apresentam compostos secundários para defesa contra insetos que podem ser tóxicas para abelhas (Cintra et al., 2005), como a espécie exótica Azadirachta indica A. Juss (Nim indiano) que é utilizado como repelente de insetos em estabelecimentos agropecuários (Deleito & Borja, 2008)

O meliponicultor, sendo colecionador, poderá requerer cada vez mais espécies diferentes em seu meliponário e introduzir espécies de ocorrência não natural da sua região. Algumas espécies são adaptadas a habitats específicos, conforme Waldschmidt (2000)

Antes de implantar um sistema de meliponicultura, o criador deve buscar informações por meio de cursos e contactar outros criadores, associações e instituições governamentais que forneçam apoio técnico, sendo recomendado um número máximo de 10 (dez) colmeias como ponto inicial, para fazer uma ambientação com o uso das técnicas de manejo (Carvalho-Zilseet al., 2012) e com o tempo, dependendo da finalidade, as colônias poderão ser multiplicadas. De acordo com a resolução n° 346 de 2004 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, quando se atingir um número mínimo de 50 colmeias, o meliponicultordeve solicitar uma autorização no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis(IBAMA) para o funcionamento do meliponário(Brasil, 2004).

Estratégias para a preservação de abelhas nativas no Tocantins

No município de Wanderlândia-TO, existe a Associação dos trabalhadores rurais do Vale do Corda (ATRVC), que dentre as atividades realizadas, contempla a criação racional de abelhas sem ferrão. Na Vale do Corda existe o projeto “Abelhas nativas do Tocantins”, que visa o fortalecimento da agricultura local, por meio do manejo sustentável de espécies de abelhas nativas, a fim de melhorar o rendimento das famílias através da produção, benefício e comercialização de mel e subprodutos de abelhas nativas (UNDP, 2012). De acordo com uma reportagem publicada no site de notícias G1 Tocantins (2015), a coordenadora do projeto ressalta a importância da meliponicultura para a preservação das abelhas nativas na região, pois as pessoas que utilizam o mel ou criam abelhas na região são de antigas gerações, sendo que a nova geração não conhece as espécies de abelhas sem ferrão existentes nas localidades, por isso, veio à necessidade de ensinar os agricultores a resgatar sua cultura e realizar o manejo das abelhas nativas de forma correta.

“Fundada em 1992, a Vale do Corda compreende as cidades de Wanderlândia, Darcinópolis e Riachinho, por onde passa o Rio Corda. Os trabalhos com abelhas nativas iniciaram por volta do ano de 2012 em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (RURALTINS). A vale do Corda está vinculada a rede Cerrado e atua no resgate de abelhas provenientes do desmatamento, oferecendo curso de capacitação em meliponicultura para agricultores ribeirinhos da região, sendo as ações mantidas com recursos do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) por meio do projeto “Abelhas nativas do Tocantins”. Na região existem empresas agroflorestais que realizam desmatamento para o plantio de eucalipto e alguns funcionários são sensibilizados pela associação para avisarem quando são encontrados ninhos em troncos de árvores (Presidente da Associação Vale do Corda, 2016).

O ISPN é um centro de pesquisa que visa o desenvolvimento sustentável com equidade social e equilíbrio ambiental, sendo responsável pela gestão e execução de projetos que visam à preservação dos biomas brasileiros, oferece apoio financeiro para a execução de projetos com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Mundial em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Esses projetos são selecionados por meio de Editais e Chamadas Públicas voltadas para agricultores familiares e comunidades tradicionais, priorizando ações inovadoras que integram a participação da comunidade, que estabeleçam relações harmoniosas entre homens e mulheres e que possam ser reproduzidas em outros locais. As principais atividades financiáveis são o extrativismo, beneficiamento e comercialização de produtos da biodiversidade, a criação de abelhas nativas, recuperação de áreas degradadas e ações para o uso controlado do fogo e combate a incêndios (ISPN, 2016).

A ATRVC oferece um curso de capacitação em meliponiculturano Centro de Educação Ambiental Padre Josimo, localizado na cidade de Wanderlândia, sendo ministrado em módulos cujo conteúdo abrange a vida e criação racional de abelhas sem ferrão, envolvendo toda a parte de manejo das abelhas, que inclui a captura e transferência de enxames para caixas racionais e a multiplicação de enxames. São apresentados o papel das abelhas nativas na polinização dos organismos vegetais e as consequências do desmatamento e queimadas para os enxames. Além disso, os cursistas participam de visitas técnicas em meliponários de outras cidades para a troca de experiências com outros meliponicultores. Grande parte dos meliponicultores das cidades de Wanderlândia e Darcinópolis, iniciaram suas atividades de meliponicultura após serem capacitados pela associação Vale do Corda.Abaixo o relato de um participante:

“Fiz o curso de meliponicultura na Vale do Corda em 2014, ganhei um enxame da associação e logo em seguida iniciei meu meliponário” (Meliponicultor, Darcinópolis-TO).

Um relato que se repete nas entrevistas dos meliponicultoresé a questão do resgate de enxames em situações de risco. Para realizar essa ação são necessários ter um mínimo domínio de técnicas de manejo, materiais e equipamentos e um local para o destino do ninho.

“Quando fico sabendo de algum desmatamento no estado, vou atrás e resgato as abelhas que ficam nos troncos, porque se ficarem lá acabam sendo queimadas” (Meliponicultor de Wanderlândia-TO).

O artigo 7 da Resolução 346 do Conselho Nacional do Meio Ambiente determina que os desmatamentos e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental deverão facilitar a coleta de colônias em sua área de impacto ou enviá-las para os meliponários cadastrados mais próximos (Brasil, 2004). Santos (2015)apresenta um programa de resgate específico para abelhas nativas com finalidades de mitigar impactos ambientais. Nele a autora destaca um Centro de Triagem de abelhas sem ferrão montado próximo ao local de desmatamento com equipes de resgate composta por especialistas e auxiliares, sendo equipada com veículos e materiais para a captura e transferência de enxames para caixas de criatórios artesanais e um espaço para abrigar os ninhos. Uma estratégia para o aproveitamento da madeira do desmatamento é destinada para a construção de caixas racionais.

No município de Palmas, capital do Tocantins, um meliponicultor realiza oficinas e minicursos em eventos locais sobre a criação de abelhas sem ferrão. No referido curso ensina-se a transferência de enxames do tronco para caixas, alimentação de colmeias e a divisão de enxames (T1 notícias, 2009). Um grande avanço para a atividade foi à implantação da associação dos Meliponicultores de Palmas em 2016 (Seagro, 2016; Tocantins, 2016).

No município de Gurupi, localizado na microrregião TO, um meliponicultor busca parcerias com instituições de nsino federais e estaduais, órgãos ambientais e meliponicultores de todo o estado para a criação da Associação de Meliponicultores do Tocantins (AME-TOCANTINS).

“Se implantada, a AME-Tocantins fortalecerá a criação, preservação e comercialização de produtos de abelhas nativas, trocando experiências com AMEs de outros estados brasileiros. Ainda poderão ser realizadas atividades de educação ambiental em escolas e a oferta de minicursos para a comunidade em geral” (Meliponicultor de Gurupi, Tocantins)

Nesse sentido, os sistemas de meliponiculturapoderãose constituíremcomo centros de apoio a escolas para a realização de ações em educação ambiental e para a comunidade em geral, capacitando pessoas para atuar noresgate de enxames sob situações de riscos.

Existem espécies de abelhas nativas, como as do gênero Oxitrigona que são altamente defensivas e produzem um mel ácido. As espécies deste gênero não são viáveis para sistemas de meliponicultura e devem ser mantidas em seu habitat natural (Carvalho-Zilseet al., 2011), assim como outras espécies como a Lestrimelittalimao que saqueiam ninhos de outras abelhas e podem causar perdas (Nogueira-Neto, 1997).

Práticas educativas com a meliponicultura no contexto escolar

Ações commeliponicultura no ambiente escolar foram identificadas em escolas dos municípios de Palmas e Wanderlândia.

EmPalmas-TO, Franco (2007) trabalhou com o tema “Permacultura no Ambiente Escolar” e a “Meliponicultura”. O autor apresentou uma proposta diferenciada para a abordagem teórica e prática sobre os temas em sala de aula,por meio de palestras e atividades práticas. Foi criado o Instituto de Permacultura e Desenvolvimento Humano – Espaço Ambiental, em que o mesmo autor desenvolve um projeto em uma Escola Municipal do Distrito de Taquaruçu, utilizando a meliponicultura como instrumento de educação ambiental (Seagro, 2016).

As atividades de educação ambiental sobre o tema “Permacultura” e “Meliponicultura” dentro e fora da sala de aula podem despertar nos atores envolvidos a importância do conhecer para preservar, além de permitir a interatividade entre professores, alunos, técnicos e pesquisadores. Além disso, torna-se um instrumento de fácil acesso e de certa eficácia, contribuindo para a conscientização ambiental (Jacobi, 2003).A permacultura é um modelo de produção sustentável, que supre as necessidades locais mantendo os padrões encontrados na natureza. Nele a paisagem é desenhada para integrar as espécies de animais e vegetais na produção de alimentos, energia, entre outros bens essenciais à vida, sendo o conceito apresentado por David Holmgren e Bill Mollison em 1970 […] “O engodo das oportunidades oferecidas pelas cidades em rápido crescimento tem funcionado como um falso atrativo, seduzindo as pessoas do campo a se mudar para a cidade” (Holmgren, 2007).

Em Wanderlândia-TO, alunos de escolas municipais participam de atividades no Centro de Educação Ambiental Padre Josimo, oferecidos pela Associação dos Trabalhadores rurais do Vale do Corda. No centro há viveiros de mudas, horta orgânica e ninhos de abelhas sem ferrão, o que permite a realização de atividades interdisciplinares, que integra a criação de abelhas sem ferrão com a produção de alimento.

Em outros estados brasileiros, por meio de uma oficina pedagógica, Ferreira et al. (2013), introduziram noções básicas sobre a criação de meliponíneos por meio dos componentes ecologia e tecnologia de criação para alunos do curso técnico em agropecuária do Instituto Federal do Espírito Santo.Os autores detectaram que o aprendizado com ameliponicultura fortalece o conhecimento sobre a preservação ambiental, biologia das abelhas e o agir em prol da natureza. Sendo realizadas atividades semelhantes no Estado do Amazonas por Craveiro et al. (2015). No estado da Paraíba, Gomez et al. (2013) implementaram atividades de meliponicultura como instrumento de ressocialização de jovens em reabilitação através de laborterapia ocupacional.

Pensar em educação ambiental formal remete a discussões sobre a identidade profissional dos educadores que atuam e vão atuar nas escolas. Gomes et al. (2009) problematizaram a formação de professores educadores ambientais com os seguintes questionamentos: A partir de qual perspectiva, de quais teorias, para qual sociedade? Que saberes e que fazeres são valorizados nessa formação? Diante disso, as autoras traçaram um perfil do educador ambiental de acordo com as ideias de Nóvoa (1988), onde o educado ambiental precisa conhecer a realidade ambiental, apresentar habilidades para intervir quando necessário e atitudes que justificam sua prática social como educador.

Em situações específicas, como por exemplo, a preservação e conservação de abelhas sem ferrão ou nativas, o educador ambiental com a formação profissional necessária para atuar com esse tema é o melipoinicultor ou outro indivíduo conhecedor das técnicas de meliponicultura. Sendo assim, cabe ao professor, quando não possuir as habilidades específicas, como as necessárias para atuação no tema proposto acima, articular junto a profissionais habilitados a capacitação no tema de interesse para trabalhar com seus alunos dentro da sala de aula. Nesse caso, o professor seria o profissional portador dos saberes pedagógicos e o meliponicultor o detentor dos saberes biológicos e ecológicos das abelhas nativas. Torna-se necessário também o reconhecimento da importância das associações como centros de apoio às escolas, disponibilizando profissionais para colaborar com os professores em trabalhos de educação ambiental.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No Estado do Tocantins, as finalidades da meliponicultura são a comercialização de produtos da colmeia, conservação e preservação das espécies, consumo próprio, serviços ambientais, hobby, instrutória e pesquisa.Grande parte dos meliponicultoresrealizam o resgate de enxames em situações de risco, provenientes do desmatamento e queimadas. Em Wanderlândia-TO, a Associação de Trabalhadores rurais do Vale do Corda, com recursos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, realiza a capacitação de comunidades rurais em prol da conservação e manejo das abelhas nativas. Em escolas, ações de educação ambiental são realizadas com vista ao conhecimento, manejo e conservação da diversidade demeliponíneos. Para potencializar a meliponicultura no Estado com finalidades de comercialização dos produtos meliponícolas e polinização de culturas agrícolas, têm-se a necessidade de investimentos em pesquisas educacionais, ecológicas, microbiológicas, genéticas,sistemáticas, taxonômicas, entre outras áreas do conhecimento para o monitoramento e conservação das abelhas nos ecossistemas terrestres.

REFERÊNCIAS

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